Feelings

18 Chapter 18 - Lost


Notas iniciais
Esse capítulo foi uma droga pra dar um nome, sério mesmo então ignorem o nome ruim '-' e boa leitura

O grupo de Some-Ones estava lá agora, naquele lugar novo ainda meio que tateando para identificar onde estavam ou até mesmo se o lugar onde pisavam era seguro, mas a partir do momento que passaram daquele portal nenhum lugar mais seria seguro. Eles eram agora apenas ratos dentro da toca de uma cobra esperando para serem devorados.

- Vocês sentiram aquilo? – disse Aono em algum momento

Porém ninguém o respondeu, todos estavam preocupados consigo mesmos. Eles tinham olhares vagos e preocupados (com exceção obviamente de Indifference que fingia se sentir mal), estar pela primeira vez naquele local estranho causara um efeito tão devastador quanto sentir uma espada transpassar seu estomago. E acredite, eles preferiam que isso acontecesse a sentir aquela agonia novamente.

O tempo estava passando e eles ainda estavam sentados em meio às pedras. Nenhuma parecia estar perto de onde eles estavam além deles mesmos.

- Precisamos ir – disse Fiszpan pálido e trêmulo levantando do chão – Precisamos ir – ele repetiu.

- Eu não quero sair daqui – disse Katty, o medo que dominara o seu corpo era tão grande que ela sentia dificuldade em falar.

Jin pegou a mão de modo acolhedor e a ajudou a levantar.

- Enquanto a vocês dois? Rose. Matt. – disse Fiszpan logo depois que Aono se levantou também – Vamos! Ou você se esqueceu de quem nós viemos resgatar?

- Tudo bem, tudo bem – disse Matt se levantando e batendo a calça. Sua aparência estava horrível, sua pele morena agora estava em uma tonalidade estranha e pálida de amarelo.

- Mas para onde nós vamos agora? – perguntou Rose que se levantou logo depois de Matt.

Fiszpan deu uma olhada em volta, tudo que ele vira não fora nada mais do que pedras e plantas mortas.

- Nós só temos que achar o castelo, provavelmente ela deve estar lá – ele tentou forçar um tom confiante, mas todos perceberam que ele estava tão perdido quanto o resto do grupo – Um castelo não deve ser muito difícil de achar. Aono você tem uma ideia de onde estamos? – perguntou Fiszpan.

Aono deu um olhar em volta do local e disse:

- Definitivamente não – respondeu ele – Eu já estive em vários lugares enquanto fugia de alguns No-Ones, mas nesse lugar eu nunca estive. Até por que ele é tão... Deserto. Achou que fica longe do castelo.

- Espere ai... – disse Jin interrompendo a conversa de Fiszpan e Aono – Você disse que fugia?

- Sim. Se eu não o fizesse estaria morto ou provavelmente sendo escravizado.

- Escravizado? – perguntou Jin novamente.

- Sim – respondeu Fiszpan antes que Aono começasse a falar – Enquanto eu esperava a máquina de portais esfriar eu li sobre isso. Eles escravizam o que não são fortes o suficiente para proteger Sadness.

- Mas Aono me parece bem forte – disse Jin.

- Não enquanto eu estava aqui. Fazia uma semana que eu tinha chegado e eu nem sabia direito onde estava, e só ganhei a minha força há algumas semanas quando Happiness apareceu para mim.

- Entendo...

- Desculpe interromper a conversa dos três – disse Katty que ainda estava segurando a mão de Jin – Temos que achar esse castelo, certo? Pelo visto vai demorar um bom tempo já que nem o Nono que já esteve aqui sabe onde estamos.

- Ela está certa – concordou Matt.

- Então vamos! – disse Fiszpan apontando para a direita.

E assim foram eles rumando ao leste.

Passou um tempo e o local começou a ficar frio, eles começaram a sentir fome, mas o medo de nunca mais voltar para casa era tanto que uma hora eles esqueceram de toda dor nos pés, frio ou fome.

Com o passar do tempo o local fora mudando, as pedras ficavam cada vez maiores e no chão cada vez mais se podia ver terra, uma terra cinzenta que brilhava às vezes mesmo que o céu não fosse nada além de uma tela negra onde o artista esquecera de pintar a lua e as estrelas.

O tempo parecia parado, quanto mais eles andavam não achavam nenhum sinal de vida, nem mesmo vida inimiga, até que atrás de uma pedra de formato estranho ouviu-se um barulho.

- Ouviram isso? – perguntou Fiszpan que fechou o livro que estava lendo assim que escutou o barulho.

- Não – disse o resto do grupo simultaneamente.

- Deve ser sua imaginação – disse Matt que estava abraçado com Rose para proteger a amiga do frio.

O barulho se repetiu.

- Agora eu também escutei alguma coisa – disse Aono se virando para trás e parando de andar – E está vindo daquela pedra – ele apontou.

- Que nada! – disse Matt – Deve ser você que pisou em um galho seco e achou que fosse outra pessoa. Quer ver? Vou lá e te mostrar que não tem nada.

Matt soltou Rose e seguiu em direção à rocha estranha e acinzentada que estava no local.

Logo que o garoto chegou lá um homenzinho de baixa estatura e que tinha o rosto que se assemelhava ao de uma fuinha emergiu de trás da pedra e agarrou Matt o segurando pelo pescoço. O homem era tão baixo que Matt chegou a quase se ajoelhar quando ele o agarrou.

- Me tirem desse lugar! Me tirem! Me tirem – dizia ele repetidamente – Se vocês não me tirarem eu o mato – ele apontou uma pedra na qual ele mesmo fez uma ponta para o pescoço de Matt.

- Ele é um Minus! – afirmou Aono

- Deixe isso comigo – disse Fiszpan guardando o livro no bolso novamente

- Não! Não! Não! – o Minus voltou a falar – Se tentarem fazer alguma coisa eu o mato! Só me tirem daqui!

-Oru! – gritou Fiszpan e logo a coruja apareceu planando no céu.

Antes que a coruja ou Fiszpan pudesse fazer alguma coisa uma luz fraca e azul surgiu de trás dele, e logo em seguida uma flecha que acertou em cheio a testa do Minus. O inimigo logo quando fora acertado virou um pó negro e brilhante que se assemelhava com a terra que cobria o solo, então todos viraram assustados para Aono que ainda segurava o arco com um sorriso tímido no rosto.

- Aono?! – disse Fiszpan espantado e admirado com o poder do garoto – Desde quando?

- Eu não sei explicar... – ele soltou a arma e antes que ela caísse no chão, brilhou e voltou a aparecer entre as outras duas armas que flutuavam pela cintura de Aono.

- Obrigado por me salvar Aono – agradeceu Matt – Mas você poderia ter me acertado!

- Desculpe – tímido ele abaixou a cabeço – Da próxima vez tomarei mais cuidado. Mas se um Minus apareceu por aqui isso quer dizer que estamos perto da...

- Caverna dos Exilados – completou Fiszpan antes que Aono terminasse. Isso já estava começando a deixar Aono um pouco irritado.

- O que diabos é isso? – perguntou Matt.

- É onde eles “cuidam” dos Minus – respondeu Aono.

- E nós estamos indo para lá? – indagou Matt assustado.

- Óbvio! Que eu me lembre lá não fica tão longe do castelo, se dermos sorte conseguimos até enxergar o castelo quando estivermos perto da caverna.

- Mas antes disso agente pode descansar um pouco?

- É. O cabeça-de-porco-espinho tem razão – concordou Katty – meus pés estão me matando.

Fiszpan olhou para o rosto claramente exausto de todos e logo concordou em dar uma pequena pausa para descansar os pés.

Matt era o que mais aparentava estar cansado seu estômago fazia barulhos semelhantes ao rosnar de um cachorro. Entre todos os que estavam lá Matt era o mais fraco quando o assunto era resistência, acostumado com mordomia e um prato cheio de comida para ele era difícil estar em um lugar onde as únicas coisas que se via eram pedras.

- Estou morrendo de fome – disse ele quando seu estomago roncou pela terceira vez.

- Nós percebemos – murmurou Katty – Aono você não sabe onde tem comida por aqui não?

Aono riu.

- Se você acha que pedras são comestíveis vá em frente – ele riu novamente – Comida por aqui você só acha em dois lugares: O castelo de Sadness e a comida dos Minus. O que não é lá grande coisa, não passa de uma sopa que tem mais ossos do que carne.

- Mas do jeito que eu estou até que uma sopa de ossos aliviaria a fome – disse Matt passando a mão sobre sua barriga.

- Então esse é mais um motivo para irmos para lá – disse Indifference que estava calado desde que entraram no local, apesar de já ter estado no lugar e se sentir bem lá ele continuava atuando profissionalmente.

- Que milagre! – ironizou Katty – Pensei que tivesse ficado mudo depois que passamos por aquele portal. Para falar a verdade nem percebi que você estava conosco.

- Desculpe-me... Não estou me sentindo muito bem – ele mentiu – Mas podemos continuar? Ficar aqui pode ser perigoso – um sorriso quase que imperceptível apareceu no rosto dele assim que ele disse a ultima palavra.

- Ele tem razão. Vamos? – indagou Fiszpan.

Com isso eles começaram a andar novamente e logo uma brisa gelada pairava quase parada sobre o local. No meio do caminho às vezes eles precisavam parar por causa de um Minus ou outro que aparecia sempre com o mesmo desejo de sair daquele lugar, porém toda vez Aono acabava com eles com suas flechas.

A cada passo que eles davam para mais perto do castelo Indifference se sentia cada vez mais bem, tão bem que já começava a ser difícil esconder um sorriso ou um tom mais excitado em sua voz quando perguntavam a ele o que ele estava achando do local ou se ele estava se sentindo bem. Mas uma hora uma pergunta inesperada apareceu em meio às outras:

- Ruan – disse Rose – Até agora eu não perguntei isso, mas... Qual é o seu Feeling?

Ele olhou para Rose rapidamente espantado.

- Isso é verdade – concordou Matt – Nunca ninguém te perguntou isso... E do jeito que você apareceu na nossa casa e por coincidência ser um de nós é um tanto estranho...

Ele começava a ficar desesperado, soava frio e seus olhos transmitiam medo. Será que eles estavam desconfiando de alguma coisa? Se estivessem ele não teria chance de lutar contra todos juntos.

- Erm... – ele tentou procurar alguma resposta adequada, mas alguma outra voz apareceu junto à de Rose e Matt. Era Fiszpan.

- Parem com isso vocês dois! Estão constrangendo o pobre coitado do Ruan – Fiszpan não sabia, mas acabara de salvar Indifference.

- Ei vocês! Prestem atenção onde estamos! – disse Jin – Olhem para lá! – ele apontou para o norte – Aquilo é uma caverna. Não?

Aono fora o primeiro a se virar para onde Jin estava apontando.

- Ele tem razão. Nós chegamos – disse Aono e pela primeira vez um sorriso esperançoso aparecia no rosto dele.

- Finalmente! Comida! – disse Matt.

Continua...

Notas finais
Cap grandinho esse -qq mas manolos, só uma coisa eu não citei muito o Indifference nos ultimos capítulos por que ele não tava fazendo muita coisa (me desculpem por isso, dai corrigi isso mesmo ele não estando no "faz nada" eu coloquei isso nos caps anteriores pra vcs não esquecerem dele 8D). Mas agr ele tá de volta ai firme e forte com os sorrisos e falsidades de sempre -qq Esperem que tenham gostado e até o próximo cap. Aliás! Cap dedicado ao Fiszpan que fez niver por esses dias :D