Fechado Para Reforma!
31 Compras, almoço e ciúmes.
Notas iniciais
CAPÍTULO 31: Inglaterra – Compras, almoço e ciúmes.
Sexto dia– Parte 2.
Atena tinha duas sensações naquele momento. Arrependimento e medo.
Deuses, onde ela estava com a cabeça quando disse que deixaria Poseidon dirigir seu Porsche? O deus dos mares não tirava o pé do acelerador nem por um segundo, fazendo com que o automóvel atingisse a incrível marca de 120 quilômetros por hora, apenas o dobro da velocidade máxima permitida para se andar dentro da cidade. A loira se afundou ainda mais no banco do carro, levemente enjoada com a visão do velocímetro.
Por outro, lado Poseidon tinha um sorriso enorme no rosto. E não tinha como ser diferente. Ele estava dirigindo o seu carro favorito, em Londres, com um vento gelado entrando pela janela entreaberta e com Atena. Parecia extremamente bom para o deus. Ele fitou a deusa pelo retrovisor e franziu as sobrancelhas ao vê-la encolhida no assento.
—Hey, tudo bem?
—Pelo amor dos deuses! Não tire os olhos da pista! – Ela brigou ao ver que o deus estava a encarando.
Ele riu.
—Sério?
—Mas é claro que sim! Poseidon, você é um irresponsável.
—Acho que você está certa sobre mim outra vez. – Poseidon deu de ombros. – Não precisa se preocupar com o limite de velocidade. Não vamos sofrer um acidente nem nada.
—Mas correndo desse jeito você pode causar um acidente. Atropelar um ciclista, ou um pedestre ou perder o controle do carro!
—Hmmmm. – O deus pareceu refletir por um instante. – A possibilidade de qualquer coisa que você citou realmente acontecer é a mesma de Ártemis ficar com um cara. Ou seja, não existe. Eu sou um excelente motorista.
Aquilo não adiantou muito para tranquilizar Atena, afinal Apolo tinha beijado a gêmea em questão. E obviamente Poseidon não sabia disso, mas de todo modo... A loira respirou fundo e evitou olhar para a janela, pois ela tinha certeza que colocaria todo o café da manhã para fora se visse a paisagem passando tão rápido.
—Por favor. – Ela pediu baixinho.
O deus voltou a encará-la pelo retrovisor e Atena revirou os olhos azuis, ligeiramente impaciente com a irresponsabilidade dele.
—Você está verde. – Ele apontou. Atena notou uma pontinha de preocupação na voz dele e sentiu algo como borboletas no estômago. Droga, aquilo não estava ajudando a manter a comida dentro dela. – Psiu. Calma. Já estamos chegando.
E para surpresa de Atena, Poseidon diminuiu drasticamente a velocidade como ela havia pedido. Ele se concentrou na pista e nos pedestres, avaliando o trânsito e escolhendo o caminho menos movimentado. Agora a deusa conseguia ver nitidamente que eles já estavam no centro de Londres.
—Em que loja você quer ir?
—Tanto faz. – Ela deu de ombros.
—Não tem essa opção. – O deus sorriu de lado. – O que acha da Dior?
—Hmmm. Já chegaram as peças da nova coleção?
—Não faço a menor idéia. Enfim, se for o caso quem vai se dar mal sou eu. Graças aos deuses seu pai inventou essa história de Cartão Lótus.
Atena riu do comentário idiota dele.
—Okay. E não acredito que você está concordando com algo que meu pai fez!
Poseidon ignorou aquilo sobre estar concordando e estacionou o carro em frente a loja que ele tinha sugerido. Ele desligou o motor e andou até o lado do passageiro para abrir a porta de Atena. Ela arqueou uma sobrancelha loira, realmente surpresa com o gesto. Mas o deus não precisou abrir a porta da Dior também, porque uma atendente vestida impecavelmente os guiou para dentro. Ela sorria ternamente e tinha os cabelos morenos.
—Bom dia. Eu sou Estelle e adoraria ajudá-los. O que gostariam?
—Bom dia. – Atena respondeu, varrendo brevemente a enorme loja com o olhar. – Bem, viemos escolher algumas peças básicas de roupa.
—Oh, sim. Já tem algum modelo em mente? A nova coleção chegou anteontem e está incrível! Aposto que consigo encontrar roupas que vão ficar perfeitas em vocês!
—Hmmm. Na verdade as roupas são só para a minha acompanhante, eu não preciso de nada. – Poseidon disse, antes que a moça tentasse enfiá-lo em alguma peça ridícula e extremamente justa.
Estelle pareceu um pouco decepcionada ao ouvir isso. Certamente ela estava mesmo planejando encontrar algumas roupas esquisitas para Poseidon experimentar.
Atena se virou subitamente para ele, antes que ele pudesse recuar e ergueu os olhos para enxergá-lo.
—Poseidon, você precisa de uma roupa social.
—E pra que eu preciso disso?
—Para vestir.
—Não me diga! – Ele respondeu, irônico. – Eu tenho um milhão dessas porcarias sociais, que mais parecem um forno ou uma forca e nunca uso. Porque precisaria de mais uma?
Atena se segurou para não rolar os olhos outra vez. Como Poseidon conseguia ser tão desligado?
—Para a Festa de Reinauguração do Olimpo. – Ela abaixou o tom de voz para que a atendente não ouvisse. – Onde mais arranjaríamos algo pra você vestir?
—Eu poderia ir pelado – O deus deu de ombros. – Aposto que nenhum ser feminino iria reclamar.
—Argh. Você é tão idiota. É claro que não vai pelado. – A deusa sentiu as bochechas esquentarem consideravelmente. – Vamos precisar do maior terno do mundo pra caber você e esse seu ego gigantesco.
Ele suspirou.
—Tudo bem, Atena. Eu compro a droga do terno. – Ele concordou. A deusa quase ficou satisfeita por ele ter desistido de discutir algo tão idiota. Quase. Até o momento em que ele sorriu maliciosamente e se aproximou dela. – Mas, como você está me privando de mostrar esse delicioso corpitcho pra todo mundo, acho que podemos manter isso só entre nós dois, sabe. Eu não sou nem um pouquinho contra strip tease.
—Oh, cale a boca, seu pervertido.
A loira se voltou para a moça que esperava pacientemente e informou que precisariam de um smoking também. Imediatamente, Estelle pediu ajuda de um atendente do setor masculino que acompanhou Poseidon até o outro lado da loja para escolher a gravata, o sapato e tudo mais.
Atena ficou imensamente aliviada por não ter que separar suas roupas na frente dele, porque não tinha ideia de como reagiria caso ele sugerisse outro strip tease.
–X-
Poseidon voltou para perto de Estelle algum tempo depois. A atendente dobrava algumas peças e ele olhou por cima do ombro da morena para tentar enxergar o que Atena tinha escolhido. O deus quase bufou ao ver um conjunto de lingerie bege.
Pelos deuses! O que diabos era um sutiã bege???
Ele definitivamente preferia os que Afrodite separava para Atena usar.
—Ela já está acabando?
—Só falta o vestido. – Estelle respondeu, concentrada no trabalho. – A Senhorita Atena não gostou dos últimos nove que eu mostrei, apesar de ter um vermelho muito bonito.
Típico, Poseidon pensou. Ela provavelmente ficaria com um branco, ou com aquela outra cor que era muito parecida com o branco mas Atena viva dizendo que não era. Marfim, ou qualquer coisa do tipo.
—Atena está no provador?
—Sim. Ela e mais seis vestidos.
—Seis? – Ele gemeu. Seria obrigado a ficar na loja por mais dez mil horas até que Atena achasse um vestido. Aquilo era tortura.
—Estelle? – Os dois ouviram a loira chamar de dentro da cabine.
—Sim, senhorita.
—Acho que o prata não ficou mesmo muito bom.
—Eu achei lindo.
—É... Hm... Um tanto decotado.
—Valoriza seus seios e realmente cai bem em você, Atena. Mas é só minha opinião.
—Hey. – Poseidon entrou na conversa. – Eu posso ver como ficou.
—Não mesmo. – A deusa respondeu.
—Larga de ser tão criança, Atena.
—Argh, Poseidon. Você é imensamente idiota. – Ela reclamou, saindo para o corredor onde o deus estava parado com a ajudante.
Atena vestia um vestido prateado, extremamente justo na cintura, que demarcava perfeitamente suas curvas e assentava muito bem no quadril. Realmente favorecia a silhueta da deusa. As costas eram trespassadas por uma fita que fazia um pequeno laço na base da coluna e o decote entre os seios era realmente profundo.
Poseidon não conseguiu dizer nada. Sério. Ele apenas ficou olhando Atena e, bem, o corpo perfeito dela. Parecia que todas as palavras fugiam, sem conseguir descrevê-la. Atena arqueou uma sobrancelha.
—Está tão ruim assim?
—Wow. Você está gostosa.
O queixo de Atena despencou uns trinta centímetros e ela estreitou os olhos. Não era possível que Poseidon conseguia ser tão vulgar e grosso! A deusa se virou sem falar nada e bateu a porta do provador, indo se trocar.
—Acho que ela não esperava que você fosse tão claro. – Estelle disse, em meio a um sorriso ao passo que Poseidon deu de ombros.
–X-
Depois meia hora e muitos, muitos vestidos, Poseidon já estava sentado na poltrona do canto e nem prestava atenção nos vestidos que Estelle entregava para Atena. Aquilo era entediante.
—Ah! Acho que... Não. Esse não. – Ele ouviu Atena resmungar. – Poderia me entregar outro?
—Claro. Que tal... hm... esse aqui.
—Não. Muito curto.
—E esse?
—Hm. O que acha do que está a esquerda do verde?
—Tudo bem. – A atendente entregou-o a Atena e ficou escorada na porta, ajeitando os cabelos.
—Ah!
—O que foi?
—Eu acho... Bem, acho que ficou ótimo.
—Finalmente! – Poseidon replicou.
—Oh, largue de ser chato. – Atena gritou de volta. – Deuses, eu amei. Amei.
—Quando é que você vai sair para eu ver como ficou? – Poseidon perguntou.
—Nunca.
—Eu posso ir aí.
—Você não ousaria. A menos que queira ficar sem os olhos.
—Você não é tão feia assim. – Ele retrucou.
—Haha. Muito engraçado. Estelle?
—Sim, senhorita?
—Podeira me dar sua opinião?
—Oh, mas é claro. Vou aí em um segundo.
O deus suspirou e Estelle riu da reação dele antes de entrar no provador em que Atena estava. Ele tentou escutar o que as duas diziam, mas era impossível entender uma palavra sequer. Depois de alguns minutos, a atendente saiu e entrou novamente no provador com uma caixa enorme e branca.
Poseidon já estava quase desistindo de esperar em pé quando as duas saíram, conversando amigavelmente sobre os acessórios que ficariam perfeitos com o vestido. A morena carregava a caixa branca e o deus supôs que a roupa de Atena estivesse dentro. Que injustiça era aquela? Ele não podia nem saber a cor do vestido?
—Você não vai mesmo me deixar ver?
—Não. – A deusa respondeu sorridente.
—Qual é! Não é como se fosse o vestido do nosso casamento, meu amor.
Atena ficou incrivelmente vermelha e rolou os olhos.
—Lá vem você com essa história de casamento...
—Vocês estão noivos? – A atendente perguntou, antes que pudesse se conter.
—Não. – Atena falou, ao mesmo tempo em que Poseidon respondia:
—Sim.
O deus sorriu de lado para Estelle, que os encarava confusa.
—Eu a pedi em casamento. E ela aceitou, mas é tímida demais para admitir para o mundo todo que me ama. – O deus piscou marotamente para a loira, se lembrando da cena no supermercado. – Ainda não contamos para a família.
—Oh, entendo. Meus parabéns. Vocês formam um lindo casal.
—Hm, obrigada. – A deusa respondeu, fuzilando Poseidon com o olhar. – Bem, acho acabamos.
—Sério? Wow, o tempo passou realmente rápido ajudando a senhorita a escolher suas roupas. Vou passar no caixa e então chamo vocês. – A morena disse, saindo de perto dos dois.
—Pareceu uma eternidade para meu estômago. Estou morrendo de fome.
—Poseidon, largue de ser dramático. Você já escolheu tudo que precisa?
—Há um tempão. O cara levou tudo pro caixa.
—Ótimo. Podemos almoçar aqui perto, se você quiser.
—Tudo bem. – Ele deu de ombros e foi até o caixa para pagar.
Atena se despediu de Estelle e ficou esperando pelo deus na calçada. Ele saiu da loja lendo um papelzinho, com as sobrancelhas franzidas. A deusa se aproximou e percebeu que era o cupom fiscal.
—Wow. Sete mil libras por um vestido? Isso está certo?
A deusa sentiu-se corar.
—Hm. Acho que sim.
—Espero que tenha ficado realmente bom, tipo o prata, porque esse preço é um absurdo. Mas de qualquer forma, sempre podemos voltar ao strip tease se eu não gostar do vestido.
Poseidon sorriu malicioso antes de encostar a deusa na lateral do carro e beijá-la, fazendo com que Atena se arrepiasse.
—Oh, por favor, cale mesmo a boca. – Ela resmungou, muito vermelha, entrando no Porsche.
–X-
—Poseidon, o que estamos fazendo aqui?
—Parece um restaurante legal. Você não gostou?
—Hm. É bom, mas... Você viu o que servem aqui?
O deus balançou negativamente a cabeça.
—Não.
—Peixe.
—E?
A deusa arregalou os olhos.
—Onde está sua compaixão pelos seus súditos?
—Quais súditos?
—OS PEIXES!
Poseidon riu da reação exagerada de Atena. Não era possível que ela estivesse falando sério! A deusa cruzou os braços sob o peito, esperando que ele falasse alguma coisa.
—Olha, Atena. Tudo bem. Eu sou o Deus dos Mares. Os peixes são meus súditos, tais como os sereianos, as náiades e todos os animais marinhos. Mas não é como se eu ficasse de luto por cada peixe que é transformado em almoço ou coisa assim. Eu não como mariscos, nem peixes, nem nenhum outro tipo de súdito, obviamente. E realmente os aprecio como parte do meu reino, porque são uma parte muito importante, mas não vou deixar de comer em algum lugar só porque tem pescados no cardápio.
Atena ia dizer alguma coisa, mas Poseidon não deixou que ela falasse.
—Aposto que tem inúmeros pratos sem peixe pra gente escolher. Então vamos entrar, por favor, porque eu estou morrendo de fome. – Ele concluiu.
—Você é o pior Senhor de todos. – Foi tudo o que a deusa declarou, enquanto era guiada para dentro do restaurante pelo maitre.
O restaurante não era extremamente sofisticado, e foi por esse motivo que Poseidon escolheu almoçar ali. Uma música ambiente tocava baixinho, criando um clima agradável e descontraído. Atena notou que a maioria das pessoas se sentavam em grupos grandes e ficou imaginando se o maitre colocaria mais alguém na mesa deles.
Poseidon se adiantou e puxou a cadeira de Atena para que a deusa sentasse. Pela segunda vez no dia, ela ficou surpresa e sem-graça. Aquela era uma das vantagens de não estar brigando com o deus e de ter um acordo de inimizade-colorida. Poseidon sabia mesmo como ser gentil, educado e fofo. Ele sorriu ao vê-la corar e se sentou de frente para a deusa, deixando mais duas cadeiras vagas na mesa.
—Com licença, senhores. Aqui está o menu.
—Obrigada. – Atena sorriu e abriu o cardápio, procurando algo bom pra almoçar.
—Uma garrafa do seu melhor tinto, por favor.
O garçom se retirou, indo buscar o vinho.
—Poseidon!
—Sim?
—Eu não vou beber nada alcoólico. São duas horas da tarde!
—Quem liga?
—Eu!
—Atena... Onde está sua etiqueta em aceitar o que lhe é oferecido em um encontro?
A deusa olhou para baixo e ele poderia jurar ter visto um pequeno sorriso nos lábios dela.
—Tudo bem. Mas não estamos em um encontro.
—E o que é isso então?
Atena foi poupada de responder porque nesse momento o garçom voltou, trazendo a garrafa e os servindo em seguida. O senhor questionou o que mais eles gostariam e Poseidon pediu panquecas ao molho bolonhesa e acompanhamentos, após Atena confirmar com a cabeça de que para ela estava bom.
—Por enquanto é só.
—Tudo bem. Os senhores se incomodariam se um outro casal os acompanhasse nessa mesa? É que a reserva é para quatro pessoas.
—Oh, mas é claro que não. – Atena respondeu, antes que Poseidon tivesse a oportunidade de protestar.
—Obrigada e com licença.
E sem mais, o garçom se retirou pela segunda vez. Um segundo depois, um outro garçom se aproximou, guiando um moço de aparentemente vinte e cinco anos, loiro, dos olhos castanhos e que checava o celular. Involuntariamente, a deusa reparou que o loiro não tinha a metade sequer da beleza de Apolo ou Poseidon.
—Boa tarde. – O moço disse, se sentando ao lado de Atena. Poseidon franziu as sobrancelhas. – George Harrington, ao seu dispor senhorita. Prazer, senhor.
—Hey. – O deus cumprimentou e Atena o fuzilou com os olhos por ser tão mau educado.
—Prazer. Atena Baker. E esse é Poseidon Seaworth.
George sorriu de lado e fez seu pedido, deixando os deuses em um silêncio desconfortável. Atena encolheu levemente os ombros após receber um olhar frustrado do Deus dos Mares. O loiro se virou subitamente para ela, após dispensar o cara do restaurante e disse:
—Baker? Eu já ouvi esse sobrenome em algum lugar... Hmmm... Você já esteve em Harvard?
—Sim! Eu me formei lá em Medicina... – Atena sorriu ao começar o seu interminável discurso.
–X-
Poseidon se afundou na cadeira e ficou brincando com os talheres. A comida já tinha chegado há mais de meia hora e Atena ainda estava discutindo com o tal George sua teoria de Doutorado. Aparentemente, o cara era um médico conceituado que tinha acabado de se mudar para Londres e tinha se baseado em uma das teses de Atena para conseguir o novo emprego e mais um monte de blábláblá que o deus simplesmente ignorara.
O deus dos Mares estava extremamente entediado. E um pouquinho incomodado com a situação também. Atena mal trocara duas palavras com ele desde que o cara se sentara com eles. Ele bufou.
George checou as mensagens do celular mais uma vez.
—É. Eu oficialmente acabei de levar um bolo.
—Sua acompanhante não vem? – A deusa perguntou, pousando os talheres no prato após terminar de comer.
—Não. Ela está ocupada e não pôde sair do trabalho.
Se eu fosse ela também me ocuparia pra não sair com um imbecil como você, Poseidon pensou.
—Sinto muito.
—Tudo bem. Foi ótimo ter conhecido você, Atena.
—Oh, você só está sendo gentil. – Ela riu.
—É sério. Você é incrível.
—Obrigada. – A deusa agradeceu, corando. Poseidon arregalou os olhos. O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO? Ela só corava daquele jeito quando ele falava algo provocante ou inesperado.
—O que acha de saírmos para tomar um drink qualquer dia desses?
—Hm. Tudo bem. – Atena respondeu e o deus quase infartou. COMO ASSIM “TUDO BEM”? – Aqui está o número da minha casa, é só me ligar. Ainda nem te contei sobre a minha Teoria Quântica.
—Hum. Hum. – Poseidon grunhiu.
—Sim?
—Eu estou indo embora. – E sem esperar mais nada se levantou e saiu.
Atena olhou para George confusa e o loiro apenas deu de ombros. Ela mal se despediu e foi atrás de Poseidon.
O deus estava escorado na parede de fora do restaurante, com os braços cruzados e uma expressão assassina. Atena se aproximou dele cautelosa. Poseidon desativou o alarme do Porsche ao vê-la por perto.
—Hey, o que houve com você?
Ele não respondeu e abriu a porta do motorista.
—Poseidon?
—Vai entrar no carro ou pretende ir a pé?
Atena o fitou perplexa. Que bicho tinha o mordido? Ela não ficou muito tempo pensando na resposta e entrou no carro, antes que o deus fizesse alguma besteira ou coisa parecida.
–X–
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