Notas iniciais
Mais um capítulo! Leiam as Notas Finais por favor (:

CAPÍTULO 08: Acampamento Meio-Sangue – Pijamas.

Primeiro Dia – Parte7.

—Yeah! Ganhei!

Poseidon se levantou e sorriu extremamente feliz. Rachel foi até o videogame e o desligou.

—Inacreditável! – A ruiva sorriu também. – Eu não sabia daquele super atack que você usou.

—Nem eu. – Ele deu de ombros. – Eu estava apertando todos os botões. – Poseidon confessou.

Rachel riu enquanto descalçava os sapatos.

—Se Atena estivesse aqui ressaltaria que isso é parte da sua ignorância.

—É. Acho que ela faria isso mesmo. Mas o que isso tem?

—Eu concordo. – A ruiva tombou a cabeça de lado e o analisou.

Poseidon quase não acreditou nas palavras que ouvia. Ele era um dos Três Grandes e mesmo assim ela não tinha medo de falar o que pensava sobre ele. Rachel era tão, hm... Estranha.

—Mas é divertido. – Ela voltou a sorrir.

—Eu sou incrível.

—E super humilde.

Ele deu de ombros.

—Acho que eu tenho que tomar banho agora. – Rachel olhou no relógio de pulso. – Amanhã tenho um projeto muito legal no setor das artes pra supervisionar.

—E isso influencia no seu banho?

—Nem um pouco.

—Então, se você precisar de ajuda estou aqui.

—Hã?

—Com o banho. Não o projeto. – Poseidon apressou-se a responder e abriu um de seus sorrisos perfeitos e sacanas.

—Ah, claro. – Ela rolou os olhos verdes e riu. – Chamo Atena também? E quem sabe Apolo? Vocês dois são tão parecidos.

—Eu e Atena?

—Não. Você e Apolo. Totalmente pervertidos. – Ela franziu as sobrancelhas. – Mas acho que você e Atena também formam um belo casal.

Rachel pegou o All Star no chão e começou a subir as escadas.

—Ei! Que história é essa de também? Eu e Apolo não somos um casal! – Ele protestou.

—Quem me garante? – Ela piscou antes de correr pelo corredor do segundo andar.

Eu, oras. – Ele bufou. – Oráculos. Pff. Sempre inventando coisas nessas mentes distorcidas. Deuses me livrem! Casal com aquele loiro anormal. Logo eu, o deus mais pegador de todo o Olimpo.

—E eu também nunca sairia com Atena. – Poseidon completou para o vazio, enquanto subia para o segundo piso.

Em três milênios alguém deveria ter ensinado ao Deus dos Mares a nunca dizer nunca.

–X-

Atena estava deitada, com o lençol puxado até o queixo e o abajur ligado. Os olhos azuis acinzentados dela estavam abertos e ela não fitava nada especificamente. Só não estava com muito sono.

Não depois de ter que vestir aquele tipo de pijama.

Porque é claro que não havia nada de completamente normal na pilha de roupas que ela classificara como razoáveis. E por culpa de Afrodite ela estava vestida com algum tipo de roupa de noite de núpcias.

Ao menos era aquilo que Atena pensava do conjunto de micro-short preto com uma bata semitransparente.

Ela quase caiu da cama ao ouvir batidas na porta.

—Você já está dormindo? – Ela ouviu a voz dele do outro lado e não respondeu. – ATENA!

Poseidon começou a praticamente esmurrar a porta e Atena travou o maxilar, obviamente irritada.

—Como que eu estaria dormindo quando tem alguém tentando destruir meu quarto? – Ela gritou de volta.

—Há! Eu sabia.

—Não me diga que você veio dar boa noite. – Atena ironizou.

Ele abriu a porta e colocou a cabeça para dentro do quarto dela.

—Não. Se eu quisesse que você tivesse uma boa noite não iria só dizer “Boa Noite, Atena. Durma bem.” Porque eu ia garantir que você não dormisse.

Atena corou até a raiz dos cabelos com o comentário malicioso e resmungou.

—Se você já disse sua baboseira noturna pode sair daqui.

—Eu não acabei. Hm. Se quiser mesmo que eu vá embora vai ter que trancar a porta.

A deusa arregalou os olhos e se enrolou mais no lençol púrpura.

—Será que você não pode me deixar em paz?

—Hm... Talvez depois que eu souber o que você estava pensando.

—Estava pensando em te arranjar uma semi-morte bem lenta nos Campos de Punição.

Poseidon rolou os olhos e entrou de vez no quarto.

—Aquela hora, Atena. É meu prêmio.

Atena o fuzilou com os olhos azuis enquanto ele mexia na escrivaninha.

—Eu te conto quando receber meu prêmio. – Retrucou na defensiva.

—E que aula você quer que eu cubra?

—Hm. – Ela pareceu pensativa. – Esgrima.

Ele arregalou os olhos para si mesmo, estranhando a decisão, mas não disse nada a respeito.

—Já pode me deixar dormir?

—É claro que não. – Ele riu. – Você ainda está em dívida comigo.

—Eu? Não mesmo. – Atena recostou-se nos travesseiros.

Poseidon observou o lençol escorregar até os ombros dela.

—E o que você me diz disso? – O deus apontou triunfante para o livro que ela estava lendo pra ele.

A deusa gemeu.

—Digo para você sair do meu quarto nesse segundo.

Poseidon não discutiu, pois no mesmo momento seu pager chamou. Ele tirou o aparelho do bolso do pijama e leu a mensagem. Atena o viu empalidecer e se atreveu a perguntar:

—O que foi?

—Anfitrite. – Foi a única resposta dele ao colocar o pager sobre a mesa de cabeceira e se sentar perto dela na cama.

Atena o olhou de modo nada amistoso mas não disse nada. Poseidon parecia hm, bem.. Abalado? Ela não saberia dizer.

—E então, você vai ler ou me contar?

—Aah. – Atena foi pega de surpresa. – Essas opções são horríveis!

Ele riu e se encostou na cabeceira também. A deusa suspirou.

—Argh. Eu realmente não acredito que estou fazendo isso.

Poseidon arqueou as sobrancelhas.

—Não me interrompa. – Ela pediu antes que pudesse se arrepender. – Essa tarde eu, hm... Bem, eu fui até o chalé seis. E, er... O meu chalé. Pra ver a Jenny e meus filhos e bem, er, hm... E-eu não... – Ela limpou a garganta. – N-não deveria ter ido lá, sabe.

—Por quê?

—Eu pedi pra não interromper. – Ela rolou os olhos. – Foi constrangedor. O M-Malcom estava com uma g-garota e—

Ele viu que ela já estava muito vermelha e teve que controlar a vontade de rir para ouvir o resto da história.

—Elesestavamquaselá. – Ela terminou de um fôlego.

—O quê? – Ele perguntou sem entender uma única palavra, mas já imaginando o que era.

—Eles. Estavam. Quase. Lá.

—Quase lá aonde?

—Você sabe, Poseidon.

O deus olhou para ela divertido. Era impagável ver Atena falando sobre sexo. Mesmo que não fosse abertamente.

—Não, eu não sei. – Ele insistiu.

Atena virou o rosto muito rubro para o outro lado e murmurou baixinho:

—Eles estavam quase er...

—Transando? – Poseidon completou e começou a rir ao vê-la afundar o rosto nas mãos. – Pelo visto seus filhos não são assim tão puros.

Ela se encolheu na cama e ficou quieta enquanto Poseidon ria da vergonha dela.

—Wow! Como você é inconveniente.

—Eu não... Argh. Não é como se eu quisesse ter visto aquilo. – Atena resmungou.

—Hey. – Poseidon a virou para que ela o olhasse. – Mas eu queria ter visto sua reação.

—Não foi melhor que agora.

Ele balançou a cabeça e deu uma risada curta.

—Você já devia esperar por algo do tipo. Sexo é tão normal.

Atena bufou. Ela não gostava do jeito como ele banalizava as coisas.

—Eu não estou banalizando. – Ele disse ao ver a expressão dela. – Só estou dizendo a verdade.

De qualquer maneira podia ser pior.

—Pior? Há. Duvido.

—Poderia ser a Annabeth e o Percy. – Ele deu de ombros e Atena arregalou os olhos. – Não me diga que você acha que Annabeth ainda é virgem? – Poseidon arqueou uma sobrancelha.

—Eu não quero falar mais sobre isso, Poseidon. Vá embora.

Ele sorriu:

—É, você acha. Tudo bem, Senhorita Inconveniente. Mas um dia vai ter que encarar a verdade.

—Que verdade?

—De que as pessoas crescem e que elas fazem sexo a todo momento.

—ARGH, POSEIDON! Eu sou uma deusa casta, não preciso ficar ouvindo esse tipo de coisa.

—Se você quiser, posso mudar isso agora.

—Mudar o que, seu ser infame?

—Sua condição de deusa donzela e virgem puritana. – Ele sorriu do jeito mais malditamente sedutor, do qual só ele era capaz.

Atena ofegou e sentou-se de um pulo, tomando o cuidado de não deixar o lençol descer um milímetro, enquanto se desencostava da cabeceira da cama.

—SAIA JÁ DAQUI. Você já teve tudo o que queria, agora me deixe em paz.

—Eu não tive tudo que queria. – Poseidon retrucou só para provocá-la e viu Atena torcer os dedos com uma força desnecessária. Ele se aproximou mais dela e viu que ela tentava não encará-lo. Atena se encolheu ligeiramente com a repentina aproximação. – Mas já que você pediu com tanta delicadeza eu vou embora.

Ele se levantou e foi até a porta. Poseidon olhou para a deusa ainda estática na cama e sorriu de canto.

—Ah, e se quiser ter uma boa noite, meu quarto não vai estar trancado. – E saiu rindo antes que Atena pudesse torcer o pescoço dele.

Aquele nojento. – A loira trincou os dentes e se levantou para por o livro no lugar. – Como ele pode ser tão convencido? Argh.

Ela se escorou na escrivaninha e ajeitou os papéis que ele tinha mexido. Atena suspirou e fitou os próprios pés.

—Hey, Atena?!

—AAAH!

Atena cobriu a boca com as mãos e olhou para Poseidon que tinha aberto a porta sem bater. Por um momento o deus olhou para ela como se também estivesse surpreso por Atena ter se assustado tanto.

Bem, isso foi antes dele reparar o que ela estava vestindo. A deusa continuou parada, estupefata demais para mandar Poseidon sair de lá. Ou ao menos mandar que ele parasse de olhar para ela daquele jeito.

Ele desceu o olhar para o imenso decote da bata semitransparente e ficou ali por um tempo, até que começou a observar as curvas de Atena por baixo do fino tecido. Ela parecia ter a cintura extremamente fina, os quadris eram proporcionais aos seios fartos e, acima de tudo, a pele dela parecia muito macia.

Poseidon passou a olhar as pernas esguias e perfeitas dela. Porque mesmo sendo um tipo de inimigo da deusa, ele tinha que admitir: Ela não era nem um pouquinho sem-graça. E é claro que ela também não precisava saber disso.

—Belo pijama. – Ele murmurou, sem tirar os olhos dela.

Atena pareceu sair do transe nesse momento, pois ela empurrou Poseidon e tentou bater com a porta nele.

—Hey! Heeeeey! Calma.

—CALMA? CALMA, POSEIDON? COMO ASSIM CALMA, SEU ESTÚPIDO? VOCÊ INVADE MEU QUARTO ME VÊ DE PIJAMAS, MANDA INDIRETAS IMBECIS, ACHA QUE É O TODO-PODEROSO E... E. ARGH, SAIA DO MEU CAMPO DE VISÃO SE QUISER CONTINUAR COMO IMORTAL.

—Psiu. Eu só vim buscar meu pager. – Ele explicou, apontando para a mesa de cabeceira onde estava o aparelho. – Porque é que toda vez que eu entro no seu quarto você me expulsa a tapas?

—Isso não aconteceria se você NÃO ENTRASSE AQUI!

Poseidon rolou os olhos e foi até a mesa de cabeceira, pra pegar o maldito pager.

—Que gritaria é essa? – Perguntou Rachel, entrando no quarto. A ruiva vestia um pijama comprido, com vários ursinhos desenhados e pantufas do Bob Esponja. Atena suspirou. Porque ela não poderia estar vestindo algo normal assim? – Wow! Que pijama lindo, Atena.

Atena corou ainda mais ao ouvir aquilo.

—Eu disse a mesma coisa. – Poseidon sorriu de canto.

—Bem, vou dormir. Boa noite pra vocês dois. – E dizendo isso Rachel saiu do mesmo jeito que entrara.

—Você já pegou a droga do seu pager, agora dê o fora.

—Hm. Eu já te avisei sobre a porta do meu quarto, não é? – Poseidon deu mais uma olhada safada para as pernas de Atena.

E então ela bateu a porta na cara dele. E por segurança trancou também.

—Eu não vou te atacar! – Ele gritou do outro lado ao ouvir o clic.

Atena ignorou e se jogou na cama, temendo pelos próximos seis dias.

–X-

Notas finais
Hey! O próximo capítulo já está pronto, só estou esperando os reviews de vocês para postar, e ele é um dos meus favoritos! Beijos da Mirtle :* Reviews?