Notas iniciais
Hey seus lindos *-* Aqui está o capítulo. Enjoy it!

CAPÍTULO 40: Palácio Subaquático – Herdeiro.

Sétimo Dia– Parte 5.

Atena prometera a si mesmo que agradeceria a todos os deuses caso o chamado de Anfitrite não fosse à declaração de uma nova guerra. Ela acreditava que o nascimento do herdeiro de Poseidon era um dos melhores motivos pelo qual Anfitrite convocaria o deus, ao menos não era nada ruim.

Ela estava completamente enganada.

Depois de ouvir tudo que Poseidon tinha a dizer, Atena se viu sem palavras. Ela não sabia como confortá-lo. E não podia sequer prometer que ficaria tudo bem. Ela estava impotente.

A deusa o abraçou por alguns minutos, deslizando os dedos pelos cabelos suaves dele. Poseidon suspirava e a trazia para mais perto. O deus estava visivelmente esgotado.

—Temos que ir até ela. – Ele disse, após algum tempo. – Preciso ficar atualizado do quadro médico do bebê e de Anfitrite. Dolphin disse que é provável que a criança nasça essa noite.

Atena concordou com a cabeça.

—Sim, é claro. Quem está aqui no Palácio?

—Só alguns servos, no momento. Dolphin, Leuron, as gêmeas e a mãe delas. Os curandeiros e médicos estão com Anfitrite na ala noroeste.

—Ótimo. Peça a Leuron ou a mãe das gêmeas para que arrumem tudo que o bebê vai precisar, então. Ele não pode nascer sem previsões. Cobertores. E um pouco de ambrósia e–

Atena parecia meio desorientada e afobada. Poseidon abriu um sorriso fraco.

—Já arrumei tudo isso.

—Ah. – Ela assentiu. – Você não costumava estar um passo à frente de todas as coisas.

—É a convivência.

Ela entrelaçou seus dedos e sorriu. Poseidon observou os olhos cinzentos da deusa.

—Você quer ir comigo? Não precisa ir se não quiser, é claro. Eu sei que não é uma situação muito normal e agradável e–

—Psiu. – Ela colocou um dedo sobre os lábios dele. – É claro que vou com você.

–X-

Os dois já haviam percorrido inúmeros corredores e Atena tentava guardar o caminho. Ela sabia que era inútil, pois esquecia por onde tinha passado em questão de segundos. Mas era uma boa maneira de se acalmar.

A deusa percebeu que a atmosfera estava ainda mais gelada do que ela imaginara e se encolheu um pouco de frio. Poseidon não tinha dito uma palavra desde que saíram do quarto.

—Está tudo bem?

—Só frio. – Ela murmurou. Ele tirou o casaco que estava vestindo e entregou a ela. – Obrigada.

—Não há de quê. – O deus virou o próximo corredor e respirou fundo. – Chegamos.

Eles estavam em um cômodo que tinha apenas alguns divãs, tapetes e quadros nas paredes, muito parecido com o Hall. Atena deduziu que era uma antessala, pois uma única porta de mogno era visível ali. Estava fechada.

Sentado em um dos sofás estava um senhor de meia idade muito bem arrumado. Ele tinha a pele levemente azulada e os cabelos de um tom azul-marinho quase preto. As feições dele eram marcantes e ele lembrava um golfinho, na concepção de Atena.

—Lord Poseidon. Lady Atena. – Ele fez uma mesura ao se aproximar.

—Atena, esse é Dolphin.

A deusa o cumprimentou e entendeu porque ele lhe lembrava tanto um golfinho. Possivelmente podia se transfigurar em um.

—Prazer em conhecê-lo.

—Eu digo o mesmo, apesar das circunstâncias. – Ele relanceou um olhar cansado para a deusa, que concordou com a cabeça. – Os médicos acabaram de falar que não deve demorar muito a partir de agora. Anfitrite está ainda mais fraca. Então a esperança é que o herdeiro nasça nas próximas horas, ou senão...

Ele não completou a frase, mas todos sabiam o que ele queria dizer. Ou senão ambos morrem.

—Obrigado pelo relatório, Dolphin. Eu assumo daqui. Apenas se certifique de que as gêmeas não virão até aqui.

—Tudo bem se a mãe delas vier, senhor?

—Claro. Agora vá descansar.

Dolphin se retirou sem protestar. Ele parecia não dormir a séculos.

Poseidon não falou nada, mas Atena conseguia ler a pergunta em seu olhar. “Está tudo bem? Podemos entrar?” Ela assentiu.

O deus abriu a porta. O próximo cômodo era um quarto, parcialmente banhado na penumbra. Atena teve que estreitar os olhos para conseguir distinguir as formas.

Havia duas pessoas (que ela supôs serem os médicos) em um canto sussurrando, e ambas fizeram uma mesura para Poseidon. Uma cama gigantesca estava posicionada exatamente no meio do quarto e Atena podia ver uma silhueta ali.

Poseidon se aproximou da cama sem fazer muito barulho, o tempo todo segurando a mão de Atena.

Anfitrite estava deitada ali, levemente iluminada pelos abajures na mesa de cabeceira. Atena percebeu que ela estava muito mais magra. A pele também parecia bem frágil e os olhos completamente azuis dela estavam meio nebulosos. Anfitrite piscou lentamente.

—Poseidon. – Ela sussurrou.

—Anfitrite.

O tom de Poseidon era uma mistura de tristeza e ressentimento. Anfitrite voltou-se para a deusa da sabedoria.

—Atena. – Ela ergueu as sobrancelhas e aquele gesto pareceu exigir um esforço descomunal. – Que surpresa. Não esperava que você viesse... Mas eu não esperava nem que Poseidon viesse. Então esse deve ser um bom sinal.

Atena não respondeu. Ela tinha certeza que Anfitrite tinha reparado nas mãos dadas e na intimidade dos dois.

—Como você está se sentindo? – Poseidon perguntou mesmo já sabendo a resposta.

—Arrependida. – Ela respondeu e a sinceridade era palpável. – Não por mim mesma, é claro. Eu não sou tão egoísta a ponto de pensar em mim agora. Eu também sei que não vou sobreviver, porque as chances de que isso aconteça sequer existem. Mas já aceitei isso. Eu mereço, depois do que fiz. Ao bebê. E a você, Poseidon. – Ela parou. Esperando alguma reação, mas o deus dos mares se manteve calado. – Ah. Entendo. Você se referia a termos físicos. Me sinto fraca, mas acredito que você já sabe disso.

Poseidon abaixou a cabeça levemente.

—Você disse que precisava falar comigo. E então?

—Bem... Parece que há tanto a ser dito, e tão pouco tempo. – Anfitrite se concentrou. – Eu queria me assegurar de que o bebê vai ficar bem, primeiramente. Você tem que fazer tudo ao seu alcance para que ele sobreviva, de preferência sem nenhuma sequela causada pelos meus atos. – Poseidon murmurou que faria o possível. – Agora a parte mais difícil. Gostaria de me redimir. Sei que é impossível apagar os danos que causei até agora, mas queria ao menos que você entendesse os meus motivos. São motivos estúpidos, desesperados e gananciosos, como você já sabe. Mas foram minha última chance. E eu escolhi o caminho errado. Enquanto éramos casados, muitas vezes você impediu que eu fizesse as escolhas erradas, Poseidon, e sou grata por isso. Você me ensinou muito, mesmo que não percebesse. Mas quando estive sozinha não consegui ser tão sábia quanto você. Me perdoe por isso. – Ela respirou fundo mais uma vez e deu um sorriso cansado. – Sei que você provavelmente não vai me perdoar, mas eu não poderia deixar de pedir.

O deus dos mares não concordou nem discordou. Não falou palavras reconfortantes para Anfitrite, nem fez promessas que não poderia cumprir. Não disse que a perdoaria, pois não sabia se era capaz.

—Eu entendo. – Foi tudo que ele disse.

—Sei que é estranho de minha parte falar isso agora, mas não guarde rancor, Poseidon. Não só por mim. Mas por tudo que acontece no mundo. Você é muito melhor do que isso. Sempre foi nobre demais para ser rancoroso. E aproveite as oportunidades que tem. Talvez tudo que as pessoas precisam é de um recomeço, e você tem essa chance.

Anfitrite olhou diretamente para Atena. A deusa da sabedoria mordeu o lábio inferior. Não esperava ouvir aquilo.

—Ah, não quero que você fique aqui por agora. Sinto que vai ser doloroso demais. Espere lá fora com Atena – Anfitrite deslizou a mão pela barriga. – Poderiam por favor chamar os médicos? Acho que está quase na hora.

Poseidon e Atena foram até o canto onde os médicos se encontravam. Eles trocaram rápidas palavras e pediram para que dessem assistência à Anfitrite. Poseidon pediu também para que o curandeiro e o feiticeiro fossem chamados para examinar o bebê assim que ele nascesse. E depois pediu para que os avisassem na antessala quando estivesse tudo bem.

Atena se escorou no sofá assim que saíram do quarto e lançou um olhar de conforto ao deus. Ele se sentou ao lado dela e repousou o queixo no topo dos cabelos loiros, buscando algum tipo de calma no perfume dela. E assim eles esperaram.

{...}

Já era mais de meia noite quando o feiticeiro entrou no quarto. Eles ainda não tinham nenhuma noticia.

Poseidon andou até uma mesinha do outro lado da sala e pegou uma xícara de café para Atena. Ela agradeceu, mas não estava em condições de beber nada. Ele tomou alguns goles e se aninhou no ombro de Atena, a cabeça do deus pendendo e fazendo com que seu cabelo negro ficasse ainda mais desalinhado. Ele fechou os olhos e ficou quieto por um longo tempo.

Até que um som o fez se levantar. Era bem fraco, mas inconfundível. Choro.

Poseidon olhou para Atena e depois para a porta e os três segundos que se seguiram foram os mais longos de toda aquela espera. A deusa se levantou e andou até a porta, extremamente nervosa. Ele a segurou pelo pulso e a impediu de continuar.

—Não. Espere. Nós ainda não sabemos... Pode não ser seguro.

Atena engoliu em seco na mesma hora que a porta se abriu e o feiticeiro pôs a cabeça no vão.

—Ele parece absurdamente normal. Na verdade, parece que está com fome. E como é um deus menor, é bom que vocês tragam ambrósia e néctar.

Poseidon suspirou de alívio ao ouvir as palavras ‘normal’ e ‘deus menor’. Atena entrou depressa no quarto sendo prontamente seguida por ele.

—Anfitrite? – Ela perguntou.

Um médico suspirou e balançou a cabeça negativamente.

—Ela não resistiu. Já estava muito fraca e acho que o bebê que a manteve viva até agora. – A deusa relanceou um olhar para a cama ao ouvir essas palavras, mas não viu nada além de um lençol. – Ela era uma náiade, então simplesmente desapareceu.

A deusa da sabedoria se lembrou desse fato um segundo após ouvir. Ela se voltou para Poseidon e se surpreendeu um pouco com a cena que encontrou.

O deus dos mares estava com um pequeno embrulho nos braços e olhava para o bebê de uma forma que quase derreteu o coração de Atena. Ela podia ver alívio ali, e felicidade, mas acima de tudo amor. A loira se aproximou, com um sorriso mínimo de canto.

—Absolutamente normal. – Poseidon murmurou e lançou um sorriso para Atena. – Eles farão mais alguns testes essa noite e saberemos com certeza amanhã de manhã, mas não conseguiram encontrar nenhum resquício de magia negra. Apenas um deus menor comum, não é?

Poseidon não esperava que o bebê respondesse, obviamente. Mas ainda era extremamente fofo ver ele falando com a criança pequenina. Atena afastou um pouco os cobertores para vê-lo.

Ele era lindo. Simples assim.

Tinha os traços de Poseidon, então não havia como ser diferente. Os olhinhos estavam fechados e ele estava com um dos dedos minúsculos na boca, dormindo. Atena sorriu ao ver que o cabelo era preto e sedoso, como o do deus. Ela olhou para Poseidon.

—Quer segurá-lo?

—Eu... Não sou muito boa com bebês. Quer dizer, tive Jenny há seis anos então não sei se...

—Ninguém esquece como se segura um bebê. – Poseidon contestou e entregou aquele embrulho de fofura para ela.

—Oh meus deuses. Ele é tão lindo. E quentinho.

—Eu gosto dessa visão. Você o segurando.

Atena corou.

—Bem, Lanie, a mãe das gêmeas já está vindo aqui. Ela vai cuidar dele essa noite, para que o feiticeiro faça um exame completo. Tenho certeza de que Cass e Tiff também virão babar nele um pouquinho.

—E você? O que quer fazer?

—Se fosse por mim também ficaria a noite toda em cima dele, porque ele é tão irresistível quanto eu. – Ele tentou soar convencido, mas a tristeza era aparente. – Mas não vai adiantar, já que ele vai fazer um check up.

—Está tudo bem, Poseidon?

—Não sei. Vamos pro quarto conversar, por favor.

Ela concordou e logo que Lanie chegou para cuidar do bebê eles se retiraram.

–X-

O quarto estava bem frio porque a sacada tinha ficado aberta. Poseidon foi até lá e a fechou, enquanto Atena se sentava na cama. Eles tinham ficado em silêncio o caminho todo e a loira podia perceber que ele estava abalado. Apesar de estar tudo bem com o bebê, Poseidon ainda não estava bem.

—Você tem que escolher um nome pra ele, meu bem.

—Não sou muito bom com nome de meninos. – Ele admitiu. – Talvez você consiga pensar em algum, mas estou sem ideias agora.

Ela ficou meio desconcertada com a sugestão dele, mas deu de ombros.

—Sim, vamos decidir isso juntos então.

Ele andou até a cama e se afundou ao lado dela no colchão. De repente, os tênis de Poseidon pareciam muito interessantes para serem observados.

—Não está tudo bem, não é?

—Mais ou menos. – Ele respondeu, evasivo. – Estou realmente feliz porque o bebê está bem, e é claro que estou totalmente apaixonado aquela criaturinha. E isso anestesia muita coisa, mas não tudo.

—Anfitrite. – Atena murmurou.

—Sim. Eu... Eu pensei que eu não me importaria muito. Desde quando fiquei sabendo que ela estava fraca, horas atrás, quando Dolphin me disse, eu tinha aceitado isso. Sabe, ela foi casada comigo por milênios e eu nunca tinha realmente a amado, mas isso não quer dizer que eu não gostasse dela. De modo algum.

Ele fez uma pausa.

—Ela era incrível quando nos conhecemos e foi assim por muitos anos. E agora ela não está mais aqui. É estranho isso. E é triste.

—Eu sei como é. Já passei por uma experiência parecida. – Atena disse, solidária.

Poseidon umedeceu os lábios. Ele se lembrava perfeitamente da história de Atena e do passado dela. Ela havia amado, a pessoa havia decepcionado ela imensamente e tinha tomado atitudes que faziam o mal para a deusa. E ainda sim tinha sido imensamente difícil para ela quando ele partiu.

Era assim que Poseidon se sentia. Ele sentiu algumas lágrimas escorrendo pelo rosto e não tentou impedir que elas caíssem.

—Você se lembra de quem a pessoa costumava ser. Você se agarra a isso. Você se prende as memórias que tem com ela e essas lembranças são imutáveis. É por isso que é tão difícil se afastar de uma pessoa de quem você gosta, mesmo que ela tenha se transformado em outra completamente diferente. E você chega até a acreditar que talvez a pessoa não esteja tão diferente assim, apenas para não precisar deixa-la, por que isso é doloroso. – Ele afundou o rosto nas mãos, soluçando. – E eu sequer consigo odiá-la pelo risco que ela impôs ao nosso filho. E eu nem poderia, porque ela está morta agora. E é muito mesquinho e estúpido e desonroso odiar uma pessoa que você amava e que morreu por sua causa. Porque você foi negligente. Porque você não fez as coisas certas. Porque você deixou que ela te odiasse e escolhesse o caminho errado.

Atena ergueu a cabeça de Poseidon e o encarou. Ela também queria chorar. E podia sentir algumas lágrimas brotando em seus olhos. Ela não conseguia vê-lo sofrendo tanto assim.

—Poseidon... Psiu. Não diga isso. Jamais repita isso, por favor. – A deusa suplicou. – Não foi sua culpa. Você não pode se culpar pelas escolhas que ela fez, tampouco pelo que ela fez ao seu filho. Não foi culpa sua. Não há nada que você pudesse fazer para impedi-la.

—Talvez—

—Não. Não há. – Ela repetiu. – Pare de se culpar, Poseidon. Essa culpa sem sentido só vai te corroer.

Eles estavam abraçados e Atena podia sentir que lentamente Poseidon parava de soluçar. Ela afundou a cabeça no ombro dele. O deus estava com a camiseta ligeiramente molhada por causa das lágrimas, mas a loira não se incomodou. Ela também estava assim.

Os dois permaneceram quietos por um tempo que eles não saberiam determinar. Quando Poseidon se acalmou e Atena percebeu que estava com a voz estável o bastante para conversar, ela o soltou lentamente e fez com que ele se deitasse na cama. A deusa se deitou ao lado dele, o abraçando pela cintura.

Poseidon parecia extremamente cansado. Ele aparentava vinte anos mais velho que antes de irem para o Palácio Subaquático. Atena suspirou e enxugou as lágrimas dele com os dedos.

—Psiu... – Ela disse, depois que um tempo que eles estavam aninhados. – Talvez você queria tomar um banho antes de dormir.

—Eu não vou dormir. – Ele protestou, como uma criança. – Não preciso dormir.

—Eu sei. Eu também não. Mas você está com sono e cansado, meu amor. Talvez seja melhor dormir um pouco.

—Não. – Ele repetiu, mas bocejou.

A deusa teria rolado os olhos se estivesse em condições normais.

—Tudo bem então. – Ela respondeu simplesmente.

—Eu não sei o que faria sem você. – Ele sussurrou.

—Psiu. Claro que sabe. Você é forte, Poseidon. Sempre foi. Talvez mais forte do que imagina. – Ela passou os dedos pelos cabelos embaraçados dele. – Você sempre se recupera depois de longas batalhas, eu já vi.

Ele tentou sorrir.

—Ainda sim, obrigada por ficar ao meu lado. É muito importante pra mim.

—Estarei aqui pra sempre.

—Vai ficar tudo bem, não é?

Atena concordou com a cabeça e abriu um sorriso frágil.

—Vai sim. Eu tenho certeza disso.

Ela deu um beijo na testa dele e ficou em silêncio até que Poseidon adormeceu. Não demorou mais que cinco minutos. A deusa rezou para que estivesse certa da sua ultima afirmação e dormiu logo em seguida.

–X-

Notas finais
~Muahahahaha~ Sim, eu amo minha risada maligna. E sim, eu tenho consciência que algum dia posso me tornar uma assassina como a J.K. Rowling, o Tio Rick ou o George R. R. Martin. Não dá pra me conter, é simplesmente tão divertido dar um destino trágico aos personagens. Mas acho que ninguém achou MUITO ruim né? Enfim, espero que tenham gostado. Ah e não, Anfitrite não é uma total bitch. Beijos, Mi :*