Fated to Love You

7 I'm still alive but I'm barely breathing


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, vocês são incríveis!!! Erros? Alguns... Relevem!!! Boa leitura!!! Espero que vocês gostem do capitulo!!! Beijos!

What am I supposed to do when the best part of me was always you?
What am I supposed to say when I'm all choked up and you're okay?
I'm falling to pieces
I'm falling to pieces

O que eu devo fazer quando a melhor parte de mim sempre foi você?
O que devo dizer, enquanto estou engasgado e você está bem?
Estou caindo aos pedaços
Caindo aos pedaços

Breakeven — The Script

Niko precisava de uma babá com urgência, uma amiga tinha cedido um dos seus empregados para ficar um tempo em sua casa, principalmente para ajudar com Fabricio, mas a moça não tinha muita experiência com crianças. Mas no momento qualquer ajudar era útil.

Fabricio correu pela sala usando a toalha como uma capa.

– Fabricio!... o que você esta fazendo. — Niko o pegou no colo quando ele passou por suas pernas.

– Desculpe seu Niko... ele saiu correndo... — a empregada apareceu esbaforida.

– Papai... quero que você me de banho! — Fabricio disse sorrindo. O telefone resolveu toca nesse momento.

– Fabricio papai já vai te da banho... vai com a Sonia... eu já encontro você — Fabricio fez bico, mas foi com a empregada. Niko correu ate o telefone, o atendendo no ultimo toque.

– Niko!

– Eron... aconteceu alguma coisa? — perguntou preocupado, Eron não costuma ligar nesse horário.

– Esqueci um documento muito importante em nosso quarto, preciso que você traga para mim, com urgência.

– Eron... estou cheio de trabalho... você não pode pedir para um boy vir busca?

– O tempo que ele levaria para chega ai e voltar... Você já traria o documento... por favor, tenho uma reunião dentro de uma hora e preciso desse documento.

Niko suspirou.

– Esta bem... encontro você no hospital.

– Niko obrigado!

– Eron você pode... — mas Niko não conseguiu fazer seu pedido, Eron já havia desligado.

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Félix observou Edith ir da completa perplexidade ao riso.

– Félix... muito engraçado! — ela disse enquanto parava de rir e se levantava se dirigindo ao banheiro, mas ela não chegou a alcança a porta.

– Não é uma piada... eu quero o divorcio.

Ela o encarou percebendo que ele realmente estava falando serio.

– Não... nós não vamos nos separar!

Félix fechou os olhos com força, imaginou que isso aconteceria, quando tomou a decisão de separa-se dela, sabia que ela não o deixaria ir sem lutar. O que era irracional, Edith melhor do que ninguém sabia o quanto eram infelizes.

A lembrança do ultimo sonho surgiu em sua cabeça, de como Edith era grata a ele por tê-la deixado, mesmo ela tendo sofrido, ela conseguiu encontrar a felicidade, Edith poderia encontrar essa felicidade também. Lembrou-se dos olhos de Niko, da ferocidade com que ele o olhou, mostrando a ele o quanto o amava. Queria isso também. O que lhe deu mais força para seguir em frente.

Félix terminou de vestir-se, pegou um par de sapatos e calço-os. Aproximou-se de Edith e lhe deu um beijo na testa.

– Um dia você vai me agradece — ele disse suavemente, antes que ela pudesse reagir, saiu do quarto. Desejava profundamente que suas palavras se tornassem verdade.

Félix esperava sentir-se pelo menos um pouco triste após informa-la sobre a separação, mas o que sentia era alivio, era como se tivesse arrancado uma farpa do seu dedo, que o incomodava, mas que por algum motivo, que não se lembrava mais qual era, tinha medo de arrancar.

Teve apenas tempo de chegar ao ultimo degrau da escada, quando a voz de Edith o atacou.

– Agradece? — ela gritou segurando o roupão que usava com força contra o corpo — Você acha mesmo que vai se livrar de mim... como um trapo sujo... não vai não Félix!

– O que esta acontecendo? O porquê desses gritos? — Cesar irrompeu na sala, acompanhado por sua mãe e Paloma, e também sua avó, que olhavam a cena desconcertados.

– Seu filho... ficou louco!

– O que você fez Félix? — seu pai o perguntou acusadoramente.

O cansaço de mais uma noite mal dormida o atingiu, o deixando irritado.

– Eu não estou louco Edith... e já que você resolveu fazer esse espetáculo, vamos compartilhar com todos a nossa decisão — Félix encarou sua mãe, irmã e sua avó, deixando propositadamente seu pai de fora — Eu e Edith decidimos nós separar!

Os rostos chocados das pessoas a sua frente quase o fizeram rir, lhe dando certo prazer, realmente eram tão bons atores, que eles nunca perceberam o quanto esse casamento estava arruinado.

– Divorcio?... Félix tem certeza?... casamentos passam por crises, filho — Pila tentou ser conciliatória — vocês podem conversar e resolver.

– Sua mãe tem razão! Não se joga tantos anos de casamento no lixo assim... conversem e resolvam isso — Cesar disse não como uma sugestão, mas sim como uma ordem.

– Félix... — Edith começou — eu amo você... nós...

– Acabou! — Félix se surpreendeu de sua voz ter saído tão firme — acabou Edith! — ele encontrou seus olhos — eu não amo você! — suas palavras a acertaram como uma bomba a deixando desorientada. Félix percebeu que se ficasse mais um momento ali, toda a sua determinação seria minada, saiu, para onde, ainda não sabia.

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Félix escolheu o hospital, não tinha outro lugar para onde pudesse ir. Pensou por um momento em ir até o Anjinho, mas descartou a ideia, a lembrança do seu ultimo sonho ainda estava muito fresco em sua memoria.

Simone ainda não tinha chegado o que era ótimo. Precisava de silencio para pensar, o que faria em seguida. Uma coisa era pedir a separação a Edith, outra era realmente se separar dela. Bocejou, mais uma noite que não tinha dormido bem.

O que mais desejava era uma boa noite de sono, se perguntava quando essa noite chegaria. Foi ate o sofá e deitou-se, fechando os olhos, talvez um dos seus sonhos pudessem ajuda-lo a não voltar atrás em sua decisão...

Félix estava sonhando. Estava em frente a um computador, estava digitando números em uma planilha com o que parecia ser algum tipo de orçamento. Levando suas mãos sobre sua cabeça, esticou seu corpo.

Alguém bateu na porta e a abriu sem esperar resposta. Félix se recostou em sua poltrona, enquanto uma mulher pequena, de cabelos presos em um coque apertado, entrava sorrindo para ele.

– Queria falar comigo seu Félix?

– Senta criatura... — ela sorriu e sentou-se em umas das cadeiras em frente a sua mesa — Eu queria falar com você... — Niko apareceu na porta sorrindo — Na verdade nós queríamos — a mulher se virou para olhar Niko.

Niko entrou no escritório e se pós atrás de Félix, sua mão pousando em seu ombro.

– Adriana... você trabalha conosco a tanto tempo...

– Vocês vão me demitir? — ela perguntou seus olhos se enchendo de lágrimas.

– Adriana! — Niko foi ate ela e passou seus braços sobre os ombros dela.

– Criatura de onde você tirou essa ideia?

– É que sempre que um patrão começa com essa conversar... de trabalhar conosco a tanto tempo... e como as crianças já estão grandes... eu pensei....

– Não pense... pensar não é para todos!

– Félix! — Niko o recriminou com o olhar.

– Adriana querida... as crianças ainda são crianças... o Fabricio tem apenas cinco anos... e sem você eu estaria completamente perdido... vamos precisar de você por muitos anos!

Niko disse carinhosamente, a puxando para mais perto.

– Niko tem razão... não pense que vai se livrar de nós assim tão facilmente...

Ela secou as lágrimas dos olhos, e fungou.

– Eu adoro as crianças, vocês são os melhores patrões que alguém poderia ter... na verdade... — ela olhou para Niko e depois para Félix — eu vejo vocês como minha família.

Agora foi a vez de Niko encher os olhos de lágrimas.

– Vocês dois vão mesmo alagar meu escritório?

– Não ligar para ele Adriana, ele também ficou emocionado — Niko tinha razão, o Félix do sonho também estava emocionado, mas revirou os olhos.

– Podemos voltar ao motivo pelo qual chamamos você?

Adriana balançou a cabeça em afirmação.

Félix abriu uma das gavetas da sua mesa e tirou um envelope, onde se podia lê o nome Adriana Nascimento, e entregou a ela.

– Sabemos que você e o Carlos estão planejando o casamento... e queríamos ser os primeiros a dar um presente de casamento — Niko disse sorrindo para ela.

– Mas... — ela olhou de um para outro — nós ainda não temos uma data marcada... precisamos juntar... resolver ainda umas coisas.

– Bem, considere como um empurrãozinho para você desencalhar logo!

– O que o Félix quer dizer é que considere um empurrãozinho para o começo de uma vida muito feliz.

– Abra logo... não quer saber o que é?

Ela sorriu emocionada, e abriu o envelope, lágrimas escorreram por suas bochechas, o papel tremeu em suas mãos.

– Seu... Félix... seu Niko... eu... eu... não sei o que dizer!

– Não precisa dizer nada Adriana, é apenas uma amostra da nossa gratidão por sempre ter cuidado de nós com tanto carinho — Niko disse emocionado, ela o abraçou apertado. Então deu a voltar na mesa, seus olhos cheios de gratidão, encontraram os dele. Ela abriu os braços, o Félix do sonho a abraçou, as lágrimas dela molhando sua camisa.

– Agora vai criatura... vai contar a novidade para seu noivo... você podem ir conhecer a casa... o endereço esta no envelope... não me olha desse jeito... vai logo!

– Obrigada... eu não sei como agradecer... vocês são as melhores pessoas desse mundo!

Félix voltou a se sentar, Adriana saiu do escritório ainda chorando e agradecendo, Niko se aproximou encostando-se em sua mesa, um sorriso enorme em seu rosto.

– O que foi?

Niko sentou-se no seu colo passando os braços em seu pescoço.

– A sua ideia de dar a casa a eles, foi maravilhosa.

– Carneirinho era uma ideia óbvia...

– Óbvia é? — ele encostou seus narizes e levou uma das mãos ao seu peito — saber o que é óbvio para mim?

– O que? — sussurrou contra a boca dele

– Que eu te amo cada dia mais!

Félix podia sentir a mão pousada em seu peito.

– Carneirinho...

– Carneirinho?

Félix abriu os olhos para encontrar Paloma, sentada ao seu lado no sofá , o olhando com curiosidade, a mão dela ainda apoiada em seu peito.

– O que você esta fazendo aqui Paloma? — perguntou sentando-se.

– Queria saber como você esta, se você queria conversar.

– Conversar?... se você veio tentar me convencer...

– Você realmente não a ama? — Paloma o interrompeu. Félix a olhou de canto de olho.

– Não, eu não a amo — disse em um suspiro.

Paloma segurou sua mão.

– Você pode contar com o meu apoio — ela disse apertando levemente sua mão — você merecer se feliz meu irmão... e se Edith não é sua felicidade...

Félix apertou a mão dela, lembrando-se do sonho na varanda, dela apoiada nele, como irmãos. Então se fez as mesmas perguntas que ela tinha se feito... se não a tivesse odiado sua vida inteira... se não tivesse jogado a filha dela em uma caçamba de lixo... era tarde demais! Não foi para o Félix do sonho! Ele conseguiu o perdão da irmã por tudo que tinha feito contra ela.

– Paloma...

– Me diz — ela o interrompeu novamente — o motivo pelo qual você decidiu se separar é pelo nome que eu ouvir você sussurra enquanto dormia? — Félix ergueu a sobrancelha — Carneirinho? — ela sorriu ao pronuncia o nome.

Félix riu.

– Talvez?

Ela o olhou com cumplicidade.

– Vamos Félix... quem é?

Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa a porta foi aberta com força. Os dois olharam a pessoa que entrou sem ser avisado.

– Paloma saia! Eu quero falar com o Félix a sós!

– Pai...

– Saia Paloma!

– Tudo bem! — Félix disse antes que a irmã pudesse responder.

Paloma o abraçou.

– Não importa o que aconteça, eu estou do seu lado — ela sussurrou em seu ouvido. Lançando um ultimo olhar ao pai, saiu do escritório.

Félix esperou.

– O que você acha que esta fazendo? — seu pai disse, tentando manter a calma — Como você pode destruir seu casamento dessa forma?

– Pai... — como explicar a ele — esse casamento acabou há muito tempo... eu e a Edith somos infelizes.

– Edith não acredita nisso...

– Eu não quero mais viver uma mentira!

– Mentira? O que quer dizer com isso? — Cesar o olhou e por um momento Félix acreditou vê medo nos olhos dele.

– Eu não amo a Edith, pai.

– Quantos casamentos você acha que existe por ai sem amor. Amor não é tudo em um casamento!

Félix o olhou não acreditando no que estava ouvindo.

– Meu casamento acabou e não tem mais volta! — disse com raiva.

– Não, ele não acabou! — Félix encarou o pai, não conseguindo acreditar, ele o olhava com determinação — Vocês vão conversar e resolver o que precisa ser resolvido. Mas você não vai se divorciar da Edith.

Félix abriu a boca, mas as palavras não saíram, ele voltou a fecha-la, as palavras do seu pai dando volta em sua cabeça.

– Não!

Cesar estreitou os olhos perigosamente.

– O que você disse?

– Não! — disse desesperado para que ele entendesse — Pai, essa é a minha vida, eu não vou deixa você decidi o que é certo ou não para mim... chegar!

Félix quase gritou quando o pai o puxou pelo colarinho da camisa, seu rosto quase grudado ao dele.

– Se você pensa que vai me humilhar... — ele quase cuspiu em sua cara — você não vai!... Se você esta pensando em separa-se da sua mulher... para... andar... — ele não conseguiu dizer as palavras e o empurrou com força, o fazendo perder o equilíbrio e ir ao chão — Se você acabar com seu casamento... — o peito de Cesar subia e descia, suas bochechas vermelhas de fúria — ... eu tiro você da presidência... eu acabo com a sua vida de luxo... eu destruo você Félix...

Dr. Cesar se recompôs, lançou um olhar de desprezo para o filho no chão e saiu batendo a porta.

Félix podia sentir mãos invisíveis apertando sua garganta, o impedindo de respirar. Seu coração se comprimia em seu peito, queria se enrolar em posição fetal e chorar ate que a dor que pulsava por todo seu corpo cessasse.

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Niko sorriu para a secretaria.

– Oi

– Oi, o Dr. Eron?

– Dr. Eron, precisou sair... ele já deve esta voltando — ela disse simpática — você pode espera-lo — ela disse indicando uma poltrona próxima.

– Obrigado... mas eu vir apenas entregar isso – Niko mostrou o envelope — ele deve esta esperando

– Pati... você não sabe o babado!

– P!... estou ocupada — Patrícia indicou com a cabeça Niko, a enfermeira que chegou com novidades sorriu sem graça.

– Oi!

– Oi... entrega a ele por favor... vou deixar vocês conversando... tchau.

– Tchau

Niko já estava na porta quando ouviu o nome que o deteve.

– Você não imagina... aconteceu a maior discussão na sala Dr. Félix...

– Discussão?

– Simone que me contou... parece que o Dr. Cesar discutiu com seu Félix... eu não sei qual foi o motivo, mas assim que a Simone descobrir... vai nos contar...mas agora ela esta se escondendo... para que ele não desconte toda a raiva nela...

– Eu não entendo como ela o aguenta...

– Hey me conta... e você e o Michel...

Niko continuou andando, as vozes ficando cada vez mais distantes. Parou em frente ao elevado, Félix tinha discutido com seu pai, isso não deveria importa-lo, Félix era um estranho! Mas ainda não conseguia apagar seu olhar... quando ele o deixou em sua casa. Talvez ele precisasse conversar... Mas como poderia ir ate o escritório dele... ele pensaria que era um curioso... que queria bisbilhotar.

Niko suspirou quando as portas do elevador se abriram. Havia apenas um medico dentro, que lhe lançou um sorriso distraído.

– Desculpe — Niko disse antes de se conter — você sabe em qual andar fica a sala da presidência?

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Niko segurou a porta do elevador antes dela se fechar, hesitando. Novamente a porta tentou se fecha, e Niko a impediu... Respirando fundo como se pulasse de um precipício, saiu do elevador. Pela explicação que o medico havia dado... bastava seguir o corredor e virar a direita. Seus passos seguiram incertos, quando chegou, a mesa da secretaria estava vazia, se aproximou da porta e parou, tentando ouvir algum barulho. Sentiu como se estivesse fazendo algo errado. Respirou fundo e bateu na porta, mas não ouve resposta de dentro, segurou a maçaneta, e algo dentro do seu peito apertou. O que estava fazendo? Tinha um monte de trabalho a fazer no restaurante, precisava ligar para uma agencia de empregos para contratar uma babá... apesar dos avisos, não conseguiu soltar a maçaneta. Como se estivesse prestes a entrar em um lugar muito perigoso, abriu a porta.

O escritório dele era elegantemente decorado, em tons escuros demais para o gosto de Niko. Seus olhos passearam pela sala, até irem de encontro a ele, que estava sentado no chão, apoiado no sofá, ele abraçava as próprias pernas, seu olhar estava perdido em um canto da sala.

Niko engoliu a emoção que se formou em sua garganta, ele parecia tão solitário e frágil. Niko se aproximou, mas ele não pareceu nota-lo.

– Félix... — sussurrou e os olhos dele foram ao seu encontro, seus olhos brilharam e ele sorriu, então algo se moveu atrás dos seus olhos e ele enrugou a testa em confusão.

– Estou sonhando? — ele disse sua voz rouca e distante.

Niko se aproximou mais dele, se ajoelhando na sua frente.

– Você esta bem? — perguntou Félix ergueu a mão e tocou seu rosto, seus dedos gelados contra sua pele.

– Você não é um sonho — ele disse e piscou, seus olhos se dilatando, ele piscou novamente — Niko!

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Félix abraçou suas pernas e desejou dormir e sonhar. Queria abrir os olhos e estar com o carneirinho, ou com seus filhos. Sempre que estava com um deles nos sonhos, seu peito se enchia de uma substancia que enviava milhares de sensações prazerosas por todo seu corpo. Será que era isso que chamam de felicidade?

Tentava se lembrar de todos os sonhos que tinha tido, ate aqueles que em um primeiro momento acreditou que eram ruins. Qualquer sonho que aliviasse o que estava sentindo seria bom.

Escutou seu nome, mas a voz parecia vim de muito longe, a névoa que cobria sua mente se dissipou um pouco e pode encontra um par de olhos verdes, não pode evitar sorrir, já podia sentir a pressão em seu peito diminuir.

O rosto dele ficou mais nítido. Esse sonho era diferente. Nos seus sonhos tudo era claro e brilhante, agora era...

– Estou sonhando?

O rosto dele ficou mais claro. A voz dele mais próxima.

– Você esta bem? — precisava toca-lo, a pele dele era quente e macia, tão real.

– Você não é um sonho — piscou tentando limpar a imagem a sua frente, mas isso apenas o deixou mais confuso, piscou novamente fazendo com que tudo a sua volta ganhasse mais foco, ele não podia esta na sua frente... mas ele estava!– Niko!

Tentou se levantar, mas suas pernas não aguentaram seu peso, e voltou para o chão.

– Félix! — ele disse preocupado. Niko estava mesmo na sua sala? Não era um sonho? Félix não conseguia pensar direito...

– Espera... — disse em um sussurro tentando por em ordem seus pensamentos, mas isso parecia impossível, eles pareciam dança um funk em sua cabeça — Só fica comigo... — pediu o segurando pelo pulso. Não tinha certeza se Niko era real, ou apenas uma ilusão criada no seu desespero, mas queria que ele ficasse do seu lado.

Pode ouvir uma respiração agitada, então sentiu, mais do que viu, ele sentando-se ao seu lado. Sem se importa com as consequências, fechou os olhos e escorregou ate sentir sua cabeça no colo dele. Não demorou a sentir, mãos acariciando seu cabelo, em uma caricia gentil e reconfortante. Procuro a mão dele e a segurou a levando até o seu peito.

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Quando ele o olhou, pedindo que ficasse, como uma criança perdida e assustada, como poderia deixa-lo sozinho? Sentou-se ao lado dele, esperando que ele se recuperasse logo, mas ele deitou-se no seu colo. Tudo o que ele parecia precisar era de carinho, e quando percebeu estava acariciando seus cabelos, uma voz irritante lhe dizia o quanto essa situação era errada, se Eron, ou qualquer outra pessoa entrasse nesse momento e o encontrasse nessa situação, o que pensariam?

A mão dele encontrou a sua e a segurou, levando-a ate o seu peito, todos os pensamentos racionais fugiram de sua cabeça ao sentir o coração dele batendo com força, como um animal desenfreado. Niko continuou o carinho em seu cabelo, até que o coração dele foi se acalmando, a respiração foi ficando ritmada. Podia sentir o corpo dele relaxando com o seu toque. Uma única lágrima escapou dos seus olhos caindo sobre suas mãos unidas.

Niko quis sair correndo... mas não pôde... simplesmente não podia deixa-lo.

Notas finais
Próximo capitulo em breve!!!