Feelings Insanes
11 Death contract, signed.
Notas iniciais
Feelings Insanes
Não fazia ideia de quanto tempo se passara desde que perdera o controle na sala do diretor, nem como saíra da escola. Apenas andei pelas ruas, seguindo sem rumo, cambaleando desorientadamente, apoiando-me nas paredes para garantir que não fosse direto ao chão caso minhas pernas falhassem. Ofeguei uma. Duas. Três vezes, pelo meus pulmões que pareciam funcionar mais como deveriam.
Fechei os olhos cansada da intensa batalha pelo controle da minha sanidade que parecia se esvair como a areia de uma ampulheta. Meus olhos ardiam como fogo em brasas, e não lembrava de um dia em que minha garganta não queimava em fogo de sede, ou meu estomago protestando de fome. Todo meu corpo em protesto, na verdade. Mas um protesto por algo específico.
Sangue e Almas.
Agradeci inúmeras vezes ao fato de já estarem fora do horário movimentado. Não sabia se conseguiria me controlar com a aproximação daquilo que tanto desejava, e sem sombra de dúvidas, se não o conseguisse, machucaria gravemente ou, na pior das hipóteses, mataria alguém. Não permitiria algo ainda mais repugnante.
Não conseguia mais se reprimir como antes. O melhor a se fazer, realmente, era partir. Antes que o pior acontecesse. O risco que exporia a quem amava, não era algo que poderia perdoar-se independente do que tempo que passasse ou o que fizesse para se redimir.
Maka encostou-se totalmente a parede, a respiração desregulada.
O vento soprou por ela, trazendo consigo uma nova fragrância inacreditavelmente atraente do norte da cidade. Sem parar para pensar, partiu a passos rápidos pela viela em caminho perpendicular ao plano original, que ia em direção à saída da cidade. Mas não se tratava de algo consciente, era compulsório. O cheiro dominava-a completamente. A sede e a fome ficaram piores. Quase dolorosas.
Sede que não era tanta quanto ela imaginara que era até o cheiro despertá-la completamente, trazendo-a para primeiro plano em sua mente, tornando-a insuportável. Como se fosse morrer se não provasse daquilo. As presas pontiagudas sobrepujaram-se sob os lábios, as laterais das garganta pareciam fechar de tão secas. Não pensava, não ouvia, não sentia mais nada. Apenas a sede ocupava sua mente.
Olhou para trás por um momento.
– Alguém está te seguindo. Quer roubar sua presa.
Rosnou entredentes tentando intimidar quem quer que fosse, protegendo o que considerava sua presa, parando o percurso e virando-se de frente para o ser.
– Maka — ouviu uma voz de fundo chamando-lhe.
– Soul!
Cravou as unhas contra as palmas de sua mão, em uma forma de acordar, enojada por aquele pensamento repulsivo mas de nada adiantou, tal tentativa passou a segundo plano de sua mente novamente. Voltou a travar aquela disputa quase perdida. Os olhos passaram de vermelhos injetados, sanguinários, famintos e insanos a verdes, cansados, sóbrios e chorosos em um tour repetitivo e instável, quase doentio.
Há apenas um passo do ser desprezível incapaz de controlar os próprios instintos animalescos que tanto tentou afastar.
Socou a parede com toda a força que pode tirar no momento, então abrindo a mão, espalmada contra os tijolos, colando a testa neste, escorregou até o chão, cansada, esgotada.
Soul a alcançou, tocando seu ombro e fazendo sua presença.
A compulsão voltou a primeiro plano na mente dela novamente, com aquela pulsação ansiosa de sua alma, e o coração acelerado, bombeando aquilo que fazia um som molhado e parecia agradavelmente quente vindo das veias dele, então o pouco de sanidade esvaiu-se, e os olhos antes alternados, permaneceram vermelhos.
A loira levantou-se elegantemente, desistindo de resistir à sede que há não muitos segundos atrás era uma tarefa agonizante, completamente exaustiva, inalcançável, agora ela já não mais lutava contra.
– Mas que diabos você...? – indagou Soul, interrompendo-se, quando Maka empurrou-o contra a parede gelada do beco, estreitando o espaço entre eles, já não muito pela viela apertada, de modo a encostar a testa em direção ao seu peito — Maka, o que você...
– Shhh – sibilou Maka, levantando a mão de forma a colocar o indicador sobre os lábios de Soul, calando-o. Soul questionava-se sobre o que vira de relance, se o vislumbre daqueles olhos intimidadores era o que vira no lugar dos costumeiros e apaixonantes olhos esmeralda. Mas antes que pudesse ter certeza, Maka pressionara os lábios contra os dele, beijando-o avida e luxuriosamente, tal, correspondido por Soul, que deleitava-se, incondicional e irracionalmente, com o lábios macios que deixaram seus lábios cedo demais, descendo em direção a seu pescoço, a língua quente passar por seu pescoço de cima para baixo continuamente, Soul ofegou.
A loira abriu os olhos, mostrando o vermelho injetado que possuia como iris, uma lâmina afiada substituiu seu braço, e mirando de encontro ao um ponto vital da arma a sua frente.
– NÃO!
Estava presa, incapaz de fazer algo que pudesse evitar aquilo. Havia apenas o medo... Preenchendo cada vácuo em minha mente.
– Por favor... Não o machuque... — gritei para a escuridão, as lágrimas banhando meu rosto.
– E o que você daria em troca? – indagou uma voz, insinuante, saindo em meio as sombras.
Hesitei por breves segundos
– Qualquer coisa — fechei os olhos resignada.
Fosse o que fosse, daria-o de bom grado.
– Você daria sua alma? Seu corpo? Seu tempo de vida? Seu sangue? — perguntou novamente, tocando meu queixo, erguendo-o em direção ao sorriso insano branco em meio a forma negra como as sombras.
– Qualquer coisa! Pode ficar, levar, peque o que quiser em troca... Só não o machuque... Eu imploro.
– Não deveria dizer isso com tão levianamente.
Maka arreganhou levemente os lábios, antes de ir de encontro ao pescoço de Soul, onde suas presas cravaram, bebendo avidamente.
Então, ele teve certeza do que vira. O lampejo dos olhos vermelhos, o lampejo da falta de controle. O lampejo que não era o de sua amada e perfeita Maka.
– Não!
O contato com aquele liquido quente e viscoso dando fim aquela tortura nauseante da sede implacável — Não – murmurou Maka de encontro a pele, recobrando a consciência repentinamente, as lágrimas transbordando de seus olhos e, escorrendo-lhe por toda a face.
Afastou-se dele de imediato, recuando até sentir a pedra fria da parede oposta a dele de encontro a suas costas. Os olhos se encontrando por breves segundos antes dos de Maka encherem-se de lágrimas novamente, e ela esconde-los com as mãos, encolhida.
Desprezível, nojenta, repugnante, repulsiva.
Soul a observava, o medo inutilmente mascarado, torturou-a como se estivesse a engolir mil agulhas.
A arma levou a mão ao ferimento em seu pescoço, tonto pela boa parte do sangue que lhe fora tomado. Tornou a observá-la, seus braços finos e magros envolvendo as pernas, em seu pequeno corpo que tremia descontroladamente.
Então, não havia mais medo, havia apenas aquele instinto de proteção que sempre o dominava em momentos assim, independente de sua vida estar em risco ou não. Sentia como se ela fosse o mais frágil objeto, como uma flor de cristal, que quebraria ao mínimo toque. Inclinou-se para tocá-la.
Maka retesou-se a aproximação da mão dele, olhando-o, a face avermelhada denunciando o choro evidente, as lágrimas tornaram a transbordar novamente, as manchas de sangue em torno de seus lábios destacavam-se na pele alva. Entre as lágrimas, ergueu-se, rasgando a barra de sua camisa, amarrando-a em seu pescoço, para estancar o sangramento.
Os olhos de Soul piscavam lentamente, observando um tanto sonolento a loira, ajoelhada a sua frente.
Havia bebido tanto que o deixara tonto.
– Eu sinto muito... Mesmo. Adeus, Soul. – sussurrou Maka, abaixando-se o suficiente para estar a altura de seu rosto, depositando um beijo fraco em sua testa e levantou-se, correndo de lá e deixando-o.
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Seu olhar seguia, de face para face a cada foto. Parando no rosto dele, sempre. Sorriu melancólica ao notar as lágrimas que caiam contra o papel do álbum em suas mãos.
Vocês não me perdoarão de qualquer forma.
Secou as lágrimas com as costas das mãos. Fechando o álbum, deixando-o sobre sua cama.
Fechou os olhos, suspirando resignada.
Esse é mesmo... O fim...?
Olhou em torno do ambiente mais uma vez. Como se, se despedisse em silêncio. Amarrou a capa em seu pescoço e pulou pela janela, pousando graciosamente em um baque surdo contra o concreto, do beco imergido em escuridão que havia ao lado do apartamento.
Soltou as marias-chiquinhas, puxando o capuz para sobre a sua cabeça, e cobriu sua face, ocultando sua identidade e retomando seu caminho para fora do beco em direção à saída da cidade.
Passando despercebida por todos.
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A capa esvoaçava sobre suas costas, assim como os longos cabelos loiros que chicoteavam atrás da artesã, com o vento que soprava forte pelo terraço.
Respirou fundo, tocando a garganta sedenta.
Era um monstro que feriria sem remorso.
Sorriu tristemente ao olhar para o céu
Então você chorará comigo?
O céu nublado.
– Obrigada então – sussurrou Maka ao vento. Fechou-os ao sentir as gotas não tão frias contra a pele de seu rosto.
Passos foram dados atrás dela. Abriu os olhos instantaneamente.
– O que faz aqui? Vá embora.
Tomando impulso para pular do prédio, sentiu seu pulso ser firmemente agarrado impedindo-a.
– Me deixe ir – sibilou Maka.
– Para onde pensa que vai? — perguntou ignorando o pedido dela, puxando-a de encontro ao seu corpo.
– Não é da sua conta — disse asperamente, tentando soltar-se dele sem algum contato visual, porque se o fizesse, sabia que hesitaria — Agora, vá embora, por favor.
– Se sua intenção é mesmo me enganar, sugiro que faça melhor – continuou Soul — Estamos a apenas alguns metros da saída de Death city.
Ela riu sarcástica, encarando-o.
– É, você adivinhou. Estou indo embora de Death City – disse Maka, dando de ombros.
Uma ruptura sem trauma... Seria o melhor para eles. Fazê-los acreditar que realmente havia traído a todos. Inclusive a ele.
– Como você pode pensar em fazer isso? — prendeu seus pulsos ao lado do corpo – Achava que ia ser assim? Que partiria assim, sem explicações? Esperava que te perdoássemos? — a bombardeou de perguntas, observando-a, completamente inexpressiva.
– Eu não espero que vocês entendam meus motivos — murmurou cabisbaixa — Muito menos, que perdoem minha traição — disse Maka, já chovia a tempo suficiente para que, enxarcada, a água escorresse pela face e cabelo de ambos — Minha permanência aqui põe a todos em risco.
– A Maka que eu conheço não fugiria dessa forma — a olhou nos olhos, se perguntando se o que observava nos olhos sem vida, era realmente a verdade.
– Exatamente. A Maka que você conhece não existe mais — murmurou fechando os olhos.
– Você é idiota ou o quê?! — alterou o tom de voz — Você não está sozinha! Por que não tenta aceitar mais a ajuda dos outros? Por que nunca diz nada?
Maka arregalou os olhos por um momento, o silêncio se instalou entre eles pelo que parecia um longo tempo.
– O que eu deveria dizer? — indagou encarando-o — Eu sou um monstro agora, um monstro com sede de sangue e carnificina. É seu dever me matar. Ao invés de me convencer do contrário, deveria aproveitar sua chance. Por quê não me mata agora e me poupe desse fardo que fui obrigada a carregar?
– Não diga besteiras! Monstro? Você não é um monstro — murmurou Soul — monstros ferem as pessoas, e fazem elas sofrerem... Você não... Você...
Soul devaneou, lembrando-se do som dela bebendo seu sangue.
Maka riu, friamente.
– Tolo! O que eu fiz a você? Carinho? Como pode agir como se nada tivesse acontecido? Eu bebi o seu sangue! — gesticulou Maka, o nojo evidente ao olhar o pedaço de sua camisa manchado de sangue, ainda amarrado ao seu pescoço.
– Se o problema é a sede, meu sangue... O beba novamente! Beba até se satisfazer — disse Soul — Apenas... não vá embora.
– O que está dizendo?! Isso é estupidez! – respondeu Maka, olhando-o indignada, desviando seus olhos do dele em seguida, prendendo a respiração – Se fizesse isso novamente, eu nunca poderia me perdoar... — sussurrou fechando os olhos — Já não posso.
A garganta latejou da sede que nunca ia embora.
Podia não sentir o cheiro, mas ainda ouvia a pulsação e o som molhado e convidativo pelas veias. Maka cravou as unhas contra sua camisa, encostando a testa no peito de Soul. Ouvindo os batimentos acelerados de ambos os corações
– Eu não posso — grunhiu
– Pode — murmurou, percebendo-a ofegante — Vai te aliviar, não é? – perguntou
Maka o olhou.
Soul retesou-se tenso, sentindo as mãos tremulas de Maka em sua nuca, descendo o curativo mal feito, agarrada aos seus cabelos, a língua quente passando por sua pele poucos segundos antes das presas cravarem-se em seu pescoço.
Maka bebia-o, faminta. Dolorosamente. Amargamente.
Como se pudesse sentir os sentimentos dele, que escoavam através do sangue.
As lágrimas tornaram a transbordar por seus olhos misturando-se com o sangue que escorreu pelo canto de sua boca
Monstruosa.
Sentiu a mão se Soul em suas costas puxando-a para perto, como se tentasse dar conforto.
Conforto para um monstro que está bebendo de seu sangue?
Afastou-se dele, limpando o sangue que escorria pelo canto de sua boca, as presas ainda visíveis sob os lábios avermelhados e o rosto manchado de sangue.
– Deplorável, não é? — murmurou, enojada de si mesma — Consegue entender agora? — perguntou cobrindo sua face com as mãos — Entender que sou um monstro? Aquela Maka não existe mais!
– Maka...
– Por quê? — perguntou a ele — Qual é o sentido disso? Por que eu? Por que justo eu? ME RESPONDA! — gritou soltando-se de seu colarinho, apertou os olhos, encostada no peito do parceiro, as mãos fechadas em punho, chorando, frustrada.
– Maka... — a olhou, levantando sua mão afim de afagar a loira perante ele, recebendo um tapa pela mesma, impedindo-o, afastando-o.
– Me deixe ir. Deixe de ser tão tolo! – grunhiu Maka, afastando-se — Quer ser acusado de traição?
– Se para não ser tolo devo desistir de quem eu amo – murmurou Soul — Prefiro continuar vivendo como um tolo, ou um criminoso.
Maka fechou os olhos.
Não.
– Deixe-me ir com você.
Não.
Aparecendo subitamente atrás dele, lhe desferiu uma pancada na nuca, forte o suficiente para deixa-lo sonolento no mesmo instante.
– Sacrifícios serão feitos com minha permanência aqui... Nunca poderia permitir que alguém que eu amo morresse ou sofresse por minha causa. Não poderia permitir que você fosse morto ou sofra por minha causa. Para onde eu vou, só eu tenho de ir. Só eu estou em dívida e não quero que ninguém inocente pague as consequências de minhas ações e decisões – disse Maka ajoelhando ao seu lado, encostando sua testa na dele — Obrigada... Por tudo. Eu te amo... E sempre amarei. Espero que um dia... Você possa me perdoar.
Uma única lágrima escorreu pelo rosto de Soul, quando a artesã lhe tocou os lábios, em um beijo de despedida. Então ele cedeu ao sono.
– Adeus.
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Já fazia quanto tempo que olhava para o teto? Talvez minutos, horas, dias, semanas? Nem sabia mais dizer.
Olhou em volta. Nada lhe era familiar ali. Provavelmente nunca seria.
Apesar de tudo, era confortável, muito semelhante a um quarto.
Seu olhar retornou ao teto novamente. Branco, cor dos cabelos dele. Quase podia lembrar a textura, o cheiro. Assim como sua memória parecia nublada demais em certos detalhes.
O medo estava no único lugar que ele nunca deixaria de existir... Na minha mente.
Será que posso conviver com isso?
Ainda me pergunto o propósito de tudo. Será que é assim que tudo terminaria?
Todo esse tempo eu me mantinha cambaleando em uma linha tênue e instável. Talvez já esperasse que uma hora eu me desequilibrasse ou que uma hora ou outra essa linha cederia e se partiria.
Uma vida em troca de muitas. É justo.
Aceito de bom grado, se for para o bem estar daqueles que eu amo. O ódio e a mágoa que teriam por mim, era um fardo aceitável que eu carregaria até o fim da minha vida, se fosse por eles.
Por mais doloroso que fosse, eu poderia resistir.
Me questiono ainda, como será a vida deles a partir de agora em diante, qual é o ódio deles por mim no momento?
Será que eu faria alguma falta?
Será que algum dia eu poderia pedir perdão?
Ou melhor, algum dia eu teria perdão?
Sentiu seu ombro ser levemente sacudido. Virou-se lentamente para olhar, logo voltando a fitar o teto, ignorando a presença dele ali.
– Medusa-sama solicita sua presença na ceia desta noite – anunciou o jovem.
– Eu não vou — murmurou entediada.
– Me foi pedido para lembrar-lhe das consequências caso não haja colaboração por sua parte — murmurou indiferente — Não será permitido de morra de inanição.
A sede e a fome voltaram a primeiro plano em sua mente novamente.
Levantou-se da cama lentamente, e colocou-se a fita-lo a sua frente, embora que lhe desagradasse.
– Assim é bem melhor — sorriu cinicamente — Aqui estão suas roupas. Venho buscá-la daqui a 2 horas – avisou, retirando-se do quarto, deixando os pacotes ao lado da cama.
Maka olhou em volta antes de cambalear em direção a sacada do imenso quarto, observando o curioso eclipse lunar, tomando a lua sangrenta.
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– Tire esses cartazes de Death city — grunhiu Soul apertando o folheto entre suas mãos — O senhor sabe o que houve! Ela não fez por livre arbítrio. ELA SE SACRIFICOU! É inocente!
– Desculpe Soul, mas infelizmente a decisão não está mais em minhas mãos.
Soul amassou o folheto jogando o de encontro ao chão e se retirou do recinto a passos duros, a foto recente de Maka, amassada.
WANTED
Maka Albarn
Traição, Fraternidade com bruxas, Assassinatos e Torturas.
Reward
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Live or died.
To be continued...
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