Fate/Legends - Ashe
1 Prólogo
Notas iniciais
– Eu então proponho.
– Que minha vontade criará teu corpo e tua espada criará meu destino.
– Se tu concordares com minha vontade e minha causa e aceitares a invocação pelo Santo Graal, então responda-me!
– Pois eu juro, serei o que tudo há de bom do mundo dos vivos e tudo de mal que há no mundo dos mortos.
– Você, dos Sete Céus preso pelas Três Palavras do Poder, liberte-se do círculo de contenção e venha, Guardião do Equilíbrio!
O chão e as paredes tremeram, e as oito pessoas ali reunidas ansiosamente esperavam pelo resultado da invocação. A vibração de energia, a iluminação do círculo de invocação, tudo isso logo foi diminuindo, até sumir completamente.
Suspiros de desapontamento ecoaram pelo salão. A invocação falhara.
– Nem você conseguiu, Taylor?
Taylor Harman, com seu sobretudo branco de arquimago, apenas balançou a cabeça. Líder da Associação de Magos, uma seita secreta que por séculos organizava a Guerra do Santo Graal, era a função dele dar início a próxima, mas falhara como todos os outros.
Muito tempo se passou desde a última guerra. A cada geração seguinte, cada vez mais a ciência e o ceticismo imperavam na mente das pessoas, reduzindo não apenas a quantidade de potenciais magos como da própria força da magia do mundo.
Para iniciar a Guerra do Santo Graal, Taylor precisaria materializar o próprio cálice, que então escolheria sete magos e possibilitaria a invocação dos Servos. Mas não conseguiram, embora a presença espiritual do objeto fosse suficiente para terem certeza que era a época de uma nova guerra.
Diversas teorias foram estudadas e decidiram então que talvez só precisassem invocar um Servo para dar início ao combate. Mas nenhum mago havia recebido os Selos de Comando, prova de que tinham sido escolhidos pelo Santo Graal. Mesmo assim tentaram invocar Servos para “se provarem” ao cálice e fracassaram.
– E agora, arquimago? A Associação não sabe mais o que fazer?
– Minhas suspeitas estavam corretas. A magia se deteriorou a tal ponto que não temos mais como gerar poder para materializar o Graal. – Respondeu secamente Taylor.
Todos ficaram em silêncio.
– Mas…então o que vamos fazer?
– Precisamos de algo ou alguém com imenso poder mágico para nos auxiliar. E quanto aquela anomalia que estamos monitorando?
– Arquimago Taylor. – Disse alguém no fundo da sala – A anomalia mágica vem aumentando e logo poderá se manifestar fisicamente. Não sabemos se isso é feito do Graal ou de alguma outra força misteriosa.
– Continuem monitorando isso. Se for algo do cálice, teremos a confirmação do início da Guerra do Santo Graal. Se não, apenas vamos rezar para que seja a solução dos nossos problemas.
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O Instituto da Guerra de Valoran é um lugar barulhento e movimentado durante o dia, mas tão silencioso e deserto quanto um cemitério durante a madrugada. O Alto Conselheiro Aram Sonodril caminhava a passos rápidos e largos através dos corredores, aproveitando esse contraste.
Finalmente. Estava na hora.
Eram três da madrugada e apenas quatro invocadores estavam acordados além do próprio Aram. Ninguém sabia o que estava acontecendo na Sala 33 da ala de “Investigações Mágicas” do Instituto e ele pretendia manter assim, pelo menos até terem certeza de saber com o que estavam lidando.
Com um murmúrio disse as palavras mágicas que isolavam a Sala 33 do restante do Instituto. Assim que entrou e fechou a porta, a magia de isolamento ativou-se novamente.
– Alto Conselheiro! – exclamou um dos invocadores – Ainda bem que recebeu a mensagem! Está quase pronto!
Aram viu fascinado a origem do imenso poder mágico que encontrara dias atrás. Experimentos de contato a outros mundos e dimensões eram realizados regularmente pelos invocadores do Instituto, mas em maior ou menor escala, os experimentos eram sempre infrutíferos. Haviam exceções, como portais para o Vazio ou a descoberta do mundo de Kayle e Morgana e o de Nasus e Renekton.
Mas durante uma dessas investigações, depois de modificar diversos parâmetros de buscas e feitiços, algo inesperado aconteceu. Detectaram uma gigantesca anomalia mágica em outra dimensão. Tão absurda que Aram isolou a Sala 33 do restante do Instituto para preservar a descoberta.
O poder era muito superior a qualquer coisa existente em Runeterra. Aram conseguiu rastrear o mundo de origem, mas não conseguiria se comunicar ou abrir um portal de acesso sem utilizar quantidades enormes de mana, que demoraria dias ou até semanas devido a distância.
Recrutou quatro invocadores de confiança, dizendo que os escolhera para conduzir um experimento de extrema importância para o futuro de Runeterra. A expressão de surpresa dos quatro foi inesquecível. Realizando turnos, os cinco se certificaram que a correnteza de mana nunca parasse de fluir para abrirem um portal.
Isso era arriscado. Ao começarem a abrir um portal, os invocadores tinham que ir até o fim, sendo impossível uma travessia completa e segura se o portal não estivesse totalmente aberto. Muitos perdiam a paciência ou arriscavam atravessar tais portais semi abertos e caíam no limbo ou entre dimensões, e ninguém sabia o que acontecia. Outro problema era que se a correnteza de mana parasse de fluir por um segundo sequer depois do início da abertura, teriam que recomeçar do zero. Aram, mesmo sendo um Alto Conselheiro e um dos mais poderosos dos magos e invocadores de Runeterra, não conseguiria fazer isso sozinho.
Seria mais rápido com mais invocadores, mas quanto menos envolvidos, melhor. Se fosse possível adquirir tal fonte de poder, seria melhor tomar cuidado para que não caísse em mãos erradas. Runeterra já sofreu desastres demais durante as Duas Guerras Rúnicas, com efeitos colaterais até hoje, alguns permanentes.
Aram podia ficar dezoito horas seguidas fluindo mana para o portal a uma velocidade duas vezes maior que a de um invocador avançado. Quando estava para sair, os outros invocadores revezavam. Ele mantinha os quatro em duplas para garantir que nunca faltasse mana ao portal.
Agora o momento de conclusão estava próximo. Aram nem sequer precisaria utilizar mana. Passados cinco minutos, o portal estava concluído.
– Magnífico trabalho, senhores. Sem dúvida nossos esforços ecoarão pela eternidade de Runeterra! Iremos entrar imediatamente nesse mundo e verificar a fonte dessa energia misteriosa!
Aram sentia seus batimentos cardíacos acelerarem. O momento da verdade. Entrou pelo portal e os quatro homens o seguiram.
Quando estavam no meio do caminho, algo inesperado aconteceu. Aram sentiu a força mágica se aproximando deles. Estamos no meio de uma ponte interdimensional! Contato exterior é impossível! Então ele viu de onde vinha a energia: um cálice dourado apareceu diante dele, emanando imensa energia mágica.
O túnel que levaria ao outro mundo começou a ruir. O cálice começou a desaparecer. Era como se não quisesse que Aram atravessasse o portal.
Não! Cheguei longe demais pra isso!
O caminho iria se fechar, trancando os cinco invocadores no desconhecido do interdimensional.
– Canalizem mana no portal enquanto correm! AGORA! — Gritou Aram. Os quatro invocadores assentiram ao comando, em pânico. Já tinham passado da metade do caminho, então a única direção em que poderiam correr era para o desconhecido mundo que descobriram.
Mas Aram percebeu que não iriam conseguir. Os quatro invocadores estavam exaustos depois de finalizarem o portal. Ele mesmo fora acordado no meio da madrugada durante seu descanso depois das dezoito horas de canalização.
Então fez o a única coisa que poderia. Disse palavras mágicas e focou magias de ataque nos quatro colegas. Dois morreram instantaneamente, com o coração arrancado de seus peitos. Aram rapidamente matou os outros antes que reagissem.
Ele juntou o sangue dos quatro homens numa pequena bola vermelha e disse outra palavra, que canalizou energia na esfera. De vermelha, passou a roxa. Aram pegou a esfera e a engoliu. Uma corrente de energia atravessou seu corpo e imediatamente Aram começou a correr e canalizar mana para o portal.
Aram agradeceria Vladimir depois. A magia do hemomante o deixara intrigado e o Conselheiro passou a estudar essa estranha arte. Diferente do noxiano, Aram podia não apenas usar o sangue alheio para regenerar ferimentos físicos, como também convertê-lo em mana. Essa parte tinha uma certa inspiração da habilidade de Soraka de transferir mana para os outros. Mas ao contrário da campeã, ele transferia a mana dos outros para ele. Infelizmente só funcionava em junção com a hemomancia. Algo que ele precisava aprimorar, pois não era conveniente matar alguém toda hora que precisasse de mana extra, mesmo em emergências.
Aram finalmente alcançou a saída, ainda com reservas de mana. Atravessou o portal e depois de um forte brilho de luz, caiu de bruços sobre a terra do novo mundo.
Matei quatro homens, mas foi um sacrifício necessário. Senão todos morreríamos e o segredo desse cálice também.
Sons de passos cortaram os pensamentos de Aram.
– Quem está aí ? — Perguntou, se preparando para atacar.
– Eu também gostaria de saber a resposta. — Uma voz grave e calma respondeu sua pergunta. Aram viu um homem com um sobretudo branco, caminhando em sua direção. Outros três apareceram atrás dele.
– Você é a causa desse distúrbio de energia mágica? — Perguntou o homem.
– Como assim?
– Há alguns dias, sentimos uma enorme anomalia mágica vindo dessa região, como se algo quisesse chegar aqui de outro mundo. Achamos que esse seria o sinal para o começo da guerra e viemos aqui verificar, mas parece que estávamos enganados.
Guerra ? Anomalia ? Do que diabos estão falando ?
– Taylor, esse cara pode ser um Servo, talvez devêssemos contê-lo antes que tente alguma coisa. – Um deles sussurrou ao ouvido do homem de sobretudo branco.
– Venho de outro mundo. Sou o Alto Conselheiro Aram Sonodril, de Runeterra.
Os homens se entreolharam e o de sobretudo branco, que se chamava Taylor pelo que Aram percebeu, tomou a palavra.
– Runeterra…nunca ouvimos falar de tal nome na Terra. Então você veio de outro mundo.
– Sim. Me agrada saber que vocês se parecem com as pessoas de Runeterra. – Aram pensou o que faria se tivesse caído num mundo de monstros do Vazio ou das Ilhas Sombrias. – Há vários dias, descobrimos no meu mundo uma gigantesca anomalia mágica e começamos a investigar. A trilha me trouxe aqui. Sabem do que se trata ?
Os homens novamente se entreolharam.
– Então a guerra está mesmo próxima…
– Que guerra ?
– Venha conosco, Aram de Runeterra. Acredito que terá um papel essencial no que está por vir.
Sem escolha, Aram assentiu e os cinco homens entraram num pequeno compartimento preto que tinha quatro rodas. De repente, a coisa começou a se mover e Aram teve um susto com a repentina ação.
– Isso se chama carro – Disse um dos homens achando graça — É um modelo de transporte que percorre grandes distâncias em pouco tempo.
Aram se limitou a observar atentamente os arredores. Depois de meia hora, chegaram numa luxuosa mansão. Os homens sentaram-se numa sala e uma mulher começou a servir comida e bebidas, que ele aceitou rapidamente.
– Esse mundo se chama Terra, senhor Aram Sonodril. A fonte de energia que o senhor sentiu em seu mundo provém do Santo Graal, um cálice sagrado que dizem ter carregado o sangue do próprio Deus. Embora outros digam que isso seja um mito e que na verdade o Graal contém as águas da juventude eterna ou o vinho da última noite do filho de Deus sob a Terra. Mas não importa.
Aram foi surpreendido pelo nome. Santo Graal? Existe algo parecido em Runeterra. Imaginou o Graal Profano de Athene, um cálice que era normalmente usado nas batalhas dos Campos da Justiça para garantir maior regeneração de mana aos Campeões.
O que quase ninguém sabia era a verdadeira origem desse item. Uma invocadora chamada Athene estava insatisfeita com as reservas de mana que invocadores e Campeões tinham acesso, e ela decidiu pesquisar maneiras para que a mana se regenerasse a velocidades maiores, ajudando principalmente aqueles que mais dependentes.
Surgiu então o Cálice da Harmonia. Mas o objeto não era tão útil quanto parecia, pois apenas regeneração de mana não ganhava batalhas, especialmente as disputas que não terminavam cedo. O item era então revendido e na maioria das vezes até esquecido, mesmo no começo dos combates.
Athene continuou sua pesquisa e descobriu que o sangue de criaturas vivas podia ser utilizado como fonte recarregável caso o usuário canalizasse mana para esse sangue. Depois de beber ou comer essa nova energia, não apenas a regeneração de mana, mas a capacidade, a potência e a freqüência mágica do usuário também aumentava consideravelmente. A descoberta foi recebida com grande alarde pelos Alto Conselheiros na época, e ninguém suspeitou da fonte de poder do cálice : Sangue de seres vivos.
O Alto Conselho aprovou o teste do uso do novo Cálice da Harmonia nos Campos da Justiça Beta e em pouco tempo se tornou um item bastante utilizado e mandatório em alguns modos de batalha.
Mas logo descobriram a fonte de poder desse cálice. Os três Alto Conselheiros da época fizeram testes e foi constatado que sangue humano, ou dos Campeões que morriam nos Campos de Batalha, era o que fornecia combustível para o poder do cálice. Embora no mundo simulado dos Campos da Justiça não fosse necessário beber o sangue de ninguém, isso causou indignação no Alto Conselho.
O Conselho disse que a invocadora tinha sido “relocada para uma região de extrema necessidade de suas habilidades”, mas a verdade é que ela tinha sido banida e encarcerada para sempre em uma terra distante.
Infelizmente o novo cálice estava na boca do povo e os Campeões esperavam ansiosamente pela aprovação de uso oficial nos Campos da Justiça. As diversas nações que formavam a Liga também pressionavam pelo uso do item, já que todas tinham Campeões que iriam se beneficiar enormemente do item e poderiam trazer vitórias às causas dessas nações.
Diante da pressão de todos os lados, o Conselho considerou um grande risco proibir o item, pois várias nações poderiam se sentir prejudicadas e investigariam as causas. E a fúria de Runeterra não conheceria limites caso descobrissem a origem do item.
Afinal, a Liga tinha sido fundada depois de duas desastrosas Guerras Rúnicas, onde o uso descontrolado e imoral da magia quase destruiu Runeterra. Agora uma das invocadoras da própria Liga estava realizando experimentos nos mesmos moldes.
Então o Conselho aprovou o uso do item nos Campos da Justiça, mas lhe deram um novo nome: Graal Profano de Athene. Ninguém entendeu o nome. Popularmente se diz que o antigo cálice apenas regenerava de mana, enquanto o novo também dava maior poder para os Campeões eliminarem outros Campeões, por isso seria apenas uma ironia na inversão de papéis do item requerido, o Cálice da Harmonia.
Mas a verdade era outra. A cada Campeão morto nos Campos da Justiça, sangue começava a preencher o cálice, até finalmente se transformar no Graal Profano. Ou seja, as vidas dos Campeões eram sugadas pelo Cálice da Harmonia, que misturando seu composto de mana com esse sangue, surgia a substância que compunha o Graal Profano de Athene.
O segredo nunca foi revelado, e a história jamais discutida ou percebida por ninguém, mas Aram descobriu quando estava verificando registros secretos antigos e acabou encontrando por acaso a pesquisa de Athene. Foi assim que Aram utilizou a magia que salvou sua vida durante o colapso do portal.
A diferença é que ele não tinha o Graal Profano em sua posse. Seria muito suspeito e perigoso andar com o cálice por Runeterra ou mesmo no Instituto. Mas juntando a pesquisa de Athene com seu interesse pelas habilidades de Vladimir e Soraka, ele conseguiu, embora com menos eficiência e a maior custo, emular o poder do Graal Profano de Athene.
Ironicamente, nesse outro mundo havia um Graal também, que aparentemente era sagrado. Mas ele já tinha visto essa história antes…
– O que é esse Santo Graal então?
– É um cálice sagrado, que garante qualquer desejo que aquele que o obter desejar.
Aram sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Era muito melhor do que ele esperava. Isso caso tudo fosse verdade.
– O próprio cálice permite que pelo menos uma pessoa de tempos em tempos o obtenha e realize seu desejo.
Melhor ainda.
– Mas claro, apenas poucas pessoas, aqueles que são iluminados e conhecem o caminho da magia sabem disso. O mundo praticamente desconhece a existência do Santo Graal como ele realmente é.
– Tudo isso parece meio conveniente, não?
– Sempre há um porém. O objeto tem vida própria e criou regras para obtê-lo.
– Que são?
– Apenas sete magos são escolhidos pelo Santo Graal para ter a possibilidade de obtê-lo. Esses sete devem lutar entre si até que reste somente um.
– E o que garante que esse cálice realmente realiza qualquer desejo?
– Diversas guerras por ele foram realizadas durante as eras. “Guerra” é uma palavra exagerada, já que apenas sete participantes competiam nesse embate. Mas com medo de que o conhecimento do Graal se tornasse público, os magos criaram uma associação, da qual nós somos os líderes, para garantir que apenas poucos escolhidos soubessem do cálice. Assim o resto da humanidade seguiu a vida em paz.
– Uma sábia decisão. E como é essa guerra?
– A Guerra do Santo Graal é uma batalha de vida ou morte entre sete magos pela posse do Santo Graal. Os magos são ajudados por Servos, que são espíritos de heróis da História da humanidade.
– Como é que é ?
– Heróis, mitos, folclore, não importa. Se alguém atingiu status de herói por um grande feito e foi imortalizado através das eras, o Santo Graal invocará esse herói para ajudar os magos. Eles são extremamente poderosos, já que seus feitos são normalmente lendários e ainda são auxiliados pelo poder do Graal.
– Temos algo parecido em nosso mundo. Chama-se League of Legends. Mas não invocamos os mortos, embora tenhamos alguns mortos-vivos em nossas fileiras. Pessoas ou seres com grandes feitos ou potencial são recrutados e invocados por nações, líderes e invocadores para lutarem por suas causas.
Taylor e os outros homens se espantaram com esse comentário.
– Uma coincidência notável. Mas esses combates são entre nações e políticos? O que acontece? Os que lutam morrem?
– Temos uma arena chamada Campos da Justiça. Quando duas partes antagonistas tem uma disputa a resolver, eles poderão escolher quais heróis invocar para defender suas causas, mesmo que eles sejam da nação inimiga. Uma magia os previne de mudar de lados durante as batalhas. O lado vencedor é aquele que destruir o núcleo da base inimiga, o Nexus, primeiro. O perdedor então cede ao vencedor. Os combates acontecem numa arena virtual, o que não causa mortes. Isso foi feito para resolver as inúmeras disputas políticas e pessoais de Runeterra. Esse mundo parece não ser adepto da magia devido aos cuidados que seu grupo teve durante a História, mas em meu mundo a magia é de uso comum e freqüente, levando a Duas Guerras Rúnicas que quase destruíram nosso mundo, com graves conseqüências. Então a League foi criada para que disputas fossem resolvidas sem a necessidade do mundo real sofrer.
– Fascinante! Um mundo onde a magia é usada livremente…imagino as possibilidades. Permita-me explicar a Guerra do Santo Graal. Primeiro é preciso um mediador, que irá invocar o próprio Santo Graal para a Terra, para que possa ser obtido. O mediador tem que ter grande poder mágico para o feito.
Isso deve ser moleza pra mim.
– Em seguida, os magos poderão invocar seus Servos. Os Servos são escolhidos pelo Graal, e apenas sete podem ser invocados por vez. Quando os sete magos realizarem esse processo, as “inscrições” são encerradas e a Guerra começa. Quando apenas um sobrar, ele poderá obter o Santo Graal e realizar um pedido.
Aram estava perplexo. Se em Runeterra cada batalha nos Campos da Justiça desse tanto poder... Embora de certa forma também realizassem desejos, já que o vencedor tinha sua causa aceita.
– Quando me encontraram, acharam que o começo da guerra estava próximo. Por quê?
– Acreditávamos que algum Servo tinha sido invocado. Infelizmente, não conseguimos um mediador que conseguisse trazer o Graal.
– Por quê?
– É preciso alguém com imenso poder mágico. Conforme a tecnologia no meu mundo avança, menos pessoas passam a acreditar na magia e no sobrenatural, e isso também afeta mentalmente os magos que a utilizam, diminuindo seu poder conforme cada era avança.
– Bem, quanto a isso eu acho que posso ajudar…
Continua...
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