Feel The Love

6 I'm tired of teenage boys.


Notas iniciais
Ok, eu sei que demorei e provavelmente muitos de vocês querem me bater com um galho UHASUH. Mas é sério, não foi proposital, nunca é. Se eu pudesse, postaria um novo capítulo todos os dias mas estou muito cheia de coisas. Fui uma das alunas que sofreu com a greve e agora estou repondo aulas, ou seja, nada de férias. E fica um pouquinho difícil escrever, visto que também tenho alguns transtornos de humor e a animação se reduz para o nada. Mas me animei completamente e abaixo está mais um capítulo pra vocês! Aproveitem. ♥ Ps.: Vou colocar o link da trilha sonora dessa forma a partir de agora (~♥~). Ouçam

POV Lydia.

Coloquei as coisas na mochila lentamente, na sala, tentando alongar o tempo enquanto observava Parrish revendo alguns “relatórios”. Era coisa de policial, ele dissera, e eu deixei de lado. Não entendia nada disso. Da mesma forma que não entendia a ignorância de Parrish para mim naquele fim de semana que havia passado.

Depois daquele dia, Parrish agiu de forma estranha o tempo inteiro, e de início, achei que tinha algo a ver com o mico que eu havia o feito passar, mas não. Parrish simplesmente agia como se não estivesse se importando. Saí duas vezes nesse fim de semana e, em uma dessas vezes, foi só com a Allison, e ele não deu à mínima. A tensão entre nós era pesada, quase palpável, e isso somava aos pensamentos que eu tinha quando o via fazendo as coisas do dia-a-dia, como sair do banho, mexer em alguma arma, nos papéis, nas algemas, e nos olhares que ele lançava a mim.

– Bem... Já está na minha hora. Na verdade, acho que estou atrasada – comentei, colocando uma alça da mochila sobre o ombro.

– Então é melhor se preparar para correr. – ele disse, sem levantar o olhar para mim.

Bufei, irritada.

– Você não pode me levar?!

Parrish chacoalhou a cabeça, em negativa, e vislumbrei um esboço de sorriso em sua face.

– Vamos ver o que acontece se eu morrer! – exclamei, saindo de casa, sem antes ouvi-lo:

– Acho que só eu poderei ver isso, não é?

Idiota.

(...)

Cruzei meus braços enquanto me encaminhava para a entrada da escola, ao sentir um vento fria passar por mim e erguer meus cabelos. E, como se não fosse o bastante, meu couro cabeludo se arrepiou e senti algo estranho no clima. Respirei fundo, nervosa.

– Devia ter se agasalhado mais. – disse uma voz masculina, e quando olhei para trás, vi um garoto loiro sorrindo para mim gentilmente.

Retribuí o sorriso.

– É, devia.

***

O dia havia sido completamente tenso, em tudo o que aconteceu. A luz da escola havia acabado e, devido a isso, saímos mais cedo da escola. O que foi um desastre, visto que Stiles juntou todos nós: Scott, Allison, Isaac, Malia, Kira, Aiden, – infelizmente – Ethan, Cora, Liam e eu. Isso não iria dar certo.

Liam era primo de Scott e estava no primeiro ano do colegial. Era praticamente uma criança, e eu ainda não havia entendido porque ele – e o seu amigo, que acabara de chegar – estava ali. Cora estava no último ano, e era, de uma forma completamente estranha para mim, próxima a Stiles. Mesmo sendo tão próxima a ele, desprezava Scott por razões completamente desconhecidas. Kira havia se tornado nossa amiga a poucos tempos e ela Scott haviam se aproximado o bastante para ser algo tão simples, como eles pareciam mostrar. Malia também havia se aproximado de Stiles e de todos nós, e eu a ajudei um pouco em Matemática na aula de hoje. Aiden era o infeliz do ex-namorado que eu preferia desprezar com todas as minhas forças, e Ethan era o seu irmão gêmeo, completamente adorável em comparação a Aiden. Tipo... Paola e Paulina. E, bem... Tinha Allison e Isaac.

Os dois nem pareceram os mesmos no dia de hoje, e eu me senti vendo uma adaptação de meu livro favorito com tudo diferente. Os dois lançaram olhares chateados um para o outro o dia inteiro, e Allison estava mais quieta que o normal – parecia até brava. Isaac andava de um jeito estranho e se esquivava sempre que Allison ou Scott apareciam. Mas seria impossível nos esquivarmos agora.

– Tudo bem, vocês sabem por que estamos aqui. – Stiles começou, olhando para todos nós.

– Na verdade, eu não sei... – Malia disse, com uma expressão confusa.

– Para desvendarmos o serial killer. – Stiles disse, com um sorriso torto para Malia.

Ergui minhas sobrancelhas.

– Oh, agora vocês vão zoar com isso? Pensei que era um assunto sério. – eu disse, revirando os olhos.

Pude perceber Aiden se aproximando de mim e cruzei meus braços, olhando para as nuvens de chuva que se aproximavam. Pude sentir um de seus braços envolverem em minha cintura e me afastei, enojada.

– Não vou deixar nada acontecer a você. – ele murmurou.

Isaac bufou, irritado:

– Foco, porra. Não quero perder meu tempo olhando para a cara desse idiota.

Aiden se aproximou dele em passos rápidos e Ethan e Liam tiveram que segurá-lo.

– Quem é idiota?!

Allison instantaneamente segurou a mão de Isaac e a apertou. Todos os olharam naquele exato momento e pude perceber a tensão que percorreu o ar que havia entre nós. Eles pareceram alheios por um momento a todos nós por um breve segundo, antes de Allison o soltar e Liam e Ethan soltarem o Aiden.

Stiles continuou, parecendo nervoso:

– Tudo bem, voltando. Queria contar a Lydia sobre isso, que resolvemos entrar nessa investigação para descobrir. Quanto mais pessoas, melhor. E, por Deus, isso não vai sair daqui. Ninguém mais pode saber por que...

– Eu vou embora. – falei, arrumando a mochila em minhas costas.

Eles me encararam.

– Por quê? – Allison perguntou, confusa.

Olhei para Aiden, Isaac, Scott e Stiles.

– Eu estou cansada de garotos adolescentes.

Dito isso, peguei o primeiro ônibus que vi saindo do estacionamento e subi, sentando-me no primeiro banco que vi livre. Não olhei pela janela quando o ônibus partiu, embora ainda sentisse os olhares indignados deles em minha direção.

***

Assim que o ônibus parou em frente a minha casa, esbocei um sorriso simpático para o motorista e saí do ônibus com certa pressa. Algo dentro de mim estava estranhamente ansioso e eu queria confrontar Parrish o mais rápido possível. Queria irritá-lo de forma que ele não se abalasse. Queria tirar aquela expressão presunçosa do rosto dele a cada vez que me via bufando. Queria entrar em casa vestida de Teletubbies pra ele, queria... Queria que ele explicasse essa necessidade estranha que eu tenho de me aproximar dele como a água do mar se aproxima da areia – sem receios.

~♥~

Joguei meus cachos por cima do ombro como se tomasse coragem e entrei em casa. Assim que fechei a porta, notei a casa estranhamente vazia e joguei minha mochila no sofá, olhando em volta. Pouco tempo depois, ouvi alguns barulhos estranhos vindo do pequeno salão que havia em um dos corredores do andar de baixo – lugar que eu geralmente organizava reuniões escondidas com meus amigos quando minha mãe morava aqui. Ela raramente ia lá.

No instante em que parei na porta, senti meu queixo cair. Em meio a poucas coisas de academia, Parrish estava lá. E não foi somente isso que fez meu queixo cair, a questão é que... Ele estava... Deuses.

Me recompus rapidamente assim que ele notou minha presença e entrei, passando meus olhos pelo lugar com arrogância.

– Minha casa virou o seu brinquedinho agora? – perguntei, e, milagrosamente, ele me respondeu da mesma forma provocativa:

– Pode virar o seu também.

Revirei os olhos e Parrish desligou o que presumi ser uma... Esteira? Não faço ideia, mas é aquela coisa idiota de corre e dá suor.

– Isso é nojento. Você é um policial, não deveria estar resolvendo crimes?

– Policiais precisam melhorar o físico, não sabia disso?

– Não tenho a mínima vontade de saber.

– Sério?

– Isso é óbvio.

– Então por que está me encarando?

Desviei o olhar do peitoral nu de Parrish e voltei meu olhar para o seu rosto, só para perder o fio da meada. Ele estava próximo demais, e eu pude constatar que havia uma fagulha de espaço entre nós. Eu podia sentir sua respiração quente em meu rosto, da mesma forma que podia sentir algo sarcástico — e, ao mesmo tempo, diferente para mim – vindo dele.

– Você está perto. – respondi, em um sussurro.

Ficamos em silêncio por vários segundos, mas pareciam longos minutos para mim, até que seus braços envolveram-se com força ao redor de minha cintura e de meus braços, e me viraram de costas para ele. Arregalei meus olhos ao sentir minhas costas sendo prensadas por seu corpo.

– Você sabe lutar, mas deveria ter mais forças no braço. – ele disse, com a respiração pesada.

– Posso te derrubar agora. – murmurei.

– Tenta.

Forcei minhas pernas para derrubar as dele, mas um de seus braços seguraram minhas coxas e eu amoleci. Senti minhas pernas fraquejarem e a região entre minhas coxas umedecer, e, estranhamente, a única coisa audível naquela sala era a minha respiração ofegante de uma forma constrangedora e a respiração baixa de Parrish, que arrepiava minha nuca seguidamente.

– Fraca. – ele sussurrou, e eu não pude responder a sua provocação.

Desci o olhar para minhas coxas como se o avisasse de que seu braço estava ali, mas ele não fazia questão de me soltar, mesmo parecendo ter percebido. Senti a ponta de seu nariz roçar contra a minha nuca e meu corpo se estremeceu com o seu toque. Um silêncio tenso caiu sobre nós e apenas o som de nossas respirações estavam ali, cada vez mais audíveis. E ele me soltou.

Me afastei lentamente de seu corpo a medida que virava minha cabeça em sua direção, e nos encaramos no mesmo silêncio de antes. Meu corpo parecia estar em chamas e ele me olhava com tal intensidade que nunca havia demonstrado.

EU NÃO GOSTAVA DELE.

– Você não presta. – eu disse, me amaldiçoando por minha voz ter falhado, e saí do quarto antes que ele dissesse algo.

Notas finais
E aí, o que acharam??? Por que o Parrish está agindo dessa forma? O que a Lydia realmente sente por ele? E o Isaac e a Allison? O que está acontecendo entre o Scott e a Kira? Veremos tudo isso no próximo cap., se preparem!