Feel The Love
13 2ª Season: Chapter 3 - This is just the beginning.
Notas iniciais
POV Allison.
Isaac colocou uma mão protetora em meu ombro assim que paramos em frente à casa de Kira, impedindo-me de bater na porta. Ergui o olhar para seus olhos claros, sendo novamente surpresa pelos olhos escuros agora. Dessa vez, não denunciava desejo. Era algo mais forte... Mas o que é mais forte que o desejo?
Medo?
– Eu bato na porta. Você fica atrás de mim – ele disse, empurrando-me gentilmente para a pequena proteção atrás dele.
Coragem, pensei.
Ambos tememos por quem abriria a porta. Discutimos isso no caminho, e tive que segurá-lo para que não chamasse Parrish. Ele pensava ser uma armadilha, eu não. Mas aqui, agora... Temi por estar errada e ganhar um funeral adiantado, além de provocar a morte dele... De Isaac.
Não que eu não estivesse preparada. O arco era simplesmente leve e eu me sentia mais cada vez melhor com ele em minhas costas.
Soltei a respiração que achava que não estava prendendo quando Kira apareceu na porta, as faces incrivelmente vermelhas devido ao choro.
– Meu Deus, vocês, meu Deus... – disse em meio ao choro, jogando-se em nós enquanto a abraçávamos fortemente.
– Kira, está tudo bem? Ele veio aqui? Você o viu ou...? – Isaac perguntou, e pude perceber a preocupação imersa na voz dele.
Ela balançou a cabeça exageradamente.
– Não, eu não o vi... Mas tem algo aqui, tem um recado na minha parede, eu não sei o que aconteceu...
– Você está machucada? – perguntei em um sussurro, olhando em volta, ansiosa.
Kira balançou a cabeça novamente.
– Não, nem meus pais. Eles nem estão em casa, então...
– Vamos chamar Parrish. – Isaac decidiu, se afastando rapidamente de nós e pegando o celular.
~*~
Parrish e Lydia chegaram, ambos saindo do carro de Parrish correndo. Assim que chegaram até nós, ofegantes, Parrish perguntou:
– Onde você e Allison estavam?
Isaac me olhou a espera de uma boa mentira para estarmos ocupados, presumi, mas Lydia se adiantou.
– Qual é, pessoal – disse, empurrando nossos ombros, brincalhona – Eu sei que vocês estão fazendo uma adaptação diferente do livro Em Chamas.
Kira olhou para Lydia um pouco surpresa.
– Assistiu Jogos Vorazes?
Lydia deu um pulinho animado, assentindo.
– Sim! Malia me convidou pra assistir, foi bem legal. Assisti Em Chamas também, mas acho que o outro Em Chamas aqui é meio indecente. – murmurou maliciosamente, lançando uma piscadela para nós.
– Malia te convidou? – Kira perguntou, franzindo o cenho.
– Foco! – Parrish gritou, fazendo com que todos nós encolhêssemos os ombros. Aproveitando isso, olhou para Lydia friamente – Veio para ajudar na investigação de um cara que quer te matar ou apenas para me encher o saco?
Lydia levou uma de suas mãos ao queixo, pensativa. — As duas coisas, mas acho que mais a segunda.
Ignorando-a, voltou-se para mim e para Isaac.
– Estavam juntos?
– Sim – respondemos em uníssono.
E para Kira:
– Onde você estava?
Kira respirou fundo antes de falar: — Fui até o hospital. Malia me ligou dizendo o que havia acontecido com o pai de Stiles, então dei uma passada lá. Mas foi rápido, 30 minutos, Parrish. Quando cheguei aqui, a porta estava destrancada e estavam aquelas palavras escritas na parede, parecia sangue...
Lydia olhou para Kira, confusa.
– Palavras escritas em sangue? – ela perguntou.
Kira respirou fundo novamente e estava tão verde que temi que fosse vomitar enquanto nos guiava para dentro da casa. Pude ver Parrish se aproximando mais de Lydia e segurando a mão dela, e sorri quando a vi esboçar um sorriso nervoso para ele.
– Queria estar assim com você – Isaac sussurrou no meu ouvido. Olhei para ele enquanto andávamos, reprimindo uma careta.
– Você pode estar assim comigo, é só... Contar para o Scott.
Isaac olhou para o céu, olhando para as manchas avermelhadas que anunciava o nascer do sol e escondia boa parte das estrelas.
– É mais difícil do que posso dizer. Espero que não acerte uma flecha em meu coração – brincou, com um sorriso sem humor.
Peguei a mão dele e ele a envolveu, entrelaçando nossos dedos.
– Você atirou no meu.
Ambos sorrimos um para o outro, mas, assim que olhamos para frente, eles haviam acabado de entrar. Não demorou para que o grito de Lydia soasse ali, tão alto que ficava difícil imaginar que era ela.
Corremos para dentro da casa e olhamos na mesma direção que eles. Estava ali, na parede grande, as letras escritas em um vermelho púrpuro:
*HOC ENIM IUSTUM EST INITIO.
POV Lydia.
Eu estava extremamente puta com Parrish quando ele decidiu me proibir de ficar em casa naquele dia. Era pura maldade, e eu não entendi o porquê de ele ter feito isso. Meus olhos estavam completamente inchados – não importava o tanto de maquiagem que eu passasse – e eu não conseguia encarar ninguém diretamente enquanto andava pelos corredores, até a minha aula de matemática. Todos faltaram, menos Malia, e essa estava em todas as aulas daquele dia que eu não tinha naquele dia.
Este é apenas o começo...
Não conseguia tirar aquela visão da minha mente. Quando os policiais apareceram, levaram a amostra de sangue para o hospital. Enquanto me levava para a escola, Parrish recebeu uma chamada dizendo que o sangue era de Tracy, e o aperto que eu levava em meu peito só aumentou naquele momento. Eu era a culpada.
Assim que entrei na sala de matemática, sentei no costumeiro lugar da frente, evitando os olhares que pesavam sobre mim e ignorando as risadinhas. Todos estavam tão alheios a tudo. Mal sabiam que eu era o alvo de uma carnificina. Mal sabia que não podiam chegar perto de mim.
Duas equações foram passadas no quadro e o professor chamou a mim e a um garoto que eu nunca tinha reparado para fazê-las. Fui até o quadro e terminei a equação rapidamente, mas, ao olhar para o meu lado, ele não tinha sequer começado.
– Você precisa de ajuda? – sussurrei, assustando-o sem querer. Ele me olhou e pude distinguir a incrível coloração dos olhos dele. Foi então que o reconheci.
– Preciso... Você é a Lydia, não é?
Por incrível que pareça, sorri.
– Sim. Já nos vimos uma vez em frente à escola, no dia do...
– Vento – ele completou, reconhecendo-me com um sorriso gracioso – Sou Jackson Whittemore, prazer.
– Lydia Martin. Vou te ensinar. Você só precisa separar os números e fazer a fórmula...
Ajudei-o na equação inteira, embora o professor parecesse um pouco chateado. Talvez por Jackson estar aprendendo comigo e não com ele, mas dei de ombros. Eu tinha habilidade, e respondia a cada duvida de Jackson. Quando a aula acabou, demos um sorriso de despedida um para o outro e, antes que pudesse ir para a outra sala, senti uma mão forte apertar meu pulso. Parei de respirar quando olhei, mas, assim que vi as feições meigas de Malia, voltei a respirar calmamente, ignorando os disparos que meu coração dava.
– Isso está um saco. Vamos lá fora, tenho que fumar.
~*~
– Odeio esse cheiro – reclamei, cruzando os braços enquanto observava a rua – Não acredito que você fuma.
– Continue não acreditando e não contando a ninguém. Derek me mata se souber disso – murmurou, mexendo os pés ritmicamente, no ritmo da música dos fones que estavam em seus ouvidos, presumi.
Suspirei e meu olhar se cruzou com o de Parrish. Não estava nervoso, pude notar. Sua expressão estava calma e a ponta de seus cabelos ventava um pouco. Só então percebi o quanto haviam crescido, e me perguntei quanto tempo já havia passado com ele. De repente, uma sensação quente subiu por meu corpo enquanto nos encarávamos, e seus olhos pareciam me despir apenas por me olhar daquela forma.
– Preciso ir para casa – disse eu para Malia, olhando-a enquanto apagava o cigarro.
– Tudo bem. Vou buscar Kira.
Chacoalhei a cabeça.
– Queria que todos vocês ficassem comigo.
Malia bufou, abraçando-me com força.
– Vamos apenas ser um alvo para quem quer que seja esse serial...
– Não fale esse apelido...
– ... killer. Vamos estar seguras, e você estará ainda mais segura com Parrish. Nos vemos depois, ok?
Me despedi de Malia com um beijo e, assim que ela entrou no carro dela e foi embora, me aproximei de Parrish.
– Vamos – murmurei.
POV Parrish.
A viagem de volta para casa foi dolorosa. Me sentia perto de Lydia, porém, mais longe. Milhas distante, talvez. Ela não dizia nada, eu não queria força-la a nada. Novamente chovia em Beacon Hills, e o tempo que havia escurecido, semelhava-se a noite. Nada parecido com o amanhecer claro na cidade. Mas assim era melhor. O tempo se assemelhava mais com o que acontecia em nós. Entre nós.
Mal estacionei o carro e Lydia saiu, como a noite anterior. Temendo que ela agisse da mesma forma, saí rapidamente do carro e corri atrás dela. Seus cabelos esvoaçavam em meio às folhas de árvores que voavam junto ao vento, e apertei o passo. Assim que ambos passamos pela porta da entrada, fechei a mesma com um baque alto, agarrando-a pela cintura antes que ela corresse mais. Colidimos contra uma parede e Lydia soltou um gemido alto quando as costas se chocaram contra a parede e meu peito colidiu-se com o dela.
– Me deixa em paz – ela gritou, tentando-se em vão se soltar de meus braços fortes que a envolviam.
– Não – respondi calmamente, apertando-me mais contra o corpo dela para evitar os pequenos golpes que ela tentava desferir em mim.
Agressões evitadas, ambos presos um no outro, só então percebi que não havia um fiasco de espaço entre nós. Ela, parecendo perceber no mesmo momento que eu, parou de lutar contra e fixou os olhos penetrantes nos meus. Tão penetrantes que eu sequer poderia evitar. Meus sentimentos estavam à flor da pele, e eu, além de querer me satisfazer, ansiava por satisfazê-la. A tensão sexual era tanta que apenas essa posição enrijeceu o local entre as minhas pernas.
Ela sentiu, e seu olhar assumiu um brilho escuro como a tempestade lá fora, porém, malicioso. Suas feições eram meigas como as de uma princesa, mas o brilho malicioso do olhar dela era infernal.
A pressão entre nossos corpos aumentou e, assim que suas faces enrubesceram ao sentir meu membro enrijecido entre as pernas dela, mordeu o lábio inferior com força, deixando-o mais vermelho que o normal. Meus olhos fixaram-se na vermelhidão em seu lábio inferior. Eu era cada vez mais tragado por ela, mais puxado contra ela. Não havia percebido que ela aumentara a pressão entre nós até soltar um gemido rouco de excitação. Ela esfregava sua intimidade em meu membro, fazendo-o crescer dolorosamente contra a calça jeans que eu usava e ambos gememos juntos novamente.
– Eu quero você – disse roucamente Lydia, fechando os olhos.
Enquanto minha respiração ficava cada vez mais desregulada, ignorei os avisos recatados que minha mente me mandava, mandando-os para o mais fundo do abismo enquanto aproximava meus lábios dos dela. Assim que se colidiram violentamente um contra o outro, beijei-a, sentindo o gosto doce de seus lábios enquanto o beijo se intensificava a cada suspiro.
///STORYTELLER///
Hoc enim iustum est initio. Ele girava o cigarro entre os dedos, dando-se por vencido enquanto a via com os olhos incrivelmente inchados, provavelmente pelo susto da noite anterior. Não fora difícil matar a garota, havia sido até um prazer. Provocar o acidente daquele Xerife estúpido foi um prazer. Encher a casa da mais nova amiguinha de Lydia com o sangue de Tracy fora um prazer. Com certeza nada parecido com o prazer que sentiria com a ruiva quando acabasse com a existência dela, lentamente.
E, além de tudo, nada parecido com o prazer que sentiria quando acabasse com todos ao redor dela. Principalmente a sua nova descoberta.
Jordan Parrish.
* Hoc enim iustum est initio, do latim, "Esse é apenas o começo".
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