Feelings Insanes
5 Complication
Notas iniciais
Feelings Insanes
Maka riu.
Havia me esquecido do quão caloroso é o riso dela, e o quanto era bom ouvi-lo depois de tanto tempo e o quanto queria que este fosse só do direito dele ouvir.
As sobrancelhas de Soul uniram-se.
O que diabos eu estou pensando? Somos amigos.
Respirou fundo.
Com... Alguns benefícios. Alguns benefícios muito bons.
Escondeu o rosto nas mãos, massageando as têmporas.
– Posso me sentar? — perguntou Kid sutilmente, indicando o banco ao lado dele, tirando-o de seus devaneios.
Soul tirou o rosto dentre as mãos, olhando-o. Deu de ombros
– Não precisa pedir minha permissão. Fique à vontade — respondeu Soul, chegando mais para o lado, girando o copo na mesa para mais perto dele.
– Ainda não consigo acreditar – comentou Kid.
Um silêncio se instalou entre eles antes que o albino percebesse que o comentário fora dirigido à ele.
– Que? – indagou Soul, sem entender.
– No quanto você é idiota.
– Que? — tornou a perguntar, confuso pelo assunto aleatório.
Kid suspirou impaciente
– O que você pensa que está fazendo, afinal?
– A que estamos nos referindo? – perguntou Soul. Seus olhos vermelhos piscaram confusos.
– Do seu caso mal resolvido com a Albarn, obviamente.
Como que por milagre, Soul não cuspiu tudo que tinha na boca. Apenas arregalou os olhos enquanto tentava assimilar o que o amigo falara, tossindo engasgado.
– E então? – indagou Kid, querendo uma resposta.
– Eu ainda não entendo sobre o que está falando — desviou o olhar das obsidianas acusatórias do amigo.
– Não se faça de idiota, não para mim – respondeu Kid, sua voz subindo algumas oitavas, pela irritação – O que ela é para você? — perguntou novamente, abaixando o tom de voz, quando alguns poucos convidados, viraram-se para olhar a briga dos dois.
Soul, o olhou sério.
– Ela é minha parceira e... Amiga – respondeu Soul, evitando os ambares penetrantes.
– Espero que não seja tão amigo das garotas do colégio, quanto é dela...
– Como você descobriu?
– Me pergunto como os outros ainda não perceberam, isso sim. Qualquer um pode ver em seus olhos, o jeito que a olha... É óbvio que não a quer só como amiga e já há muito tempo – disse Kid.
Soul desviou a atenção para o televisor. Maka cantava o refrão de uma música qualquer acompanhando Tsubaki.
– Não diga besteiras – murmurou Soul, bebericando o suco.
– Sou um observador, Soul Eater. Não pode me enganar. Tenho apenas uma coisa a te dizer...
Kid parou, esperando algum argumento dele, que não veio.
– Mesmo que a vida pessoal de vocês não é de meu interesse...
– Então não se intrometa em um assunto que não é da sua conta – disse Soul, asperamente.
Kid olhou-o, ignorando seu comentário em seguida.
– Maka é uma pessoa gentil e cada vez mais bonita, todos nós gostamos dela, seja de uma forma, ou de outra. Brincar com os sentimentos dela dessa maneira, é cruel.
– Eu não estou brincando com os sentimentos de ninguém, Kid.
– Mesmo? O que está fazendo então? — indagou Kid, afastando-se.
Por mais que gostasse dela, de tudo nela. Não sabia como falar, como se expressar. Mesmo sabendo que só atos não bastassem. O que devia fazer?
Se perguntou, entrando em conflito consigo mesmo.
Essas reflexões e diversas outras, se formavam em sua mente uma atrás das outras.
– Soul? – chamou Maka novamente. Soul se sobressaltou olhando em sua direção.
– Ah, você estava aí?
– O que houve, senhor assustado? — perguntou Maka, achando graça, deixando um riso leve escapar.
– Nada demais – murmurou, olhando o copo ocupado apenas pelo gelo que derretia rapidamente.
– Tudo bem então. Vamos lá com o pesso...? – se interrompeu ao sentir seu pulso ser segurado mantendo-a no lugar, virou-se para olhá-lo.
– Poderia... Hã... Se sentar aqui comigo um pouco?
Eu só tenho que... Ser sincero. Isso. Ser sincero. Não era assim tão difícil.
– Claro – sorriu Maka, sentando-se ao lado dele a espera de suas palavras. Pousou as mãos sobre as pernas, brincando com seus próprios dedos, ansiosa.
– Eu... Hã... Precisava meio que te dizer uma coisa, mas... – gaguejou Soul
– Maka, vem abrir os presentes – chamou Kim.
– Estou indo! – respondeu acenando para o grupo mais a frente.
– Soul, não tenho certeza do que se trata, não há nada de tão errado assim, só vamos deixar do jeito que está — Maka afagou o topo da cabeça do parceiro, bagunçando as madeixas brancas.
– E você está bem com isso? — perguntou mais a si próprio que a parceira.
– Com o quê? – perguntou Maka, sem entender.
– Não, nada.... Conversamos depois – disse Soul. Maka meneou com a cabeça levemente.
Pôs-se a observar Soul por um minuto. Uma ruga entre suas sobrancelhas quase imperceptível, e o nariz levemente enrugado, indicando seu incômodo.
Maka sorriu levemente. Havia sim entendido o real significado por trás daquela pergunta feita por ele à pouco, mas era um tipo de assunto no qual não queria entrar. Pelo menos não no momento.
– Vamos para a sessão de tortura? — brincou Maka vendo seus lábios de seu parceiro inverterem-se em um meio sorriso levantando-se atrás dela.
– Vamos.
– Que comece... A 17ª sessão de tortura – comentou Maka, fingindo uma falsa expressão de tristeza.
– É muito bom ganhar presentes – reclamou Tsubaki – E eu sei que você vai adorar todos eles.
Maka riu.
– Com certeza que vou – murmurou, contrariada.
– Bom já que é assim.... Nada mais justo que o parceiro presenteá-la, primeiro – comentou um dos presentes no grupo.
Maka e Soul coraram instantaneamente.
A loira seguiu, caminhando até o pufe se largando sobre ele.
Soul apalpou os bolsos a procura do presente.
– Você não gastou muito no presente... Né?
– É um presente, isso não importa – respondeu Soul, revirando os olhos, pegando uma caixinha de camurça preta do bolso, o brasão da família de Soul em dourado – Esse é o meu.
– Nossa – murmuraram os demais amigos ao ver a caixa.
Soul sentou-se ao seu lado, entregando a pequena caixa em suas mãos.
Maka abriu a caixinha cuidadosamente olhando para o conteúdo, um pequeno pingente de coração em rubi preso a uma delicada corrente prateada.
– É simplesmente.. Lindo — sussurrou tocando o pequeno coração vermelho.
– Gostou mesmo? — perguntou Soul
– Mas que pergunta. Eu amei! Mas você deve ter gastado tanto...
– Não é uma quantia que fará falta já que minha família trabalha com isso. E o design dele foi desenvolvido especialmente para você — disse Soul remexendo em seus bolsos novamente e pegando outra caixinha de camurça e uma carta lacrada com o mesmo brasão do presente anterior – Esse é do Wes.
Maka pegou a carta, quebrando o selo de cera, notando a caligrafia em capricho na folha amarelada da carta.
Primeiramente, Feliz aniversário! Como tem passado? Linda como sempre, espero.
Espero que tenha gostado do presente.
Atenciosamente, Wes.
Maka pegou a caixinha, abrindo-a e revelando um bonito adereço de cabelo prateado em formato de flor, de forma que suas pétalas eram formadas aparentemente pela mesma pedra do colar. Voltou a fechar a caixinha, pousando-a no colo.
– Obrigada – agradeceu Maka, sorrindo e redobrando a carta e guardando-a de volta ao envelope.
– Será que poderia colocar para mim? – perguntou Maka ao parceiro. Entregando-lhe a caixinha e puxou o cabelo para o lado, olhando-o de canto.
– Ah! Claro – concordou Soul, abrindo a caixinha soltando o colar dos suportes, prendeu-a ao pescoço de Maka – Ficou bom em você — elogiou Soul quando Maka virou de frente para todos, o coração vermelho contrastando com a pele alva.
– Obrigada – disse Maka, corando levemente.
Todos sorriram observando a cena do casal.
– O meu e do Black Star agora — pediu Tsubaki, entregando-lhe um embrulho branco.
Maka sacudiu antes de abrir, soltando laço, abriu a caixa, livrando-se do papel que envolvia o tecido brilhante preto.
– É lindo, mas... Para qual ocasião? — indagou Maka, tirando o vestido do meio dos papéis.
– O baile de outono da escola está chegando – justificou Tsubaki — Achei que poderia combinar — sorriu levemente.
– Obrigada.
– Por falar no baile, o festival das lanternas é daqui a um mês também, não é? — perguntou Kim, parecia tentar lembrar de algo.
– É verdade — concordaram algumas pessoas em volta.
– Maka, já tem um yukata? — perguntou o parceiro de Kim.
– Na verdade não. O meu da última vez não serve mais em mim. Devo ter engordado – comentou Maka, rindo sem graça.
Soul a olhou, resistindo para acabar não rindo.
Engordar? Ah tá. Certeza.
– Então escolhemos certo – disse Kim.
A dupla sorriu, cúmplices um com o outro. Apontando para o embrulho azul escuro.
– Vocês me compraram um? — perguntou Maka, sem disfarçar a evidente surpresa.
– Espero que goste — disse Kim.
Maka se livrou do papel de embrulho revelando um quimono de verão azul e um obi delicadamente bordado.
– Então? — indagou, curiosa.
– É lindo! Obrigada, Kim!
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E entre risadas e pequenos constrangimentos,
– Ufa. Acabou! – disse Maka aliviada, se espreguiçando.
– Tem mais um aqui – pegou Liz, um envelope vermelho, rodou-o entre os dedos, entregando para a loira – Não tem remetente. Estranho não?
Maka abriu o lacre desdobrando o papel, os olhos arregalados em obvio medo.
Aproveite os tempos de paz. Eles já estão no fim.
Feliz Aniversário.
– Tch – reclamou soltando o papel, botando indicador recém-cortado pelo papel na boca.
O papel antes no chão pegou fogo inexplicavelmente, sumindo em cinzas.
– Maka, o que estava escrito? – indagou Kid, preocupadamente.
– Não sei, a letra não estava muito legível – sorriu a loira, tentando tranquilizar o clima de apreensão tomou o local.
As duplas se entreolharam.
– Vamos pessoal! Ainda temos um delicioso bolo, não?
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As duplas, saíram uma a uma, e Maka logo atrás, esperando pelo parceiro que permanecia do lado de dentro, conversando uma coisa qualquer com o proprietário do estabelecimento.
O grupo que ainda mantinham conversas animadas entre si, foi diminuindo a medida que algumas duplas despediram-se, e seguiam rumo a suas respectivas casas, levando o som animado e reconfortante com eles.
– Está mesmo tudo bem deixá-la aqui sozinha? – indagou Tsubaki, preocupada.
– Fica tranquila, Tsubaki. Vocês devem se apressar, e ir pra casa. Está tarde e é perigoso ficar na rua essa hora da noite. Eu vou ficar bem, logo, eu e Soul vamos também.
– Tudo bem então. Cuidado, Maka-chan – pediu Tsubaki, afastando-se com o parceiro
– Até mais — Maka acenou para ambos até também sumirem no fim da rua, deixando-a sozinha.
Maka soltou um suspiro pesado, esfregando os próprios braços em uma tentativa de aquecê-los mesmo que pouco.
Uma ventania soprou por ela, desalinhando seus cabelos, os pelos da nuca da loira se eriçaram e instantaneamente virou se para um ruído estranho vindo do beco logo ao lado da fachada de vidro iluminada. Uma silhueta afastada em meio a escuridão começou a poder ser distinguida.
– Se revele.
Ouviu o som de passos se aproximando, um som metálico como se de uma lamina sendo arrastada contra o cascalho e a silhueta ainda mais nítida e maior. Maka arreganhou os dentes instintivamente, afastando-se na defensiva.
– Obrigado de novo, Ojii-san – agradeceu Soul, em uma pequena reverência, um saco preto, cheio do que devia ser os presentes da parceira, nas costas. Maka virou-se para o foco do segundo som, observando o senhor de idade avançada que sorriu-lhe gentilmente em uma pequena reverência também, antes de fechar a porta, virando a placa de ‘Closed’ para fora, apagando as luzes. Maka tornou a olhar para o beco, vazio.
– Maka? – perguntou, Soul tocando seu ombro. Maka se retesou ao toque, olhando-o, ainda alerta.
– Está tudo bem?
Maka olhou para o beco vazio novamente desconfiada, antes de virar-se para ele, forçando um sorriso.
– Está sim, desculpe. Devo estar cansada.
– Hum.. Se você diz. Venha – chamou Soul – Está com frio? – indagou tirando sua própria jaqueta.
– Não, não estou com frio – vestiu a jaqueta de volta nele. Soul a olhou por um instante, observando a teimosia refletida em seus olhos. Revirou os olhos pegando o capacete dela do guidão, ajudando-a a colocar prendendo a trava e colocando o seu próprio em seguida, prendeu a sacola na parte posterior e montou na moto, aguardando-a montar atrás dele, que sem demora já tinha os braços fortemente envoltos em sua cintura e empurrou a trava da moto e acelerou, dando partida e percorrendo as ruas em alta velocidade.
Estava extremamente tarde e demasiadamente perigoso ela estar fora de casa aquele horário.
– Soul?
– Hn? — respondeu Soul, concentrado no caminho.
– Estamos sendo seguidos.
– Deve ser só aqueles professores que foram designados para te proteger – respondeu, apreensivo.
– Não — respondeu Maka, prontamente – Não são eles. Nem são humanas.
– Como assim? — perguntou, sem obter resposta.
Com alívio, percebera que apenas mais alguns quarteirões, estariam em casa, não só eles, como ela, principalmente, estava segura. Freou a moto entrando na pequena garagem do apartamento.
– Maka? — a chamou.
A loira olhou fixamente para o céu, pela fresta da porta mecânica da garagem.
Soul seguiu seu olhar, nada encontrando.
Maka cambaleou, antes de cair sobre ele desacordada, Soul a amparou antes que fosse ao chão, pegando-a no colo.
Subiu as escadas desajeitadamente, abrindo a porta do apartamento com certa dificuldade, fechando-a com o pé, seguiu para o quarto dela, e a pousou na cama com cuidado, deixando a sacola de presentes ao lado da cama. Respirou fundo.
O espelho do banheiro da artesã ondulou como água antes de refletir, ao invés de seu próprio reflexo do ambiente, o próprio Shinigami. Soul lhe deu uma última espiada preocupada na parceira, antes de atendê-lo.
– Own, yo yo Soul-kun – saudou o diretor, agitando a mão, animado como sempre, diferenciado pelo chapéu de dormir preso a sua cabeça — Receio que tenho algo a te comunicar...
Francamente, como ele descobre essas coisas?
– Konbawa, Shinigami-sama — disse Soul sério – Somos dois então.
– Você primeiro, então – indicou para que fizesse as honras.
– Quando estávamos voltando hoje, Maka me disse que estávamos sendo seguidos — confessou Soul, apreensivo.
– Primeiramente – interrompeu Shinigami-sama – Eu deveria lhes dar uma certa punição por desobedecerem minhas ordens, e saírem mesmo assim.
– Desculpe, nós... Eu, na verdade só...
– Tudo bem. Ela precisava se distrair um pouco — disse o diretor — Eu sei o quanto é torturante ficar preso em um só lugar, sem poder sair – comentou melancólico – Vamos apenas relevar. Ela está a salvo, certo?
– Sim...
– Prossiga então, Soul.
– Não tenho certeza... Eram... Duas ou três pessoas... À cerca de seis ou sete metros de distância, mais ou menos – murmurou Soul.
– Três? Tem certeza do número? — perguntou o diretor, preocupado.
– Não exatamente. A sensibilidade dela é muito melhor que a minha — disse a olhando pela fresta da porta, que parecia jazer em sono profundo – E ela afirmou que não eram humanas, mas eu realmente não notei nada de diferente – murmurou Soul, lembrando do acontecido – É isso que não faz sentido.
– Mais alguma coisa? – indagou Shinigami, apreensivo.
Soul parou tentando se lembrar
– O senhor disse uma vez... Que bruxas podem fazer uma espécie de selo que se chamava...
– Soul protection?
– Isso!
– Mas é claro! Isso explica, uma parte pelo menos... — bateu uma mão na outra como se tivesse se lembrado de algo — Essa proteção, como você deve saber, faz a alma, especificamente de uma bruxa, parecer normalmente humana... — disse esperando Soul concordar.
– E ela disse que não eram humanas... – resmungou Soul – Mas espera um minuto! Você disse que esse selo faz a alma parecer humana, então a utilidade deste é que a bruxa não seja percebida, certo? Então como Maka...
– Bom nunca houve uma só pessoa que percebesse um vestígio sequer da alma delas com esse selo, nem mesmo Stein ou a própria mãe dela, que também é um prodígio... Se nossa teoria realmente está certa... Isso seria, simplesmente fascinante! – disse o diretor, deixando um pouco de admiração aparecer por sua voz.
– Quer dizer que o que poderia estar nos seguindo, eram bruxas? – perguntou Soul, abaixando seu tom de voz ao perceber que poderia acabar acordando a loira, que se mexera na cama agitada.
– Não podemos excluir essa possibilidade — disse o Shinigami – E não podemos excluir também que ela estava obviamente em risco.
– Sim, eu pensei. — concordou Soul, arrependido
– Por isso que disse que, por hora, era melhor não sair. Ela ainda corre perigo. E agora devemos ser ainda mais compreensivos e responsáveis – completou o Shinigami, suspirando.
– Desculpe, Shinigami-sama – pediu Soul, realmente culpado.
– Mas o que está feito, está feito. Transmita meus parabéns a ela, sim? Ela cresceu tão rápido... Dezessete anos... — voltou a animação de sempre – Espero que ela não esteja sentindo muita dor ainda. Aqueles sangramentos ultimamente, foram realmente preocupantes.
– Ela me disse que estava tomando uns analgésicos para a dor.
– Analgésicos? – indagou confusamente.
– Sim – afirmou Soul, olhando em volta até pegar o pequeno pote quase vazio na gaveta da cabine de banheiro dela – Estes aqui – disse Soul, sacudindo o potinho.
– Vocês compraram isso?
– Comprar? Não creio que tenha algum analgésico a venda em ma farmácia potente o suficiente para as dores que ela vinha sentindo. Ela só me disse que o médico receitou para ela, ou algo assim.
– Médico? – perguntou o diretor, curioso – Não sabia que Stein havia sido tão gentil.
– Stein? Ela disse que não foi Stein.
– Outro? Soul, não havia outro. Os únicos que eu permiti se aproximarem de Maka para cuidar de seus ferimentos eram Stein e Marie. E nada foi receitado. Não sabíamos que tipo de reação iria ter no corpo dela.
– Então... Se não haviam médicos, quem deu esses comprimidos para Maka?
– Boa pergunta.
To be continued...
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