Feel The Love

12 2ª Season: Chapter 2 - I think he came to kill me.


Notas iniciais
Yaaaaay! Cheguei tipo Flash, né? HAHAHA Bem galera, vou postar um pouco rápido para compensar vocês, porque na semana do Enem não vou conseguir escrever nada D: Então, espero que gostem do capítulo. Até lá embaixo! ♥

POV Stiles.

~♥~

Eu afundava cada vez mais na escuridão.

Eu estava preso. Não podia me mover, algo me impelia para o mais baixo que o próprio fundo em si. Eu queria abrir os olhos, eu queria enxergar. Eu tinha a missão de fazer algo, tinha uma coisa... Uma pessoa...

Quando me lembrei do ocorrido, acordei de supetão. Minhas mãos tremeram e eu gritava, em uma tentativa vã de recuperar o ar para meus pulmões. Estava ofegante, suor frio escorria de todo o meu corpo e a camiseta – antes seca – estava ensopada. Antes que pudesse me dar conta do que estava acontecendo, senti braços fortes e quentes me envolverem. Tentei me soltar, mas decidi parar de lutar conforme eles se apertavam mais ao meu redor, me prendendo ali. Aquilo deixou de ser uma prisão e virou conforto, e, no conforto, as lágrimas tomaram conta de tudo.

– Stiles – disse ele, a voz soando alarmada. Se não estivesse naquela situação, teria me surpreendido com a reação dele.

– Meu pai... Parrish disse...

– Stiles, precisa se acalmar. Não poderei dizer nada se não se acalmar. – Derek murmurou, sem soltar os braços do meu redor.

Fechei meus olhos com força, tentando respirar calmamente. Me deixei relaxar por intermináveis minutos, concentrando-me apenas em Derek. Finalmente, passei a estranhar a reação de Derek quanto a aquilo. Ele estava sendo... Gentil? Sim, gentil.

Abri meus olhos e o encarei friamente. Ele franziu o cenho e me soltou, um pouco confuso.

– Está tudo...

– Onde está meu pai? – perguntei, interrompendo-o.

Derek continuou a olhar-me com uma expressão confusa que logo se substituiu a uma nova expressão. Indecifrável. Minhas mãos tremiam enquanto eu o olhava, temendo ardentemente a resposta dele. Os olhos – geralmente frios – eram cautelosos, e isso só servia para me assustar cada vez mais.

– No hospital, Stiles. Ele... Vamos, você poderá vê-lo.

Levantei-me lentamente do chão, num estado semelhante à lobotomia, e segui Derek enquanto saíamos de minha casa. Não sabia como havia conseguido dormir naquela noite, tudo parecia estranho... Tudo parecia irreal. O assassinato, o acidente...

O assassinato...

Parrish e meu pai...

FLASHBACK ON.

Algumas horas antes...

– ... e ela foi morta em uma das estradas fantasmas que levam para a outra cidade. Queria que fosse possível mudar isso. Eu não posso abandonar Lydia. Fiquei até surpreso por terem me chamado, mesmo sabendo que estou em outro caso. Então me disseram para te avisar, Xerife. – Parrish dissera, a expressão neutra, porém, com um vinco de preocupação na testa.

Stiles olhara para os dois estranhamente, captando o que podia ter acontecido naquela tarde em Beacon Hills. No mais fundo de seu subconsciente, estranhou o fato de que Parrish tivesse sido o policial a vir contar isso ao seu pai. Poderia simplesmente ter ligado e avisado, para que os telefones serviam?

Depois de uma pequena discussão em que seu pai o proibira de se infiltrar na investigação e entrara em casa, Stiles fitou Parrish, que observava a chuva como se ali estivessem todos os segredos do mundo.

– Vá cuidar de Lydia, Policial. Sei que está pensando nela. – ele dissera...

FLASHBACK OFF.

Depois daquela lembrança, algo se acendeu em minha mente, misturada a dúvidas e fúria. Devia ser cauteloso para decifrar tudo aquilo, mas eu estava ao menos certo de uma coisa.

Alguém estava infiltrado na Polícia, e havia milhões de chances e teorias que se aplicavam a Parrish.

Olhei para Derek, prestes a dizer para ele minha pequena revelação quando algo se acendeu em minha mente. Uma nova teoria de que o provável serial killer podia ter a ajuda de alguém.

Era Derek que estava ali, era Derek que me encontrara. Por que não Malia? Ou Scott? Ou até mesmo Isaac e Allison?

– Derek, quero ir no meu Jeep. Estou bem para dirigir.

Derek fez uma expressão novamente indecifrável e isso só aumentou as minhas teorias sobre ele.

E se não fosse apenas o Parrish?

Poderia ser Derek.

~*~

– Stiles. – Malia sussurrou ao me abraçar, já em um dos corredores do hospital.

– Como você está? – murmurei, um pouco preocupado com a expressão pálida que tomava conta de suas delicadas feições.

– Assustada. Liguei tantas vezes, ligamos tantas vezes... Eu pensei que... Ah, Stiles. – ela sussurrou novamente, e senti meus dedos voltarem a tremer.

– Malia, meu pai...

– Está ali. Queria entrar, mas o médico disse que só os familiares ou Parrish e os outros policiais poderiam entrar, e...

Parei de ouvir assim que ela mencionou o nome de Parrish e olhei ao redor, apenas para me deparar com Parrish conversando com Lydia – que também estava pálida. Todos ali pareciam assustados de alguma forma, e temi que fosse pior do que Derek parecia querer dizer naquele momento. Quando Lydia notou meu olhar, deu um sorriso pequeno em minha direção, e sorri de volta.

– ... mas está tudo bem. Acho que você já pode entrar. – Malia terminara de dizer, me olhando. Beijei a testa dela e ouvi alguém pigarrear atrás de nós.

– Malia, já não está na hora de soltá-lo se quer tanto que ele veja o pai? – Derek perguntou, voltando para a mesma conhecida irritação.

Malia ruborizou – era a primeira vez que eu a via ruborizar – e me soltou. Fui até o médico e ele disse que eu poderia entrar, mas, antes que eu o fizesse, senti uma mão pousar em meu ombro. Suspirei, olhando para baixo.

– Você vai me dizer que tudo está bem. Não sei se quero ouvir isso, geralmente... Geralmente as pessoas dizem isso quando tudo está no fim do poço. – falei, enroscando os dedos em meu cabelo.

– Não iria dizer isso, Stiles – disse Scott, tão baixo que quase não pude ouvi-lo – Vim dizer que, independente do que aconteça, qualquer coisa... Você é o meu irmão. Pode contar comigo para qualquer coisa. Quero que saiba disso, sempre.

– Isso foi tão gay – disse eu, com a voz embargada. Ambos soltamos risadas baixas, em meio à agonia que senti em minha garganta. Dei uma última olhadela nele antes de entrar no quarto e fechar a porta.

Estava com receio de olhá-lo, mas lá estava meu pai. Acordado.

– Pai! – exclamei, me postando rapidamente próximo a cama dele.

– Epa, epa – reclamou, em voz baixa – Não pode sentar aqui na minha cama, para isso tem uma cadeira. Você pode me passar uma bactéria, sabia? De onde acha que surgem as bactérias hospitalares?

Voltei a rir, mesmo com as lágrimas que ardiam em meus olhos. Ele estava bem, meu pai estava bem. Estava vivo. Havia um corte ao lado da testa dele e os braços estavam repletos de curativos. A perna esquerda também não tinha levado a pior, mas ele... Ele. Ele se salvara.

– Perdeu muito sangue, devo dizer – disse uma voz conhecida. Quando olhei, ali estava Melissa McCall estava ali, com um sorriso largo no rosto, porém seus olhos anunciavam cansaço – Felizmente, temos o tipo do sangue dele aqui, então está a salvo. Mas precisará ficar aqui por uns dois dias, no máximo.

Meu pai bufou, revirando os olhos para Melissa, o que só arrancou dela uma risada.

– Vai ter que arrumar um jeito de obrigar seu pai a ficar aqui, Stiles.

Dei de ombros.

– Eu consigo. Ah, pai, esqueci de falar. Vou numa boate gay com Scott.

Ele franziu a testa, chacoalhando a cabeça o máximo que podia.

– Você só pode estar querendo me matar – resmungou, porém, sorriu em seguida.

Segurei sua mão levemente, sem tentar reprimir um sorriso.

– Estou feliz que esteja vivo.

POV Lydia.

– Ainda não acredito que ela esteja morta – sussurrei para Parrish, enquanto voltávamos para minha casa no carro dele.

– Você a conhecia? – Parrish perguntou, preocupado.

– Tracy era minha parceira em Biologia. Não éramos amigas como sou de Allison, de Cora, mas... Éramos próximas, Parrish.

Ele franziu a testa e entortou os lábios, decidido ou não se me contava algo. Percebi desde que o vira receber a ligação anunciando a morte de Tracy que não estava contando alguma coisa, mas desde então não o confrontei, temendo a expressão preocupada que ele adquirira. Achei também estranho o fato de ele ter me deixado sozinha, mesmo me trancando dentro da casa.

– Lydia, tudo indica que foi ele. – disse, de repente.

Engoli em seco.

– Quem? – perguntei, em um sussurro.

– O serial killer.

Olhei para frente enquanto ele dirigia pelas ruas que já anunciavam o amanhecer em Beacon Hills, tentando assimilar aquilo.

– O apelido que Stiles deu, pegou.

– Ele tem bons apelidos para as pessoas.

– Ele tem.

Finalmente chegamos em casa. Senti novamente meus olhos arderem enquanto corria para dentro quando Parrish terminara de destrancar as portas, e o ouvi me gritar:

– Lydia!

Cheguei ao meu quarto o mais rápido que podia e tranquei a porta, ignorando os gritos que ele dava ao me chamar enquanto caía no chão, sentindo as lágrimas caírem junto comigo.

POV Allison.

Ele está bem, Allison. Perdeu muito sangue, mas já fizeram a transfusão. Terá que ficar dois dias aqui, no máximo. – Stiles disse, com a voz cansada.

Olhei para Isaac. Ele andava de um lado para o outro, preocupado de uma forma que eu nunca presenciara.

– Quando amanhecer, estarei aí para vê-lo. – disse eu, apoiando minha testa em meus joelhos e evitando olhar para Isaac.

Scott também está aqui. – Stiles murmurou, e pude perceber o olhar sarcástico que ele dava para mim quando me via, desde aquela noite da festa.

– Stiles...

Vou desligar, Ally. Obrigado por tudo.

E desligou. Franzi o cenho, preocupada enquanto voltava a olhar para Isaac.

– Está tudo bem? – perguntei, encarando-o.

– Eu não sei. São tantas coisas... Essa garota morrendo. Lydia correndo perigo, de morte. Tudo relacionado a morrer. Isso deve ser um truque dele... Eu temo por você, Allison. – ele disse, sentando-se na cama – Quero estar sempre ao seu lado, mas sei que sou inútil para protegê-la. Até para contar sobre nós ao Scott eu sou assim... Covarde.

– Isaac...

– Ia te levar para sair hoje, mas isso aconteceu. Nem sei o que quero, nem sei o que faço. Nem sei se deve sair de casa. Eu queria trancá-la aqui, e me trancar com você.

Tentei abrir a boca para falar, mas não consegui dizer nada. Fechei-a rapidamente, observando Isaac enquanto se aproximava mais de mim.

– Os seus pais estão lá, dormindo. Tem um inferno acontecendo em Beacon Hills, e eu quero protegê-la, e falar em trancar possa me fazer parecer suspeito, um pervertido, um maníaco. E dizer o que estou para dizer agora também pode me fazer parecer um maníaco, mas... Eu só quero que façamos um trato – sussurrou. Olhei agora em seus olhos, estranhando o tom de voz dele.

Os olhos, antes claros de Isaac, estavam escuros, profundos, focados em meu rosto. Eu me via ali. De repente, senti meu coração explodir contra o peito.

– Que trato?

– Transa comigo e esquecemos de tudo.

Engoli em seco, sentindo minhas bochechas ruborizarem ardentemente. Estávamos próximos. Eu podia sentir sua respiração contra o meu rosto. Seu hálito queimava contra a minha pele. Queria dizer algo, mas todas as palavras se perderam em minha mente e...

O celular tocou alto, ambos nos assustando. Isaac se afastou de mim como se eu o tivesse empurrado, e meu coração pareceu sair por minha garganta. Rapidamente, peguei o celular que estava ao meu lado na cama e o atendi.

– Alô?

Allison. Allison, eu não sabia pra quem ligar, eu...

– Kira? Kira, está tudo bem? – perguntei, alarmada enquanto ela choramingava.

Eu acho... Eu acho que ele veio para me matar.

Notas finais
GENTEEEEEEEEEE, O QUE FOI ESSE CAPÍTULO! Bombas, bombas estão por vir. Stiles, de certa forma, está certo, não é? Ou não, o que vocês acham? Acham que Stiles e Scott vão para uma boate gay? E a Lydia e o Parrish, o que será deles? Parrish é um assassino? Derek é? Gente, e o Isaac? Por que ele estava tão nervoso, era apenas pela Allison ou outra coisa? Eles vão esquecer de tudo e transar? (Aquela carinha) E a Kira, galera? Pena que não tem a opção para ir para o próximo capítulo, né? MUAHAHAHAH. Até os comentários/próximo capítulo