Fantasia

16 Capítulo 11 – Tempo (Parte I)


Notas iniciais
Tadaima!!! Gente, confesso que este capítulo quase não fica pronto a tempo de postar. ;x Esta semana foi uma loucura! Fiquei sozinha no escritório do trabalho (minha colega precisou se ausentar por uma semana), meu marido se acidentou e machucou feio um dedo (levou 5 pontos... =S), meu curso de Análise e Planejamento Financeiro começou na segunda-feira (e eu estou atrasada no cronograma T-T), enfim... Já deu pra perceber que o negócio foi tenso rsrsrs Então, por favor, não me condenem por ter feito um capítulo pequeno. Na verdade, a história não foi prejudicada, eu só não escrevi o terceiro fragmento que finalizaria o capítulo. Com relação a utilizar o Masashi Kinhimoto na fic, quero deixar claro que ele não está sendo um personagem da história! Ele foi citado como o autor de Naruto (o que é a mais pura verdade, e todos estamos cansados de saber rsrs). Portanto, ainda estou dentro das regras de postagens (creio eu xD).
Vou responder às reviews do capítulo anterior amanhã, ok?
Bom, chega de lenga lenga, né? Boa leitura!
E antes: O mangá/anime Naruto e seus personagens não me pertencem! Peguei emprestado de Kishimoto Masashi-sensei. *reverência* Mas a Keiko e a Aki são minhas e ninguém tasca! U.u

Capítulo 11 – Tempo (Parte I)

Alice: Quanto tempo dura o eterno?

Coelho: As vezes apenas um segundo.

(Alice no País das Maravilhas)

(Lewis Carroll)

A água estava deliciosamente morna e caía sobre seus ombros, massageando os músculos e levando embora, pelo ralo, a tensão e o stress.

Keiko mantinha os olhos fechados, pensativa, refletindo sobre tudo o que havia acontecido naquele dia. Primeiro, sua corrida ao IPF para entregar a tempo o seu projeto. Depois, uma manhã de trabalho no laboratório e, em seguida, o seu almoço com Kakashi. Até ali, tudo o que conseguia sentir era felicidade.

Mas, após uma simples conversa, uma nuvem de arrependimentos e tristezas pairou sobre sua cabeça e estacionou ali, cobrindo toda a luz de outrora. No fim da tarde, a conversa com a Miko servira apenas para adensar ainda mais esta nuvem, deixando-a escura e pesada, como o céu das tempestades.

E então veio o beijo.

Keiko arrepiou-se ao se lembrar da sensação da sua boca encostando no tecido macio da máscara, sentindo os lábios de Kakashi pressionando os seus.

Instintivamente, ela ergueu a mão, tocou a boca com a ponta dos dedos e suspirou. Tinha sido tão bom ficar ali nos braços dele, entregue, sentindo a respiração dele de encontro à sua. Porém, trovões ribombaram, vindos da nuvem acima de sua cabeça, despertando-a para a realidade cruel. E tudo voltou a ficar escuro e triste.

Ela fechou o registro do chuveiro, pegou uma toalha, secou-se e depois se vestiu. Atravessou o corredor, observando que a porta do quarto de Kakashi estava fechada. Sentiu uma vontade gigantesca de bater e chamar por ele. Mas não o fez.

“Ele também deve estar precisando de um pouco de tempo para pensar...”

Entrou em seu próprio quarto e atirou-se na cama, afundando no colchão. A penumbra no quarto era acolhedora. Um ventinho gostoso soprava pela janela aberta, amenizando o calor. O único ruído dentro do apartamento vinha do guizo de Shippo, que brincava com sua bola de lã no corredor.

Keiko estava deitada de costas, fixando algum ponto no teto, embora não pudesse ver muita coisa. A conversa com a Miko veio à tona em sua mente, ainda muito fresca em sua memória, e ela passou a ruminar as frases da velha sacerdotisa, tentando encontrar algum sentido nelas.

“Então você ainda não percebeu...”

“Não posso fazer isso duas vezes...”

“Eu posso enviar seu amado de volta, mas você é outra história...”

“Viva cada dia ao lado dele como se fosse o último.”

“Deixe o tempo correr livremente e ele lhe trará as respostas.”

Ela passou a mão no rosto, exasperada.

“Mas o que ela quis dizer com tudo isso?” – Puxou o ar com força, tentando se acalmar.

Embora a maior parte do que a Miko dissera estivesse obscurecida por uma neblina densa de dúvidas, a parte do “viver intensamente cada dia ao lado dele” era fácil de entender. Sua vida ao lado de Kakashi tinha data e hora para acabar: no domingo da lua cheia deste mês, no fim da tarde; então era preciso aproveitar cada minuto, cada segundo, como que se abastecendo de sua presença, para enfrentar os longos dias de solidão que se seguiriam após sua partida.

As lágrimas ameaçaram encher seus olhos.

“Quanto tempo ainda tenho?”

De um pulo, levantou-se da cama, acendeu a luz do quarto e pegou um calendário na escrivaninha. Correu os dedos pelas datas, localizando o domingo da lua cheia. Doze dias. Faltavam doze dias para o domingo indicado pela sacerdotisa chegar.

De repente, ela sentiu pressa e urgência, como se cada segundo valioso estivesse escorrendo pelos seus dedos enquanto estava parada ali, olhando o calendário. Ela precisava ficar ao lado de Kakashi, sem perdê-lo de vista, aproveitando cada momento. Então se lembrou do seu trabalho, e quase entrou em pânico ao pensar que desperdiçaria horas, ficando longe dele, trancada em seu laboratório.

Largou o calendário sobre a escrivaninha e abriu a mochila. Vasculhou os bolsos internos até achar o seu celular. Voltando a se deitar na cama, escreveu uma mensagem para Aki.

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De: Watanabe Keiko

Para: Hiroki Aki

A Miko disse que não pode me mandar para o mundo dele. =(

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Pouco tempo depois, seu celular vibrou, indicando uma nova mensagem.

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De: Hiroki Aki

Para: Watanabe Keiko

Como assim??? Por que não? Como você está? :(

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De: Watanabe Keiko

Para: Hiroki Aki

Depois te conto toda a conversa. Estou arrasada. Estou pensando em pedir demissão do IPF.

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De: Hiroki Aki

Para: Watanabe Keiko

QUÊ????? Não encoste o dedo no telefone. Estou indo aí AGORA!!! E não vou mais responder às mensagens, estarei dirigindo.

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Keiko suspirou e colocou o celular sobre a mesinha de cabeceira. Ela não queria mais perder tempo com o trabalho. A Miko dissera várias vezes que ela deveria aproveitar o tempo que tinha com Kakashi, como se cada dia fosse o último. E era isso o que ela faria a partir de agora.

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No quarto ao lado, o shinobi Hatake Kakashi, graduado jounin aos 13 anos, considerado um dos gênios da Vila Oculta da Folha, também conhecido como Sharingan no Kakashi, o ninja copiador, sentia-se nada mais do que um homem comum, sofrendo por um amor.

Seus olhos estavam perdidos além da janela, cheios de dúvidas e incertezas, agora que seu coração trilhava tão abertamente estes caminhos desconhecidos e obscuros dos sentimentos. Era uma missão extremamente complicada e ele sabia que não sairia dela sem se machucar.

Naquele momento, estava lembrando-se do beijo e de como a boca de Keiko era macia e quente. Ele desejou que a tivesse beijado sem a máscara, para sentir o sabor daqueles lábios e se arrependeu por não ter pensado nisso.

Porém, não podia se culpar. Ele se deixou levar pelo momento, sem resistir ao corpo dela tão próximo do seu naquele abraço. Os pelos do seu corpo se arrepiaram. Kakashi nunca havia desejado tanto uma mulher, e ela estava ali, a poucos passos de distância, tentando-o a desistir de tudo para tê-la nos braços outra vez. Mas ela havia interrompido o beijo e se afastado, rejeitando o seu convite de ir para Konoha junto com ele.

Embora compreendesse e respeitasse sua decisão, não podia fingir que era fácil aceita-la. Reprimir sua paixão por ela seria um exercício mental complicado, ainda mais sabendo que ela também estava apaixonada por ele.

Kakashi passou uma mão pelos cabelos e respirou fundo.

“Mas que droga. Eu preciso me concentrar e encontrar um foco para organizar estes pensamentos...”

E então ele decidiu que era o momento de voltar sua atenção para a busca de pistas que o ajudassem a desvendar o mistério da sua vinda a esse mundo, e que o levassem a descobrir uma maneira de voltar.

Caminhou até a mesinha de cabeceira e pegou um volume do mangá “Naruto” que estava sobre ela. Folheou o livreto e voltou a observar a capa. Logo abaixo do desenho que retratava o Naruto e outros dois shinobis, ele leu: “Kishimoto Masashi” e algo lhe ocorreu.

Se este homem era o responsável pelos mangás, e conhecia tão bem Konoha e seus habitantes, a ponto de escrever uma história tão real sobre eles, ele deveria saber de algo.

Então estava decidido: assim que o sol nascesse, iria atrás do Sr. Masashi e lhe faria um interrogatório,

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~~Glossário dos Termos Japoneses~~

Jounin: Nível mais alto alcançado por um shinobi no mangá/anime Naruto. Acima dele, só existe o título “Sannin”, que caracteriza os raros ninjas lendários.

Miko: Sacerdotisa, mulher xamã, médium, profeta.

Sharingan: No mangá/anime Naruto, alguns poucos personagens possuem o Sharingam, um tipo de olho com características especiais, que concede ao seu dono habilidades únicas. A expressão “Sharingan no Kakashi” significa “Kakashi do Sharingan”.

Shinobi: Ninja.

Notas finais
E então? Mereço uma review? ^^ Pelo menos pelo esforço de postar em dia, eu acho que mereço sim. u.u Então já pra caixinha de comentários! ehehe
Um super beijo e até a semana que vem! (Isso se a correria no trabalho deixar! @.@)