Felicidade Envolve Loucura
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Ágata
Depois que eu bati a porta na cara do Ogawa, eu tive de contar tudo o que aconteceu para a Sawa. Claro que ela reprimiu sorrisos e muitas exclamações, mas algumas do tipo “Seus dois burros”, “Seus idiotas” e “Ele é cego é?” ela fazia questão de deixar sair.
– Escuta bem, Ágata, eu não sou ninguém para dizer o que você deve ou deveria ter feito, mas vou falar mesmo assim: DEIXA DE SER BURRA MULHER! Vai lá e diz pra ele o que você sente... Antes que seja tarde.
Eu fiquei boquiaberta ouvindo aquilo tudo. “Deixa de ser burra mulher”? Ok, eu estava merecendo, mas a Sawa geralmente sempre é bem delicada e sincera com o que pensa.
Eu agradeci a ela, ainda sorrindo, pelos concelhos. Gostaria dizer que eu dormi lindamente e maravilhosamente, mas não foi bem assim. Tá que eu sou linda e maravilhosa, mas não estava com cabeça para isso, tanto que eu fiquei acordando várias vezes na madrugada.
E quando eu acordei por volta das 04h12min aí eu não consegui dormir mais. Sawa dormia, silenciosa e sorria (huuuuuuum danadinha, sonhando com o Ran, né?). Enfim, deu a tão esperada 06h00min da manhã, então eu levantei e selecionei minhas vestes, que eram: meu biquíni preto, uma blusinha cinza transparente e uma saia azulzinha. Deixei meu cabelo preso num rabo de cavalo e fui para o quarto de Luce.
Não esperava encontra-la acordada, mas era assim que ela estava. Daí vocês perguntam: “Se não esperava encontra-la acordada, por que diabos iria ao quarto dela?”. Acontece que mamãe me pediu que fiasse de olho nela, para que não aprontasse como faz na maioria das viagens em que fazemos.
Conversamos brevemente, e tudo ia bem até ela mencionar o Ogawa, e eu o Caio, então nos separamos. Eu estava com fome, então iria para a cantina e me encontro com Sawa no caminho.
– Bom dia Sawa.
– Bom dia Ágata.
Trocamos olhares (¬¬) até eu não conseguir mais e começar a rir.
–Ok, vamos para a cantina porque eu estou com uma fome de lascar. – Eu praticamente cantei isso.
– Vamos.
E estava mais uma vez tudo bem, até que um professor que dá aula para a turma da Luce e para a minha também chegar e...
– Ágata, cadê a Luce?
Mas que ‘mierda’ por que eu tenho que saber? Ah, tá, ela é minha irmã.
– Eu falei com ela mais cedo, ela deve estar por aí. Por quê?
– A cozinheira deu a ela um suco, mas há pouco descobrimos que está estragado!
Droga! A Luce tem o estômago fraco, seus organismos são, digamos assim, frágeis. Ela toma alguma coisa estragada e vomita e até desmaia. Da última vez em que ela tomou algo estragado, ela desmaiou e acabou ficando internada! Eu disse isso ao professor, e alguém atrás de mim se levanta.
Eu encaro o ser e noto que ele se chama... Caio. Que como um sem educação me ignora e sai. Infeliz! Logo, Sawa e eu nos pusemos de pé e fomos atrás de Luce. Eu procurei em cada cantinho, até nas latas de lixo! (Epa! Haha, não é isso, é que ela é doida, e estava evitando o Caio, então...) mas aí eu vejo Caio com uma Luce pálida nos braços.
– Caio! Onde ela estava? Eu a procurei em toda parte...
– Bem, eu costumo ir a lugares que tenham árvores quando estou assim.
– Até nisso são parecidos. – Eu ri.
– O quê? – Ele pergunta.
– Nada. – Respondo. Como sei que ele vai leva-la à enfermaria, decido que ou visita-la mais tarde.
Aproveito que ainda estou na praia e, de repente, lembro-me de quando Luce, mamãe, papai e eu fomos á praia, todos pela primeira vez, todos transbordando felicidade.
“ – Percebam, Ágata e Luce, como esta areia é linda!
– Hahaha, pode me chamar de filha, ouviu coroa?
– Luce! Tenha mais modos! – Mamãe a beliscava, enquanto ela fazia careta e mostrava a língua.
– Certo, minhas... Filhas... Oh! VOCÊS SÃO MINHAS FILHAS! – O homem parecia um cientista maluco, vocês deveriam ver. – Quantos anos vocês têm?
– Juntas? Não sei não, não gosto muito de matemática...
– Calada Luce! Bem, eu sou a mais velha, tenho treze anos. Esta babaca aqui tem doze.
– Babaca?
Começamos então uma briguinha de tapas nada fortes, que fez o nosso novo pai rir pra caramba.
– A primeira briga de minhas filhas... Isso! Bate! Bate nela! Baaateeee!!!
Mamãe o olhava com uma cara de: ‘Dá pra parar de colocar lenha na fogueira?’.
– Mas... Eu pensei que fosse assim que um pai deveria agir, ora pois! As duas estão erradas, merecem um castigo. – Então ele coloca a mão no queixo, pensativo. – GUERRA DE AREIAAAAA!!!
Antes que eu pudesse dizer que ele realmente estava possuído, Luce pega a areia e joga em minhas costas. Horas depois, estávamos todos os quatro sujos de areia. Papai olhou bem para nós, e disse:
– Eu amo minhas lindas filhinhas! E não vou deixar nada lhes magoar, que isso fique bem claro.”
Não sei porque mas... Neste momento, o que eu mais queria era um abraço daquele careca maluco.
–Por que está chorando, Ágata?
Olho para frente e percebo que Ogawa me olhava, procurando uma maneira de me ajudar. Com as costas da mão, eu seco minhas lágrimas, que até então eu não percebera que haviam saído.
– Não é nada.
Quando eu dou-lhe as costas, uma de suas mãos segura meu cotovelo, impedindo que eu me afastasse.
– Por que está agindo dessa maneira comigo?
– Assim como, Ogawa?
– Assim. Me evitando e me fazendo perguntas estranhas, como “O que você tem pra me dizer?”.
Eu fico sem palavras. Hora de engolir meu orgulho e dizer aquelas palavras a ele.
– Ogawa... Eu... – Antes de dizer, sinto suas mãos me envolvendo num firme abraço.
– Eu sinto muito por todo mal que eu venho te causado, Ágata. Você é uma garota incrível, não merece passar por tudo isso...
– Ogawa... Cala a boca e me escuta, enquanto eu ainda tenho coragem... – Assim ele o faz. Eu pensei em olhar em seus olhos enquanto dissesse aquelas palavras, mas assim eu não conseguiria. – Eu gosto de você.
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Ogawa
Ouvir aquelas palavras me fez ficar tão feliz... Mas algo me dizia que quem deveria tê-las dito era eu.
– Eu também gosto de você, Ágata. – Sinto aquela pequenina garota estremecer ao ouvir isso. – Eu nunca senti isso por nenhuma outra garota e... Eu estou realmente apaixonado por você. A cada briga nossa, eu não suportava ter de ficar longe de você...
– Ogawa... – Ela sorria. – Não sabia que você poderia ser tão meloso e piegas. – Agora ela ria muito.
– Certo, certo. Mas preste bem atenção, este é um dos raros momentos em que direi algo assim.
Ela me dá um soco de leve no ombro e me encara.
E então, eu a beijo.
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Ágata
Um beijo. Tão doce. Tão voraz. Tão delicado... Era o beijo que eu estava esperando. Minha mão direita subiu automaticamente para os cabelos negros e bem tratados do meu lindo Ogawa, enquanto a esquerda acaricia seu rosto. Suas mãos me trazem para mais perto dele, e eu sorrio no meio do beijo. O que não foi um problema, pois logo veio outro, e mais outro, e mais outro, até termos de nos separar para poder respirar.
Eu arfava e estava completamente vermelha. Automaticamente, sinto minhas mãos acariciando meus lábios, que foram tocados por aqueles cuja pessoa eu amo. Olho para Ogawa, que ri de minha expressão. Mas logo ele se levanta.
– É... Ágata, temos um probleminha.
– E qual seria ele?
– Denis. Se souber que estamos namorando, ficará uma fera conosco. Acho que por enquanto, devemos ficar...
– Escondidos? – Ele me encara, como se suplicasse que eu o compreendesse. Mas esse idiota acabara de dizer que estávamos namorando... Ou era impressão minha? E mais... Acho que eu gostei da ideia de namorarmos escondidos. Eu sorri. – Tudo bem.
Enquanto eu olhava para a árvore em que estávamos embaixo, ouço Sawa me chamando.
– Ágata, sua irmã acordou e quer te ver.
Suspirei e me levantei, vendo aquele mesmo olhar que nós duas trocamos mais cedo se repetindo quando eu vejo que ela está na companhia de Ran. Mas eu não digo nada, e quando os dois dão as costas, Ogawa me puxa e me dá um selinho.
– Ogawa! Você não disse que...
– Shhh, eles não viram nada.
Eu sorrio mais uma vez, e vamos todos ver a minha irmã.
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– Ágata...? Por que você não estava aqui... COMIGO?
Levanto um olhar mínimo a Ogawa, mas Luce não percebeu, então eu sorrio.
– Uh... Pensei que Caio estaria aqui com você, logo que foi ele quem te trouxe...
– Ele O QUÊ?
Eu encarei minha doce e alta irmã, deitada naquela cama de hospital horrível, sem acreditar em minhas palavras.
– Sim. – Eu falei devagar. – O Caio, seu Caio. Te. Trouxe. Pra. Cá.
Ela corou quando eu disse “seu”, pois Sawa, Ran e Ogawa também estavam no mesmo quarto, mas apenas nos olhava conversar.
– É... Ao que parece... ELE NÃO ESTÁ AQUI.
Lancei lhe meu olhar pervertido (¬.¬) juntamente com uma risadinha do tipo (huhuhuhu), com a mão direita encostando em minha boca.
– Por que... Você tá me olhando assim?
– Nada. Olha... Eu tive um plano. Mas, infelizmente, o Caio não fala comigo, aquele idiota... – Ao meu lado, ouvi Ogawa grunhir, esse ciumento... – Então... É... Como se chamam os amigos dele?
Essa ultima frase eu falei muito rápido, de maneira que ela só entendeu a parte “...amigos dele?”
– Uh? O Soo, o Mok e o Shou? E os...
Mas a porta do quarto se abre de repente um menino loiro e asiático (o que era bem... interessante) e pouco musculoso invade o local. Ele estava com uma bermuda havaiana e uma camisa regata, além de usar um chinelo. Que lindinho ^-^
– Luce? Minha... Nossa! Então é verdade...
– O que é verdade? – Disse ela, com raiva.
– Que você... Apanhou de um suco HAHAHAHAHA...
Eu não pude evitar e ri também.
– SHOU SEU DESGRAÇADO, QUANDO EU SAIR DAQUI TU MORRE RAPÁ!
Olhei para meus amigos, e vi que queriam sair e deixa-los a sós.
– Bem... Luce, acho que você já está bem acompanhada. Voltamos outra hora – disse Ran, amigavelmente –, ah, se você quiser, claro.
– Quero sim, podem vir!
Saímos dali e ouvi mais gritos antes de nos afastarmos.
– Ah... Escutem só, eu tive um plano. Diabólico. Um mega-plano-diabólico! Um mega-super-hiper-plano-dia...
– Ok, ok, já entendemos. – Disse Ogawa. – E o que vai fazer?
*Olhar pervertido on!*
– Você vai ver... Huhuhuhu...
– Sinto que isso não vai prestar... – Disse Ogawa, mas eu não ligava, porque meu plano era infalivelmente diabólico...
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Minutos depois, cá estava eu, vagando pela praia, à procura da ajuda de Mok, Soo e Shou. Por que acho que eles estariam na praia? Porque, a menos que não sejam vagabundos, eles estariam aqui. Andei mais e mais, então avistei alguém que eu já vira falando com a Luce.
Ele estava encostado em uma árvore, então cheguei de mansinho e sorrindo.
– Oi, ãh, você é o Soo?
O garoto me lança um olhar mínimo.
– Sim.
– Pode me ajudar com algo?
– Sinto muito, estou ocupado.
Eu me segurei para não dar um soco em sua cabeça, e então forcei um sorriso. O amigo dele me viu, e ficou boquiaberto, me encarando de cima a baixo. Eu me olhei também, procurando algo fora do lugar, mas não havia nada, então e bufei.
– Soo! – Disse ele, dando o tapa na cabeça do amigo, o tapa que eu queria dar. – Você é idiota? A menina tá puxando assunto contigo!
– Hãhaaaaãn! Ei, eu não estou puxando assunto e... Eu já tenho namorado.
Ele pensa, e então fala pro outro:
– Cara, ela tem namorado e tá puxado assunto!
Arght! Cansei.
Saí à procura do tal de Mok. Só que eu não sou nada desastrada, e acabei me esbarrando em um ser muito alto e aparentemente emo.
– Ah, me desculpa... Eu estou procurando o Mok. Você o viu por aí?
Eu fico olhando para todos os lados, e a pessoa em que eu me esbarrei não responde. Quando eu o olho, ele está com uma mão levantada.
– Mok?
– Sou eu.
Ainda bem.
– Você está ocupado?
– Não.
– Temos uma missão, soldado!
Ele me olha tipo... Ãh? Eu sorrio e digo “Sou irmã da Luce.” Então ele me compreende.
– Ah, a Luce. Ela é bem legal. Conversamos muito, muito, muito.
– Isso é o suficiente. Você sabe onde posso encontrar o...
– MOK!
Nos viramos e vemos o coreano tingido vindo em nossa direção.
– Olá, Shou.
Isso vai ser interessante...
*Minutos depois, atrás do prédio dos dormitórios*
– Shou, vai fazer assim: tem estes papeizinhos aqui, com mensagens. A mensagem “Vá ao quarto 30 da Ala Masculina.”, você entrega à Luce; “Vá ao quarto 10 da Ala Feminina” entrega ao Ran; “Hoje você divide o quarto com outra pessoa, no quarto 35 da Ala Masculina” para o Ogawa.
“Vai ficar assim: Quarto 10 = Sawa e Ran;
Quarto 30 = Luce e Caio;
Quarto 35 = o Ogawa fica com o amigão dele, Denis.”
– E quanto a você?
– Eu? – Sorri. – Hoje vou dividir o quarto com a tal Kasumi. Mok, você
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Shou
O Mega-Hiper-Super-Plano-Diabólico era bem simples, não tinha como dar errado. Os papéis tinham um risco de cada cor. O vermelho era pro Ran, o preto para a Luce e o amarelo para o Ogawa.
Eu estava andando bem, até Soo se esbarrar em mim.
– Mais cuidado aê MININO!
– Hahaha foi mal.
Notei que os papéis que eu trazia caíram no chão. MAS O QUÊ? Eles estavam na ordem certa... Hum, ok, o amarelo é para a Kasumi, o preto para a Ágata e o vermelho para o Ran. É isso? É, não é? Ou será que era o contrário...? Ah, vai ser isso.
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*Especialmente em 3ª pessoa, alguém que observa da moitinha (¬.¬) *
No quarto 20 da Ala Feminina, Ágata andava de um lado para o outro. Esperava ansiosamente que seu plano desse certo, até que sua irmã chega a seu quarto.
– O que você quer comigo hein Ágata? Para quê me chamou aqui?
– Luce, pare de reclamar e me ouça! – Assim sua irmã o fez. – Acho que perdi meu brinco no quarto 30 da Ala Masculina, quando eu pulei e abri a porta.
– E?
– Como assim “E”? E nada, vai lá e pega pra mim.
Ela fez uma careta, mas mesmo assim saiu do quarto. Quando ela saiu, Sawa olhou para Ágata, acusadoramente.
– O que foi?
– Você não estava usando brinco naquele dia.
A ruiva põe a mão na cabeça, e sorri, fechando os olhos.
– Sério? Mas então... Eu vou avisar Luce. Volto já!
Ágata sai do quarto e segue rumo ao quarto de sua irmã. Em um corredor ela se escondeu, e viu Ran passar. Depois disso, ela continuou seu rumo. Quando ela chega lá, avista outra pessoa. Que não é sua irmã, muito menos a Kasumi.
Alguns minutos antes, no quarto 35 da Ala Masculina...
– Sério, quem será que mandou esse bilhete? – Ran perguntava a si mesmo, já que Denis não estava ali. Decidiu ir até o quarto de Ágata para ver o que a amiga queria.
Enquanto isso, no quarto 30 da Ala Masculina...
– O que você faz aqui? – Pergunta Ogawa à Luce. – Eu esperava ver a Ágata.
– Ah, faça-me o favor de poupar-me dos seus detalhes sórdidos. Eu só vim procurar o brinco que a Ágata disse que perdeu aqui. – Ela repara que ele fica vermelhinho (¬.¬)
A garota olhava para todos os lados, mas não achava o tal brinco. Vendo que estava pagando mico, ela se joga na cama do Caio.
– Aquela baixinha de uma figa me paga! Onde é que está o Caio?
– Disse que iria dar uma passada no seu quarto, para ver como você estava.
Luce sai dali, e mal sabe ela que em seu quarto, está para começar uma guerra.
– O QUE VOCÊ FAZ AQUI? – Perguntava Ágata, chocada.
– O que VOCÊ faz aqui? – Rebatia Caio.
– Escuta aqui mocinho, não aumenta a voz comigo não!
– É você quem está gritando. – Diz ele, indiferente e sentando-se em uma das camas, a qual evidentemente é de Luce.
– Argh! Com você é impossível se ter uma conversa normal!
– Isso é porque eu não sou fresco como você.
Ágata morde o lábio, tentando não gritar novamente, ou se contendo para não pular em cima daquele idiota.
– Chega, eu não tenho paciência, muito menos o jeito, para falar com você. – Ela suspira e fecha os olhos. – Eu não sou a Luce.
Quando ela vai sair do quarto, o garoto a para.
– O que quer dizer com “Eu não sou a Luce”?
Ela sorri.
– Cara, vocês são tão parecidos... Têm o humor que varia de dois em dois segundos... – Ele ignora isso, esperando pela resposta. – Ah, Caio, e eu preciso dizer? A Luce é uma garota incrível! Ela é tão durona, e ao mesmo tempo tão meiga. Ela é uma babaca, confesso. E uma idiota também, mas afinal, quem não é? E ela é... Bem, doida.
Ele sorria, impressionado com a declaração que Ágata acabara de fazer, mas logo muda de expressão, escondendo o sorriso.
– Não faça isso, Caio. Você fica mais bonito com o sorriso, acredite em mim. – Ele a olha, pensativo. – A Luce também acha.
Antes de sair do quarto, ela sorri mais uma vez. Já do lado de fora, ela se esbarra em Luce.
– Uh? O que você fazia no meu quarto?
– Quando você saiu do meu quarto, Sawa lembrou-me que eu não estava usando brinco naquele dia, então eu pensei em te avisar. – Ágata lança à sua irmã, a cara mais lavada e sem vergonha (vocês deveriam ter visto). E, quando ela percebe que a porta atrás de si está para se abrir, ela empurra Luce para dentro do quarto e sai correndo.
– Pra onde eu vou agora? Hmmm... Talvez o quarto 35 esteja vazio. – Sussurra Ágata. Mas, ao chegar lá, ainda do lado de fora, escuta as vozes de Kasumi e Denis. Os dois parecem estar se divertindo. – Caramba! ONDE EU VOU DORMIR?
– Uh? Essa parece a voz da Ágata...
Quando a ruiva ouve Denis dizer, ela sai correndo para o último lugar que pensara em ir (*rufem os tambores e soltem as vozes angelicais*) o quarto 30. (ooooh). Seria muito normal dizer que ela apenas girou a maçaneta e encostou-se na porta, aliviada por ter se safado dessa, mas a realidade é bem outra.
A garota correu tão rápido que ela bateu o rosto na porta, então se lembrou que aquele treco tinha maçaneta, abriu e se jogou lá dentro (MEAU)!
– Por que você não tenta apenas abrir a porta?
Ainda caída no chão, ela levanta a cabeça, e vê Ogawa gargalhando para ela.
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