Fechado Para Reforma!

10 The Little Cupid


Notas iniciais
Há. Demorei, eu sei. Mas tá aí. E, acreditem, estou fazendo um esforço enorme pra postar, já que passei mal o dia todo e mal consigo ficar de pé sem desmaiar. Então, espero que gostem :)

CAPÍTULO 10: Acampamento Meio-Sangue – The Little Cupid.

Segundo Dia – Parte 2.

Atena já tinha acabado de lecionar sua aula de Arco e Flecha, que tinha sido bem melhor que a do primeiro dia, e estava a caminho das paredes de escalada, com a pequena e fofa Jenny em seus calcanhares.

A garota falava sem parar e Atena ouvia sem prestar muita atenção. Ela concordava com a cabeça e sorria dos gracejos da filha, mas não estava realmente interessada na conversa.

O que será que Poseidon está fazendo? Droga, porque eu estou pensando em uma coisa dessas? Atena, aquele cérebro de geléia está te afetando. Argh. Tomara que ele não esteja tentando matar nenhum semideus afogado hoje. Ou que não esteja pensando na conversa de ontem à noite.

Ela voltou seus olhos para os pés, estranhamente desconfortável.

—E então, mamãe?

—Desculpe, querida. Eu não entendi o que você disse. – Atena mentiu, ficando ligeiramente corada.

—Você ama meu papai? – A garotinha perguntou, soando muito inocente e curiosa.

—Que pergunta é essa Jen? É claro que amo. Ele é seu pai.

—Eu sei. – Ela coçou um olhinho com o nó do dedo. – Mas ele é só um Reitor de Faculdade.

—E eu o escolhi pra ser seu pai porque ele também é muito especial, querida.

—E esperto.

Atena sorriu.

—É. Mas porque essa pergunta agora?

—É que vocês não são casados.

—Eu não posso me casar, Jenny.

—Eu sei. – Ela concordou, enquanto abria um pequeno sorriso. – Mas se pudesse eu acho que você não deveria se casar com papai.

Atena a encarou surpresa.

—Não?

—Não mesmo. Tinha que ser com alguém mais diferente. E um pouquinho mais irritante, porque é muuuuuito engraçado ver você brava. – Jenny franziu as sobrancelhas, antes de acrescentar. – Quando não é comigo.

Atena segurou na mão da filha sorrindo.

Ela pode ser um pequeno gênio fofo, mas às vezes tem idéias tão infundadas. – Concluiu Atena, entrementes.

Jenny se calou por um breve momento e elas continuaram andando. O silêncio foi tão curto que menos de um minuto depois Jenny já disparava a falar de novo.

—Mamãe, você está me ouvindo?

A deusa meneou levemente a cabeça e deu um sorriso fraco.

—Hã... Claro, querida.

Jenny revirou os olhos.

—Que bom que você não é atriz. De verdade, mamãe.

—Jenny! – A deusa riu e despenteou os cabelos da loirinha. – Não era da Caça à Bandeira que você estava me contando?

—Aham. – Ela concordou e colocou uma mãozinha na cintura. – Nem o Lean nem o Malcolm me deixaram participar. Isso não é injusto? – Jenny assoprou a franja que insistia em cair no olho. – Eu poderia guardar a bandeira.

—Você é pequena, querida. – Atena riu de novo. – Mas aposto que ninguém ia tomar a bandeira com você lá.

—Diz isso a eles? Poooooooooooor favor, mãaaae. – Ela piscou os olhinhos azuis e sorriu meigamente, se segurando no braço da mãe. – Por favorzinho com amendoim? – A pequenina recitou um trecho de algum desenho que ela e Atena costumavam assistir quando ela era menor

Tarzan, Atena se lembrou segundos depois.

—Eles estão certos, querida. Você pode se machucar e—

A filha olhou para ela com a carinha irresistível do Gato de Botas e Atena não conteve um sorriso.

—Isso é chantagem emocional, Jen! E eu não me lembro de ter te ensinado a fazer isso. – Atena protestou rindo.

—Vai falar com seus filhos chatos e implicantes?

—Tudo bem. Mas não fale assim dos seus irmãos!

Jenny deu de ombros e continuou a seguir a mãe.

—Foi o Percy quem me ensinou. Ele diz que é bom saber chantagear um pouquinho.

—Depois eu converso com ele também. – A deusa disse em tom sério e rolou os olhos.

—Não! Ele ainda tem que me ensinar a ser um aproveitador barato também! – Jenny riu e olhou divertida para a mãe. Atena rolou os olhos. Tão absurdamente parecido com o Cabeça de Alga Pai. – E Eu acho que ele tem medo de você.

—Mesmo? – Atena a encarou com a sobrancelha arqueada.

—Aham. Mas eu acho que pela Annie ele esquece até do medo, um pouquinho.

—Isso é legal. E gentil. – Atena disse. Pelo menos o filho tem salvação, acrescentou em pensamento.

—Percy é legal. E divertido também. Tomara que Poseidon tenha mais filhos pra eu namorar um cara igualzinho a ele.

Atena tossiu.

Deuses, ela parecia ter se engasgado com ar.

—Que idéia é essa? Você só tem seis anos... –

—Seis e meio. – Jenny corrigiu.

—E de qualquer maneira eu não quero outro filho de Poseidon como genro!

—Bem... – A pequena pareceu pensativa antes de retrucar. – Mas eu também adoraria ter um filho de Poseidon como irmão.

Jenny sorriu ligeiramente maliciosa e extremamente alegre com a idéia.

—O que você disse? – A deusa conseguiu murmurar, ainda abismada com a idéia.

—Nada. – E saiu correndo em meio a risinhos, antes que Atena pudesse brigar com ela.

Talvez as idéias da pequena Jenny não fossem tão infundadas assim.

–X-

Poseidon estava sentado no deque do Lago de Canoagem como no dia anterior. Ou talvez estivesse um pouquinho mais entediado, quando sentiu que alguém cutucava seu ombro. Ele se virou pronto para sugerir a quem quer que fosse uma morte bem dolorosa por perturbá-lo no seu momento de tédio quando viu uma garotinha loira, com as mãos cruzadas atrás do corpo, sorrir para ele e balançar-se sobre os pézinhos.

—Oi. – Ela estendeu a mão e alargou ainda mais o sorriso. – Eu sou a Jenny.

—Hm, oi Jenny. – Ele segurou a mão dela por alguns segundos e depois a encarou um tanto confuso. – Eu sou Poseidon. – Ele completou idiotamente.

Jenny rolou os olhos e riu brevemente.

—É, eu sei. Sua aula está acabando, não é?

Poseidon consultou o relógio de pulso.

—Daqui uma meia hora.

—Ah, eu não queria esperar tudo isso. – Ela disse parecendo pesarosa.—Você não poderia sair mais cedo um pouquinho?

—Depende.

—Do quê? – Ela tombou a cabeça e os fios loiros esvoaçaram.

—Do motivo que me faria sair mais cedo. – Poseidon deu de ombros e voltou a se virar para observar os campistas.

Até que seu ombro voltou a ser cutucado.

—Sim, Jenny? – Ele questionou, despenteando o cabelo e fazendo com que metade das campistas suspirassem.

—Isso quer dizer que você pode sair mais cedo. – Jenny concluiu.

—Na verdade eu não posso não. – Ele suspirou. – O que você queria?

—Conversar com você. Ah, mas aposto que você não se importa de quebrar algumas regras.

Poseidon riu e despenteou os cabelos loiros dela. Ele se levantou concordando com a cabeça. Não se importava mesmo de deixar aquelas pestes sem supervisão.

—Esperta pra sua idade.

— Filha de Atena. – Ela sorriu marota com falsa modéstia.

Poseidon sorriu de canto enquanto acompanhava a garota para longe do lago.

–X-

Já era hora do almoço. E não havia nem sinal de Poseidon.

Atena estava sentada na mesa dos diretores como se nada estivesse acontecendo. Mas por dentro ela estava quase fervendo de raiva.

Oh, droga. Se ele acha que vai me deixar com a responsabilidade toda está muito, muito, enganado. – Ela pensou enquanto cruzava os tornozelos e observava alguns campistas se sentarem com seus companheiros de chalé. – E eu deveria ter tomado café da manhã direito. Porque aquele infeliz não chega logo? EU ESTOU COM FOME, caramba.

Ela não tinha exatamente que esperar por Poseidon para dar início ao almoço. Mas estava fazendo isso teimosamente. E nem a deusa sabia o porquê.

Atena voltou a descruzar os tornozelos e passou a mão pelo cabelo quando viu Rachel arrastando Apolo para dentro do pavilhão refeitório. Rachel sorriu e acenou empolgadamente para Atena, como se quisesse que a deusa a notasse. O que era totalmente desnecessário. Afinal, quem mais teria cabelos que pareciam pegar fogo, vestida com uma camiseta toda desenhada e um shorts jeans completamente desfiada? Ah, é. Sem contar que estava acompanhada do Deus do Sol, que por sinal não deveria estar ali.

Mas Rachel continuou acenando até ver Atena menear a cabeça. E alguns segundos depois – nos quais Apolo parou pra conversar com duas de sua filhas – eles já estavam se sentando com a Deusa da Sabedoria.

—Hey, Atena, foi tão divertido o projeto hoje cedo. Você deveria estar lá pra ver. Não é, Apolito?

—Aham. A Rach é incrível com um balde de tinta nas mãos. Mas eu acho que minha maninha não iria querer estar por perto nessa parte. – Ele apontou dramaticamente uma mancha azul-marinho na camiseta que um dia fora verde. – De qualquer jeito foi bem legal. – Apolo deu de ombros e Atena precisou escolher as palavras certas para uma resposta.

—Incrível. – Atena sorriu meigamente e se virou para os dois. – Mas acho que Zeus vai ficar bem bravo ao saber que você ainda está aqui, Apolo.

Apolo desfez o sorriso e lançou um olhar triste e cheio de significados a Rachel, que apenas suspirou.

Atena olhou de um para o outro duas vezes, e eles trataram de desfazer a expressão culpada de quem escondia alguma coisa.

—O que foi? — Ela perguntou passando a mão no cabelo e Apolo abaixou a cabeça quase imperceptivelmente.

—Eba! Lasanha Vegetariana! – Rachel desconversou e encheu o prato enquanto alguma ninfa passava por ali. – Você não quer um pouco, Apolito?

—Claro. Parece estar muito bom. – O deus encarou o prato cheio de queijo, macarrão e outras coisas que ele não reconhecia antes de ordenar que o seu copo se enchesse de Pepsi.

—Hey! Quem mandou que o almoço fosse servido? – Atena arqueou uma sobrancelha para a ninfa mais próxima. – Eu estava esperando o outro diretor chegar.

A ninfa olhou pra ela confusa com seus olhos cintilantes.

—Bem, Lady Atena... Foi o próprio Lord Poseidon que pediu.

Atena voltou a encarar a ruiva e o deus ao seu lado, esquecendo completamente o fato de que ambos escondiam alguma coisa e que ela estivera muito curiosa segundos atrás.

—Poseidon está aqui? – Ela perguntou, soando mais desconcertada do que pretendia.

—Achei que você tinha visto.

—Não, Rach. Se ela tivesse visto já teria um ataque. – Retrucou Apolo.

—É. Eu não tinha pensado nisso. – A ruiva deu de ombros. – Eu vou ali queimar um pouco dessa comida. – Ela apontou o próprio prato já se levantando pra ir até o braseiro.

—E porque aquele ser infame e imbecil não está sentado aqui na mesa dos diretores? – A loira voltou a encarar o irmão que escondeu um sorrisinho. – Apolo, não me diga que Poseidon está sentado na mesa do chalé 3.

—Ele não está. – Apolo deu de ombros e dessa vez não conseguiu conter um sorriso. – É bem pior que isso. – Acrescentou marotamente.

Oh, será possível que eu vou ter que arrastar Poseidon pra cá outra vez? Qual o problema daquele animal marinho? É tão difícil assim fazer as coisas certas de uma vez só? – Atena pensou enquanto vasculhava o refeitório com os olhos. —A mesa do Chalé de Poseidon está vazia. – Ela constatou e voltou a procurá-lo. – Cadê aquele ser? Oh... Não. NÃO, NÃO, NÃO! – Ela se levantou parecendo muito irritada ao ver uma cabeleira preta charmosamente desarrumada no meio de muitas cabeças loiras.

Apolo se encolheu ligeiramente enquanto Atena andava até a mesa do Chalé Seis, aonde Poseidon almoçava tranquilamente.

–X-

—O que é que você está fazendo aqui? – Atena puxou bruscamente a camiseta dele e Poseidon não teve outra reação a não ser dar de ombros.

Jenny ria fofamente ao lado do deus, e tentava – inutilmente – não cuspir suco, quando percebeu que a mãe estava sacudindo Poseidon e tentava esganá-lo ali mesmo.

—Hey! Mãe – A garotinha ficou em pé no banco e acenou com a mão na frente do rosto de Atena. – Psiu!

A deusa desfez o olhar assassino que lançava a Poseidon e se voltou para Jenny.

—Sim?

—Não é culpa do Tio Poseidon! – a pequena respondeu e Atena franziu as sobrancelhas. Pelos deuses que história era aquela de tio? – Eu o chamei pra almoçar comigo.

—Jenny! – Atena repreendeu (ou melhor: berrou) e metade dos campistas se viraram para ver o que estava acontecendo. Ela abaixou o tom de voz e segurou as mãozinhas da filha nas suas. – Você sabe que ele não pode se sentar na mesa do meu chalé.

—Mas mãaaaaaaaaaaaaae!

Atena desviou os olhos. Ela não poderia ceder. Quer dizer, que tipo de mãe ela seria se permitisse uma infração como aquela e...

—Tudo bem. Mas só hoje.

—Yeeeeeah! Tio Poseidon estava me contando do último episódio de Phineas e Ferb. E você acredita que ele também assiste Bob Esponja? Eu prefiro o Patrick Estrela, mas ele disse assim que o Gary é mais legal. – Jenny disse de um fôlego, enquanto saltitava na cadeira e Atena se segurou para não rir. – Hey! É a Tia Rach com o Tio Apolo ali, mãe?

—Sim. O seu Tio Apolo veio aqui essa manhã, querida.

Jenny olhou de Poseidon para Atena e deu um sorrisinho travesso.

—Que legal. Eu vou lá falar com eles. – E antes que Atena pudesse discordar, Jenny desceu da cadeira e empurrou a mãe para se sentar ali. – Vigia minha cadeira, por favor? – Ela pediu como se fosse realmente necessário e saiu correndo até a mesa dos diretores.

Poseidon percebeu que ele e Atena estavam sentados mais próximos que o normal, e viu as bochechas da deusa se tornarem rubras de vergonha ao constatar o fato também. Antes de desviar os olhos Poseidon viu Atena torcer os dedos na toalha de mesa, mostrando que ela estava apreensiva. E por isso ele resolveu voltar a comer sua panqueca.

Atena passou a mão pelos cachos loiros e suspirou.

—Bob Esponja?

Poseidon se virou lentamente e viu um pequeno sorriso nos lábios da loira.

—Ah, qual é! É divertido. – Ele se justificou e pôde sentir as bochechas arderem – E eu costumo comparar os personagens com as pessoas que eu conheço.

—É? – Atena arqueou a sobrancelha, curiosa.

—Claro. Zeus, por exemplo, seria o Senhor Sirigueijo. Mandão, explorador e pão duro.

Atena se ajeitou melhor na cadeira e rolou os olhos.

—Isso não faz o menor sentido. E suponho que você seria aquele Netuno que aparece no filme? O Todo Poderoso Rei e blá blá blá.

Poseidon ergueu a cabeça e a encarou diretamente nos olhos, um tantinho surpreso. E lentamente um sorriso se espalhou pelo rosto dele.

—Quer dizer que você também assiste? – Ele perguntou, chegando propositalmente mais perto do rosto dela, até que estivessem a apenas trinta centímetros.

Atena piscou duas vezes e se repreendeu. O que diabos era aquilo? Pelos deuses, ela não deveria ficar tão desconcertada só de olhar para os olhos verdes e brilhantes a sua frente. Apesar deles serem realmente muito bonitos, e pensando bem, até que Poseidon não era assim tão abominável com os cabelos caindo desalinhados sobre a testa e... Ah. Meus. Deuses. Porque é que eu estou reparando nisso? – Ela se repreendeu e virou lentamente a cabeça, acabando com o breve contato visual. Malcolm e alguns outros filhos de Atena sentados na mesa também desviaram o olhar dos dois e voltaram a comer.

—Bem... – Ela começou. – É mesmo divertido. Mas e então, acertei sobre o Netuno?

—É claro que não! – Poseidon protestou, rindo. – Eu não sou careca. E aquele rei é muito chato, coisa que eu não sou.

Atena arqueou ainda mais a sobrancelha e Poseidon viu que ela fazia um esforço descomunal para não rir.

—Achei que estivesse óbvio que eu sou o Bob Esponja. – Ele deu de ombros e sorriu.

—Aham. –Ela concordou em sarcasmo. – E eu sou o Lula Molusco. – Atena rolou os olhos.

—Hey! É isso mesmo. Ranzinza, politicamente correto, atrapalha todos os planos do Bob, que no caso sou eu e o ama, mesmo nunca admitindo isso...

Poseidon parou de falar ao ver que Atena o olhava cética. Ele abaixou os olhos e sorriu sem jeito. Ela agradeceu a Zeus por não ter ficado mais corada que o normal.

—Ahn, eu achei que lembrasse um pouquinho.

—Eu sou muito mais parecida com a Sandy. – Atena cruzou os braços e pareceu ultrajada.

Poseidon riu não acreditando que ela não estava realmente brava por ele ter dito tudo aquilo e resolveu dar continuidade a mais uma discussão infundada.

—Claro que não! Rachel seria a Sandy, já que ela não é normal.

—Mas Rachel nem é uma deusa. – Atena rolou os olhos azuis pelo que pareceu ser a milésima vez. Poseidon deu de ombros antes de revidar:

—Eu nunca disse que precisava ser um ser divino. E de qualquer jeito, Jenny é o Gary Caracol porque é muito fofa e...

Atena voltou a encarar os olhos verdes, dessa vez ela estando surpresa.

—Você disse que minha filha é fofa?

—Eu não posso negar isso. – Ele sorriu timidamente. – Mas a palavra fofa saiu sem meu consentimento. Não é uma palavra muito usada no meu vocabulário.

—Ah, claro. – Atena sorriu e mordiscou o canto dos lábios. – Sua masculinidade não permitira que você dissesse palavras tão femininas e meigas.

—Exatamente. O Bob esponja aqui é um cara muito másculo.

Atena riu e Poseidon se permitiu acompanhá-la.

—E os outros personagens? – Ela perguntou, visivelmente curiosa, se inclinando em direção a Poseidon.

—Bem, Ares é aquele cara grandalhão do filme, que usa umas botas com uns espetos mortais e tenta esmagar meu humilde ser. Hades seria o fantasma do Capitão. Apolo pode ser o Patrick, porque os dois são bestas. E Afrodite seria a Pérola, a filha do Senhor Sirigueijo.

—Afrodite vai te jogar no tártaro se ficar sabendo que é uma baleia.

Poseidon riu e concordou com um aceno de cabeça.

—E as outras pessoas, quem seriam? – Ela voltou a questionar, um sorrisinho se formando no canto dos lábios.

—Quais outras pessoas? – Ele a fitou antes de colocar uma garfada de panqueca na boca.

Atena deu de ombros, se concentrando em olhar as próprias unhas.

—Hera, Ártemis, Hermes... Você sabe.

Poseidon olhou pra ela e deu de ombros.

—Bah, os personagens já acabaram! – Ele rebateu, voltando a engolir metade do almoço de uma vez só.

Atena levantou os olhos, incrédula, e deu uma olhada nos filhos que comiam tranquilamente antes de se virar para Poseidon.

—Como assim?

—Ué, assim.

—Isso é tão injusto!

—Atena, você me dá medo às vezes. – Poseidon disse, se encolhendo na cadeira e inexplicavelmente Atena começou a rir. – Tipo agora.

E por mais incrível que possa parecer, eles passaram o resto do almoço conversando coisas imbecis e totalmente sem sentido, que faziam os dois rirem e não tentar matar um ao outro.

E só depois que a concha de caramujo soou, Atena viu que também tinha quebrado algumas regras. Não que ela estivesse ligando pra isso enquanto defendia Timão e Pumba.

–X-

Jenny sorriu enquanto corria até a mesa do Chalé de Afrodite, quando o almoço acabou.

—Hey, Meggie. – A loirinha se virou para a filha mais nova de Afrodite, que olhava para ela um pouquinho aborrecida. – Eles não se mataram. E já passou do almoço. Onde estão meus cinco dracmas?

—Aposto mais dez se você conseguir que fiquem juntos até o fim de semana. – Meggie retrucou, com um sorriso divertido.

—Feito. – Jenny apertou a mão dela.

Afinal, a filhinha de Atena também estava aprendendo a ver casais muito promissores.

–X-

Notas finais
Háaaaaaaaaaaaaa, Jenny é muito custosa, não acham? Fofa *-* Então, o que acharam desse cap? Eles estão começando a dar certo... E o que Apolo e Rach escondem? Hm, hm? Eu espero os reviews de vocês! Como o próximo capítulo já está finalizado, quanto mais reviews vocês mandarem, mais rápido eu posto. Ok, eu sei que estou sendo muito pidona, mas estou doentinha, então poooooor favor comentem?