Feel The Love

11 2ª Season: Chapter 1 - A murder?


Notas iniciais
Yaaay! Primeiro de tudo, não me matem. Eu posso explicar! Então, gente. Meu computador ficou com um problema terrível, não queria ligar. Fiquei setembro inteiro só com a internet no celular, e ficaria horrível pra postar, porque geralmente eu escrevo tudo no computador e tal. E tem a escola, e estou trabalhando em outra fanfic (que logo irei postar), e vou fazer o Enem também... Desculpem :( E obrigada por quem comentou/ainda acompanha a fanfic/etc. Vocês são os melhores leitores do mundo ♥ Agora, bom capítulo pra vocês!

//STORYTELLER//

Todo mundo conhecia o ditado popular: “Quem ri por último, ri melhor.”. Ele seguia esse ao pé da letra. Lydia já rira o bastante, ele observara, desde aquela festa. Não passara um dia sem vê-la e o sorriso se alargava todas às vezes que pensava no seu crime perfeito. Tinha tudo para dar certo.

Tragou mais uma vez seu Marlboro enquanto acompanhava com o olhar o sorriso que esticava os lábios da garota. Os cabelos avermelhados embaraçando-se cada vez que o vento os levantava e os lábios repuxados em um bico cada vez que olhava para o céu – onde vinham mais nuvens escuras das tempestades de verão. Mesmo de longe, era possível ver as delicadas expressões dela. Ele havia se tornado expert nisso.

Viu-a com a melhor amiga, Allison. E o sorriso novamente se formara nos lábios do jovem sanguinário.

“Vou acabar aos poucos com seus amigos na sua frente”, ele pensou, com um sorriso. “E depois será acabada por minhas próprias mãos.

~*~

POV Lydia.

Alguns dias depois...

– Pegou o casaco? – Parrish perguntou, vestindo a própria camisa, com a respiração ainda ofegante.

Soltei uma risada falha enquanto ajeitava a mochila em minhas costas.

– O quê? Vai fazer cosplay de Karatê Kid comigo? – perguntei, reprimindo um sorriso irônico.

Parrish parou de abotoar os botões da camisa, desnorteado.

– O que é isso?

Franzi a testa.

– Nunca assistiu Karatê Kid? Esse filme foi lançado em 2010! – exclamei, arregalando os olhos enquanto penteava meus cabelos pela milésima vez.

Parrish balançou a cabeça e saiu do meu quarto.

Soltei um suspiro, fitando meu rosto ruborizado em frente ao espelho. Os últimos dias haviam sido... Estranhos.

As coisas entre Parrish e eu não iram para frente. Nos beijávamos, brigávamos, fazíamos as pazes. E não passava disso. Era um ciclo vicioso no qual tentávamos nos acostumar, sem o mínimo sucesso.

Meus cabelos ficavam desgrenhados com frequência, minhas roupas amarrotadas. As costas de Parrish eram puros arranhões e eu perdera a conta de quantas camisas dele havia destroçado. Apesar de tudo isso, não passávamos dos amassos. Até agora não tinha decidido se isso era bom ou ruim.

Vi outra tempestade se formar e mordi meu lábio inferior. Eram cinco dias – seguidos – de tempestades em Beacon Hills. Ontem eu tinha ido à escola e fora simplesmente um desastre. Não iria hoje novamente.

– Parrish! – gritei, largando a mochila no chão – Hoje eu não vou!

Poucos segundos depois, Parrish apareceu em meu quarto com o celular na mão, as feições mais pálidas que o normal.

– Sua mãe está me ligando. O que eu digo?

Olhei para cima pensativamente.

– Que está pegando a única filha adolescente dela?

Quando voltei a olhá-lo, já tinha o rosto vermelho.

– Você vai para a escola.

– E você, para o inferno!

POV Scott.

Olhei ao redor enquanto caminhava nos corredores da escola, e, antes de desistir de procura-la, acabei encontrando-a.

Os cabelos escuros desciam longos por suas costas, e ela arrumava os livros nos armários, distraída. A pele pálida se destacava ali e mais uma vez me perguntei o porquê de ser a única Hale com a pele dessa forma. Os olhos continuavam grandes e cinzentos, e as olheiras era apenas um destaque gracioso em sua face. Combinava com o rosto dela, ninguém podia negar isso.

– Psiu – sussurrei quando chegara perto dela.

Cora, assim que me olhou, abriu um pequeno sorriso.

– Oi, Scott.

– Viu Lydia por aí? Stiles está procurando-a como um louco.

– Não – disse, e depois riu – Deve ser por causa do tempo chuvoso.

– Ah. Acho que Stiles se esqueceu desse fato – murmurei, confuso.

Ficamos mais uma vez no silêncio confortável, embora dessa vez tenha sido menos confortável do que outrora. Ela desviava o olhar cada vez que os nossos se encontravam, e as bochechas adquiriram um rubor fraco.

– Quer tomar um café? Tem uma Starbucks aqui perto...

Cora arqueou as sobrancelhas, com um sorriso torto.

– Está me convidando para matar aula, Scott McCall? Pensei que era o certinho...

– Gosto de deslizes.

Ela mordeu o lábio inferior, deixando-o mais rosado que é e aquela visão me proporcionou um discreto prazer.

– Eu vou à frente.

Ótimo.

Fitei-a de costas enquanto saía da escola de fininho. O corpo dela era repleto de curvas, mesmo ela escondendo-as em moletons enormes. Eu a comia com olhar, qualquer um poderia perceber isso se nos observasse por alguns minutos. Esperava ardentemente que ela não percebesse isso. Sem resistir esperar mais tempo, segui-a.

POV Stiles.

Assim que estacionei o Jipe em frente à minha casa, vi Parrish e meu pai conversando, as expressões sérias se destacando mesmo naquela tempestade quase impossível de se notar alguma coisa. Eles estavam na varanda de casa.

Rapidamente, saí do Jipe e corri para a varanda, me encharcando completamente no caminho. A chuva parecia um dilúvio, mesmo eu nunca tendo visto um. Ou, pelo menos, se assemelhava ao que eu pensava ser um dilúvio. Balancei a cabeça para me livrar dos pensamentos e cheguei à varanda, franzindo o cenho.

– ...e ela foi morta em uma das estradas fantasmas que levam para a outra cidade. Queria que fosse possível mudar isso. Eu não posso abandonar Lydia. Fiquei até surpreso por terem me chamado, mesmo sabendo que estou em outro caso. Então me disseram para te avisar, Xerife.

Meu pai afirmou com a cabeça, e o vinco entre as sobrancelhas dele se afincou mais ainda.

– Obrigado, Parrish. Pode voltar para a garota, hmm...

– Lydia.

– Sim, Lydia. Vou chamar minha equipe para o local do acidente.

– O que aconteceu? – perguntei, cansado de não me intrometer na conversa.

Meu pai me olhou com desaprovação, mas dei de ombros.

– Você não vai me seguir...

Parrish o interrompeu:

– Uma garota foi morta em um dos atalhos para sair da cidade.

– E eu vou resolver o caso. E você, Stiles, vai ficar em casa fazendo o dever.

– Mas...

– Sem “mas”! – ele disse, um pouco indeciso. Parecia saber que eu tentaria me intrometer no caso. Voltou-se para Parrish: — Obrigado novamente, Parrish. Vou resolver as coisas.

E, com isso, entrou em casa.

Fiquei com Parrish na varanda, sem saber o que dizer. Quando o olhei, ele fitava a chuva, pensativamente.

– Vá cuidar de Lydia, Policial. – murmurei, enfiando as mãos nos bolsos de minha blusa.

Ele me olhou e, quando pude notar que estava prestes a dizer algo, me adiantei:

– Sei que está pensando nela.

[...]

Acordei em um disparo. Minhas mãos tremiam e eu senti um suor frio escorrer de meu rosto e minhas costas. Olhei para o relógio-despertador no criado mudo, que indicavam ser 02:05AM. Sentei na cama e olhei pela janela, em meio ao quarto escuro. Fiquei ali por minutos intermináveis, tentando decifrar o porquê de estar naquele estado de pânico.

Eu havia sentido isso no momento em que minha mãe morrera. E, desde então, era como se pressentisse que algo ruim estava por vir cada vez que meus ataques de pânico vinham. Não podia dizer isso para ninguém, eu sabia disso. Ou meu pai e meus amigos se preocupariam em me mandar pro primeiro manicômio que lhes fosse indicado.

Após um instante, ouvi meu celular vibrar e o peguei rapidamente. Ao ver a tela, vi que tinham intermináveis chamadas perdidas. Scott, Parrish, Lydia, Derek, Malia, Derek, Derek, Derek, Parrish...

E mensagens. Fui direto nelas e cliquei na primeira que vi. Parrish.

JORDAN PARRISH.

Stiles, espero que acorde. Não queria dar essa notícia por mensagem, mas não sabia mais o que fazer. Seu pai sofreu um acidente e...

E eu não li o resto. O celular caiu em minhas mãos, e o que antes estava claro pelo poste da rua, foi substituído pela escuridão que invadiu meus olhos enquanto eu também caía.

Notas finais
Cof, cof, cof. Não digo nada, ou direi muito. HAHAHA, até o próximo cap.