Fated to Love You

6 This feels like falling in love


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!!! Erros? Alguns, talvez!

And your heart’s against my chest
Your lips pressed to my neck
I’m falling for your eyes but they don’t know me yet

E o seu coração está contra o meu peito
Seus lábios pressionados no meu pescoço
Eu estou mergulhando dentro dos seus olhos, mas eles ainda não me conhecem

Kiss me — Ed Sheeran

Niko se despediu dos seus funcionários, deixando a responsabilidade de fechar o restaurante para Edgar. Queria chegar em casa o mais rápido possível, procurava a chave do seu carro, quando sua visão periférica captou algo. Olhou para trás, e franziu a testa, se aproximando. Félix estava dormindo no banco que ficava próximo ao seu restaurante, suas mãos estavam sobre seu colo, seu queixo encostado em seu peito, seu corpo se movia instavelmente. Niko se perguntou como ele ainda não tinha caído, dormindo naquela posição.

– Félix — sussurrou se abaixando para ficar na altura dele, mas ele não reagiu.

Niko coçou a parte de trás do seu pescoço indeciso sobre o que fazer, decidiu por sentasse ao lado dele, tocou delicadamente o ombro dele, para não assusta-lo. Ele oscilou, de um lado ao outro, então pendeu para o lado do Niko, quando ele encostou a cabeça em seu ombro, Niko prendeu a respiração, e não se moveu, pois sabia que se o fizesse ele acordaria, o pensamento o surpreendeu, como se a ideia de acorda-lo fosse completamente errada.

Ele sussurrou um nome, mas Niko não conseguiu entender. Olhou em voltar, logo seus funcionários sairiam e o encontrariam nessa situação, para qual não tinha uma explicação plausível. O olhou, ele dormia tão tranquilamente, que era ate cruel acorda-lo. Niko suspirou, poderia deixa-lo dormir mais alguns minutos antes de acorda-lo, não é? Que mal teria?

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Félix sonhava. Estava em uma varanda, olhando o mar, segurava uma taça de vinho, levou a taça aos lábios e bebeu um gole da bebida, ouvindo risadas vindo de dentro da casa. O céu estava cheio de estrelas, ele suspirou e sorriu.

– As vezes acho que tudo isso é um sonho, e que eu vou acordar a qualquer momento — disse para a noite.

– Sei o que quer dizer — virou-se dando as costas ao mar e as estrelas, para ver Paloma sentada em umas das cadeiras, ela também segurava uma taça de vinho. Pode ver pela janela Bruno e Niko com as crianças, pareciam jogar algum tipo de jogo.

– Você sabe? — perguntou surpreso. Ela se levantou deixando sua taça sobre a cadeira, e ficou do seu lado, olhando o mar.

– As vezes eu acordo assustada... com medo de que tudo fosse apenas um sonho, que eu nunca encontrei minha filha, que eu nunca encontrei o Bruno... então...

– Você o vê do seu lado, dormindo serenamente e o seu coração se acalmar. Sabendo que não é um sonho, que é real — ele completou seu pensamento.

Paloma sorriu para o mar. Seu olhar se perdeu em um ponto do mar escuro.

– É, você descreveu perfeitamente.

Ele esvaziou a taça em um só gole.

– A diferença... é que você teme perder eles, por que... eu tirei tanto de você... — ele sorriu tristemente — eu temo por que... por que o universo pode um dia perceber que eu não os mereço, não mereço essa felicidade, não mereço eles. Não mereço ele... e eu não poderia explodir em ira... por que ele estaria apenas sendo justo.

Paloma buscou seus olhos. Os olhos dela estavam tristes, mas firmes.

– Sabe quando eu realmente te perdoei? — ela não esperou resposta — Quando eu tentei visualizar nossas vidas... se você não tivesse tirado minha filha de mim? Se você não me odiasse? Saber o que eu descobrir? — os olhos delas refletiram as estrelas no céu — Que eu nunca teria essa felicidade... eu quase posso ver essas Paloma, vivendo suas vidas, achando que são felizes, mas só por que elas não sabem, não sabem do que foram privadas. Eu tenho a minha filha, tenho o meu filho, tenho o Bruno. Eu sou completamente feliz... acredito que tudo o que aconteceu, precisou acontecer para que nós dois chegássemos aqui. Nesse lugar, nesse momento... — ela encostou à cabeça em seu ombro — também tiraram muito de você — a voz dela flutuou pelo vento — Acredite meu irmão, você merece. Nós dois merecemos essa felicidade.

Félix acordou do sonho e suspirou ainda de olhos fechados, nunca tinha acordado tão pacificamente de um desses sonhos, mas afastou-se assustado ao perceber que estava apoiado em alguém, seus olhos foram de encontro a ultima pessoa que esperava vê do seu lado. Piscou, será que ainda estava sonhando? Niko o olhou constrangido.

– Niko?

Ele sorriu envergonhado.

– Eu não queria acorda você — ele se justificou — eu vi você dormindo, me aproximei para te acorda, mas... você encostou sua cabeça no meu ombro...

Foi a vez de Félix sentisse constrangido. Não podia acreditar que tinha pegado no sono em um banco e que ainda por cima Niko foi quem o descobriu.

– Desculpa... eu estava tão cansado...

– Quer uma dica... uma cama é bem melhor que um banco para descansa — ele disse sorrindo.

Félix sorriu também.

– Vou guardar essa dica

Os dois se olharam embaraçados.

– Eu preciso ir...

– Sim... Tchau Niko.

– Tchau Félix.

Félix o seguiu com o olhar, iriam para a mesma direção, mas a ultima coisa que precisava era caminha ao lado dele, em um silencio constrangedor, mas de uma coisa esse sonho tinha servido, para mostrar que a teoria do Dr. Renan estava errada, voltou a sonhar, mesmo tendo falado com ele. Talvez precisasse saber mais sobre ele, ou... o sonho na chuva invadiu sua cabeça, quando os lábios dele, estavam prestes a encostar nos seus, despertou, Félix levou os dedos aos lábios, mas balançou a cabeça como se pudesse expulsar a ideia que começava a ser forma em sua mente. Olhou na direção que ele tinha seguido, ele já estava longe o suficiente, desanimadamente seguiu para o estacionamento.

Félix bateu a porta do carro com força, encostando a cabeça na direção. Por que de todas as pessoas que poderiam tê-lo visto dormindo, por que tinha que ser ele. Por que ele não o acordou? Por que o deixou dormir apoiado no seu ombro, como se fossem... como se fossem nada Félix, se repreendeu.

Ligou o carro, guiando para fora do estacionamento, quando passou por ele, parado em frente ao carro, o capo levantado. Ele não o tinha visto, poderia ignora-lo sem maiores problemas. Mas não foi o que fez, guiou seu carro até se aproxima dele.

– Problemas?

Ele mordeu seu lábio inseguro.

– Meu carro quebrou!

– E você entende de mecânica? — Félix indicou o capo aberto.

Ele riu

– Não, nada — ele disse e fechou o capo.

– Quer uma carona? — Félix se arrependeu no momento que as palavras saíram de sua boca.

Ele olhou em voltar, como se buscasse uma saída. Era óbvio que não queria aceitar a carona.

– Acho melhor pegar um táxi — ele disse educadamente.

– Hey eu não mordo! A não ser que me peçam! Brincadeirinha — ele sorriu nervosamente — eu te dou a carona, você liga para o seu seguro diz onde seu carro esta, eles o levam para um mecânico de verdade — Félix insistiu, essa era a oportunidade perfeita para saber mais sobre ele... e claro se livrar dos sonhos para sempre.

Ele hesitou. Então andou ate o carro do Félix abrindo a porta do passageiro.

– Eu não quero incomodar... se for te dar trabalho eu...

– Niko, tudo bem!

Niko colocou o sinto de segurança enquanto Félix dirigia para fora do estacionamento.

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O carro parava de se mover a cada cinco minutos, mas Niko gargalhava. Félix era engraçadíssimo.

– Você quer parar de rir de mim! — ele disse serio, mas seus olhos brilhavam com humor.

– Desculpe! Mas você poderia parar de me fazer rir... minha barriga já esta doendo — Félix riu. Ele tinha um sorriso bonito, charmoso. Niko olhou os carros parados pela janela, tomando coragem para fazer a pergunta que rondava sua cabeça — Por que você estava dormindo no banco?

Félix olhou para sua frente, seu sorriso se desfazendo. Niko se arrependeu de ter feito a pergunta. O clima divertido foi substituído por um clima pesado.

– Eu só não queria voltar para casa... então peguei no sono... mas eu recebi uma ótima dica, que descansa em uma cama é bem melhor que em um banco — ele sorriu.

Niko se forçou a sorrir, mas seu coração apertou. Por que ele não queria voltar para casa? O que tinha de tão ruim lá?

– É uma ótima dica, quem lhe deu é muito inteligente! — ele sorriu, mas agora verdadeiramente. Niko olhou para as mãos dele na direção, pela primeira vez notando a aliança em seu dedo — Você é casado? — perguntou e se culpou assim que fez a pergunta, ele ficou tenso do seu lado. Provavelmente o motivo pelo qual não queria voltar para casa fosse um casamento falido.

– Sou — ele disse, mas não havia nenhuma emoção em sua voz.

– Você tem filhos? — Niko tentou novamente.

– Um... Jonathan — dessa vez algo escapou, mas Niko não conseguiu identifica qual era a emoção.

– É um lindo nome... eu tenho um filho. Fabricio, ele tem cinco anos.

– Jonathan tem 20 anos... ele... ele é arquiteto!

– Arquiteto! Você deve ter muito orgulho dele! — Félix apertou a direção com força, e Niko se arrependeu novamente, percebendo que falar sobre a família dele, não era um bom tópico de conversação.

Ele virou a direita, entrando em uma rua com pouca movimentação, saindo do transito. Em alguns minutos, estaria em frente a sua casa. Mas a tensão era tão intensa, que esses poucos minutos levariam uma eternidade.

– Você é casado Niko? — ele perguntou com curiosidade, diminuindo a tensão.

– Sim, eu tenho um relacionamento estável à quase quinze anos — disse sorrindo lembrando-se de Eron — Você conhece o meu companheiro — Ele o olhou surpreso, erguendo a sobrancelha — Ele trabalha no hospital, Eron.

Ele freio bruscamente, Niko foi para frente.

– Desculpe — ele disse dirigindo novamente.

– Tudo bem! Acho que você ficou surpreso.

– Sim, o Dr. Eron me falou de você... do filho de vocês, mas eu não tinha ligado os nomes — ele disse friamente.

Niko sentiu a tensão voltar com mais força. Achou melhor se manter em silencio pelo resto do caminho.

– Aquela é a minha casa — mostrou agradecendo que tinham chegado. Félix parou o carro. Niko encontrou seus olhos, que pareciam acusa-lo e se obrigou a sorrir — Obrigado Félix — disse e abriu a porta do carro.

– Niko! — Félix o chamou, Niko retrocedeu ate seus olhos encontrarem os dele, e sua respiração se deteve com esse olhar — Você é feliz?

Niko piscou processando a pergunta.

– Hã?... Sim

Félix sorriu, mas o sorriso não chegou ao seus olhos.

– Adeus Niko! — ele disse como se nunca mais fosse vê-lo novamente.

Niko saiu do carro e observou enquanto Félix se afastava, tentando entender o porquê dos dois encontros que eles tiveram, sempre que Félix ia embora o deixava com ponto de interrogação na cabeça.

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Félix freio o carro, antes de bate no carro da frente. Respirou fundo tentando controlar a tempestade que tinha se formado dentro dele. Fechou suas mãos em punhos, e bateu com força na direção, com raiva. Mas raiva de quem? Raiva por quê? Não tinha motivos para sentir raiva, tinha ido ao encontro de Niko para se livrar dos sonhos, para continuar com a sua vida, mas... mas... durante o percurso ate a casa dele, enquanto ouvia sua risada, pode entender um pouco o por que do Félix do sonho ama-lo.

No banco enquanto dormia, ele ficou ao seu lado, para que ele não acordasse, mesmo ele sendo um estranho. Quando ele perguntou o porquê de esta dormindo naquele banco, quis contar a ele... contar como naquele momento se sentia sozinho, como estava infeliz. E uma vozinha no fundo da sua cabeça lhe dizia que ele o compreenderia, lhe daria colo e o confortaria.

Quando ele falou do filho com tanto amor, Félix sentiu-se envergonhado, tudo que sabia do filho tinha dito a ele, o nome a idade e que ele era arquiteto. Era óbvio que ele tinha alguém, mas precisava confirma, precisava saber, e a sensação de traição e desapontamento o engoliram quando ele disse que era casado, o que era absurdo, não tinha o direito de sentisse traído ou desapontado, os dois não tinham nada!

Então Félix teve que admitir, quando as lágrimas deslizaram por seu rosto. Que por um milésimo de segundo, acreditou que poderia ter com esse Niko, o que o Félix do sonho tinha com o Niko dele.

Acreditou que talvez esses sonhos fossem uma resposta, lhe mostrando que poderia ser feliz de verdade.

Mas não, era uma piada cruel. Mostrando que nunca conseguiria ter esse tipo de felicidade, que nunca seria amado, e nunca amaria. O que precisava fazer era apagar todos esses sonhos da sua cabeça, Niko já era passado, se dependesse de Félix nunca mais cruzaria seu caminho com o dele. Esse tinha sido o primeiro e o ultimo encontro entre eles.

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Assim que Félix entrou no quarto, Edith colidiu contra ele, ela batia em cada parte do seu corpo que conseguia colocar as mãos.

– Você ficou louca! — Félix gritou a segurando pelos pulsos a afastando dele. Ela puxou seus braços com força.

– Onde você estava? — ela ameaçou ataca-lo novamente, mas Félix colocou uma distancia entre eles.

– O que você?... eu estava no hospital!

– Mentiroso! — ela gritou histericamente — Como você pode? Como Pode? Nosso filho no hospital... e você com ele — ela começou a chorar jogando-se no chão.

Félix sentou-se na cama, completamente cansado.

– Eu odeio você! — ela gritou entre soluços — Odeio!

Félix se levantou, precisava sair, precisava respirar. Não sabia para onde ir, então se desligou e deixou seus pés lhe guiarem.

Quase sorriu, ao chegar ao jardim, na velha estufa da sua avó. Félix entrou fechando a porta.

A primeira vez que se escondera nesse lugar, tinha doze anos, após uma briga na escola, seu pai ficou furioso ao descobrir o motivo da briga e demonstrou seu apoio lhe dando um tapa na cara. Foi nesse momento que descobriu que seu pai nunca o amaria, mas não queria acredita, queria acreditar que se tentasse o suficiente ele o amaria, e um pedaço dele ainda acreditava nisso.

Félix se encolheu, sentindo-se como um saco vazio. Desde que os sonhos começaram, sua vida tinha virado de cabeça para baixo. Tudo em que acreditava, tudo pelo que tinha lutado, pareciam tão distantes agora. Seus sonhos eram peças de um quebra cabeça, que formavam uma imagem que ainda não conseguia visualizar direito, mas que mostravam algo que no fundo ele sempre desejou.

O Félix do sonho era feliz. Ele amava, e era amado. Tinha uma família, uma família de verdade. Ele tinha cometido os mesmos erros, mas em algum ponto a vida dele seguiu por um caminho diferente, o levando para um lugar melhor.

Niko, carneirinho, foi ele quem guiou esse Félix por essa nova estrada? Não queria pensar nele, pensar que ele era feliz. Egoistamente desejou que o Félix do sonho também fosse infeliz, por que só ele não podia ser feliz? Sabia que o pensamento era injusto e ridículo, mas por que o Félix do sonho merecia essa felicidade e ele não?

Como poderia ter essa felicidade também?

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Niko fechou o livro que estava lendo para Fabricio, o colocando na estante. Cobriu seu bebê, o beijando, apagou a luz e saiu do quarto fechando a porta sem fazer barulho.

Parou no corredor, se apoiando na parede. A imagem do Félix, antes de ir embora voltou a sua mente, quando ele o olhou, como se quisesse que ele visse algo muito importante. Havia algo de muito estranho nele. Tentou se lembrar do que Eron tinha dito sobre ele, mas não conseguia se lembrar de nada, apenas um vácuo.

Entrou no seu quarto, podia ouvir o chuveiro ligado, Eron tinha jogado o paletó no chão novamente, o recolheu com um suspiro cansado, o dobrou e o colocou sobre uma poltrona, precisava de um banho, puxou a camiseta que usava pela cabeça, o tecido roçando em seu nariz, o perfume era quase imperceptível, tirou a camisa e encostou novamente no seu nariz, tentando lembrasse, a quem pertencia esse cheiro. Fechou os olhos e apurou o seu olfato, o cheiro fez seu coração acelerar, sua pele arrepiar...

– Niko! — Niko abriu os olhos e piscou como se tivesse saindo de um transe — o que você estava fazendo cheirando a sua camisa? — Eron perguntou com a sobrancelha erguida.

– Apenas... vendo se estava cheirando a peixe! — ele disse, Eron sorriu e se conformou com a resposta. A culpa borbulhou em seu estômago, mas era idiotice contar a ele sobre um cheiro estranho que estava impregnado em sua camisa, e que bizarramente lhe parecia familiar? Ignorando a ideia, jogou a camisa sobre a poltrona, ela caiu sobre o paletó de Eron, fazendo uma lembrança se expandir em seu cérebro, encarou a camisa, Félix deitado em seu ombro, o perfume que tinha sentido, vinha do lado onde Félix tinha deitado sua cabeça.

– Niko!

– Oi?

– Você esta bem? Esta com uma expressão estranha.

– Estou bem... apenas cansado! — Niko foi ate sua camisa e a pegou.

– O que vai fazer com a camisa? — Eron perguntou enquanto secava o cabelo.

– Percebi que não gosto mais dela... acho melhor joga-la no lixo.

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Mais um sonho, Félix pensou conformado. Estava no seu quarto, podia ouvir a musica muito alta vindo do jardim. Se aproximou da janela, uma festa estava acontecendo. A porta do seu quarto se abriu, o Félix do sonho se virou para vê quem tinha entrado.

Edith o olhava com um sorriso travesso no rosto.

– Matando a saudade do nosso antigo quarto?

– Por favor, Edith!

Ela se apoio na porta e olhou em voltar como se recordasse.

– Você alguma vez foi feliz aqui? Comigo? — ela perguntou seria, olhando para cama.

– Serio criatura? Com aquele bofe que você arranjou você não deve nem se lembrar de mim! Ali!

Ela gargalhou, sua risada ecoando pelo quarto.

– Isso me lembra que eu nunca te agradeci.

– Agradece?

– Por ter me libertado — ela se aproximou e tocou seu rosto — Uma parte de mim sempre vai ter amar... mas eu nunca fui feliz.

– Comigo.

– Com você... mas eu nunca teria deixado você ir. Você precisava me deixar para que eu pudesse encontrar minha felicidade... sou grato a você por isso.

Ele a puxou para um abraço.

– Edith você é louca, onde já se viu uma mulher agradece pelo marido ter largado ela — ela riu contra seu peito — mas eu também sou grata a você — ela ergueu a cabeça para olha-lo — você me deu o Jonathan...

Ela sorriu e o beijou na bochecha. Nesse momento a porta se abriu e Niko entrou no quarto.

Ele estreitou os olhos, e olhou feio para Edith. Ela aproveitou o momento para encostar os lábios nos seus, em um selinho rápido. Afastou-se sorrindo quando passou pelo Niko, fechando a porta ao sair.

Ele sorriu, e revirou os olhos. Niko o fuzilou com o olhar. E virou-se para sair, mas antes que ele abrisse a porta, o Félix do sonho se moveu, o segurando pelo braço.

– Carneirinho...

– Me solta Félix!

– Eu não acredito que você estar bravo por causa da Edith — ele disse ainda o segurando pelo braço.

– Félix!

– Você sabe que a Edith é assim... ela fez pra te provocar... você saber que não tem importância — ele disse soltando o braço dele.

– Ela beija você e não tem importância? — ele disse raiva irradiando dele.

– Se você chama isso de beijo... você sabe que eu não sinto nada por ela.

– Você não sente nada por ela... que tal se eu de um beijo naquela amiga do Jonathan que estava dando em cima de mim.

Félix pode sentir algo queimando dentro dele.

– Que amiga do Jonathan estava dando em cima de você?

– Querido você saber que não tem importância... você sabe que eu não sinto nada por ela — ele imitou seu tom de voz.

Niko fez menção de sair novamente, mas novamente ele o impediu o segurando pelo braço, o virando e empurrando contra a porta.

Niko arregalou os olhos. Seus rostos estavam tão perto, que seus narizes se tocavam. Suas mãos o seguravam pelo braço, seus dedos deslizaram pela pele do braço dele, podia sentir a pele dele se arrepiando com seu toque. Félix podia vê seu reflexo nos olhos dele, podia se vê dentro dele, através dos seus olhos.

– Você consegue vê? — Niko entreabriu os lábios ofegando — Você consegue vê? — sua voz saiu mais incisiva.

– Sim — ele disse em um sussurro, Félix se perguntava como era possível, estava excitado apenas com um olhar e uma caricia no braço dele.

Félix o segurou pela nuca o puxando ate que suas bocas se encontraram. Tentou se lembrar se alguma vez tinha beijado alguém com tanta força, com tanto desejo. Seu corpo se moldou ao dele, sentindo o desejo dele pressionando contra sua coxa. A língua dele invadiu sua boca, provocando que os dois gemessem escandalosamente, suas mãos foram para camisa que ele usava a levantando, Niko ergueu os braços para ajuda-lo, a camisa foi jogada para longe. Félix encontrou os olhos dele, em um tom de verde que nunca tinha visto antes.

– Eu te amo... Só você... Somente você...

Niko o puxou, o beijando ardentemente, enquanto abria os botões da sua camisa que não demorou a se junta à dele no chão. As mãos dele foram para suas costas, o arranhando levemente, o puxando para mais perto. A pele dele contra sua, fazia seu corpo arde em desespero, querendo mais. As mãos dele foram para sua calça abrindo-a e a puxando para baixo junto com sua boxe, os lábios dele se separaram dos seus, pousando sobre a pele do seu pescoço, sugando e mordendo, lhe arrancando um gemido longo, as mãos dele o envolveram fazendo com que inclinasse a cabeça para trás com a intensidade do prazer que o atingi-o.

Os dedos dele deslizavam sobre seu membro, fazendo sua respiração acelerar, seus gemidos ficaram tão altos quanto a musica vindo de fora, a boca dele escorregou por seu peito lambendo-o, ate chegar ao seu estômago, onde ele distribuiu pequenos beijos, tentou dizer o nome dele, mas apenas gemidos escaparam de sua boca.

Arfou em surpresa ao ser envolvido pela boca dele. Niko o aceito por inteiro, raspando seus dentes na pele sensível, a língua o provocando, o agarrou pelos cabelos ao sentir a sucção forte. Seus olhos encontraram os dele... Consegue vê Félix... É você, só você...

Félix despertou ofegando como se todo ar do mundo não fosse suficiente para respirar. Olhou em volta as primeiras luzes do dia começavam a surgir, seu corpo estava dolorido, mas a sensação de prazer ainda circulava por seu corpo, ainda mais evidente pela ereção em sua calça. Com um suspiro levantou-se.

Ao entra no quarto, Edith dormia, fazendo o mínimo de barulho possível, foi ate o banheiro, precisava de um banho e por suas ideias em ordem.

A água quente escorria por sua pele, mas ela não conseguia apagar a sensação de pele dele friccionando a sua, o gosto dele ainda continuava na sua boca, como podia sentir um gosto que provou em um sonho, não sabia explicar. Félix queria se afogar, escorrer junto com a água pelo ralo, mas sua vida lhe esperava lá fora, e estava na hora de tomar suas próprias decisões, de encontrar sua felicidade.

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Edith acordou e esticou seu braço sobre a cama, novamente estava sozinha. Seus olhos ardiam, e provavelmente estariam inchados de tanto chorar. Pegou no sono enquanto chorava por ele. Já tinha jurado a si mesma que se separaria dele, que não ficaria mais um minuto casado com alguém que nunca a amaria.

Mas nunca teve coragem de abandona-lo, o amava, e por ama-lo aceitava o que ele podia lhe oferecer. Não conseguia ver sua vida sem ele, por mais que fosse doloroso as escapadas dele, ele sempre voltava. Ele nunca a deixaria. Félix nunca a abandonaria se não era por ela, era pelo pai. Félix faria qualquer coisa pelo pai. E Edith tinha um trunfo na mão, ela e Félix ficariam juntos para sempre.

Afastando as cobertas se levantou, teria que ir ao hospital ver Jonathan, e falar com Félix, depois da discussão que tiveram a noite precisavam se acertar, o perdoaria mais uma vez. Foi com surpresa que o viu sair do banheiro cabelos molhado enrolado em uma toalha. Desviou o olhar, às vezes se sentia uma fraca, como podia ainda deseja-lo?

Em um completo silencio, ele se trocou, olhou o relógio, será que ele tinha dormido em um dos quartos de hospedes? Geralmente quando discutiam, ele saia e não voltava para casa, onde quer que ele passasse a noite, de lá ele sempre ia para o hospital.

– Você esta melhor?

A voz dele a pegou desprevenida, ele sempre depois de uma discussão, a tratava como uma criança que tinha feito uma malcriação, ou pior como uma louca a quem não devia contrariar. Não soube o que dizer, por não saber se estava bem, e em duvida sobre o que significava essa pergunta realmente.

– Estou — respondeu o que acreditava que ele queria ouvir.

Ele suspirou a olhando. Ele parecia não ter tido uma noite de sono agradável.

– Eu sinto muito Edith... eu realmente sinto — ele disse, havia algo diferente nele, apenas não conseguia identificar o que era, e isso a assustou — Edith esta na hora... — ele procurou seus olhos, os olhos deles estavam terrivelmente cansados, mas havia uma determinação neles que nunca tinha visto antes — esta na hora de nos libertarmos... quero me separar de você... eu quero o divorcio.

Notas finais
Ufa, mais um capitulo postado, o ultimo dos seis que estavam prontos... bem o 7° esta quase, quase lá, falta alguns detalhes... Espero que vocês tenham gostado!!! Carol, pode me ajudar com uma duvida? Lá nos primórdios da novela a Adriana trabalhava para a família Khoury? Não era? Obrigada pelas suas palavras, lindas como sempre!! Rafa, obrigada pelo comentário, baixando o Félix em você, coitadinho do Renan, ele só queria ajudar!!! Oi Dani, posso chamar assim? Prazer, eu sou a Fran, obrigado pelo seu comentário. Marce, você é das minhas! Eu vi você, quer dizer sua foto, você é linda!!! Na ideia inicia eles brigavam e faziam as pazes na chuva com um beijo, mas quando eu vi o Félix tinha pedido o Niko em casamento... Félix sempre abusado... mas fazer o que, o que o Félix quer é que o Félix quer!! Obrigada pelo seu comentário, maravilhoso como sempre!