Fantasy, um outro mundo.
2 Capítulo 2 - Ahn? Onde estou?
Notas iniciais
Mudei recentemente de casa e estou com raiva por que não tenho internet... e só posso usar a do vizinho da minha casa antiga. =/
Acordei com Rude em cima de meus peitos, me sentei e olhei a volta... O computador havia desligado por falta de bateria, os biscoitos tinham sidos comidos por Rude e no relógio marcava 19h13.
Fui tomar um banho para ir à casa noturna chamada Fantasy. Sai do banheiro de toalha e me dirigi ao armário onde fiquei mais de meia hora escolhendo o que vestir. (19h46)
Finalmente escolhi minha roupa. Estava usando calcinha e sutien rosa de listras com babadinho e por cima claro! Uma blusa verde recortada nas costas e que ficava balançando na frente por ser larga, calças jeans e um salto agulha preto. (20h10)
Sobrando tempo liguei minha televisão e logo apareceu uma matéria da nova casa noturna a Fantasy , que tinham várias pessoas já na fila e que a fila aumentava a cada minuto. Tinha um tapete vermelho na entrada e era toda decorada com luzes de led e neon.
Achei melhor já sair para não ficar muito atrás na fila. Peguei minha bolsa e fui. Por sorte ela não era muito longe de meu prédio. Pois fui a pé... De SALTO!(21h02)
– Meu deus... Que fila grande... — Fiquei abismada com o tamanho a fila... Parecia ter mais de 300 pessoas ali.
Dirigi-me a entrada da Fantasy e fui falar com o segurança que ali estava:
– Com licença... Onde é a entrada V.I.P? – Perguntei meio sem graça, pois não tinha nada para provar que era V.I.P
– Qual seu nome? – Ele me pergunta sem se alterar.
– Luma... – Ele me olha desde o pé até a cabeça e diz – Pode entrar.
Ele abre a porta e lá dentro já há pessoas dançando e bebendo. Eu vou entrando e me dirijo para o bar.
– Por favor, u... – Nem termino de falar e o barman já me joga uma bebida da qual eu nem sabia o que era, mas virei com gosto. Era muito gostosa.
Fiquei sentada um pouco e um homem muito bem arrumado usando um chapéu, terno e gravata vermelha me convidou para dançar.
– Aceita dançar comigo?... – Ele me perguntou se baixando e segurando minha mão com um ar misterioso.
– Ah! Claro! Vamos... – Eu o sigo até no meio da pista de dança, olho bem e pergunto. – Vai dançar de chapéu?
– Sim, vou sim. – Ele me responde como se se importasse em tirar o chapéu.
–Não pode tirar?... Quero ver seu rosto... E nem sei seu nome...
–Não... Acho melhor não... – Algo o incomodava.
– Vaai... Você não parece ser feio! – Eu ainda insistia em ver o rosto dele.
–Nã... — Nem deixei ele terminar e já puxei seu chapéu. Em baixo do chapéu havia um homem MARAVILHOSO! ! Com cabelos escuros lisos penteados para frente, mas que em seu rosto havia uma marca preta e no meio de seu cabelo havia... Um par de CHIFRES!
– Que isso?! Que bobagem é essa! ? Tira isso! – Eu segurei nos chifres e comecei a puxar.
– Aaah! Soooolta! Eles demoraram para crescer! – Ele me tirou com uma tremenda força e não parecia feliz.
– Ah! Hahaha! Para com isso! Aqui chama Fantasy, mas não é pra vir de fantasia! – Eu falava segurando o chapéu dele.
– Ahn? Ninguém aqui está de fantasia... – Ele ficou com uma cara... Que nem consigo descrever.
Todos pararam e olharam para mim.
– O que foi?! Ofendi alguém? – Fiquei meio confusa com a reação de todos.
Olhei para o rosto do suposto demônio, ele parecia espantado e ao mesmo tempo tentando me estudar para descobrir o que eu era e de onde vinha.
E do silencio uma voz grita:
– Uma HU...! ANJOOOO! !
A maioria sai correndo gritando, mas uma pessoa fica parada me olhando e decide me atacar dando um salto e vindo com uma espada em minha direção.
– Aaah! ! – me encolhi inteira... Mas por que a espada demorava tanto para me atingir? Olhei vagarosamente para cima e... Avistei enormes asas negras, pareciam ter mais de dois metros, mas eram muito lindas.
Ele era mais alto que o demônio, mas eu não via seu rosto, só sabia que havia me protegido e que estava lutando contra quem tento me atacar. Enquanto eu me perdia imaginando coisas... Senti uma forte pancada na cabeça e fiquei meio desacordada, antes de apagar totalmente percebi que alguém ou algo me pegou nos braços e parecia correr. (00h00)
– Heeei! ! Seu anjo maldito! Volta aqui com ela! – O demônio corria gritando atrás do anjo que o ignorava.
Fui acordando vagarosamente, mas não abri totalmente os olhos, estava com medo de onde poderia estar. Observei bem a área onde estava e não havia ninguém. Sentei-me na colcha onde estava dormindo e caiu um pano no meu colo, o pano estava na minha testa para aliviar as dores que poderiam ser causadas pela batida, senti um cheiro de chá e olhei a volta procurando. A chaleira estava perto de outras coisas necessárias para uma cerimonia do chá. (11h07)
Enquanto tomava o chá, do qual eu não sabia do que era, escutei a voz do demônio que havia conhecido noite passada.
– Hei! Para com isso! Eu não tenho medo de você! Deixa-me ver ela! – Parecia gritar com alguém, mas meio de longe como se temesse tal figura.
Levantei — me e procurei algo para me defender caso fosse um monstro.
– Hm... – Coloquei as mãos na cintura pensativa e olhando em minha volta. – Ah! Perfeito! – Achei uma bela ‘katana’!
Fui para fora e avistei algo negro enorme, nem fiquei olhando muito e já bati com a ‘espada’ na figura medonha. Ela simplesmente se virou e olhou para a minha cara e o demônio ao longe gritou:
– Por que raios você bateu nele com uma BAINHA! ?
– Ba... inha? – Olhei confusa e realmente era uma bainha... Por isso estava tão leve...
– Se sente melhor? – A figura me pergunta
Olho para ele e tenho a visão do paraíso, eu vivendo com dois garotos lindos, maravilhosos, não podia ficar melhor! Ai eles eram tão lindos, e esse anjo era tão... Sem expressão: — Ah sim! Obrigada por ter me salvado ontem!
– Que bom que está bem. Se me der licença vou exterminar esse sangue sujo... – Ele abre as asas
– QUE! ? EU NÃO! ! – O demônio faz uma careta e se prepara para correr.
– Não! – O anjo olha para mim – Isso mesmo! Não!
– E por que deixaria esse infeliz ainda com vida? – Ele fala sério – Ele representa uma ameaça para você. Vai saber se está se fazendo de idiota ou só nasceu assim.
– HEI! EU OUVI! – Demônio berra ao longe, o anjo olha para ele e continua – Ele pode estar no mesmo grupo que o ser que tentou te atacar.
– Não...! Eu acho que não! Pode vir! – Eu faço um gesto com a mão o chamando.
Ele se aproxima com um pouco de receio, pois não ouviu a conversa toda. Ele estava machucado no braço, parecia fundo.
– Nossa! Foi você que fez isso? !- Olhei brava para o anjo que não se alterou e disse – Não, foram os caras que tentaram te raptar ontem.
– Ahn... Desculpa. – Fiquei meio envergonhada – De quem é essa casa?
O demônio aponta para o anjo que simplesmente abre a porta e entra sem expressão. Eu entro atrás meio sem graça e com medo desse anjo que não se alterava... Acho que o mesmo sentia o demônio do qual não sabia o nome.
O anjo começa preparar outro chá, enquanto ele faz isso fiquei observando o tamanho de suas asas negras e imaginando o quanto elas poderiam pesar por possuir muitas penas enormes... E como deveria ser difícil tem que aguentar o peso e ainda conseguir sustentar a sí próprio. Deveria ser muito difícil. E ele parecia não se surpreender com muita coisa, pois poderia estar aqui há muito tempo... Ele também tinha a aparência de ser muito novo... Com... Uns 20 anos mais ou menos?
Já o demônio possuía chifres em seu crânio e não era feio como todos dizem, não parecia ser má pessoa... Seus chifres tinham 10 cm mais ou menos... Era um vermelho escuro e possuía detalhes em preto e ouro, também tinha uma cauda... Não era que nem a maioria desenha, era... Hm... Diferente, e tinha os mesmo traços dos chifres e possuía um penduricalho em uma das pontas. Ele parecia já estar a um tempo aqui, mas não tanto quanto o anjo. Parecia também ter seus 20 anos...
O chá estava pronto e nos sentamos em almofadas que ali se encontravam e perguntei: — Vocês podem me contar como vieram parar aqui?
– Aqui em Fantasy? – O anjo pergunta – Nããão! Na sua casa!... É claro que é aqui anjo besta! – o demônio tira com a cara do anjo, que ignora a provocação.
– É Fantasy o nome daqui? Ainda estamos na casa noturna? – Olhei em minha volta, mas como poderia uma casa e uma floresta estar dentro de uma casinha em um quarteirão?
O anjo dá um sorriso misterioso e diz: — Vou lhe contar minha história e quem sabe você entende...(12h00)
Notas finais
ja ne o/
Obs: A marca preta do demônio da qual ela fala fica do outro lado do rosto ou seja não aparece.
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