Feel The Love

10 Feel the love - Final.


Notas iniciais
Yaaaaaaaay, pessoal! Estou muito feliz porque estamos em Setembro, e porque escrevi mais um capítulo já, e ainda não abandonei a história! UHASH Brincadeirinha. Não irei abandonar, pelos deuses. Então, eu queria agradecer e tal, e essas coisas e tal, e tal. Aproveitem o último capítulo da primeira temporada e QUE VENHA A SEGUNDA!

POV Scott.

Revirei os olhos ao ver Kira e Liam conversando, mas deixei de lado, tentando arrumar espaço entre as pessoas que dançavam no meio de toda a casa de Lydia. Como a festa ainda não havia acabado, concluí que Parrish não poderia fazer nada e dei um sorriso satisfeito. O plano havia dado certo!

Mesmo assim, algo não estava certo ali. Eu não estava achando-a.

– Scott! – ouvi uma voz familiar e olhei para o som da voz, deparando-me com Isaac.

– Ei!

– Precisamos conversar sobre uma coisa... – ele começou, mas eu, contragosto, tive que interrompê-lo.

– Tenho que encontrar uma pessoa. Precisa ser agora? – perguntei, sentindo-me culpado de repente.

Isaac respirou fundo e desviou o olhar, parecendo encontrar alguém. Pude ouvi-lo bufando – apesar de todo o som da festa – e ele balançou a cabeça negativamente, parecendo irritado.

– Não importa.

Dito isso, saiu de supetão mesmo antes que eu pudesse chama-lo. Encolhi os ombros e pensei em ir atrás dele, mas algo me chamou a atenção no meio de tanta gente.

Ela estava ali, conversando em um canto com Stiles, Malia e Derek. Achei estranho Derek estar entre eles, mas provavelmente era por causa de Malia. Talvez não confiava o bastante em Stiles para deixa-los sozinhos, presumi. Respirando o único ar de coragem que eu havia criado em torno de mim, caminhei até lá, enfiando as mãos nos bolsos da jaqueta.

– Ei, Scott! – Stiles me cumprimentou, com um sorriso sarcástico.

Cora bufou assim que eu cheguei ali e eu dei um sorriso sem graça.

– E aí. Estão gostando da festa?

Pude ouvir Malia e Stiles dizendo “sim” enquanto Cora e Derek negavam, visivelmente irritados. Franzi o cenho e olhei para os dois.

– Festa de adolescente. – Derek explicou, apoiando-se contra uma parede.

Olhei para Cora, esperando uma resposta dela.

– Não sou disso. – murmurou, e eu tive que me esforçar para ouvir o tom baixo da voz dela contra todo aquele barulho.

Fitei os olhos dela por um momento e os desviei para a porta da saída da casa de Lydia, convidando-a silenciosamente para vir comigo. Logo fui até lá e saí da casa disfarçadamente. Se alguém nos notou preferiu não dizer nada.

– O que você quer? – ela perguntou assim que saiu da casa e fechou a porta.

– Vamos dar uma volta. – eu murmurei, com a cabeça um pouco abaixada como se pudesse assim evitar o frio da noite em Beacon Hills.

Cora ficou quieta, mas me acompanhou enquanto andávamos pelas calçadas da rua solitária onde Lydia morava. Alguém com certeza naquela rua ficara incomodado com o barulho que fazíamos naquela noite, mas, estranhamente, decidiram não se incomodar por isso.

– O que você quer? – Cora perguntou em um tom baixo.

Olhei para ela na mesma hora que seus olhos encontraram os meus e respirei fundo, chacoalhando a cabeça imperceptivelmente.

– Você me odeia?

Cora ficou quieta por um tempo, mas logo um sorriso tomou conta de suas feições.

– Calma aí garoto, eu sou a emo depressiva de Beacon Hills. Não queira roubar esse título – disse ela, risonha.

Não pude conter o sorriso que aquilo havia me provocado, que ela havia me provocado. Raramente nossas conversas eram assim. Raramente nos dávamos bem, raramente ela sorria para mim. E tudo aquilo acontecendo em uma noite era um certo sucesso.

Ficamos em silêncio por um tempo enquanto andávamos e eu fitei meus tênis enquanto caminhava com ela ao meu lado, sem saber o que dizer. De qualquer forma, o silêncio era agradável ao lado dela. Nada que pudesse ser preenchido com alguma conversa idiota ou algo do tipo, era apenas... Agradável.

– Não te odeio. Só não me dou bem com você. – ela disse após um longo momento.

Olhei para ela sem conseguir evitar o sorriso que suas palavras formaram em meu rosto e percebi que ela tentava conter o próprio sorriso, mesmo sendo em vão.

– Vamos nos dar bem qualquer hora. – comentei, dando de ombros.

– Vamos.

POV Allison.

~♥~

Peguei mais um copo das bebidas que estavam servindo e bebi mais alguns goles enquanto observava todos socializarem. Eu estava sozinha desde o início, apenas cumprimentando quem chegava e observando a todos de um canto escondido que havia arrumado para mim. Malia e Stiles não se desgrudavam. Lydia havia desaparecido. Scott também havia desaparecido, e eu não tive vislumbre qualquer de Cora. Derek estava na mesma que eu, mas parecia estar se divertindo mais, visto que uma garota estava dando mole para ele. Liam e Kira – junto com Mason – ficavam ajustando as músicas que eram pra tocar. E Isaac... Não havia sinal de Isaac. Ele tinha desaparecido.

Suspirei assim que ouvi uma de minhas músicas favoritas tocando e comecei a batucar meus dedos contra a minha coxa disfarçadamente, no ritmo que a música tocava. Acabei vendo Cora e Scott saindo da casa de Lydia e arqueei as sobrancelhas, confusa. Antes que viesse qualquer pensamento para mim, senti um arrepio em minha nuca e olhei rapidamente para os lados. Isaac estava ali olhando para todos na festa, com uma expressão que parecia ser semelhante a minha.

– Só ficando bêbado para aguentar tudo isso – ele comentou, olhando ao redor.

Suspirei novamente.

– É... – olhei para o meu copo, brincando com o resto de bebida que estava lá. – Estou frustrada.

– Sexualmente?

Olhei para Isaac rapidamente e, não contendo, esbocei um sorriso largo, chacoalhando a cabeça. Os olhos claros dele estavam escurecidos – de forma que eu nunca havia visto – e intensos, embora algum humor percorresse as feições dele.

– Poderia resolver – ele disse quando não respondi, e senti minhas bochechas enrubescerem.

– Quando conversar com o Scott. – disse eu, após um tempo em silêncio entre nós.

Percebi uma leve tensão vinda de Isaac assim que os olhos dele encontraram os meus novamente e ele respirou fundo.

– Tentei, Allison. Sempre estou tentando, e vou tentar até souber as palavras certas e a hora certa. Não sei se agora conseguirei fazer isso. No momento... No momento eu só quero você. – ele confessou, aproximando-se mais de mim.

Engoli em seco e larguei o copo de plástico, onde já não continha bebida alguma. Uma das mãos de Isaac entrelaçou-se em meus cabelos e a outra mão – que se aproximava de minha cintura – segurou a minha, entrelaçando nossos dedos. Logo, antes que eu sequer percebesse, todos ao redor sumiram quando seus lábios encontraram os meus.

– Temos que... – sussurrei, entre seus lábios.

– Dar o fora daqui.

Isaac separou nossos lábios por um momento e eu tive apenas a lembrança do gosto dos lábios enquanto ele nos livrava de todos aqueles adolescentes chapados e dançando em todos os cantos. Franzi o cenho ao ver Ethan – com certeza era Ethan – se agarrando com Danny em um canto escuro, mas dei um sorriso com isso em seguida. Sorriso que foi substituído por surpresa assim que entrei em um lugar desconhecido. Isaac fechou a porta e me prendeu contra a mesma mas, antes que fizesse a menção de me beijar, perguntei rapidamente:

– Onde estamos?

Isaac olhou em volta e soprou um riso baixo.

– Onde enchíamos a cara, lembra? Isso aqui agora parece uma...

– Academia – disse eu, lembrando-me do que Lydia tinha falado aquele dia sobre Parrish fazer exercícios. Soltei um riso baixo e saí da porta que Isaac me prensava, em um movimento ágil.

Isaac fez uma careta, aproximando-se de mim.

– Allison...

– Vou ter que ficar com você ouvindo The Neighbourhood? – murmurei, dando alguns passos para trás apenas para provoca-lo, com um sorriso.

– Sim, vai. Vou acabar com a sua frustração.

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele me pegou em um movimento ágil pela cintura e suas mãos me apertaram contra o seu corpo. Fechei meus olhos assim que nossos lábios se tocaram, dando a passagem para a minha boca que ele pedia, com a língua.

Minhas costas se chocaram contra uma parede fria, e eu fiquei chocada com o gelo que percorreu meu corpo. Tudo parecia frio para o meu corpo naquele momento, constatei. Menos Isaac.

O calor entre nós era quase palpável. Senti uma gota de suor escorrer em minha pele por baixo da blusa quando Isaac adentrava as mãos ali, os dedos trêmulos roçando em minha pele – que já estava no maior nível que uma pele arrepiada poderia estar. Sem que eu percebesse, o beijo havia se tornado intenso e minhas mãos percorriam os botões da camisa de Isaac descontroladamente, até que ela se abrisse por completo – ou talvez eu apenas a tivesse arrancado – e ele tirasse as mãos de mim apenas para tirá-la.

– Allison... – ele sussurrou, ofegando.

– Apenas não faça com que eu me arrependa – murmurei, voltando a beijá-lo antes que ele protestasse algo.

– Não vou fazer isso com você aqui. Apenas...

– Uns amassos – completei, soprando um riso discreto que ele compartilhara comigo naquele momento. Suas mãos se encaixaram em minha bunda e ele me pegou no colo, com o auxílio da parede para me encostar. Entrelacei meus dedos nos fios louros dele e nos beijamos, com certa euforia.

Alguns segundos depois temi que meus gemidos pudessem ser ouvidos por alguém que estivesse ali fora. Isaac tomava conta de meu ponto mais fraco – o pescoço – e eu não sabia como me controlar. Então... Eu os ouvi.

– Malia, aqui...

Abri meus olhos rapidamente e Isaac ainda me beijava, alheio a tudo ao redor. Meu olhar se encontrou com o de Stiles e Malia e, assim que ele pareceu compreender, Isaac já havia se afastado, com a expressão mais assustada que eu já vira.

– Stiles...

Stiles deu um tapa na própria testa.

– Puta que pariu...

Malia parecia atônita. Na verdade, parecia entre o choque e a reprimenda dos risos.

As palavras que eu queria ter falado naquele momento pareciam ter afundado num lugar profundo dentro de mim, e eu realmente não sabia o que dizer. Temia por mim e por Isaac, e pelo o que Stiles e Malia estariam pensando.

– Stiles – Isaac começou a falar, mas parou ao ver Stiles chacoalhando a cabeça.

– Nos falamos depois.

Ele e Malia saíram rapidamente e fecharam a porta. Olhei para Isaac com os ombros encolhidos de vergonha, mordendo o meu lábio inferior. Ele pareceu pronto para dizer alguma coisa, mas percebi seus olhos se perdendo em meus lábios.

– Não quero pensar em mais nada agora. Só em você.

Respirei fundo, na tentativa de não perder também o oxigênio. Ele seria a definição perfeita de buraco negro; sugava tudo de mim, inclusive a mim.

– É recíproco.

POV Lydia.

~♥~

Nossos lábios se tocaram com timidez. Timidez que eu nunca provara em minha vida.

As mãos de Parrish estavam apoiadas na parede. Pra ser sincera, eu também tinha essa necessidade de se apoiar. Era como se o mundo estivesse em declive e precisássemos nos apoiar em algo. Ambos nos apoiávamos um no outro, naquele pequeno espaço que havíamos criado entre nós dois.

Entre os leves beijos, soltei a respiração de forma que seria até vergonhosa, se Parrish ligasse para isso. Algo parecia estar rompendo dentro de mim – dentro de nós – e era impossível conter aquela sensação. Era impossível reprimir os sentimentos enquanto suas mãos agarram minha cintura e me puxaram mais contra o corpo dele. Era impossível reprimir os sentimentos quando seus lábios mudaram o clima do beijo.

Parrish me beijava com intensidade e, mais uma vez, senti minhas costas se chocarem contra a parede, agora com mais força. Mordi o lábio inferior dele e tentei puxar o ar para os meus pulmões, mesmo sendo uma tentativa vã.

– Lydia... – ele murmurou, com a testa colada a minha.

– Não fala nada. Não fala. – sussurrei, mesmo sabendo que ele podia me ouvir apesar do som alto que invadia toda a casa.

Parrish afastou-se um pouco para olhar em meus olhos, e senti minha respiração mais uma vez descontrolada.

– Preciso falar. Eu nunca... Isso... Eu nunca passei por isso. – ele disse, evitando o meu olhar por um tempo.

– Eu também não. – confessei, olhando para os lábios dele.

Puxei o rosto dele contra o meu novamente e voltei a aprofundar o beijo. Desci minhas mãos para as costas de Parrish e minhas unhas percorreram-na, por cima da jaqueta que ele vestia. Parrish soltou um gemido abafado por nossos lábios, em minha boca, e aquilo só me enlouqueceu. Meu coração estava disparado e eu não conseguia pensar em nada; só no Parrish.

Senti minhas mãos passando instantaneamente pela abertura da jaqueta dele e, novamente, ele me parou. Abri minha boca, prestes a protestar, mas o ouvi:

– O melhor prazer é aquele que vem lentamente.

Sufoquei um gemido quando senti sua ereção contra o meu colo, mesmo por cima das roupas. Não aconteceria nada essa noite, mas lá estava Parrish. E eu não o teria.

Por enquanto.

//STORYTELLER//

Festa idiota, músicas idiotas, pessoas idiotas. Ele não aguentava nem mais um segundo daquele inferno adolescente. Não aguentava mais esperar para ver Lydia, para que o seu plano desse certo e que ele pudesse ter a chance de falar com ela. Queria ser cauteloso, queria que ela confiasse nele. Alguém a escondia, alguém a protegia, e só sabendo disso – apenas sabendo disso – ele estaria um passo a frente. Ele acabaria – não só com a vida dela – mas de todos ao redor. E isso era o melhor que ele faria. Era o ponto mais alto do qual ele chegaria.

Viu o único garoto com quem ele socializava – e que socializava com a ruiva – e quase desviou, mas deixou-se levar e o cumprimentou.

– Já está indo embora? – Theo perguntou.

– Sim, estou. Dor de cabeça... – o garoto falou, enfiando as mãos na jaqueta de couro que usava naquela noite.

– Nos falamos depois então!

– Espera – o garoto pediu, fazendo Theo parar de andar e olhar para ele, confuso – Passei a festa inteira sem ver a Lydia.

Theo sorriu.

– Ah, eu a vi uma única vez. Parecia estar discutindo com aquele cara que vive na cola dela. Acho que são primos, a Cora me disse isso.

Ele franziu a testa, visivelmente confuso.

– Quem é esse? – perguntou, tentando parecer discreto.

– Não sei.

Ele foi embora, sem qualquer aviso prévio para Theo – que ficara ali, estranhando o comportamento do garoto. Ele devia estar há um passo da verdade.

Ou não.

Notas finais
Gente, meu coração sofreu escrevendo esse capítulo. Fiquei vendo corações ao redor de tudo uahsuahs. Amei escrever todos os casais (e os possíveis casais), e o Storyteller, e tudo! Agora, me digam: Quem é o assassino? Alguém lembra do lema do "serial killer"? Por que o Parrish usou esse lema? O que vai acontecer agora com ele e com a Lydia? E qual é a relação entre a Cora e o Scott? E o Isaac e a Allison, vai ter sexo? UAHUSH Comentei aí, Fantasminhas! Não sei quando irei postar agora, mas logo o primeiro capítulo da segunda temporada estará aqui, então não me abandonem, please! Eu não sou boa em matemática, então vocês devem saber como é difícil postar aqui. Espero que tenham gostado, e que tenham ouvido as músicas, e tudo! Desculpem qualquer erro :c Até logo.