Feel The Love

7 Let's go home, baby.


Notas iniciais
Pessoinhas!!! Apareci rápido agora, né? Pois é, quis recompensar a demora então foi isso, surprise! Vou dedicar esse capítulo para a linda da MISS Wonderland, que fez uma nova capa para a fanfic! Ficou maravilhosa e eu ainda estou SURTANDO FODIDAMENTE AQUI! (sorry pelo palavrão!) Sentem e aproveitem a história. ♥

POV Parrish.

Passei a noite em claro. Era quase impossível dormir com os gritos de Lydia devido a sua Astrofobia e eu não queria ir lá, queria deixa-la enfrentando seu medo sozinha. A luz havia acabado novamente e eu estava quase reclamando com as fontes de energia da cidade que caíam a cada pequeno temporal.

Deixei a janela do meu quarto um pouco aberta na intenção de me distrair com o som da chuva, mas isso só trouxe o frio pra dentro, nada comparado ao calor que eu havia sentido naquela tarde. Que Lydia havia provocado em mim.

Levantei da cama e fechei a janela novamente, certo de que não iria dormir essa noite se não passasse logo por cima do maldito orgulho. E saí do meu quarto, praticamente correndo para o de Lydia. Bati duas vezes na porta e ouvi o quarto mergulhar pela primeira vez no silêncio. Vendo isso como um “sim”, abri a porta e assim que a olhei, meu corpo esquentou e imagens daquela tarde vieram novamente a minha mente. A forma com que nossos corpos haviam se encaixado e a excitação que percorreu meu corpo. Tive que me forçar para respirar.

– Quer ajuda para dormir? – perguntei, em um murmuro.

Pude sentir Lydia me fuzilando com os olhos e cruzei meus braços.

– Por que você acha que eu precisaria de ajuda? – ela perguntou, mas, apesar da postura firme, pude notar ela se estremecer e algo na voz dela de estranho.

– Porque... Lydia, você está chorando? – arregalei meus olhos e entrei no quarto, me aproximando dela.

– Saia daqui! – Lydia gritou, jogando um urso de pelúcia em mim.

Bufei.

– Quero te ajudar...

Ela riu, sarcasticamente.

– ME AJUDAR? Você só quer se aproveitar de mim! – gritou novamente.

Paralisei um pouco afastado dela, sem poder evitar um sorriso que viera em seguida.

– Como eu me aproveito de você? – perguntei, lhe esboçando um sorriso irônico.

Lydia ficou quieta por alguns segundos, antes que outro trovão soasse naquela noite escura. Soltou mais um grito que me fez encolher os ombros.

– Vou perguntar mais uma vez. Você...

– Não! – exclamou, e eu revirei os olhos.

– Como quiser.

Saí do quarto resmungando e chacoalhei a cabeça, xingando-me silenciosamente. Ela era irritante, mimada, arrogante. Por que eu simplesmente não conseguia parar de pensar nela?

POV Allison.

– Nem preciso que você me explique o porquê dessas olheiras, certo? – perguntei a Lydia, quando nos sentamos numa mesa no canto da biblioteca.

Ela fez uma expressão engraçada e eu tive que me controlar para não sorrir.

– Achei que tinha passado pó o bastante...

– Bem, não deu certo.

Lydia virou-se para mim novamente, como se estivesse esquecido completamente do que estava falando e pude notar a aflição em seu olhar.

– Parrish.

– O que tem ele? – perguntei, franzindo a testa.

Lydia desviou o olhar para o corredor de clássicos, evitando de repente o meu olhar sobre ela.

– Ele... Bem. Me sinto intimidada perto dele.

Arqueei minhas sobrancelhas.

– O quê?!

– Ele... Ah, ele sempre anda com aquelas algemas e me lembra o Christian Grey...

– Lydia, eu não...

– ... Eu sei, não vou mais citá-lo. E, bem... Ontem ele me agarrou.

Senti minha boca abrir involuntariamente.

– O QUÊ?!

– Silêncio! – a bibliotecária gritou para nós e nos afundamos nas cadeiras, evitando os olhares dirigidos para nós.

– Não dessa forma – Lydia cochichou. – Cheguei em casa e... Sabe aquele lugar em que nos juntávamos para beber? – afirmei com a cabeça – Então. Ele fez de lá uma mini academia e estava se exercitando, acredita? Sem camisa. Veio com uma conversa depois que eu não tinha força nos braços e me fez atacar ele, mas ele estava me agarrando por trás... Ah, Allison. Eu o odeio.

Abri um sorriso malicioso.

– Você o odeia? – indaguei maliciosamente, e tive que enfrentar o olhar mortal de Lydia.

– Cala a boca, Allison.

– Eu já te contei sobre o Scott e eu no armário...

– Já. Não quero saber disso. Conte sobre você e o Isaac.

Abaixei o olhar para a mesa instantaneamente, com um suspiro quase inaudível.

– Não contou para o Scott – murmurei.

Ficamos quietas por um tempo e ergui meu olhar, acompanhando a biblioteca em um movimento rápido, mas parei assim que meus olhos encontraram um par de olhos azuis e senti meus ossos se arrepiarem. Ele estava lá, com Scott e Stiles.

Lydia acompanhou meu olhar e sussurrou, próxima a mim:

– Ele é gostoso.

– Eu sei. – sussurrei, afirmando com a cabeça.

Logo vimos Cora se aproximando e não pude deixar de esboçar um sorriso. Ela era adorável e mal-humorada, como os Hale. Acho que isso fortaleceu nossa amizade – inclusive a implicância que ela tinha com o Scott.

– Oi. – ela disse, sentando-se conosco.

– Oi! – respondemos, em uníssono.

Cora deu uma olhada ao redor da biblioteca e bufou ao ver que Scott dirigia um sorriso malicioso para ele. Voltou o olhar a nós e ficamos em silêncio por um tempo, antes que notássemos a carranca misturada a expressão depressiva em seu rosto.

– O que foi? – perguntei.

Cora balançou a cabeça.

– Vocês estão se dando bem com a Kira?

– Sim – respondemos, em uníssono. – E você? – Lydia perguntou.

– Não sei. Tenho vontade de mata-la. Mas isso passa. – deu de ombros.

Soltei um riso baixo e Cora revirou os olhos. Logo, olhamos para Lydia que permanecia estranhamente quieta e Cora fez a pergunta que estava em minha cabeça:

– Lydia, está tudo bem?

Lydia suspirou e chacoalhou a cabeça.

– Me sinto estranha. Deve ser aqueles dias... Não sei. – e se levantou, arrumando os livros em sua mochila. – Nos vemos depois, ok?

Afirmamos com a cabeça e ficamos olhando Lydia sair da biblioteca com mais pilhas de livros clássicos. Assim que ela saiu, dei uma última olhada ressentida para Stiles quando o vi me encarando. Voltei a olhar para Cora e tentei começar outro assunto, mas ela me cortou:

– Aliás, o que está havendo entre você e o Isaac?

Respirei fundo. E lá vamos nós...

POV Scott.

Isaac estava estranhamente quieto, e Stiles já tinha imensas teorias sobre isso. Tentei ignorar, mas cada vez que eu o fazia, entrava mais em minha cabeça.

– Acha que ele se sente mal por estar em sua casa? – Stiles perguntou, enquanto nos sentávamos juntos na aula de Biologia.

Chacoalhei a cabeça em negativa.

– Não, é claro que não. Ele se sente a vontade lá, qualquer um percebe. Ajuda minha mãe...

– Não estamos falando disso. – Stiles interrompeu, impaciente. – A questão é o porquê do Isaac estar assim. Isso não tem nada a ver com a sua mãe, cara! Lerdo.

– Scott, Stiles. Calem a boca! – o professor disse, e ficamos quietos por 3... 2...

– Acho que tem algo a ver com a Allison. – Stiles sussurrou.

Olhei para ele, com certa indignação.

– Por quê?!

– Eles andam... Esquisitos. Mas você não percebe nada, é claro. Fica babando pela Kira. – ele revirou os olhos.

Dei um sorriso torto e olhei para ele.

– A Kira é... Bem, incrível. Mas não é por ela. – expliquei, sem conseguir reprimir o sorriso ao pensar...

– Não? Quem é?! – Stiles perguntou, alto demais.

– STILES, SCOTT!

Desviei o olhar do professor, fazendo uma careta enquanto Stiles gaguejava:

– Estava perguntando ao Scott sobre quem... Hm... Que animal é esse, tá vendo? – ergueu o livro para o professor e eu suspirei, derrotado.

– É uma aranha, Sr. Stilinski. – o professor respondeu, friamente.

– Ahhhh... Obrigado! Eu pensei que era uma metáfora...

Todos na sala riram e senti o professor nos lançar outro olhar “assassino”. Quando voltou o olhar para seus papéis, Stiles virou-se novamente para mim.

– Quem é?

– Depois eu te conto. – sussurrei.

Após longos minutos da aula entediante de Biologia, senti meu celular vibrar e o peguei disfarçadamente. Olhei para os lados antes de visualizar a mensagem que ela havia mandado – uma foto de si mesma mostrando o dedo médio para mim.

Esbocei um sorriso e guardei o celular. Essa garota é incrível.

POV Lydia.

Finalmente o sinal bateu e fui até meu armário para pegar os materiais para a última aula – que era, infelizmente, matemática. Eu sou ótima em tudo o que faço, incrivelmente em matemática. Mas nada disso aconteceria se eu não matasse meu tempo estudando loucamente. Era simplesmente cansativo. Diversas vezes, precisava largar algum livro que estava lendo para me concentrar naquela coisa.

Assim que abri o armário, peguei meus materiais de matemática, mas, quando estava prestes a fechar o armário, vi algo que chamou minha atenção. Era um papel grosso, branco, elegante. Peguei-o na mão com delicadeza – porém, trêmula – e meus olhos não acreditaram no que viram.

“Isso é mórbido, Lydia Martin. Para mim,é claro. Para você, também. Ambos somos iguais, certo? Eu, você. Por enquanto, é claro. Não sei se você já ouviu falar de decapitação, mas com certeza sabe o que é. Pretendo deixar sua cabeça de enfeite congelando na minha estante – não sem antes te foder centenas de vezes, é claro. Tudo para mim é claro, inclusive a sua morte iminente. Tenha ótimos sonhos.”

Larguei o papel no chão depois de ler – como se fosse ácido – e não pude conter o grito que estava preso em minha garganta. Olhei atordoada para os lados e encostei minhas costas nos armários, deixando-me escorregar até o chão. Olhei para baixo e só então notei que estava chorando escandalosamente. Minhas lágrimas já estavam perto de encharcar minha blusa e eu não conseguia parar de tremer.

– Lydia! – ouvi o grito e só pude perceber que se tratava de Stiles quando ele chegou a minha frente ofegante, primeiro que os outros alunos que estavam para vir.

– Ele. – sussurrei, trêmula.

Stiles felizmente notou o papel ao meu lado e o pegou disfarçadamente. Dobrou-o e tratou de se aproximar de mim, com aflição. Senti a escuridão tomar conta de minha visão à medida que faziam um círculo em minha volta e deixei-me levar, sem forças.

[...]

~♥~

Pisquei meus olhos repetidas vezes quando acordei, tentando me acostumar com a luz branca e forte do local. Assim que meus olhos se acostumaram, notei que estava na enfermaria da escola. Eu já havia presenciado esse lugar diversas vezes devido a cólicas, mas nunca pela razão de hoje. Nunca.

Levantei num ímpeto e meus amigos estavam lá, juntos ao diretor da escola.

– Lydia! – Allison exclamou, se aproximando de mim. Vi que seus olhos estavam inchados e ela rapidamente segurou meus ombros – Precisa descansar. Você desmaiou, precisa de repouso...

– Eu estou bem. – acalmei-a, mas era uma mentira para mim mesma. Eu não estava bem, estava aflita.

Precisava...

– Lydia, tem certeza de que está bem? – o diretor perguntou, se aproximando de mim.

Olhei para todos naquela sala e senti que estava faltando alguém.

– Onde estão...?

Allison, Stiles e Scott se entreolharam, confusos.

– O quê? – Stiles perguntou, em um tom baixo.

– Os policiais. – murmurei, olhando-o.

– Meu pai já está vindo.

Chacoalhei a cabeça e comecei a dar várias voltas pela enfermaria. Minhas mãos não paravam de tremer e meus olhos ardiam; eu iria chorar novamente. Faltava algo, faltava alguém. Eu precisava dele.

– Não é isso. – respondi, enroscando meus dedos em meus cabelos enquanto andava em voltas.

– Lydia. – murmurou o diretor com autoridade. Percebi ele fazer um sinal para um dos seguranças da escola e não pude controlar o grito:

– Se afastem de mim!

O segurança parou e todos me olharam com certa surpresa – misturada a terror. Mas, apesar disso, Allison, Scott, Stiles, Isaac e Cora se aproximaram de mim com certa defesa.

– Eu... Onde ele está? – perguntei novamente, com a voz chorosa.

– Quem?! – Isaac insistiu.

– Parrish! – gritei, e, sem mais conseguir me controlar, chorei da mesma forma que havia chorado antes. Senti meu corpo se contrair e tive que me abaixar minimamente. Allison colocou uma mão consoladora em meu ombro, mas não pude deixar de me afastar.

– Ele está...

– Ele precisa estar aqui! Ele é...

Um estrondo foi ouvido da porta e assim que olhei na direção dela, vi Parrish entrado, atordoado. Olhou para nós como se estivesse procurando algo e, assim que seus olhos encontraram os meus, algo se acendeu dentro de mim e não pude evitar. Corri em sua direção... Como a maré corre para a areia. E envolvi meus braços ao redor dele, em um abraço forte. Ele me abraçou da mesma forma – forte demais – e eu sufoquei meu choro em sua jaqueta.

– Parrish – murmurei, com a voz abafada.

– Shh. Está tudo bem, está tudo bem. Vamos para casa, certo? Vim buscar você. Vamos para casa.

Ouvi conversas baixas atrás de mim, mas não dei atenção. Concentrei no abraço quente de Parrish e nas palavras consoladoras que sussurrava, próximo a minha testa. Em momento algum me perguntou se eu estava bem, e eu agradeci por isso. Me acalmei aos poucos mas continuei a abraça-lo, era inevitável.

– Vamos para casa. – sussurrei.

– Vamos para casa, baby. – ele repetiu, e eu afirmei com a cabeça, metodicamente.

[...]

Assim que terminei o banho, me vesti rapidamente com algumas roupas de moletom. Saí do meu quarto correndo – não suportava a ideia de ficar sozinha – e, assim que terminei de descer as escadas, vi Parrish sentado no sofá, olhando em direção ao chão, com a expressão pensativa.

– Ei. – murmurei, me aproximando e sentando ao lado dele.

– Ei. Você está melhor? – perguntou, dirigindo agora o olhar para mim.

– Bem... Meus olhos estão terrivelmente inchados, o meu cabelo está horrível e eu sinto como se nunca mais ficasse em paz estando sozinha. Mas, fora isso, está tudo incrivelmente bem!

Parrish esboçou um sorriso breve, voltando a ficar sério de repente.

– Você sabe que agora é verdade...

– Eu sei...

– ...E sabe que não precisa ter medo de nada. Eu estou aqui, você não vai ficar sozinha.

Fiquei quieta por um momento, sem saber o que dizer. Mas não havia o que dizer, é claro que não. Ele cuidaria de mim, e eu não precisava mais temer o resto. Eu tinha os meus amigos. Eu tinha o Parrish. Eu os tenho, e eles têm a mim. E, olhando agora para Parrish, ele estava ali. Sorrindo para mim. Não um sorriso sarcástico e presunçoso, mas sincero, e eu retribuí. Era disso que eu precisava, eu acho. Somente isso.

//STORYTELLER//

Ele percorreu os corredores vazios da escola com um sorriso que beirava a malícia. Estava contente pelo seu ato, brincando com as chaves do carro e assobiando alegremente. Isso tinha dado um impacto. Ela sabia que era real, ela sabia que ele iria mata-la. E isso era o mais empolgante para o rapaz.

Seu codinome era psicopata e seu passatempo preferido era matar. Não havia nada mais prazeroso do que aquilo, e isso só aumentava quando o assunto era Lydia Martin. Era vicioso, e ele precisava se satisfazer daquilo. Mas era melhor protelar; o melhor prazer era aquele que vinha lentamente.

Notas finais
E aí, o que acharam? Que aflição, que aflição, o "serial killer" apareceu. Quem vocês acham que é? Será que ele já apareceu na história? E a Lydia, será que vai começar a "obedecer" o Parrish? E a Cora, por que ela tem tanta raiva do Scott? E de quem o Scott gosta, se não é a Kira? E eu, narrei bem hoje? UHWUSHAS Comentem, favoritem, recomendem e shippem Stydia e Marrish comigo, pfvr. UAHSUH Até o próximo capítulo. ♥ Ps.: Se alguém ficou em duvidas, Storyteller é "contador de histórias", right? Right. ♥