Feelings
1 Prólogo
Notas iniciais
Aquele ano tinha começado bem, tudo estava como sempre fora antes de eu perder o controle dos meus poderes, Arendelle estava com a economia cada vez mais forte, ampliando seus parceiros comerciais... Tudo ia bem, até que um certo dia eu recebi uma tarefa até então inofensiva, escolher os novos guardas do castelo.
– Vossa Majestade, chegou o dia em que a senhora deve escolher os novos soldados para integrar na guarda real. Quando a senhora quiser.
– Muito bem, eu posso fazer isso agora.
– Siga-me, Majestade.
O chefe da guarda me levou até o pátio, onde estavam dispostas duas imensas filas de soldados, então ele me orientou:
– Vossa Majestade deve escolher os que farão parte da guarda real, os restantes irão para o exército ou marinha.
– Certo. — Respondi sem transparecer meu nervosismo por ter de escolher entre tantos soldados, com certeza aquilo ia demorar bem mais do que eu havia previsto.
Fui apenas apontando para os que eu escolhia, já devia estar lá pelo 55º quando me deparei com um soldado que me fez pular para trás de susto.
– O que este homem está fazendo aqui?! — gritei ao me deparar com Hans, o traídor que, imaginava eu, deveria estar a esta hora apodrecendo numa cela escura.
– Majestade, deixe-me explicar: Hans foi julgado novamente e condenado para cumprir o restante da sua pena como soldado em Arendelle...
– Que punição... — resmungou Hans, e pelo visto ele estava proibído de falar qualquer coisa, já que o chefe da guarda lhe deu um chute na canela que o fez fazer uma careta de dor e contorcer-se,e eu fiquei um pouco assustada.
– Calado, insolente! Continuando, não se preocupe, Majestade, ele estará em constante vigilância, a senhora não correrá perigo algum.
– Tirem-no da minha vista, apenas!
Mas o chefe da guarda me puxou para um lado e sussurou:
– Majestade, detesto admitir isto, mas Hans é um dos melhores soldados que temos. Na sua condição de príncipe, ele foi treinado pelos melhores professores. O melhor lugar para ele com certeza é na guarda real.
Já não bastasse ter de vê-lo novamente e agora isso. Então eu tinha que aceitar ele? Respirei fundo e respondi:
– Como quiser, mas não tirem os olhos dele. — disse com seriedade.
– Claro, Majestade.
Este ia ser um longo ano.
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