Notas iniciais
O/ I'm live ~ bwahahahaha Todos os esclarecimentos no final, ok? :3 Enjoy ~

Feelings Insanes

Era uma sala conhecida desta vez. A mesma sala de pisos vermelhos e pretos, cercada por cortinas de veludo pretas, as velas distribuídas simetricamente pela sala em castiçais elegantemente dourados, o jazz característico, da vitrola ao lado do piano, ecoava pela sala, relaxante.

Tentei se mexer na poltrona, percebendo meus pulsos presos por ligas de couro grossas e firmes, me impedindo de mexer mais que alguns milímetros. Grunhi irritada.

A que me deu as honras de vê-la por aqui — riu o kishin — Bom te rever.

– Estava demorando – bufei, olhando-o, sorrindo quase como se estivesse feliz — Olha se não estou amarrada de novo — zombei mostrando as tiras de couro que impediam qualquer movimento brusco demais.

– Julguei necessário, você é tão imprevisível.

– Não confia em mim? – disse fingindo o máximo de chateação possível.

– Mas é claro! Que não – deu de ombros, como se dissesse algo extremamente óbvio.

– Garoto esperto — resmunguei tentando afrouxar as amarras, ferindo os pulsos e desistindo – Poderia ter um pesadelo sem você como antagonista?

– Como eu disse, é mais divertido ficar por aqui.

– Parece que não tenho escolha... A vida não é justa, não é? — dei de ombros, suspirando resignada — Terei algo em troca?

– Não – respondeu em uma falsa mágoa.

– Isso não parece algo justo.

– A vida não é justa, como você mesma disse — disse distraidamente- Todos nós somos seres egoístas, sempre interessadas em algo, sempre pensando somente em nós mesmos...

– Você, como um ser egoísta, está interessado em algo que eu possa oferecer?

Ele parou o seu discurso me olhando. Sorriu de uma maneira sinistramente macabra.

– O que eu quero – sussurrou, se aproximando — Você já está destinada a me oferendar, querendo ou não — chegou mais perto, segurando meu queixo, impedindo de desviar o olhar.

– E o que seria? — sorri o desafiando.

O kishin riu.

– Espere, e verá.

.

.

.

Maka acordou de súbito meio desorientada, precisando de alguns minutos para perceber que já estava acordada e não mais sonhando. Olhou o despertador em seu criado mudo.

8:03

Bocejou espreguiçando-se e arrastou-se para sentar à beira da cama, coçando os olhos. Preguiçosamente olhou em volta, ainda sonolenta demais, atraída pela folha de papel dobrada sobre seu travesseiro, estendeu o braço para pegá-lo, observando as manchas arroxeadas que tomavam a pele de seu pulso, por baixo das bandagens frouxas. Soltou um silvo de desgosto.

Tive de dar uma saída, mas não demoro muito, não se preocupe.

Sid, Marie e Stein estão te protegendo.

Não esqueça-se de se alimentar bem.

Cuide-se e cuidado até eu voltar, ok?

PS: Qualquer problema me liga.

– Como se eu me preocupasse comigo mesma... — bufou a artesã, voltando a deitar.

Conversamos depois.

Agitou a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos.

Ele tem estado tão estranho ultimamente... Saindo todos os dias...

– Não esta um pouco sentimental demais, Maka? — zombou o kishin.

– Ah por favor. Me deixe em paz ao menos quando eu estou acordada!

Ouvi a risada irônica dele enquanto atiçava minha curiosidade — Conversamos depois — imitou sua voz rindo em seguida.

– Ah por Kami-sama! Cale essa maldita boca!

– Okay — murmurou rindo.

– Estou com sede... – resmungou, incomodada, pela intensa e repentina secura em sua garganta, colocou a mão sobre a garganta, a jarra sobre seu criado mudo tão seca quanto o Saara.

Levantou-se rapidamente, sendo abatida por uma forte dor de cabeça, piscou algumas vezes, caminhando até o batente da porta lentamente, em direção a cozinha, parou instantaneamente ao sentir pisar em algo molhado e levantou o pé observando a pegada vermelha de sangue. Suas sobrancelhas uniram-se confusamente fazendo-a olhar um pouco mais a frente, ainda para o chão, encontrando um pingo de sangue.

Estranhando ainda mais, levantou o olhar do chão, paralisando em seguida pelo flash de ver o cômodo completamente ensanguentando, o líquido viscoso, pela parede, móveis, teto e chão. Sacudiu a cabeça enxergando o cômodo normal dessa vez. Ofegou ainda em choque.

O que diabos foi isso?

.

.

.

Pare de brincar com os sentimentos dela, é cruel...

Soltou um silvo de desagrado, acelerando a moto, irritado. Aquelas palavras não paravam de ecoar insistentemente em seu consciente.

Sim. Admitir alguma coisa era algo extremamente difícil para seu orgulho superar. Mas, mesmo assim, admitia que deveria ter terminado aquela conversa com ela há muito tempo.

Precisava tomar logo uma decisão.

Infelizmente, não era algo que se podia falar de uma hora pra outra. Havia um preparo emocional. Sentia tanta falta do toque, dos lábios, da voz, dos suspiros dela. Quase como se fosse um viciado, e ela a droga que eu precisava.

Mantinha-se a distância, porque sabia que enquanto não houvesse sinceridade por parte dele, a relação entre eles também não seria sincera, ou real.

Porque, por mais que custasse a admitir, estava extremamente dependente dela e não queria que continuassem a ter uma relação instável assim. Grunhi irritado pela recente constatação óbvia. Eu a amo.

Algo que também martelava em sua cabeça, era a conversa que tivera com o diretor da escola.

É apenas uma profecia boba.

Tem que ser.

– Tadaima – disse Soul, fechando a porta atrás de si.

Estranhou a falta de resposta

– Maka? — sua voz subiu uma oitava em pânico.

– Sem pânico, eu estou bem... Viva, eu diria – brincou Maka, olhando o braços em sinal de ferimento, com um livro em mãos, que Soul imediatamente, reconhecera ser o presente de Chrona.

– Rá-rá — riu sem humor.

Enfim teve sua atenção atraída à um brilho vermelho. O colar que ele dera. Sempre que a via, ela estava o usando. Sorriu levemente.

A artesã lhe sorriu e dirigiu-se a poltrona, sentando-se no braço desta, apoiando o livro nas pernas.

– Ah, é mesmo – quebrou o silêncio incômodo, remexendo nos bolsos da jaqueta tirando um envelope preso a uma fita de cetim dourada.

– O que? – indagou Maka, com o envelope em mãos.

– Abra.

"A senhorita Maka Albarn e Senhor Soul Eater Evans"

"Estão convidados a comemoração anual do festival de outono.

Dia 23 de Setembro, às 20:00 no salão da Torre Norte

Traje à Rigor."

– Esse Domingo? — se perguntou fechando o envelope o colocando na mesa de centro.

– É, Shinigami-sama me entregou hoje — suspirou cansado.

Maka tirou as atenções do livro, levando seu olhar ao parceiro que sentou-se ao seu lado suspirando pesadamente. Estranhou a proximidade depois de tanto tempo.

– Tudo bem? — perguntou preocupada

– Sim, por que pergunta? — a olhou por um segundo antes de voltar a fechar os olhos, brincando com uma mecha dos cabelos loiros que caiam pelos ombros até o meio das costas entre seus dedos.

– Nada demais — murmurou, voltando a concentrar-se em sua leitura.

– hn — resmungou, olhando Maka passar os dedos pelas páginas amareladas – O que está de incomodando? — encarando-a diretamente, curioso.

– À mim? Nada – respondeu Maka.

Soul tornou a encara-la.

A artesã enrubesceu-se, ao perceber o parceiro encarando-a tão descaradamente.

– O que foi? – indagou Maka, envergonhada.

– Estava notando como você é linda.

Maka arregalou levemente os olhos, antes de cobrir o rosto com o livro.

– Que comentário aleatório.

Soul abaixou o rosto, rindo animado.

– Está rindo do que? — bufou vermelha, tirando o livro de frente do rosto.

– Dessa sua cara de tomate – respondeu prontamente, sendo empurrado por ela, que pretendia se levantar.

– Ei. É brincadeira. — disse segurando sua cintura, a prendendo no lugar.


Maka tentou se desvencilhar de seus braços, derrubando o livro em um baque surdo.

– Meu livro — tentou se livrar de suas mãos, olhando-o no chão.

– Ele pode esperar – murmurou ignorando seu protesto — Então, o que tem de errado?

– Não tem nada de errado. É só impressão sua — disse tentado se levantar.

– Se é só impressão minha, por que não experimenta dizer isso olhando nos meus olhos dessa vez? — sorriu vitorioso ao vê-la corar ainda mais.

– Porque não estou nem um pouco à fim de te dar nenhum satisfaç...- interrompeu Maka, pronta para lhe dar uma resposta.

Ambos olharam para o espelho do corredor, Soul soltou a cintura dela, disfarçando o leve incomodo de terem sido interrompidos. O espelho ondulou algumas vezes antes de mostrar a imagem do diretor.

– Maka-chan, Soul-kun, bom vê-los — disse animado como sempre.

– Konnichiwa, Shinigami-sama – cumprimentou Maka.

– Está melhor, Maka-chan?

– Ah, claro! – respondeu Maka, tocando a perna — Não estou mancando tanto agora também!

– E seu estômago? – perguntou Shinigami-sama, preocupado.

– As feridas ainda sangram, um pouco — tocou a ferida por cima da blusa — Mas já consigo fazer minhas atividades de antes!

– Isso é realmente ótimo – comentou – Soul-kun, poderia traze-la aqui em casa para uns testes?

Soul assentiu desconfiado

– Venham antes de escurecer, okay? Bye — disse sem esperar resposta.

Ambos se entreolharam, estranhando a atitude do diretor.

– Do nada assim? – indagou Maka.

Soul deu de ombros.

– Vamos? – perguntou, pegando as chaves e sua jaqueta, estendeu o braço para a parceira se apoiar.

A artesã meneou com a cabeça confirmando, e segurando seu braço.

– Vamos.

.

.

.

Observava o pôr-do-sol por entre as construções, enquanto os cabelos loiros chicoteavam sob o capacete com o vento forte, pela velocidade da moto.

– Soul – chamou Maka, apenas alto o suficiente para que ele ouvisse.

– Hn?

– Aquele diabinho... — murmurou escondendo o rosto na jaqueta dele.

– O que tem ele?

– Você ainda o vê? Ele tem te incomodado? — perguntou escondendo a aflição.

– Não — respondeu Soul — Por que está perguntando isso de repente? — suas sobrancelhas se uniram em dúvida por debaixo do capacete.

– Só estava preocupada que ele tivesse voltado.

– Sua habilidade de repelir energias impuras tem me mantido sóbrio — respondeu — E eu sei que não é por esse motivo que você perguntou. — disse notando sua parceira se calar atrás dele e apertar os braços em volta de sua cintura

– E então?

– Você sabe mentir tão bem...

– Calado — murmurou internamente

– Maka, seja sincera comigo — pediu baixo, tendo a certeza que ela podia ouvi-lo muito bem.

– Eu só estou preocupada que não tenha mais a capacidade de causar esse efeito em você, e volte a ficar daquele jeito...

– Você não está sendo sincera de verdade...

– Calado! — bufou causando risos desdenhosos no kishin.

– Isso nunca aconteceria — murmurou assim que virou a esquina, encontrando Shinigami, Stein, Sid, Marie e o trio a espera deles em frente a mansão.

– É um alívio – sussurrou Maka.

Isso era verdade.

Soul freou bem em frente à mansão e desceu da moto, ajudando a parceira. Lado a lado, Soul lhe estendeu o braço de apoio, e subiram as escadas.

– Bem vindos — cumprimentou o diretor.

Fizeram uma pequena reverência.

– Vamos. Entrem, entrem – pediu o diretor, abrindo a porta para a dupla.

Maka olhou para o céu já escuro, atenta a um vulto em meio às nuvens.

.

.

.

– Como ela é capaz? É impressionante... – comentou Kid, abismado.

– Ainda precisa de treino – sussurrou Shinigami — Não se sabe ao certo como e quando ela obteve o controle, talvez ela tenha adquirido essa habilidade assim como as outras... Que eu saiba, ela só era capaz disso quando entrava em uma espécie de transe.

– Ainda sim, Otoo-sama... – cochichou Kid, para o pai — Não deixa de ser incrível. Ela é capaz de manter sua parte artesã e sua parte arma em sincronismo, somente com algumas horas de treino! Além do que... Seu poder se assemelha a uma death scyte. Ela e Stein estão em equilíbrio de força.

Shinigami estudou a luta dos dois a sua frente com atenção.

A batalha entre Stein e Maka prosseguia-se incessante, nenhum deles aparentava querer uma pausa. As conversas continuavam alheias, embora as vozes se tornavam apenas eco para Soul.

Soul observava atentamente e ouvia calado. Sentia-se mal por não poder ajudá-la. Concordara e sabia que isso era a intenção do diretor. Estudar como a alma dela se comportava em situações de risco, e segundo para a segurança do parceiro, Maka e Shinigami-sama haviam concordado que seria melhor não manuseá-lo enquanto não se sabia ao certo qual era a situação atual da artesã.

– Como pode deixar oportunidades tão boas de atacá-lo escaparem assim? – indagou o Kishin

– Você não para de falar, é por isso — o cortou, internamente.

– Você é fraca isso si...

– Calado! Você está me atrapalhando! – grunhiu Maka, o calando.

A artesã se apoiou nos joelhos, ofegante. Passou as costas da mão sobre a testa, secando as gotículas de suor que se formavam, mostrando as manchas de sangue recentes já tomando totalmente as bandagens na parte inferior da mão.

Vou fazer ele tirar aquele maldito cigarro na boca, e levar essa luta a sério.

Respirou fundo e tomou novamente sua forma de ataque, fazendo duas foices saírem de seus braços, correndo em sua direção. Desviou-se facilmente de seu soco, abaixando-se, e tentou dar-lhe uma rasteira, que pulou, escapando.

Maka sorriu, apoiando o peso do corpo nas mãos, plantou uma bananeira, errando um chute certeiro ao rosto do professor deixando apenas um corte não tão superficial na pele impecavelmente branca.

Stein tentou lhe atingir com ondas de alma, pegando de raspão em seu estômago. Maka saltou para trás derrapando alguns metros, tossindo sangue.

O professor passou a mão pelo corte em seu rosto, levemente irritado.

– Vamos dar uma pausa — disse Stein ao diretor.

– Não é necessário – disse Maka, entrecortadamente, limpando o sangue do canto da boca com as costas da mão, ergueu-se e tomando novamente sua forma de ataque – A não ser que... Você esteja cansado, Sensei – provocou.

Stein a fuzilou.

– Não seja teimosa, você mal consegue respirar direito – resmungou o professor.

– Veremos – a loira o desafiou.

Stein jogou seu cigarro fora, se posicionando, sério.

Maka sorriu.

– Acho que agora já posso levar mais a sério — disse Stein.

Maka acelerou os passos em direção a ele, preparando-se para um soco. Stein a interceptou facilmente, segurando seus pulsos.

– Tch – gemeu Maka pelos pulsos doloridos, desfazendo as foices.

– Muito fácil – comentou, se preparando para acertar lhe um chute em seu estômago.

Maka deslocou suas frequências de alma contra a dele através do contato de suas peles, fazendo-o soltá-la com as mãos doloridas.

– Não me subestime – retrucou Maka, sorrindo, pulou pelos ombros dele, aterrissando levemente atrás dele. Ele se virou assim que percebeu o ato, e preparou-se para tornar a desarma-la. Maka atingiu seu pescoço com as costas da mãos, e deu lhe uma rasteira, derrubando-o. E com um pé sobre seu peito, apontou uma foice de encontro ao pescoço do professor, imobilizando-o.

– Parece que ganhei – anunciou Maka, estendendo a outra mão, ajudando-o a levantar.

Stein sorriu.

– Foi uma boa luta – concordou.

Maka se afastou, deixando suas foices estilhaçarem luminosas, ofegante.

Soul se aproximou dela assim que se deu o término da luta, sentia a alma da mestra instável.

A artesã lhe sorriu, tranquilizando-o.

– Yosha! — disse o Shinigami, batendo palmas — Bom trabalho, bom trabalho! Stein, Maka-chan, foi um ótimo combate — olhou para ele, que reacendeu seu cigarro. Em seguida, olhou para Maka, que sorria fracamente antes de seus joelhos cederem e ela tombar para frente.

Soul interceptou sua queda, preocupado.

– Não se preocupe, ela só esta cansada — disse o diretor, dando “pequenos” tapinhas em seu ombro para tranquiliza-lo. Soul a levantou nos braços facilmente, sentindo a respiração calma da mestra acompanhando seu peito descendo e subindo.

– Esta tarde demais para deixa-los ir embora – comentou o diretor, olhando pela janela.

O céu noturno, não tinha nem a presença das estrelas, nem da lua. Tornando-a ainda mais escura

– Durmam por aqui hoje, por favor – pediu o diretor a Soul, olhando o profundamente. Soul concordou.

– Kid-kun, mostre o quarto de hóspedes para Soul.

– Sim senhor – disse Kid, desencostando-se da escrivaninha do pai – Desculpe, mas... Não seria melhor refazer os curativos primeiro? – perguntou, preocupado.

– Quero colher uma amostra nova de sangue – completou Stein — Preciso verificar como o sangue negro tem reagido no corpo dela, em comparação com a amostra anterior.

– O exame e os curativos poderão ser feitos amanhã de manhã — interveio Marie, tocando o ombro de ambos – Por hoje, deixe-a descansar, Stein, Kid-kun.

– Ela está certa. – concordou Shinigami-sama — Ela se esforçou um demasiado hoje. Seu descanso é mais que merecido, todo o restante pode esperar. Kid-kun – pediu novamente.

– Hai, Otoo-sama — fez uma pequena reverência ao pai, antes de sair, fazendo um sinal para que Soul o acompanhasse...

.

.

.

Olhou em volta.

Estava na mesma sala de pisos vermelho e preto. As labaredas de fogo nas velas pareciam dançar no ritmo do jazz tranquilo na vitrola ao lado do piano, caracterizando o ambiente. Olhei para as ligas de couro prendendo meus pulsos novamente.

Suspirei frustrada.

– Ora ora! Bem vinda – entrou a figura pelas cortinas, ajeitando a gravata – Sinta-se em casa e fique à vontade.

– Você só pode estar de brincadeira comigo — grunhi entredentes.

– Claro que não! E diga-se de passagem, que humor maravilhoso que você está esta noite, não? — se lamentou em falso ultraje.

Revirei os olhos, cruzando as pernas.

– Ser infernizada em pesadelos faz isso com o humor das pessoas.

Ele riu sem vestígio de humor.

– Você tem abusado da sorte, queridinha – sussurrou ao pé de minha orelha.

Senti seu punho de encontro ao meu estômago, dolorosamente.

– Ugh — gemi, sentindo o gosto sangue, acompanhado pelo liquido quente e viscoso escorrendo pelo canto da boca.

– Isso mesmo. Você deve abaixar a cabeça para mim, porque aqui eu mando — o olhei com raiva contida — Porque aqui, eu posso lhe provocar dor — sorriu diabolicamente, lambendo o sangue que escorria pelo canto da minha boca — Muita dor.

.

.

.

Abriu os olhos respirando aceleradamente, sentia o gosto ferroso do sangue em toda a sua boca.

Olhou para o rádio-relógio no criado mudo ao lado da cama, piscando.

13:37 p.m.

Depois de processar a hora que viu se levantou de súbito.

– Tch – gemeu ao sentir casa músculo de seu corpo dolorido.

Engolindo em seco em seguida.

– Sede... – murmurou Maka, tocando a garganta, enfim notando a pequena jarra de vidro cheia de água. Esvaziou o copo até esvaziar também a jarra, ainda insatisfeita.

Secou o suor que colava seu cabelo na testa com as costas da mão, arrastando-se até a ponta da cama, tomou coragem para levantar, encaminhando-se para a porta que julgava ser o banheiro.

Adentrou o recinto à passos lentos até estar em frente ao espelho que ocupava a parede de um canto a outro. Desabotoou a camisa, arregaçando as mangas até os cotovelos, livrou-se das bandagens sujas, jogando as no lixo ao lado da pia, lavando as mãos do sangue seco e limpando o máximo que podia os ferimentos que reabriram, olhando as manchas arroxeadas que formavam-se em seus pulsos mais pálidos que o normal.

Sem que pudesse fazer mais nada para melhorar a situação de suas mãos, abriu a torneira mergulhando o rosto na água fria para livrar-se de qualquer vestígio de sono que ainda podia ter, aproveitou-se e deu uma profunda golada, tentando se saciar.

A quem queria enganar? Água não tirava mais a sede.

Tateou cegamente a procura da pilha de toalhas no balcão, apanhou uma do monte, afundando o rosto nela por alguns minutos.

Respirando fundo, tentando distrair-se da secura de sua garganta enfim tornou a abrir os olhos e recolocou seu foque no gigante espelho a sua frente. Seu reflexo nos demais espelhos voltaram-se para ela, olhando em seu sorriso macabro. Fechou os olhos, agitando a cabeça em uma tentativa de espantar aquelas alucinações.

O coração palpitando no peito nervosamente. Tornou a abrir os olhos, enxergando todo o banheiro sujo de sangue.

Assustada, fechou os olhos novamente, segurando a cabeça entre as mãos tentando afugentar aquela visão, da mesma forma que fizera antes. E abriu os olhos novamente, dando com uma imensa escrita em sangue na parede branca.

Morra.

Mas dessa vez, não funcionara.

– ~~~~~~~~~ — o grito dela ecoou pela mansão...

To be continued...

Notas finais
Deixei vocês curiosos? Agora só ano que vem... caham caham. Perdoem-me pela brincadeira de mau gosto. Peço desculpas pela demora...eu realmente tenho estado muito sobrecarregada, quando eu tenho tempo falta criatividade, quando tenho criatividade, falta-me tempo. I'm sorry people ~ Espero que tenham gostado deste capítulo, que passei escrevendo aos bocadinhos. Sugestões, reclamações, elogios são sempre bem vindos. Talvez reclamações não. xP Ah sim! Já ia me esquecendo. Como chamam? Enquete? Bem bem...Gostaria que vocês mandassem a resposta pelo review mesmo, ou por mensagens do nyah ~ Gostariam de uma cena ecchi ou um hentai MakaXSoul? *O* I like. Prefiro uma resposta mais objetiva, se não se incomodam. Podem encher linguiça se quiserem também/eudeixo. HAHAHAH' É importante a opinião de vocês, certo?? Hummmm...acho que é só. q /ornot Kisses to all ~ Õ//