Feelings Insanes
9 Bloody beginning
Notas iniciais
– Você não tem ideia do quanto está enganada – sussurrou, puxando-a para ele colando seus lábios nos dela.
Feelings Insanes
Passaram pela porta, os lábios urgentes de Soul percorrendo e procurando insaciavelmente a pele alva e aveludada exposta pelo vestido, trilhando um caminho de beijos invisível em sua pele.
Com as bochechas coradas e o coque fora do lugar, Maka suspirava, os dedos entrelaçados as madeixas na nuca do parceiro.
Soul prensou seu corpo contra o dela e a porta, as mãos puxando sua cintura contra ele, eliminando qualquer distância que podia ainda existir, a mão dele seguindo pela linha da coluna da loura, até o topo do zíper. Fechou os olhos, a espera, logo sentindo a ausência do calor, quando ele se afastou, ofegante.
– Maka – disse Soul, a voz rouca — Eu, e muito menos você, estamos totalmente sóbrios. Podemos fazer algo que possamos nos arrepender depois... Posso acabar te machucando não só fisicamente como emocionalmente mais uma ve... – calou-se, interrompido pelo indicador da loira sobre seus lábios.
– Só tem um jeito de você me machucar – sussurrou Maka, de cabeça baixa — Não me amando aqui, e agora. — olhou diretamente em seus olhos — Me faça sua.
Ecchi On ~
Os olhos se encararam fixamente, ambos sem nem pensarem na possibilidade de desvia-los. Em poucos milésimos, se aproximaram o suficiente para que a respiração calma de Maka batesse contra os lábios de Soul, Soul tocou seu rosto, tomando seus lábios calmamente, ambos movendo-se em sincronia.
A língua dele passou lentamente por seu lábio inferior, pedindo passagem, que logo foi cedida. Um beijo calmo, e impressionantemente apaixonado. Afastado apenas pela falta de ar, ambos agora ofegantes, tentando tomar fôlego.
Doce...
Soul tomou seus lábios novamente, sem hesitar dessa vez, um beijo com luxúria, amor e desejo.
Um beijo quente.
As mãos não mais tão respeitosas como antes, seguiam a linha dos quadris e cintura em carícias mais ousadas.
Sem se afastarem mínimos centímetros, iam na direção do quarto dele.
A loira tirou sua gravata, desabotoando lentamente sua camisa vermelha sangue, que escorregou por seus ombros deixando o tórax bem definido a mostra, Soul subiu as mãos pelos braços da artesã, tirando suas luvas, deixando-as, caídas em qualquer canto do quarto, olhou-a nos olhos, as testas coladas e tornou a tomar seus lábios, sua mão percorrendo todo o caminho dos quadris, cintura e costas até o feixo do zíper do vestido, abrindo-o.
O vestido deslizou pelo corpo delgado da artesã até o chão.
Soul sorriu levemente contra o pescoço da loira, pelo arrepio que se instalava pelo caminho traçado pelas mãos pequeninas e curiosamente frias da artesã, abraçando-o, trêmula.
O albino levou suas mãos até os cabelos da artesã, soltando o adereço que prendia-os em um coque. As cascatas loiras caíram sobre os ombros até o meio das costas, emoldurando o rosto delicado, desenhando nas curvas singelas e delicadas de seu corpo, cobertas pela lingerie rendada preta.
– Prefiro assim, seu cabelo é lindo — sussurrou pegando uma das mechas loiras — Você é linda.
Os olhos verdes brilhavam, pela luz da lua no lado de fora, as bochechas rosadas e os lábios avermelhados. Sorriu levemente ao vê-la desviar-se de seu olhar, encabulada pelo elogio.
Passou os braços por sua cintura, beijando seu pescoço, inebriado pelo perfume, inexplicavelmente viciante. Os arrepios que subiam por sua coluna, pelo toque frio da loira, que de alguma forma também pareciam arder como fogo, percorrendo toda a extensão da cicatriz que atravessava seu peito.
Maka deixou escapar um silvo de prazer, ao sentir os lábios de Soul percorrendo um caminho de fogo em sua clavícula.
Mordeu os lábios inferiores contendo o gemido com certo esforço, ao sentir o parceiro chupar seu pescoço e se aproximou, ousando em mordiscar o lóbulo do parceiro, ouvindo o gemido rouco próximo a sua orelha, passando os braços por seu pescoço, em um abraço mais forte.
As mãos da foice ao redor de seu corpo, seus lábios ainda pendentes no seu pescoço.
Sentia-se em chamas por dentro, sentia seu corpo arder por ele, e Soul estava tão tentadoramente perto que ela não sabia o que fazer direito.
Soul ergueu-a do chão, levando-a para cama, Maka tocou seu rosto com as duas mãos ternamente, beijando a extensão, testa, bochecha para enfim tomar seus lábios em um beijo calmo. Soul inclinou-se sobre ela, deitando-a e sustentando seu peso sobre os braços. Maka ofegou novamente, o coração palpitando, sentindo seu corpo contra o dela e o lençol macio.
Soul prosseguiu distribuindo pequenos beijos por seu colo, chegando aos seios, ainda cobertas pelo tecido preto. Maka jurava ter escutado um grunhido de reprovação vindo do próprio, logo abaixo. Oprimiu uma risada por não achar o momento propício. Assentindo levemente fechando os olhos quando ele a olhou em um pedido silencioso.
As mãos que antes estavam em sua cintura, foram até feixo do sutiã soltando-o. Sem retira-lo, continuou o caminho de beijos de volta ao seu pescoço, dando leves mordidas, subindo até seus lábios novamente, as línguas travando uma intensa batalha pelo controle, logo, ele abandonou sua boca, mordiscando quase com maldade, seus lábios já meio inchados.
Escorregou a mão por sua perna torneada, delineando pela barriga lisa dela com a ponta dos dedos. Maka ofegou, abrindo os olhos e fitando-o, totalmente atento a ela.
Sorriu levemente ao vê-lo corar por tê-lo pego admirando-a.
O albino voltou, retirando a peça que cobria seus seios, seguiu com leves beijos, envolto pelo perfume floral e adocicado, das pernas até os seios, lambendo, chupando e dando leves mordiscadas, enquanto sua outra mão acariciava-a e provocava.
A loira deslizou a mão para suas costas, arranhando-o, tentando conter os gemidos.
Esquecendo-se de como respirar, quando sentiu sua mão deslizando por sua peça intima. Os dedos tocando e provocando sua intimidade pelo tecido fino.
Inverteu as posições, sentando se sobre ele, os cabelos loiros cobrindo seus seios, Soul a fitou, uma sobrancelha erguida, sorrindo de lado ao vê-la ofegante, os lábios um pouco inchados e avermelhados, enrusbecida, assim que percebera o que havia feito, o calor acendendo-se assim que sentiu-o contra ela, separados apenas por alguns tecidos.
– Minha vez – provocou Maka, debruçando-se sobre ele. De forma que os seios macios foram levemente apertados contra seu tórax. Aproximou-se o máximo para um simples roçar de seus lábios nos deles, sorrindo divertida ao ouvir seu silvo de indignação. Sua mão dele que antes apertava suas costas delicadamente, deslizaram até sua nuca, puxando seus lábios para ele, que os tomou vorazmente, Maka interrompeu o beijo, mordendo o lábio inferior do parceiro, separando-se, as testas coladas, ambos fitando-se fixamente.
– Aishiteru — sussurraram em uníssono.
Em um ato de coragem Maka levou suas mãos até o cós de sua calça, abrindo-a e a tirando, corando ainda mais assim que sentiu o volume através do tecido da cueca boxer preta, contra sua intimidade.
Soul se aproveitou da distração ficando sobre ela novamente, sorrindo de lado ao vê-la corar violentamente quando sentiu suas mãos segurarem a barra da sua calcinha, puxando-a para baixo.
Maka, apertou as unhas contra suas costas.
Fora a vez dele de enrusbecer quando sentiu suas mãos trêmulas descerem por seu corpo até a sua cueca tirando-a.
Maka se ajoelhou na cama abraçando-o, tal ato que o surpreendeu por alguns segundos antes dele envolve-la com seus braços, retribuindo-o.
– Soul...– sussurrou em seu ouvido, receosa.
Soul apertou ainda mais seus braços a sua volta.
– Eu te amo... Por isso... Não se preocupe — sussurrou em resposta, afundando o rosto nas madeixas loiras, deitando-se sobre ela novamente.
Abriu suas pernas com delicadeza, tomando lhe um beijo calmo desta vez, deslizando para dentro dela. Maka gemeu contra seus lábios, dolorosamente. e este permaneceu completamente parado, respirando contra seu pescoço, esperando, que a dor dela, aos poucos cedesse.
– Vai — gemeu Maka, a dor cedendo ao prazer.
Soul passou a dar pequenas estocadas, entrando e saindo dela lentamente.
Maka arranhou suas costas e braços, gemendo contra seu pescoço. Em atitude uma impensada, enlaçou sua cintura com as pernas, surpreendendo não só a si mesma como a Soul, que gemeu roucamente contra sua orelha, ao propiciar ainda mais prazer a ambos.
Em sincronia, Soul estocava mais rapidamente, assim como Maka movimentava seu quadris, enfim, completos.
De corpo e alma, eram um só naquele momento. Entrelaçaram as mãos, uma na do outro sobre a cabeça da loira
E chegaram ao ápice, juntos.
Ecchi Off
Deitaram-se um de frente ao outro, os olhares presos. Refletindo todas as palavras, sentimentos não ditos. Conversavam no completo silêncio.
Maka levou a mão até o rosto do albino, acariciando-o, ternamente. Soul levou as mãos até as costas da loira, passando de sua nuca até o começo dos quadris, delineando a curvatura de sua coluna. Fazendo a sorrir levemente pelo arrepio que ainda se instalava, Soul sorriu também, puxando-a para um abraço.
A respiração ainda um pouco alterada, batendo contra os cabelos loiros.
Mal percebera, quando a imagem de Soul a sua frente deixara de ser uma visão consciente e se tornara um sonho.
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Pisquei algumas vezes até reconhecer onde estava, a mesma cadeira de mogno escuro e veludo vermelho, e sala de pisos vermelhos e pretos.
Especificamente, amarrada a ela, para variar.
Ri levemente.
– Ora, se não estava sentindo sua falta...– provoquei
– Poupe-me de palavras falsas — murmurou atrás de mim, arrancando-me outro riso.
– Me parece mal-humorado hoje, que posso fazer para piorar seu estado de espirito? Farei-o com todo o prazer.
– Está bem humorada hoje — sussurrou tirando o cabelo para o lado direito do meu pescoço, chegando perto o suficiente para sentir sua respiração contra minha pele – Quase posso sentir o gosto .
– Tch — arfei sentindo uma de suas presas passar por minha pele, deixando-me, provavelmente um corte. Logo depois do cheiro nauseante de sangue, senti sua língua quente passar sobre o ferimento.
– Agora entendo o porque de tanta disputa. É tão bom quando dizem os boatos... — se afastou o suficiente para ficar apenas a um palmo de distância de meu rosto. Lambeu os lábios, deixando a presa pontiaguda a mostra. — Não esta tão... Puro como antes... Hum... — murmurou a mão tocando meu queixo levantando-o em direção a seus olhos.
– Como não percebi antes? Não é mais uma menininha inocente... — sussurrou, sorrindo ao me ver desviar o olhar.
– Besteira – resmunguei.
– Não se faça de tola — sussurrou, passando a mão por meus lábios — É obvio até mesmo em seus olhos
Não consegui argumentar.
– Parece que estou certo, não? — deu de ombros, caminhando em volta da cadeira, próximo a seu pescoço novamente.
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Arregalou os olhos, o peito subindo e descendo irregularmente como sua respiração, suando frio. Mal conseguia controlar a tremedeira que percorria seu corpo, ou seu coração que batendo desenfreadamente.
Respirou profundamente só então reparando nos braços que Soul, envolvendo-a possessivamente em sua cintura, passando o que seria uma completa e inegável segurança e calor. Sorriu involuntariamente olhando para o lado, ao ver o rosto de Soul, afundado em seu pescoço, o cabelo levemente desgrenhado fazendo cócegas por seu rosto, assim como a respiração quente e calma que batendo de encontro a sua pele.
Olhou mais atentamente, arrependendo-se logo que o fez, ao sentir o fluxo sanguíneo do parceiro.
Tapou a boca com uma das mãos, a respiração irregular novamente, olhando para o despertador sobre o criado mudo, logo para o sol a pino, janela a fora.
Sede...
Tocou seu braço com o cuidado, desvencilhando-se dele, cobriu-o com um lençol, e pegou a camisa do parceiro no chão e colocando-a de encontro a seu corpo.
Vestiu-a, cambaleando para a porta, abrindo-a com o cuidado de não acordá-lo com o rangido, deixando-o, aproveitar o tranquilo sono.
A tranquilidade que há tempos, fora roubada dela.
Encostou se na porta, apertando os olhos, sentou-se agarrada as pernas, apertando a garganta sedenta.
Por sangue.
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Soul abriu os olhos, incomodado com a luz do Sol que vinha de encontro a seu rosto, virou para o outro lado, bocejando sonolento e incomodado. Sentindo os efeitos da bebedeira da noite anterior.
Espreguiçou-se, enfim percebendo a ausência dela a seu lado. Sentou se na cama, arqueando uma sobrancelha atento ao barulho abafado pela porta. Vestiu uma calça qualquer, saindo em direção à cozinha.
Encostou-se na parede, o sorriso presunçoso tomando seus lábios, vendo-a vestida em sua camisa, os cabelos loiros caindo até o meio de suas costas, nas pontas dos pés tentando alcançar alguma coisa no armário acima de sua cabeça.
Maka, parara instantaneamente.
– Poderia não ficar parado ai e me ajudar com isso? — murmurou virando-se para ele, bufou ao vê-lo rir, divertindo-se.
– Ah, warui warui — controlou o riso, aproximando-se dela, em direção ao armário.
Próximo demais.
Maka arregalou os olhos, se afastando dele, a sede e a fome tornando-se quase insuportável. Prendeu a respiração tentando afastar aquele pensamento animalesco, sua cabeça latejando dolorosamente turvando a visão.
Os olhos passando de verdes a vermelhos injetados.
Apoiou se no balcão, o cabelo cobrindo sua face. Cobrindo aquele desejo sanguinário exposto na face da artesã, colocou a mão sobre o rosto, paralizada, assim que sentiu as mãos dele em seus ombros a empurrando em direção a cadeira.
– Eu termino — sorriu de lado, dando-lhe as costas
Maka, olhou a figura a sua frente.
– A cada segundo que passa, você se torna mais e mais insana... Um monstro com sede de sangue e carnificina... — a voz trovejou ocupando sua mente.
– É mentira. Você está mentindo – argumentei, tentando encarar como uma piada ruim.
–E como descreve sua sede? Você vai devorar a todos. Assim que o ódio te devorar, assim que insanidade te possuir...
Levou as mãos a cabeça, a visão embaçada, abaixou a cabeça, as lágrimas caindo em direção ao seu colo, molhando-o.
– Maka... O que houve? — olhou-a de lado, visivelmente preocupado.
– Nandemonai – disse Maka, forçando um sorriso, esfregando os olhos secando as lágrimas.
Medo... Eu estou me afogando em medo.
– Ei — ajoelhou se frente a ela levantando seu rosto e tocando seu cenho enrugado de preocupação — Não minta pra mim — ele desviou o olhar encabulado — Eu sei que não posso te proteger de tudo...Mas posso tentar, ao menos... — sussurrou.
Maka sorriu suavemente quando ele, em um gesto de carinho, puxou-a para um abraço.
– Obrigada — sussurrou fechando os olhos, sentindo os braços dele, envolvendo-a protetoramente, e envolveu sua cintura.
Não importa o que seja. Enquanto tiver ele nada mais importa.
O que tiver de fazer para mantê-lo seguro, eu posso suportar.
Qualquer coisa.
To be continued...
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