Feel The Love
16 2ª Season: Chapter 6 - Party or death.
Notas iniciais
POV Stiles.
Ele parecia pressentir que eu iria querer me soltar, mesmo eu sequer ter pensado em tal possibilidade. Mesmo assim, algo dentro de mim – que eu tentara ignorar ao máximo naquele momento – gostara de sentir as mãos apertando-me, pressionando-me até que eu estivesse prestes a implorar para o ar.
Senti o calor de seu corpo contra o meu e, quando menos esperava, já estava retribuindo o beijo com a mesma fúria com que ele conduzia. Como se ele estivesse me tragando de alguma maneira e eu tivesse trocado toda a sensatez por pura insensatez.
Mas, antes mesmo que pudesse continuar a prosseguir com o beijo, Derek me largou e olhou furiosamente para mim – embora houvesse um vestígio de desejo em seu olhar.
– Vá para sua casa – ele resmungou, deixando-me ali como se nada estivesse acontecido.
Senti meus lábios arderem e olhei ao redor. Tinha a sensação de estar sendo observado, embora não tivesse ninguém me encarando. Estava o mais longe o possível dos outros alunos, mas temia... Temia que houvesse alguém ali. Os meus sentidos – que por duas vezes pertenceram aos dois Hale em menos de 24 horas – voltaram fortemente, alertando-me sobre o perigo.
POV Parrish.
– Não teve nada demais – Lydia dizia enquanto entrava em casa. Segui-a em silêncio – Apenas duas provas. Tenho certeza que me dei bem nas duas.
Ela me evitara a manhã inteira, como se estivesse fugindo de algo e, agora, agia como se nada tivesse acontecido na noite anterior. Nisto, eu já não mais sabia como me sentir em relação. Apenas a queria por perto, do mesmo jeito que passara a querer que ela ficasse longe. Das duas formas, ela conseguia me instigar, trazendo-me mais para perto.
Não pude mais guardar.
– Trepamos a noite inteira e hoje você fala sobre escola e provas.
Lydia virou-se de frente para mim, e suas faces enrubesceram. Entretanto, o brilho malicioso inundava os olhos dela, tornando-a ainda mais idealizada por mim. Balancei a cabeça na tentativa de espantar os pensamentos.
– Do que quer falar, Policial? – ela perguntou, e senti uma retórica na voz dela junto a voz que assumira um tom sensual.
– Do que você acha?
– Hmmm... Você quer falar sobre sexo – ela anunciou em um tom de voz alto demais para o meu gosto.
Encolhi os ombros.
– Não é exatamente isso, mas...
– Te aticei esta noite, Parrish?
Suspirei.
– Lydia...
– Acendi o seu desejo?
– Olha...
– Está assim por que quer mais? – ela perguntou à medida que se aproximava de mim, e eu balancei a cabeça novamente, tentando em vão reprimir o sorriso que suas palavras me provocavam.
– Falamos disso depois – disse eu, afastando-me dela e ignorando a dor prazerosa que ela estava me provocando – Tenho que fazer uma ligação.
– Falamos ou fazemos? – ouvi ela perguntar no mesmo tom malicioso enquanto saía da sala e dei um sorriso torto.
POV Isaac.
Bati na porta do quarto de Scott. Ouvi alguns sons estranhos vindos de lá e, aproveitando que tinha que conversar com ele, optei por ir naquele momento.
Os sons haviam aumentado, como se alguém estivesse batendo nos móveis e, assim que a porta se abriu, arregalei os olhos ao ver Cora parada à minha frente.
– Perdeu alguma coisa na minha cara? – ela perguntou, rude.
Abri minha boca para responder, embora ainda estivesse atormentado pela forma que ela havia falado comigo – uma forma que ela utilizava apenas para falar com Scott. Entretanto, reparei no cabelo dela que estava estranhamente armado, junto com seus olhos que pareciam brilhantes demais e os lábios inchados. Assim que concluí o que devia estar acontecendo, revirei os olhos.
– Vim falar com Scott.
– Presumi que fosse isso. Tchau – ela resmungou, saindo do quarto sem dirigir nenhum olhar para mim e para Scott, que estava com os dedos enroscados no cabelo.
Entrei sorrateiramente no quarto, sem desviar o olhar dele.
– Ahn... Vocês... Eu...
Scott revirou os olhos ao me olhar, mas deu um curto sorriso.
– Não tinha mais o que atrapalhar.
Notei o quarto praticamente virado de cabeça para baixo e torci o nariz.
– Cruzes – murmurei, a contragosto.
Scott bufou.
– O que você quer?
– Você.
Ficamos quietos por um momento e Scott arregalou os olhos, espantado.
– O-o quê? – ele gaguejou, me encarando.
– Você disse que Stiles é hétero – terminei de falar, jogando-me na cama. Ao lembrar que certas coisas haviam acontecido ali, saí de cima dela em um pulo.
– Ele é – disse Scott, ainda parecendo espantado. Cara esquisito.
– Por que ele e Derek estavam se beijando hoje na escola? Estão namorando? – perguntei, com um sorriso malicioso. No fundo do meu coração, havia gostado de ver os dois.
Scott ficou pálido.
– Stiles e... Derek? Mas... Ele tinha beijado a... Como assim, Isaac?
Franzi o cenho.
– Por que você tem o maxilar torto?
– Que porra isso tem a ver com o assunto?!
Chacoalhei a cabeça, espantado. Por que ele estava daquele jeito? Que horror. E Allison ainda achava que eu me arriscaria falando com esse maluco.
– Então, vai ter festa amanhã de sexta-feira 13 e você está convidado. Leva a Cora, ela é gostosinha.
Vi as faces de Scott enrubescerem e encolhi os ombros.
– Relaxa, amigão – disse, aproximando-me para dar uns tapinhas no ombro de Scott – Não vou te roubar essa garota.
POV Cora.
Bati os pés enquanto saía da casa de Scott, sentindo meu corpo tremer devido ao que havia acontecido. Estávamos sentados e ele me mostrava um disco que havia comprado de The Police há alguns dias atrás quando me beijou. A força.
As coisas estavam indo bem, mas ele acabara de estragar tudo achando que eu quereria algo com ele. Entretanto... Eu queria. Vivia me contradizendo e não estava pronta para assumir nada, e nem ser assustada desse jeito. Eu retribuíra o beijo, mas... A fúria era a maior coisa que tomava conta de mim naquele momento.
Com certeza ele acabaria se gabando com alguém. Com Isaac, ou até mesmo com Stiles que... Estava estacionando o Jipe em frente à casa de Scott naquele momento. Esperei enquanto ele estacionava e, assim que saiu, notei suas feições pálidas.
– Ei, Cora – ele me cumprimentou, aproximando de mim – Tudo bem?
– Pareço estar bem? – perguntei, logo me arrependendo – Desculpe, estou nervosa.
– Scott estragou a amizade novamente?
– É, ele me beijou a força. Odeio essa coisa das pessoas beijarem as outras a força, é tão...
– Inesperado – ele murmurou, e pude perceber seu rosto corar mesmo com a noite que estava cada vez mais se aproximando – De qualquer forma, vou falar com ele.
– Aham – murmurei, aproximando-me dele em um segundo antes que ele pudesse se afastar. Apoiei uma de minhas mãos no lado direito de seu rosto e o beijei suavemente, sentindo a surpresa vinda dele enquanto retribuía.
Logo interrompi o beijo, me afastando dele. Ignorei a expressão espantosa dele e me despedi:
– Boa noite, Stiles.
POV Lydia.
Assim que terminei de tomar o banho, ouvi o som da campainha na sala. Enrolei rapidamente a toalha ao meu redor e desci a escada correndo. Não queria que Parrish se interrompesse no meio do trabalho quando podia fazer algo para ajuda-lo, como em uma forma de me desculpar.
Embora eu soubesse uma forma incrível para que ele a redimisse, pensei, esboçando um pequeno sorriso.
Assim que abri a porta, fiz uma expressão confusa ao não ver ninguém ali. Quase ia fechando a porta quando um ponto laminado chamou minha atenção. Olhei para o chão e vi um envelope pequeno.
Abaixei-me, sentindo minhas mãos tremerem e meu coração bater contra o peito fora do ritmo normal. Abri o envelope, trêmula, e li o que estava escrito em uma letra elegante:
Apareça na festa ou mais uma pessoa será morta – mais uma vez por culpa sua.
Havia um endereço embaixo. Olhei para trás para ver se Parrish estava por perto, e suspirei ao ver que não havia sinal algum dele. Ele não podia saber disso... Nem que eu estivesse sendo levada para a morte.
///STORYTELLER///
Ele observou a ruiva com uma expressão divertida. Usava uma toalha rosa, ele notou, e seus longos cabelos estavam presos. Uma visão agradável de se ver, ele concluiu.
Entretanto, estranhou a expressão de alívio no rosto dela.
Ela não teria alívio algum quando me conhecesse, ele concluiu, soprando a fumaça do cigarro lentamente. Ela gritaria, e seria a melhor coisa do mundo.
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