CAPÍTULO 18: Acampamento Meio-Sangue – Conclusões.

Terceiro Dia– Parte 5.

Usualmente não chovia no limite do Acampamento, a menos que as barreiras mágicas estivessem enfraquecidas. Ou que certo Deus das Tempestades, preso como Diretor Substituto estivesse realmente furioso, o que era o caso.

Poseidon podia ouvir o barulho reconfortante da chuva batendo no telhado da Casa Grande. Ele estava esparramado na cama gigantesca fitando o teto sem o menor interesse e tentando, sem muito sucesso, se acalmar.

Ele estava realmente irritado por Percy ter atrapalhado seu beijo. Irritado por Afrodite ficar insinuando paixões absurdas. Irritado por Atena ter saído correndo de Quíron e se trancar no próprio quarto segundos depois de serem interrompidos, sem nem olhar para ele. Irritado por ser tão idiota a ponto de beijá-la.

Quer dizer, ele nunca deveria ter feito isso. O que ele tinha em mente? Estava começando a acreditar na ideia de acefalia que Atena tanto falava.

Poseidon jogou um travesseiro sobre a cabeça, para não ficar remoendo aquelas coisas tão idiotas. Ele ouviu uma Concha de Caramujo soar, anunciando o jantar, mas ignorou aquilo e voltou à seus pensamentos confusos.

Foi só um beijo.

Não queria dizer absolutamente nada.

Atena não podia odiá-lo ainda mais, certo? Nem voltar a tratá-lo como antes. E se as coisas voltassem a ser tumultuadas não havia motivo para ele se preocupar. Eles eram inimigos desde sempre, era a reação mais natural e previsível do mundo que ela não se dignasse a olhá-lo mais.

Droga, por que ele ainda estava pensando nisso?

–X-

Atena estava escorada na janela, observando aquela chuva inquietante e persistente. A água escorria lentamente pela vidraça enquanto uma lágrima solitária insistia em deslizar pela sua bochecha.

A deusa secou o rosto com as costas da mão e andou até a pequena escrivaninha, se deixando afundar na cadeira.

Ela não iria chorar.

Atena desviou os olhos para os próprios pés e considerou a ideia de ir embora naquele mesmo segundo. Quíron e Percy já haviam chegado, afinal. Não havia a menor necessidade de que ela ficasse no Acampamento perto dele.

Involuntariamente seu estômago se contorceu ao pensar em Percy e em sua reação minutos antes.

Toc toc.

O coração de Atena quase sofreu uma parada cardíaca – se é que aquilo era possível – e ela teve que respirar fundo duas vezes antes de lembrar que Poseidon normalmente não batia na porta.

—Hey... Atena? – A porta foi aberta suavemente e uma cabeleira ruiva apareceu pela fresta. – Posso entrar?

—Oh, claro Rach.

Ela esperava seriamente que sua voz não tivesse saído tão tremida quanto ela suspeitava.

—Está tudo bem?

—Hã. Sim. Com certeza... Eu só estava, er... arrumando umas anotações. – A deusa apontou debilmente para as folhas bagunçadas sobre a escrivaninha.

—Eu te ajudaria, mas não consigo organizar nem meus desenhos.

—Sem problemas.

Rachel franziu as sobrancelhas e sentou-se na cama de frente para a deusa, parecendo ligeiramente preocupada e confusa.

—Quíron pediu que te chamasse para jantar, mas acho que podemos esperar mais um pouco. O que houve?

A loira encarou-a surpresa e Rachel deu de ombros.

—Seu rímel está um pouquinho borrado. E eu não sei por que, mas isso me parece coisa de Poseidon.

Atena riu e limpou o canto dos olhos, eliminando todas as evidências de que estivera chorando.

—Não. Está tudo bem, sério.

—Uh, é porque ele te beijou?

A deusa olhou para a ruiva perplexa. Por Hades, como ela sabia? Deuses, Atena estava muito ferrada.

—Como é que vo—

—Visões. – Rachel sorriu minimamente, vendo o rosto de Atena ficar mais vermelho que os cabelos da ruiva. – E Percy não consegue esconder nada de mim, de todo modo.

—E-Ele te disse?

—Não. Relaxe. Percy só estava mais estranho que o normal, o que confirmou minhas suspeitas.

—Aah.

—E como foi? Ele beija bem? A Caroline Miller me jurou que é irresistível! Quer dizer, deve ser mesmo, porque Poseidon é gostoso pra caralho. E nem vou mencionar aquele corpo perfeitamente sarado e esculpido porque convenhamos... – Rachel foi diminuindo o tom de voz gradualmente ao ver a expressão assustada de Atena. Os olhos azuis da deusa estavam do tamanho de pratos e a boca escancarada. – Acho que ‘tô falando demais. Mas e então?

A Deusa da Sabedoria não sabia o que responder.

Honestamente, como ela diria que beijar seu inimigo – um cara tão irritante e cheio de si como Poseidon – havia sido, ham... bom?

Que ele tinha a beijado gentilmente, de uma forma quase doce, carinhosa e mesmo assim empolgada. Que a boca dele era macia, convidativa e malditamente sedutora, que o perfume dele era inebriante, que o cabelo dele era sedoso e que ele era quase perfei...

Oh, merda! O que diabos eu estou pensando? Poseidon não passa de um ser nojento e asqueroso, que beija muito bem e... Porra! Ele não beija bem coisíssima nenhuma. Foi só... Inesperado. Ele ainda é o mesmo acéfalo metido de sempre. E o beijo daquele projeto de deus é horrível.

Atena suspirou.

Por mais que ela tentasse negar o fato era que Poseidon beijava incrivelmente bem. Não que ele fosse ouvi-la admitindo isso um dia. É claro que não.

—Foi só um beijo. – Ela disse por fim, acabando com todas as expectativas de Rachel. – Eu não tenho um parâmetro para classificar. Mas, hm, ainda sim não foi tão terrível.

Rachel riu e se deitou na cama, deixando que seus cabelos ruivos formassem um contraste com a colcha bege da cama, não acreditando que Atena tinha admitido ser bom. Não completamente, mas ainda sim era um progresso.

—Não é como se significasse muita coisa mesmo. Tipo quando Apolo me beijou. – Atena ergueu as sobrancelhas, mas o máximo que Rachel fez foi esboçar um sorrisinho sem graça e continuar falando – Deve ter sido por impulso, porque eu sei que ele ama Ártemis. Não é como se eu estivesse reclamando. – Ela riu – Só não me importo. Ele é meu melhor amigo, não o “amor da minha vida” nem nada do tipo.

—Mas Posei— Atena começou, exasperada, mas Rach continuou com o monólogo.

—Poseidon é seu inimigo, eu sei. Mas talvez a solução seja a mesma.

Atena não acreditou que estava mesmo ouvindo conselhos do Oráculo e teve que se controlar para não rir de toda aquela situação estranha, até que ela ficou subitamente séria antes de perguntar:

—Quer dizer, não me importar? Ignorá-lo?

Rachel deu de ombros, brincando com a colcha da cama.

—Na verdade eu estava sugerindo uma inimizade colorida, mas tudo bem.

—Rachel!

—Tá bom, tá bom! Já entendi. – A ruiva levantou as mãos em rendição e Atena começou a rir.

—Eu posso não ser a melhor conselheira sentimental, mas seria legal se você pensasse no caso.

—Oh, pelos deuses, Rach! Eu sou uma deusa casta, lembra?

—Hey! Essa sua mente poluída que está maliciando as coisas. Eu nunca disse pra você sair agarrando Poseidon, se bem que isso ia ser muito divertido. De todo modo, você não tem que se preocupar com o beijo de vocês. Isso não muda muita coisa não é?

Atena encarou os olhos verdes da ruiva – de um verde muito diferente dos olhos dele – e reuniu coragem o suficiente para desengasgar o que queria dizer desde que Rachel começara aquela conversa.

—E-Eu... Eu espero que não.

—Então está tudo bem.

Rachel se levantou e sorriu, parecendo bem satisfeita consigo mesma antes de consultar o relógio e andar até a porta do quarto.

—Quíron vai me esfolar viva com certeza se eu não descer agora então...

—Rach! Só um segundo.

—Sim? – A ruiva virou-se novamente para Atena e piscou os olhinhos meigamente diversas vezes.

—Porque é que você se preocupou em vir falar comigo?

—Achei que você precisasse conversar com alguém além de Afrodite, que só vai ficar repetindo na sua cabeça que você e Poseidon são promissores. – Ela apontou uma carta rosa em cima da escrivaninha, que até então Atena não havia notado (e que ela provavelmente não leria).

—Obrigada.

—É sempre legal conversar com você, Atena. Mas agora eu tenho mesmo que ir. Quíron vai me matar e me oferecer como sacrifício aos deuses se eu demorar mais um minuto. Não demore descer para o jantar.

“Eu não vou” A deusa pensou em dizer, mas Rachel já havia saído do quarto.

Suspirando, Atena se jogou na cama, pronta para ignorar aquela carta rosa e tentar dormir um pouco.

Ela não queria descer para o Pavilhão Refeitório e ter que aguentar todos aqueles semideuses, tampouco se sentia animada para narrar tudo que acontecera durante aqueles longos três dias à Quíron. E ela também não sentia nenhuma fome. Não quando seu estômago parecia estar cheio de borboletas.

–X-

Quíron estava pedindo um relatório completo de todo o tempo em que estivera fora e Poseidon achou melhor não contar suas inúmeras brigas com Atena. Além de desnecessário, o centauro certamente pensaria que ele era muito imaturo – o que, por sinal, ele era mesmo.

Poseidon bebeu mais um gole de sua Pepsi e observou Rachel mordiscar sua torta enquanto esperava um comentário de Quíron. O centauro pensou no que dizer por mais alguns segundos e então sorriu, aquele sorriso que tinha mais de mil anos, um tanto compreensivo e cansado.

—Vocês fizeram um bom trabalho, por mais improvável que pareça.

—Improvável?

—Os semideuses precisam de um bom treinamento e eu sei que isso estava garantido com vocês no comando, entretanto eu não tinha certeza se você teria paciência com as crianças. Ou se Atena teria paciência com você.

Poseidon riu.

—Acho que não foi tão ruim assim.

Rachel olhou para ele de soslaio e subiu e desceu as sobrancelhas sugestivamente. Ele rolou os olhos com veemência. A ruiva com toda certeza sabia de alguma coisa e devia estar pensando que o deus se referia a Atena.

—Os campistas são suportáveis. – Ele esclareceu.

—Oh, assim eu me sinto amado.

O deus levantou os olhos do próprio prato – intocado até então – e se virou para ver Percy sorrindo sarcasticamente, com os braços cruzados e uma expressão indecifrável no rosto.

—Hey campeão!

Percy coçou a nuca e riu sonoramente.

—E aí, pai. Quíron, a Heidi do chalé de Hefesto precisava falar com você, se não for atrapalhar seu jantar.

—Eu já acabei de comer, Percy. Obrigada, garoto. Parece que estou sendo convocado, mais tarde preciso falar com você Poseidon.

O deus anuiu com a cabeça e Quíron saiu da mesa. Rachel se levantou prontamente e fez uma careta.

—Também preciso resolver alguns problemas. Seria bom se você fizesse o mesmo. – Ela sorriu para Poseidon tentando suavizar as palavras. – Até mais, Percy.

Os dois observaram Rachel sair o pavilhão correndo para a noite escura e ficaram em silêncio. A garota era petulante, mas Poseidon resolveu não falar sobre isso. Percy se sentou e coçou a nuca pela segunda vez, ligeiramente desconfortável.

Poseidon suspirou.

—Quer me falar alguma coisa, filho?

—Eu queria conversar. Atena não veio jantar hoje?

Ele fez que sim com a cabeça, evitando pensar nela. Poseidon não tinha visto ela desde que Atena havia subido as escadas correndo, após eles terem se beijado. E não foi surpresa nenhuma não encontrá-la no refeitório. No mínimo a deusa queria ficar sozinha.

—Aah. Bem, em todo caso é melhor que eu não diga isso perto dela. – Percy começou. – Atena é um pouco psicótica. Eu não queria, er... ter atrapalhado vocês hoje cedo.

Poseidon sorriu marotamente e deu de ombros.

—Tudo bem. Se você não tivesse chegado eu acabaria apanhando. Ela é mesmo psicótica. Ao menos só saiu correndo e vai se recusar a me ver por alguns milênios.

—Me sinto bem melhor agora. – O garoto correu a mão pelo cabelo, divertido. – Mas é sério. Eu não sabia que vocês estavam se pegando.

— Eu não estou pegando Atena.

—Isso é um alívio. Quer dizer, ela é minha sogra. Seria muito estranho ter Annabeth como meia-irmã.

—Annabeth não... mas, huh, você vai ter outro irmão em breve.

—Hã?

—Anfitrite está grávida.

Percy esbugalhou os olhos verdes e ficou perplexo por um tempo, antes de começar a rir descontroladamente.

—Achei que você estava falando da minha mãe. Não seria legal se você tivesse outro filho com ela, sendo que minha mãe está com o Paul.

—Aquele Blowfish?

—Paul Blofis, pai. De todo jeito, você entendeu.

—Hey, garoto! Que ideia é essa? Só porque me viu beijando Atena – Ele abaixou o tom de voz, para que os campistas das outras mesas não ouvissem. – acha que estou pegando todo mundo?

—Não é só por isso. Tem também a sua reputação como o maior pegador do Olimpo – Percy deu de ombros. – E todo o Acampamento está falando daquela garota filha de Apolo, Caroline Miller.

—Oh. – Poseidon gemeu. – Eu já entendi.

—Eu não vou contar sobre Atena, a propósito. Relaxe.

—Obrigado. Te devo essa, filho.

—É só convencer Atena a deixar eu me casar com Annabeth e está tudo certo.

Percy pôs-se de pé, sorrindo de lado e Poseidon colocou as mãos no bolso da calça enquanto andavam para fora do Refeitório.

—Jenny estava certa. Você é tão chantagista quanto eu. – Ele protestou, rindo.

–X-

Atena tinha acabado de pegar um pacote de Doritos do armário quando ouviu a porta da sala abrir. Ela não costumava trocar suas refeições por besteiras, mas não podia ficar sem comer nada por mais tempo.

Ela ouviu alguns passos na sala e depois o barulho de alguém se jogando displicentemente no sofá. Foi como se tudo congelasse.

Atena sabia que era ele. Sabia que se saísse da cozinha e andasse até a sala o encontraria parcialmente sentado, com os pés apoiados em um dos braços do sofá e segurando o controle remoto da televisão enquanto zapeava pelos canais sem prestar atenção. Ela respirou fundo uma, duas, três vezes antes de conseguir a coragem necessária para abrir seu pacote de salgadinhos e ir até a sala.

De todo modo precisaria passar por ali para chegar ao seu quarto. Sem contar que não poderia evitá-lo para sempre. Ela já havia tomado sua decisão.

Atena passou pela porta e viu pelo canto do olho Poseidon levantar as orbes verdes em sua direção. Ela continuou firme em seus passos e andou até a poltrona mais distante possível dele, mas da onde ela ainda tinha uma boa visão da TV.

—Deixa nesse, por favor.

—National Geographic? – Ele inquiriu, levemente surpreso por ela estar agindo normalmente, e fazendo uma careta involuntária.

—Aham. É bom.

Pela primeira vez em milênios ele não discutiu e colocou o controle sobre a mesinha de centro, olhando para o pacote nas mãos dela.

—Eba, Doritos.

Atena rolou os olhos enquanto lhe entregava os salgadinhos, porque sabia que ele pegaria de qualquer maneira.

—Folgado.

—Rachel perguntou se você iria ver a Cantoria em volta da Fogueira essa noite. – Ele disse, se lembrando da noite anterior, quando os dois tinham cantado e se divertido juntos.

—Rachel está perguntando um monte de coisas estranhas ultimamente.

—O que— Poseidon começou, mas se calou e deixou que um pesado silêncio pairasse entre os dois.

Ele apoiou as mãos atrás da cabeça e olhou para o teto, ponderando aquela resposta. Atena continuou olhando para a televisão, como se estivesse subitamente interessada na programação. Por fim, ele quebrou o silêncio monstruoso.

—Ela sabe, não é?

—Hã? – Atena se virou para ele, com uma expressão de falsa ingenuidade. –Sabe de quê, Poseidon? – Perguntou, antes que pudesse se conter e desejando no segundo seguinte ter ficado quieta. Não queria ouvir a resposta dele.

—Do que aconteceu entre a gente.

Ela não se alterou. Esticou a mão e pegou mais um punhado de comida, mastigando calmamente antes de limpar o farelo dos dedos e responder.

—Não aconteceu nada.

—Você tem Alzheimer?

—Haha. Você é tão engraçado, Poseidon. Um comediante nato.

—Sério. Que porra é essa de “não aconteceu nada”?

—Rachel não sabe nada porque não há nada.

—Oh, então quem era aquela que eu estava beijando mais cedo? Podia jurar que era você.

Atena sentiu o sarcasmo dele como um tapa na cara. Ela apoiou as mãos nos joelhos e tomou fôlego para falar tudo que precisava sem parar ou ficar com mais vergonha do que o usual.

—Infelizmente, era eu. Mas, acredite, não é como se um beijo estúpido mudasse muita coisa na nossa relação. Na verdade, eu decidi ignorar e esquecer completamente esse trauma porque não vai fazer nenhuma diferença na minha vida. Foi um erro. E eu não estou com a menor vontade de ficar remoendo isso, uma vez que não vai voltar a acontecer. – Ela encolheu os ombros em um gesto típico de descaso. – Então, vou continuar minha vida lindamente e nós podemos pular essa fase de um debate idiota sobre um passado triste e sombrio.

Poseidon rolou os olhos e mordeu a parte interna das bochechas.

—Meu beijo não foi um trauma. Admita.

—Ah, deuses! De tanta coisa que eu falei você só ouviu isso?

—Não. Mas se você não quer falar sobre isso, tudo bem. Não é como se eu estivesse louco para refletir sobre um beijo sem o menor significado.

Atena ficou surpresa por ele ser compreensivo, ainda que de um modo rude e provocando-a por dizer que não fazia diferença. É claro que ela queria que ele aceitasse o fato de que para ela aquele beijo seria completamente esquecido. Mas vê-lo fazer o mesmo era levemente dolorido. A deusa voltou a sua atenção para a TV, mas Poseidon não deixou que ela se concentrasse.

—Só mais uma coisa.

—Sim?

—Se nada mudou quer dizer que o acordo de passarmos os próximos quatro dias juntos em algum lugar secreto que você não me contou, ainda está de pé?

—Eu... Eu mantenho a minha palavra. – As palavras custaram a sair, mas a deusa obrigou-se a dizê-las. Ela estava quase se esquecendo de que ficaria o resto da semana perto daquele ser irritante. – E eu não te contei pra onde vamos porque você não me perguntou.

—Então não é nada secreto?

—Não.

—Nem misterioso?

—Não.

—Nem pervertido?

—Não mesmo.

—Então já posso excluir uma Casa Noturna das minhas suspeitas.

—POSEIDON!

—Para onde vamos? – Ele perguntou finalmente, a curiosidade perceptível no seu tom de voz.

—Oh, eu vou tomar banho bem agora. – Ela sorriu maquiavelicamente, se levantando e começando a subir as escadas para o segundo andar.

—Hey! Me responda!

—Amanhã você vai saber.

—Você é má! – ele gritou como uma criança pequena que é privada de comer seu doce favorito.

—E você é muito curioso.

–X-

Notas finais
Oi, meus lindos. Teve um pouquinho de drama mas acabou tudo bem, haha. Ah, eu sempre achei muito linda a relação do Percy com o Poseidon, apesar deles serem um pouco distantes... Reviews, please? Beijos da Mirtle :*