Feel The Love
1 Prólogo.
Notas iniciais
Hoje era o primeiro dia de primavera em Beacon Hills.
Era para ser um dia perfeito para mim, Lydia Martin. Especialmente para mim.
Era.
Depois de me despedir de Allison, segui para a minha casa distraidamente. Era o último dia de minha mãe em casa. Logo ela iria para Grã-Bretanha resolver um de seus casos desconhecidos para mim. O trabalho dela ainda era um mistério, mesmo nesses 17 anos de vida que eu tive. Sempre viajávamos de um lugar para o outro mas, após permanecer 3 meses na minha cidade natal, Beacon Hills... tudo mudou. Aqui era aonde eu deveria ficar. Todos me amavam – talvez pelo fato de eu ser a “aluna nova”. Tudo era novidade, para mim e para todos! E eu concluí rapidamente que aquele era o meu lugar.
Ao chegar em casa, respirei fundo ao sentir o cheiro recente da comida.
– Mãe? – perguntei, surpresa ao vê-la na cozinha.
– Lydia! Pensei em fazer um almoço para nós. Logo eu irei embora e eu pensei que podíamos comer juntas. Faz tempo que eu não faço as refeições, mas...
– Mãe – Lydia revirou os olhos, reprimindo uma risada. – Tudo bem! Vou trocar de roupa e almoçamos. Estou ansiosa para comer a sua comida.
Dei-lhe uma piscadela ligeira e segui para o meu quarto.
Coloquei a mochila cuidadosamente sobre a cama, mas, antes de me vestir, notei um papel branco sobre o meu travesseiro – que não estava ali naquela manhã.
Peguei-o em minhas mãos e, assim que o li, paralisei.
“Você é uma pessoa morta, Lydia Martin.”
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– Lydia. – minha mãe entrou em meu quarto naquele crepúsculo, que anunciava a ida dela para Grã-Bretanha.
– Oi mãe – murmurei, com a voz abafada pelo travesseiro.
– O Policial Parrish já chegou. – avisou-me, com certa preocupação em sua voz.
Soltei um suspiro, visivelmente desanimada.
– Quem diabos é Parrish...?
– Eu sou Parrish! – disse, em um tom que denunciava certa irritação.
Engoli em seco e me virei, olhando-o de imediato.
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