Feeling that flies
2 When the feeling that flies become nothing
Garota, não brinque com isso. Eu posso ser mais orgulhosa que você, eu sei que você sabe disso.
E eu sei que você quis me beijar naquela noite fria de junho. Por que mais diria algo parecido com ''você poderia me beijar agora''? Foi só naquele instante em que eu soube que você poderia sentir algo a mais por mim. No resto, você voltou ao seu estado normal.
Talvez dessa vez o texto não saia com tanto sentido ou tão bem escrito como da última vez.
E perdoe-me por mim, eu preciso do perdão de qualquer um mesmo sem ter feito nada.
O que eu tenho a dizer sobre aquela noite? Olha, não muita coisa, até porque nada de extraordinário aconteceu — além do fato de você ter balançado o meu coração ainda mais, de ter feito eu ter certezas de mentira sobre aquele momento, resumindo: além de você ter brincado comigo.
Você poderia ter dito em seguida:
— Você sabe que eu tô brincando com você, né?!
Mas, não. Você preferiu não dizer.
Por quê?
O constrangimento? Claro!
Imagina só isso: eu constrangida e, e acreditando no que você disse.
Pois é.
Você poderia ter revertido a situação. Seria frio? Sim, seria, no entanto você jamais descobriria que teria sido frio! O que você esperava naquele instante?
Um beijo?
Sabe que mesmo com a raiva que estou agora, eu ainda me arrependo de não ter te beijado você? Eu devia ter te beijado só para confundir ainda mais sua cabeça — se estava confusa — só para você se sentir a mesma coisa que eu — mesmo que ao contrário — só para perdurar o seu constrangimento — seria nosso e teria se prolongado ainda mais. Assim, você ficaria com o gosto amargo da minha boca, como eu que estou com o amargo todo, ao menos teria distribuído e não teria tudo, tudo isso só em mim.
A gente vai acabar logo.
Na verdade já acabamos. Mas só eu sei disso.
Que relação, né? Tudo em um só.
O distanciamento, conversas de um só...
Outro que escrevi por causa desse tudo só em mim.
Você não acredita mais quando as pessoas dizem que amam você, que você acredita só no amor que você tem pelas pessoas.
Ah, deixa de ser patética, que ridículo você dizer isso!
Você me ama?
É claro que você vai dizer que sim! Deus vai te destruir se você dizer a verdade, né!
Oh! Como eu não entendo as coisas!
Oh! Como eu sou ignorante diante da verdade!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Não, não diz que o meu ceticismo me cega. Eu já sei faz tanto tempo...
Sabe qual é o problema? Eu já estava sentindo que sentia algo a mais por você, daí você solta uma dessas. Como se sentisse ou descobrisse e quisesse foder tudo ainda mais. Parabéns, com a minha ajuda você conseguiu.
Você finge tão bem, mentia tão bem... uma pena eu não acreditar mais nessas suas qualidades.
Acreditar é melhor que nada.
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