Notas iniciais
Eu sei que demorei, mas é a pressão do vestibular. Dá pra acreditar que faltam apenas 15 dias???? Estou surtando, sério. Bem aí está, o próximo não demora. Juro. Espero que gostem.

CAPÍTULO 23: Inglaterra – Biblioteca.

Quarto Dia– Parte 5.

Poseidon se arrependeu amargamente de suas indiretas sobre o cinema no momento em que pôs os pés dentro da BibliotecaSt. Euxp De Geller, que ficava perto da casa de Atena. Eles poderiam estar em alguma sala escura, isolados do mundo (já que os mortais não influenciavam muito naquela situação), assistindo algum filme bom e comendo pipoca enquanto o cheiro do perfume extremamente agradável dela invadisse as vias aéreas de Poseidon. Mas é claro que ele tinha que estragar tudo e Atena teve a brilhante ideia de ir a uma biblioteca. Grande porcaria.

A deusa inspirou profundamente o cheiro de papel, tinta e a leve película de poeira que estava no ar e sorriu como uma criança na Disneylândia. Os olhos da deusa brilharam e o azul tornou-se tão límpido e hipnotizante que Poseidon só conseguiu ficar a observando.

Involuntariamente um sorriso brotou nos lábios dele ao ver o quão feliz ela estava, ao perceber as pequenas e discretas sardas que se espalhavam pelas maçãs do rosto da deusa, ao olhar mais atentamente para o modo que os cantos dos lábios vermelhos e macios dela se repuxavam suavemente para cima, ao imaginar como os cachos loiros e sedosos dela se espalhavam pelo travesseiro quando ela se deitava (provavelmente bagunçados e emoldurando tão perfeitamente o rosto pálido e em forma de coração dela). E Poseidon se deu conta, consciente e inegavelmente, do quanto Atena era bonita. Não o tipo de beleza que ele estava acostumado a ver em mortais ou até mesmo em Anfitrite, mas uma beleza que misturava ingenuidade, pureza e só a deixavam mais sexy.

Poseidon quase deu um tapa na própria testa por ter pensamentos tão estúpidos. Pelos deuses! Onde ele estava com a cabeça ao pensar que Atena podia ser, sob algum aspecto, sexy ou charmosa?

Mas a deusa foi mais rápida e segurou a mão dele entre seus dedos, sem realmente pensar no que estava fazendo, e o puxou para mais perto do balcão aonde a bibliotecária arrumava algumas pilhas de papéis. Esse simples contato, mais do que imprevisto, foi o que bastou para que os pensamentos repreensivos de Poseidon evaporassem e alguma coisa se remexesse dentro dele.

Atena parou em frente à bibliotecária e balançou-se sobre os pés, parecendo mais do que nunca uma criança empolgada, com as bochechas coradas, o cabelo desajeitado e cacheado nas pontas, aquele mesmo vestido preto-e-branco que usara durante a manhã e as sapatilhas fofinhas.

A deusa continuou parada, mas a atendente não fez nenhum sinal além de deslizar os óculos para cima do nariz. Poseidon bufou e separou cuidadosamente as mãos que permaneciam unidas.

—Hum Hum.

Atena beliscou o braço de Poseidon quando metade das poucas pessoas perto deles se viraram para ver quem estava fazendo barulho, mas a moça atrás do balcão não se moveu um milímetro.

—Com licença, a senhora poderia me ajudar?

—Ah. Sim.

—Eu gostaria de visitar a Seção Reservada.

—Ah. Só um segundo, que eu termino de atualizar esses cadastros e vejo o que posso fazer por vocês.

Poseidon não conseguiu esperar quieto por muito tempo, e dois minutos depois já estava fazendo uma pirâmide com os clipes que ficavam em cima do balcão. Atena riu baixinho da infantilidade de um cara com mais de 3000 anos que gostava de equilibrar prendedores de papel e que provavelmente tinha algum tipo de atrofia cerebral.

Depois da terceira vez que a tentativa de pirâmide dele desmoronou, Poseidon passou a desenhar formas geométricas nos panfletos que estavam ali. A deusa voltou a olhar para a atendente se perguntando quantas horas mais ela demoraria para atendê-los quando... DING DING DIIIIIING.

Atena olhou assustada para o lado e quase enforcou Poseidon ao vê-lo brincando com o sininho que era usado para chamar a balconista quando ela não estava lá.

—Pare com isso! – Ela murmurou.

Poseidon olhou para ela desafiador e tocou a porcaria do sino outra vez.

—Poseidon! – Atena resmungou, abaixando o tom de voz logo em seguida. – Você tem quantos anos mesmo?

—Cinco.

—Não. Até crianças de dois anos são mais comportadas que você.

—Só porque eu faço isso? – Ele riu, apertando mais uma vez a campainha. – Oooh.

Atena rolou os olhos e estendeu a mão.

—Me entregue isso agora.

—Não. – Ele respondeu no mesmo tom sussurrante.

—Agora.

—Não mesmo.

—POSEIDON!

A senhora finalmente olhou para Atena, ajeitando pela milésima vez seus óculos, parecendo menos entediada antes de lançar um olhar aniquilador à Poseidon.

—Menos barulho, por favor.

—Você poderia fazer a droga do favor de nos atender?

Atena beliscou o braço de Poseidon por tamanha grosseria. A bibliotecária fungou e cruzou os braços.

—A senhorita tem uma autorização?

—Não mas...

—Lamento. Só é permitida a entrada na seção reestrita com autorização de alguma Universidade ou colaborador.

A deusa suspirou.

—Sou Atena Baker. – Ela respondeu, usando o mesmo sobrenome falso pelo qual Richard a chamara no Café. – Ficha 2583.

—Ah. – A bibliotecária acenou com a cabeça, enquanto procurava monotonamente pela ficha da deusa no meio de inúmeras pastas. – 2538, você disse?

—2583. – Atena corrigiu.

—Aqui está. – A senhora pegou um papel e o inspecionou, a expressão se tornando mais pasma a cada segundo que lia. – A senhorita é a Atena Baker, a colaboradora que doou quase 98% do acervo, restaurou todos os livros antigos e traduziu pessoalmente os exemplares em latim e grego?

—Sim. Certamente eu poderia entrar na seção reservada, como colaboradora?

—Ah. Mas é claro.

—Ótimo. – Atena sorriu abertamente e empurrou levemente o ombro de Poseidon para que ele seguisse pelo caminho indicado antes que ele fizesse mais uma besteira e eles fossem expulsos da biblioteca.

—Só um segundo! Seu acompanhante precisa assinar um documento e eu vou precisar também de alguns dados pessoais.

Poseidon arrastou-se novamente até o balcão e aproximou-se o suficiente da bibliotecária, enquanto fingia procurar pelos documentos ele estalou os dedos e os olhos da atendente saíram de foco, antes mesmo que o deus pudesse pegar na caneta.

—Prontinho, senhor. – A senhora disse, arrumando os óculos pela última vez e guardando os papéis em branco dentro de uma gaveta.

O deus deu um sorriso irônico e voltou para perto de Atena revirando os olhos. Ela os guiou por entre as estantes resmungando uma infinidade de coisas que Poseidon não prestou muita atenção. Ele já podia avistar uma porta-dupla de carvalho com a placa da “Seção Reservada” dois corredores à frente quando respondeu as milhares de reclamações da deusa.

—Por que você usou a névoa? Não tinha a menor necessidade. – Ela murmurou, as sapatilhas douradas fazendo um som abafado ao andar, enquanto ela passeava pelas lombadas dos livros com as pontas dos dedos. – Você podia ter assinado os papéis como Patrick Seaworth.

—Você insiste nessa porcaria de Seaworth. E por que Patrick?

Ela rolou os olhos e abaixou o tom de voz ao chegarem mais perto da porta de carvalho.

—Você me lembra algum Patrick. De qualquer forma, o nome não importa. Só não precisava usar a névoa.

—É claro que o nome importa. – Ele retrucou. – Eu não posso ser o Patrick, porque já sou o Bob Esponja.

—Oh, não. Eu não acredito que estou ouvindo isso outra vez. – Ela riu baixinho ao se lembrar da última discussão que tiveram sobre desenhos animados.

Poseidon deu um sorriso de canto e se adiantou para abrir a porta, deixando que Atena entrasse primeiro. A Seção Reservada era bem menor que a área comum, com poucas estantes e algumas mesas de estudos e leitura dispostas estrategicamente ao lado das prateleiras. Uma moça bem jovem estava sentada ao lado da porta com um caderno e anotou os nomes que Atena informou (mesmo com as reclamações de Poseidon).

Havia apenas duas garotas fazendo alguma pesquisa universitária ali, então Poseidon não se preocupou em ser muito discreto e silencioso ao escolher uma mesa para se sentarem enquanto a deusa empilhava alguns livros raros e os carregavam até lá.

A deusa se sentou em frente ao Deus dos Mares e abriu uma edição muito antiga como se o livro pudesse se esfarelar a qualquer momento. Poseidon sorriu maquiavelicamente, o tédio sendo expulso de seu corpo só de pensar no que faria para irritá-la.

Ele estendeu a mão até a pilha de livros e pegou o do topo. Poseidon mal olhou o título e passou as folhas rapidamente, fazendo uma grande camada de poeira se soltar das páginas e as partículas serem empurradas pelo vento para o lado em que Atena estava sentada.

A deusa coçou levemente o nariz, sem se dar conta de que a alergia era provocada pelo deus que fazia um esforço enorme para não cair na gargalhada. Ela piscou algumas vezes quando a nova nuvem de pó fez com que seus olhos ardessem. A loira ouviu a risada musical dele e massageou a têmpora com a ponta dos dedos.

—O que foi, Poseidon?

—Nada.

—Você acha mesmo que não estou vendo a bagunça que você está fazendo com toda essa poeira?

—Você é tão chata.

—Não sou, não.

—Você é a personificação do tédio.

—Oh, cale a droga da sua boca.

Poseidon bufou e voltou sua atenção para o livro. Ele releu o título impresso na capa. “O Morro dos Ventos Uivantes.” e revirou os olhos. Não tinha nada pra fazer ali, em uma biblioteca em Londres, com milhares de livros antigos e uma loira neurótica. Poseidon suspirou outra vez. Por causa do seu imenso ego e da sua boca grande eles não estavam no cinema. Lá, ao menos, ele saberia o que fazer com a loira em questão.

O deus teve que reprimir aqueles pensamentos maliciosos porque Atena era sua inimiga, apesar de ser extremamente gostosa.

Droga, era para eu estar reprimindo as porcarias dos pensamentos maliciosos, não pensando o quão gostosa Atena é. Mesmo que isso seja muito. Muito gostosa mesmo. Não é tão ruim admitir isso. – Ele pensou, ouvindo uma risadinha sarcástica (e muito parecida com a de Afrodite) ecoar no fundo da sua mente. – Bem, ela é uma deusa e todas as deusas são muito gostosas e sensuais. Não é como se tivesse algum charme especial em Atena só porque ela é pura. E eu sou um homem cheio de testosterona que tem todo o direito de reparar isso na própria inimiga. Não é como se eu estivesse cometendo um crime. – Ele tentou se convencer, os pensamentos ficando completamente sem sentido.

Poseidon abriu o livro aleatoriamente e leu um trecho, se esquecendo das palavras logo após passar seus olhos por elas. Ele não conseguiria se concentrar, não com Atena à sua frente. Observá-la era tão fascinante e provocá-la era quase irresistível. E é claro que uma hora ou outra ele cederia ao hábito.

O deus se afundou na cadeira. Droga, há quanto tempo eles estavam ali? Talvez vinte minutos, que sem dúvidas era bem mais do que ele conseguia suportar. Poseidon fechou os olhos e bateu lentamente com o pé no chão. Seus dedos encontraram a folha áspera de papel e ele batucou no ritmo de “It’s My Life”. A letra da música ecoava em sua cabeça e ele cantou baixinho, quando ouviu um sussurro por perto.

—Hey. Psiiiiiu. Poseidon?

Automaticamente ele abriu os olhos e encontrou as orbes azuis de Atena a menos de vinte centímetros, ela franzia levemente as sobrancelhas e os lábios estavam tão apertados em uma linha fina que ele se perguntou se ainda passava alguma circulação por ali, já que os lábios da deusa eram usualmente tão vermelhos e macios.

—O que pensa que está fazendo?

Poseidon teve que rolar os olhos e sorriu ironicamente.

—Cantando.

—Não, você está fazendo barulho. – Ela repreendeu. – Deve-se ficar em silêncio dentro de uma biblioteca.

—Então vamos embora. – Ele sugeriu emburrado, se aproximando ainda mais dela por cima da mesa. – E isso não é barulho, é uma das melhores músicas já criadas.

—Eu sei. – Ela retrucou, ficando corada ao notar outro gosto musical que tinham em comum. – Só não é o lugar certo para cantar Bon Jovi.

—Você conhece?

Atena tossiu e arregalou os olhos.

—Mas é claro que sim! Poseidon, eu sou a deusa mais culta do Olimpo e de qualquer maneira, a não ser que você seja um extraterrestre ou coisa parecida, é impossível não conhecer Bon Jovi.

—Então você gosta da banda?

—Você adora questionários, certo?—A deusa soprou a franja para longe do olho antes de responder. – Gosto. É um clássico. As músicas são ótimas, não é uma daquelas bandas decadentes. Quer dizer, quantas bandas duram quase trinta anos? E os integrantes são incríveis, sem contar que o Jon canta muito bem e é extremamente... – A loira mordeu o lábio inferior refreando a última palavra. Ela era uma deusa casta, não devia achar o vocalista extremamente charmoso.

Poseidon ficou em silêncio esperando que ela terminasse de falar e quando percebeu que Atena estava devidamente constrangida começou a rir. A deusa sentiu as bochechas arderem ainda mais, se é que era possível.

—É extremamente sexy, Atena? – Ele perguntou, sabendo que era algo próximo disso. Ela não ficaria tão envergonhada se fosse algum comentário puro.

—Talentoso. – Ela mentiu. – É isso que eu ia dizer.

Poseidon arqueou uma sobrancelha e passou a mão pelos cabelos desajeitados.

—Mentira.

—Hey! Eu não minto.

—Outra mentira. – O deus sorriu presunçoso. – Não se preocupe, Ateninha. Parece que toda a população feminina mundial acha que Jon Bon Jovi é atraente. Não tanto quanto eu, é claro, mas Anfitrite e Ariadne viviam falando coisas assim.

—Eu já disse que não ia dizer isso. Eu. Não. Minto.

—Quer dizer que você só fala a verdade?

A deusa pôde perceber o desafio por trás daquelas palavras aparentemente tão inofensivas e quase recuou, mas forçou-se a responder.

—Claro. É isso que estou tentando colocar nessa sua cabeça dura há séculos.
Os olhos verdes do deus faiscaram de excitação e ele coçou a barba mal feita de um jeito completamente sensual e petulante.

—Já que você só diz a verdade, querida Atena. – Ele começou, a expressão tornando-se divertida e perigosa a cada palavra. Atena sentiu o estômago congelar. – Diga que não gostou do meu beijo. Que não foi a experiência mais perfeita da sua existência e que você não sonhava em beijar o cara mais sexy do Olimpo, que por acaso sou eu. E que não sentiu absolutamente nada ao retribuir.

Atena não acreditou que ele realmente tinha a desafiado tão descaradamente. Ela sentiu as bochechas mais rubras do que nunca e piscou, atônita. A deusa respirou e se recompôs antes que seu queixo despencasse. Por mais assustada que estivesse não deixaria que ele percebesse seu medo.

De todo modo – A loira pensou. – Eu teria que falar sobre esses malditos beijos com Poseidon um dia. E também vou dizer a ele o que penso a respeito disso. Impor limites. É, é isso. Não é só porque ele está hospedado comigo que tem o direito de me agarrar. Está tudo sob controle. – Ela tentou se convencer, se lembrando de que já tinha decidido que conversaria com ele, enquanto lia a carta de Afrodite aquela manhã. Só não esperava que conversassem tão cedo.

Ela voltou sua atenção para Poseidon e largou o livro sobre a mesa, se recostando na cadeira e tentando ficar o mais longe possível dele. Também era bom se lembrar de respirar.

—E-eu... Eu não – A deusa suspirou. – Não deveríamos ter nos beijado, Poseidon. Nenhuma vez. Isso não é certo, você vai ter outro filho, eu sou uma deusa casta e nós somos inimigos desde sempre. – Ela ressaltou. – Só estamos passando um tempo juntos e nada muda entre nós. Não é como se esses beijos tivessem algum significado.

Aquelas simples palavras surtiram um efeito tão estranho que Poseidon se perguntou se estava bem. Ele devia estar com algum problema auditivo, só podia ser isso.

O deus imaginava que ela seria esquiva e vaga, mas as palavras tão diretas doíam mais que qualquer uma das outras opções. Ouvi-la sendo tão indiferente era a pior coisa que ele podia esperar, principalmente porque as palavras que saíram dos lábios dela eram sinceras e afiadas.

Por mais que Poseidon negasse, ela havia o machucado. Por mais que ele não acreditasse, ele tinha sido rejeitado por Atena. Por mais que ele fosse insuportável, irritante, asqueroso, e tantos outros adjetivos que a deusa cansava de repetir, Poseidon não esperava que ela destruísse, pisoteasse, esmagasse, e transformasse em cinzas seu ego. Como se ele fosse insignificante, porque era assim que o deus estava se sentindo.

—Você não disse que não gostou. – Ele disse, por fim, se agarrando a um último fio de esperança.

Atena mordeu a parte interna da bochecha e se remexeu desconfortável no assento. Já era complicado mentir tão descaradamente, não precisava que Poseidon a testasse até o último minuto.

—Isso quer dizer que você gostou, Atena. Admita.

—Não. – Ela respondeu, tão baixo que esperou que ele não ouvisse. Mas Poseidon distinguiu a palavra perfeitamente. – Isso não quer dizer nada, Poseidon. Essa loucura de ficarmos juntos por uma semana também não quer dizer nada. As besteiras que Afrodite inventa também não passam de invenções sem o menor fundamento e é você quem tem que admitir isso.

Poseidon engoliu uma resposta com dificuldade. Mas não havia nenhum argumento que invalidasse as palavras de Atena. A deusa estava certa e pela primeira vez na vida Poseidon admitiu isso e ficou em silêncio.

Ela não ousou olhar para ele. Não quando lágrimas ameaçavam transbordar de seus olhos azuis. No fim das contas, ela era uma mentirosa.

–X-

Notas finais
Todas as opniões sobre Bon Jovi são as da autora (minhas), só pra constar. Qual é, o Jon não é muuuuuuito sexy? Deuses, eu me derreto. Meu lindos obrigada pelos reviews, vou responder rapidinho, ok? É só que estou tão ocupada com o vestibular daqui duas semanas... Deuses, preciso de um clone pra conseguir fazer tudo a tempo. Deixem reviews e me façam muito feliz, ok, amores? Beijos da Mirtle :*