Fechado Para Reforma!
44 Sintonia
Notas iniciais
CAPÍTULO 44: Monte Olimpo – Sintonia.
Aparentemente era fácil para os deuses do Olimpo aceitarem que Poseidon tinha um novo herdeiro, que Anfitrite estava morta, que Cronos havia se reerguido no ano anterior e todas essas coisas. Mas o fato de que Atena e Poseidon estavam juntos era simplesmente chocante demais para que os Olimpianos agissem normalmente.
As reações ao comunicado de Poseidon foram as mais diversas possíveis. Ártemis olhou para Atena extremamente ofendida, como se dissesse “eu confiei em você, e você me traiu!”. Apolo abriu aquele seu sorriso tão caloroso e típico e andou até eles para parabeniza-los e abraçou Atena, sempre muito sincero e radiante. A deusa se sentiu imensamente grata por isso.
Hermes sorriu de canto e os cumprimentou como um casal também, Atena simplesmente adorava o jeito como o deus mensageiro era casual e maravilhoso. Ares ficou um pouco frustrado por perceber que não haveria mais brigas e tentativas de assassinatos entre os dois, mas esqueceu isso assim que Afrodite foi saltitando até eles e tagarelou por quase uma hora sobre o quão perfeitos eles eram. Poseidon parecia terrivelmente entediado.
Dionísio e Deméter pareceram surpresos, mas levaram tudo numa boa. Hera sorriu e lançou um de seus olhares cumplices para Atena. Hades parecia incrédulo e furioso. E ficou ainda mais bravo ao ver que Zeus se mantinha neutro, porque (nas próprias palavras de Hades) “eles não podiam deixar que o irresponsável do Poseidon ficasse com a Deusa da Sabedoria, já que ele sem dúvidas ia usá-la para conseguir maior poder sobre os domínios!”. Poseidon não o julgou por pensar assim, porque o deus dos mares de fato insistia muito nessa ideia de ter que comandar os três domínios já que era o mais lindo do Olimpo.
Ariadne, Perséfone, Héstia e os deuses menores fizeram o que deuses menores usualmente fazem e os saudaram apesar de não se importarem muito com o fato.
Depois de duas longas horas sendo o centro da atenção, os deuses começaram a ficar bêbados e eufóricos demais para continuarem a discutir o relacionamento de Poseidon e Atena e passaram para a fase onde dançavam loucamente e se arrependiam no dia seguinte.
A deusa achou que essa era a hora perfeita para se esgueirar para fora do salão de festas com Poseidon em seus calcanhares.
(N/A: Pessoas puras, leiam só até aqui. Daqui pra frente as coisas definitivamente esquentam)
–X-
Poseidon ergueu a barra do vestido de Atena, pressionando-a mais contra a parede enquanto espalhava alguns beijos pelo pescoço dela. Ele suavemente a tirou do chão, segurando a deusa contra o próprio corpo.
Involuntariamente, ela cruzou as duas pernas ao redor da cintura dele, escorando as costas novamente no muro para que eles não caíssem. Atena escorregou as mãos pelo cabelo
dele, torcendo alguns fios negros entre os dedos. Ele sorriu satisfeito e mordeu o lóbulo da orelha dela, sussurrando algumas coisas desconexas.
Aproveitando-se de uma distração momentânea da loira, Poseidon puxou o zíper da roupa dela com certa pressa. Atena estava prestes a empurrar a alça do vestido para fora do caminho quando sua mente apitou.
Rapidamente ela pôs os pés no chão, desvencilhando-se desajeitadamente dele. Poseidon franziu as sobrancelhas confuso. Ele não fazia ideia do quê estava errado. Sem perder tempo, ele enlaçou a cintura dela outra vez e continuou a trilha de beijos que subia do ombro à boca tão macia e perfeita de Atena.
A deusa fez um esforço descomunal para clarear os pensamentos e gaguejou, sem saber se o deus conseguiria ouvir. A loira só esperava que ele fosse capaz, pois acreditava que não conseguiria interromper o fluxo de sensações outra vez.
—P-Poseidon...
—Hmm. – Ele murmurou em resposta.
—Nós... N-nós... Não. – Ela empurrou gentilmente o ombro dele e o deus encostou suas testas, já ofegante. – Nós não podemos. Não aqui. Estamos no jardim de inverno do Olimpo, com todos os deuses no salão de festas ao lado. E também tem o bebê.
—Héstia está cuidando dele.
—Mesmo assim. Não podemos simplesmente ir para o meu quarto e—
—A biblioteca está vazia.
—Você quer dizer—
—Ninguém entra lá sem a sua permissão.
—Isso seria loucura.
—Shhhh. –Ele apoiou suavemente dois dedos sobre os lábios vermelhos dela. – Por favor. Eu só preciso de você. Agora.
Atena entrelaçou seus dedos, não havia mais por que negar. Poseidon precisava dela tanto quanto ela precisava dele. O deus não podia ser forte o tempo todo. Ao menos não sem ela. E Atena seria sempre seu ponto fraco.
E em questão de milésimos de segundos eles haviam se teletransportado para o corredor da biblioteca.
A deusa não entendia a crescente urgência que pulsava dentro dela, mas não estava realmente analisando isso quando empurrou Poseidon para dentro do enorme aposento, sem deixar que seus lábios se distanciassem um milímetro.
Ele empurrou a porta com o pé e Atena desviou parte de sua atenção para trancar a entrada e ativar o feitiço que mantinha qualquer um afastado da Biblioteca. Eles não podiam correr o risco de serem pegos no Olimpo. Mesmo que todos os deuses, ninfas, sátiros, semideuses e provavelmente até os mortais já soubessem que os dois estavam juntos.
Ela respirou fundo duas vezes. Poseidon estava mexendo em alguma coisa e Atena não ousou se virar para ver o que era. Ela estava tentando se controlar. Por mais inútil que fosse. A própria deusa sabia que era total e completamente inútil tentar respirar devagar, clarear os pensamentos e se lembrar de que existiam outras pessoas no mundo além dele. Porque para ela naquele momento, só ele importava.
O deus diminuiu a iluminação do aposento magicamente e abriu as janelas, deixando que a luz do luar invadisse sorrateiramente toda a Biblioteca. Ao menos ele esperava que Apolo mantivesse Ártemis bem ocupada para que ele e Atena tivessem alguma privacidade sob o luar.
O vento frio entrou pela janela e ela se encolheu abraçando os próprios braços para se esquentar. Poseidon sorriu com aquele gesto tão simples. Ele nunca pararia de se surpreender com a deusa, nunca pararia de achá-la tão linda com suas pequenas coisas, nunca se acostumaria com a aparente frieza dela, com o distanciamento formal, com as implicâncias, com as ordens, as manias e tudo o que o fazia amá-la mais e mais.
Ele desabotoou a própria camisa e a jogou em algum lugar do chão, sem se importar nem um pouquinho. Poseidon sentiu um arrepio quando o vento gelado tocou suas costas, mas aquilo, também, não fazia a menor diferença.
—Meu amor?
Atena se virou e o viu.
E como nunca deixaria de ser, seu coração perdeu uma batida. Deuses, ela nunca se acostumaria com aquilo. Jamais teria tempo de preparar as reações ao vê-lo despido, ou controlar as correntes elétricas que corriam por suas veias no lugar de icor, ou aquietar as borboletas que viviam em seu estômago. Poseidon a deixava assim, sem nem ao menos tocá-la, só de estar por perto. Ela se sentia inteira só por saber que ele era seu. E nem toda a eternidade seria suficiente para que ela se acostumasse a isso.
—Poseidon...
A deusa correu os olhos pelo corpo dele, analisando cada centímetro de pele bronzeada, cada músculo bem definido, cada arranhão ou cicatriz, cada mínimo detalhe que o tornava perfeito. Involuntariamente ela mordeu o lábio inferior ao reparar de que ele ainda estava parcialmente vestido. Ainda não tinha prática nem autocontrole o suficiente para esperar até que ele tirasse aquelas malditas calças. Poseidon alargou seu sorriso ao vê-la ligeiramente desesperada. Ela imaginou que ele citaria pela milionésima vez o quão gostoso e sexy era, ou que a deixaria sem graça, ou que faria qualquer outra coisa típica dele. Mas tudo que ele disse foi:
—Você é linda.
E no segundo seguinte não existia mais frio, nem roupas, nem insegurança.
Só fogo.
Tudo, absurdamente tudo, era fogo quando ele a pegou pela cintura outra vez e a beijou desesperadamente. Atena deslizou a mão pelo cabelo preto dele novamente, como eles haviam feito há menos de dois minutos no jardim. E acredite, dois minutos eram muita coisa para que se separassem.
Poseidon descalçou desajeitadamente os sapatos sociais e a carregou até o enorme sofá preto que ficava a menos de dez passos deles e que podia, com facilidade, acomodar umas quinze pessoas.
Ela desceu do colo dele antes que o deus pudesse coloca-la deitada no sofá e ele levou cerca de meio minuto para processar o que estava acontecendo. Atena tirou as próprias sandálias e tocou o tapete felpudo com a ponta dos pés, para que continuasse o beijando. Poseidon sorriu ao perceber que ela estava tão ansiosa quanto ele.
Eles se separaram ofegantes e o deus passeou com a ponta dos dedos pelas costas dela, escorregando até a base do vestido outra vez. Ele poderia simplesmente tirar aquela porcaria de pano do caminho, mas tudo parecia mais complicado quando era com Atena. Ela segurou a mão dele antes que Poseidon pudesse puxar o zíper.
—Hey...
—Psiu. – Ela sussurrou. – Só mais um minuto.
—Mas o que...?
—Shhh. Um... minuto.
Poseidon se separou relutante dela. Honestamente, ele não entendia o que estava acontecendo. Ela tinha o parado duas vezes. Duas vezes. Quando ele não podia aguentar mais. O deus tentou imaginar se ela estava com medo. Mas parecia improvável demais. Eles já tinham passado uma noite juntos. Ele a amava. Nada poderia ser mais certo.
A deusa sorriu fofamente ao ver a expressão confusa estampada no rosto dele. Poseidon estava surpreso, sem entender nada, sem saber realmente o que fazer. E Atena não poderia desejá-lo mais do que naquele momento.
Ela se afastou um passo dele, para analisá-lo uma vez antes de fazer o que tinha em mente. Poseidon franziu as sobrancelhas. Ela alargou o sorriso.
—Eu... Hm... Eu, er, eu quero... Eu não sei como falar isso. – A deusa desistiu, mordendo o lábio inferior em meio ao sorriso. – Poseidon. Fique quieto.
O deus arqueou as sobrancelhas negras e obedeceu. Ela estava o levando à loucura.
Atena o empurrou com a ponta dos dedos para o sofá e ele se sentou sem falar absolutamente nada. Ela continuou em pé e resolveu que não podia adiar mais. A loira abaixou uma alça do vestido o mais lentamente que podia e olhou para ele.
Poseidon absorveu cada movimento dela sem acreditar. Ela piscou um olho e abaixou a outra alça azul. Atena se virou de costas soltou o cabelo e o colocou sobre um ombro só, fazendo com que alguns fios dourados esvoaçassem. Ela puxou o zíper que ficava na parte de trás do vestido e deixou que a roupa escorregasse para o chão. A deusa olhou por cima do ombro para se certificar de que estava fazendo tudo certo antes de se virar para frente dele outra vez.
Aparentemente, estava mais do que certo. Os olhos verdes e usualmente tão brilhantes de Poseidon estavam opacos, enevoados e escuros. O característico sorrisinho sacana e completamente malicioso dele curvava os lábios do deus. E, ela podia perceber, havia um certo volume nas calças dele.
Poseidon engoliu em seco e sentiu o sangue esvair para uma determinada região de seu corpo. Só de sentir o perfume da deusa ele já estava completamente excitado. Aquilo deveria ser proibido. Ela estava o torturando lenta e deliciosamente.
Ele se escorou e colocou os braços no encosto do sofá, tentando mais do que nunca se controlar. Atena andou até ele e afastou gentilmente as pernas do deus, para que pudesse se ajoelhar entre elas. Ele, decididamente, estava animado. Atena traçou um caminho de beijos que ia do maxilar ao ombro ao perceber isso.
Poseidon a segurou pela cintura nua e afagou a pele macia da deusa, enquanto beijava o pescoço dela. Ela mordeu o lóbulo da orelha dele e fechou os olhos ao sentir a mão de Poseidon subindo perigosamente pela parte interna das suas coxas.
A loira prendeu a mão dele entre uma das suas e balançou negativamente a cabeça. Não. Aquela noite era dela. Poseidon riu e concordou com um aceno, buscando desesperado pelos lábios macios e quentes de Atena.
Ela retribuiu o beijo calorosamente e arranhou as costas dele com a mão livre. Poseidon gemeu. E aquilo foi o que bastou para que ela também perdesse o controle.
A deusa desabotoou o sutiã branco de renda e o jogou para fora do caminho enquanto Poseidon escorregava as mãos para seus seios. Ela mordeu o ombro dele e bagunçou o cabelo negro do deus, apertando-se mais contra ele. Poseidon deslizou a mão pelo corpo dela e a ergueu minimamente, para que Atena pudesse enlaçar suas pernas ao redor dele. Ela não parou de beija-lo por um segundo sequer.
Poseidon desceu uma trilha de beijos dos lábios da deusa para o pescoço, e então para o vale entre os seios, beijou o seio direito enquanto sua mão massageava o esquerdo e fazia movimentos circulares ao redor do mamilo. Atena beijou o pescoço e o espaço abaixo da orelha dele e teve certeza de que ele teria que usar camisa de gola alta no dia seguinte para ocultar as marcas que certamente ficariam ali.
Ele ia deitá-la de costas quando Atena se separou dele pela terceira vez. Ela arfava e estava completamente vermelha, com os cabelos loiros grudando nas têmporas e mesmo assim sorriu satisfeita. A deusa o empurrou para que ele se deitasse sobre as almofadas e se sentou sobre as pernas dele, descendo com as mãos lentamente até o botão da calça. Ela abriu o zíper e Poseidon a ajudou a tirar a peça de roupa para fora do caminho, ao mesmo tempo em que ele escorregava a calcinha de renda da deusa para o tapete.
Atena passeou com a ponta dos dedos pelo abdômen de Poseidon, sentindo cada músculo, cada saliência e cada gotícula de suor e então desceu para sua cueca. Ela mordeu o lábio inferior ao ver o volume. A loira sorriu levemente ao pensar nisso.
O deus quase pediu para que ela tirasse logo a última peça de roupa que lhe restara, mas suas palavras desapareceram quando ele sentiu a mão da deusa sobre seu membro. A mente de Poseidon estava um caos. Ele não pensava em mais nada ao senti-la deslizando suavemente a mão para cima e para baixo. Deuses, ela tinha que tirar aquela maldita cueca logo.
Atena sentiu o icor dourado dos deuses pulsando em suas veias e soube que não aguentaria mais. Delicadamente ela tirou a mão de dentro da cueca dele e puxou a peça para baixo, deixando-a perdida no tapete também.
Poseidon a segurou pela cintura e a ajudou a se erguer sobre ele. Os fios dourados do cabelo dela caiam sobre seus ombros e alguns chegavam a tocar a pele de Poseidon. Ele esperou até que ela abrisse os olhos azuis límpidos para se deslizar para dentro dela. Atena arfou e suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas. Ela olhou para baixo diretamente para Poseidon e moveu-se sobre ele.
O deus suspirou e mexeu-se também, entrando em sintonia com o ritmo de Atena. Ela subiu e desceu, fazendo com que ele gemesse sequencialmente. Poseidon beijou-lhe a testa e os seios, e percorreu cada centímetro que conseguia alcançar com a boca, enquanto mantinha suas mãos firmes na cintura da deusa, a ajudando a controlar os movimentos.
Atena gemeu quando Poseidon sugou seu pescoço e ele repetiu o processo até que ela estivesse falando coisas desconexas. O próprio deus já podia sentir sua sanidade se esvaindo quando Atena se mexeu sobre ele outra vez. Estava ficando mais difícil de controlar. De esperá-la.
A deusa apoiou suas mãos no tórax dele e aumentou a velocidade, fazendo com que Poseidon murmurasse frases inteligíveis. Ela apertou as pernas na lateral do corpo do deus e jogou a cabeça para trás quando ouviu-o dizer seu nome. Ele era tão bom. Oh, meus deuses.
—Atena... – Ele repetiu.
—Hmmm.
Ela arfou ao responder. Estava ficando sem forças.
—Eu... Aaah. Eu não vou... Oh. Isso. Isso. Aaaah.
—T-tudo bem. – Ela respondeu, beijando-o outra vez.
Ela sabia que também não aguentaria muito mais tempo. A deusa se movimentou ainda mais, subindo e descendo, fazendo com que Poseidon suspirasse, gemesse e sussurrasse, tudo ao
mesmo tempo. Ele continuou a aumentar o ritmo e passou uma das mãos na testa dela, para enxugar uma gota de suor.
Poseidon arfou e continuou a mexer-se quando uma onda gigantesca de prazer o atingiu. E então outra, mais forte ainda. Parecia ser quase impossível aguentar mais um segundo, quando sentiu os espasmos percorrerem seu corpo ao explodir de prazer dentro dela. Ele xingou alguma coisa em grego antigo e Atena teve que morder o lábio inferior. E ele não parou de se mexer, mesmo já tendo chegado ao ápice.
A deusa sussurrou o nome dele e sua mente foi tomada pela insanidade quando ela chegou ao orgasmo, alguns movimentos depois do deus. Ela arfou e então não conseguiu suportar o próprio peso, deitando-se sobre ele. Poseidon inspirou profundamente e saiu de dentro dela, puxando-a para se deitar ao seu lado.
O deus a aninhou na curva entre seu ombro e pescoço e deslizou a ponta dos dedos pela coluna dela, sentindo cada pedacinho das costas nuas da deusa. Ele afundou o nariz entre os fios dourados da franja dela e beijou-lhe a testa.
Atena entrelaçou as pernas de Poseidon entre as suas e bagunçou o cabelo negro e sedoso dele até que sua respiração se acalmasse e ele fechasse os olhos de sono. Ela sorriu ao vê-lo bocejar e depositou um selinho nos lábios entreabertos do deus.
—Eu te amo, Atena.
Foi o que ele disse antes de afundar na inconsciência.
–X-
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