Fantasia

17 Capítulo 11 – Tempo (Parte II)


Notas iniciais
Ahhhhhhh fiquei sem internet ontem e não pude postar! Que raiva que me deu!!! O capítulo prontinho e eu ali, olhando para o computador sem poder fazer nada... T-T Oh, vida cruel. Maaasss enfim, cá estou! *-* Ah!!! Vou aproveitar o feriadão para responder a todos os comentários, ok? =D Espero que gostem do capítulo. ^^ Beijossss meus fofoooosss!!!
E antes que eu me esqueça: O mangá/anime Naruto e seus personagens não me pertencem! Peguei emprestado de Kishimoto Masashi-sensei. *reverência* Mas a Keiko e a Aki são minhas e ninguém tasca! U.u

Capítulo 11 – Tempo (Parte II)

Alice: Quanto tempo dura o eterno?

Coelho: As vezes apenas um segundo.

(Alice no País das Maravilhas)

(Lewis Carroll)

Aki estava demorando. A espera parecia uma tortura para Keiko, que agora tinha pressa em passar o seu tempo ao lado de Kakashi. Ela pulou da cama e foi para o corredor. A porta do quarto de Kakashi ainda estava fechada e, sem perceber, ela começou a roer as unhas. No que ele estaria pensando? O que estaria fazendo? A ansiedade parecia um balão inchando em seu peito, apertando-o tanto que chegava a lhe dar falta de ar.

Ela esbarrou em Shippo, e só então percebeu que estivera andando pelo corredor, indo e voltando, enquanto confabulava com seus botões. Parou de andar, esticou o pescoço para dentro da sala e olhou o relógio no aparelho de DVD. Tinham se passado apenas 10 minutos desde que recebera a última mensagem de Aki. Mas cada minuto parecia ter durado horas. O tempo estava se arrastando...

Suas pernas, inquietas, não lhe permitiram ficar parada por muito tempo, então ela voltou a trilhar sua trajetória elíptica pelo corredor.

Keiko já estava quase completando sua décima quinta volta, quando a porta do quarto de Kakashi se abriu. Ela prendeu a respiração.

- Fazendo exercícios? – Ele brincou, mas havia um fundo de tristeza em sua voz.

Keiko não conseguiu responder. Ficou olhando para ele, sentindo as lágrimas traiçoeiras encherem seus olhos sem autorização, enquanto os 12 dias que lhe restavam ao lado dele sussurravam em seu ouvido que passariam voando.

Ele estava lindo, vestindo sua calça de malha preta (que parecia uma de suas peças favoritas) e uma regata azul-marinho, que combinava com a cor da máscara.

Kakashi suspirou diante daquele silêncio, um pouco irritado com todas as dúvidas que estavam povoando sua mente. Keiko também não estava ajudando em nada, principalmente porque estava enviando-lhe sinais contraditórios. Suas palavras diziam “não”, mas suas ações lhe sinalizavam um alto e sonoro “sim”; e, se manter seu autocontrole sabendo do “não” já estava sendo difícil, então era quase impossível diante da existência daquele “sim”.

Tudo estava tão confuso e complicado. Será que não havia nenhuma forma de simplificar as coisas?

Keiko não conseguia se mover e sequer sabia se estava respirando. Os olhos de Kakashi estavam presos aos seus, profundos, intensos. O tempo estava como que suspenso, enquanto eles se encaravam. Tudo o que ela ouvia eram as batidas do seu próprio coração, e elas eram ensurdecedoras, pedindo-lhe que desistisse de resistir ao desejo de se entregar a ele.

O olhar de Keiko dizia a Kakahshi que ela estava travando uma batalha interna. Ele compreendia, pois também estava dividido entre respeitar a distância que ela estava mantendo, ou ceder à vontade de tomar-lhe nos braços. Suas bochechas coradas, que ele tanto gostava, agora competiam com seus lábios rosados, que estavam levemente entreabertos. Kakashi sabia como eles eram macios e quentes. O desejo de prová-los sem a barreira da máscara veio à tona e ele pensou:

“Ah... Que se dane”.

Tudo aconteceu muito rápido, como se o tempo que outrora estivera parado, agora tivesse voltado a correr, acelerando-se para compensar o atraso de antes. Keiko viu Kakashi se aproximar e, de repente, suas costas estavam contra a parede, e as mãos de Kakashi estavam entrelaçadas nas suas, mantendo seus braços erguidos, de modo que suas mãos estavam ao lado de sua cabeça.

Ele encostou a testa na de Keiko, fechou os olhos e disse:

- Eu fui treinado para enfrentar as mais diversas formas de tortura. Já fui submetido ao Tsukuyomi e sobrevivi. Completei inúmeras missões de alto grau de risco. Mas não estou conseguindo lidar com o que está acontecendo entre nós.

Sua voz estava baixa, rouca e cada palavra dele fazia o coração de Keiko saltar dentro do peito.

- Eu sei que você também está confusa.

Ele abriu os olhos e a encarou.

- Eu... Eu... – Ela balbuciou – Mas não conseguiu falar, deixando-se absorver por aquele olhar penetrante e cheio de significado que ele lhe dedicava.

- Não diga nada. Só feche os olhos e não abra. Posso confiar em você?

Keiko acenou com a cabeça e obedeceu, hipnotizada, sem hesitar. Ele estava tão próximo e tudo estava acontecendo tão de repente, que era difícil raciocinar.

Suas pálpebras deslizaram pelos seus olhos, mergulhando-a no escuro. Automaticamente, seus outros sentidos se aguçaram e seu corpo entrou num estado natural de alerta, impulsionado pela adrenalina que corria em seu sangue, e ampliado pela privação da visão.

Ela conseguia ouvir a respiração dele, profunda, pesada, e conseguia sentir a pressão das mãos dele nas suas, quentes e macias, contrastando com a temperatura fria e a textura dura da parede. Sentia, em cada centímetro do seu corpo, a proximidade dele, e, acima de tudo isso, havia o cheiro inebriante que ele exalava.

Keiko sentiu a mão direita de Kakashi abandonar a sua, e então ele afastou o rosto. Ela captou um som muito baixo, mas que foi suficiente para permitir que ela o reconhecesse como o som de tecido sendo arrastado contra pele. Seu coração falhou uma batida. Mesmo sem ver, ela sabia o que ele havia acabado de fazer.

“Ele tirou a máscara!”

Um desejo súbito de abrir os olhos dominou-a de repente. Mas ela não queria trair a confiança dele, então os apertou ainda mais. Sua respiração estava descompassada, seu coração estava fora de ritmo e ela não saberia explicar como seus joelhos ainda conseguiam mantê-la de pé.

Keiko sentiu um toque suave em seu rosto. As pontas dos dedos dele encostaram delicadamente em sua bochecha, depois as falanges, os dedos inteiros e, então, a palma da mão. Um suspiro escapou pelos seus lábios entreabertos, e ela inclinou a cabeça na direção daquele toque.

- Ah, Aka-chan...

A voz dele ecoou em seus ouvidos, rouca, grave, sussurrando seu apelido de uma maneira sensual e arrebatadora.

E então, ela sentiu o toque da boca dele na sua, muito sutil e suave. De início, apenas uma carícia leve, fazendo cócegas em seus lábios, depois um contato maior e, por fim, a plenitude de um beijo sem barreiras, pele contra pele, intenso, urgente e, acima de tudo, apaixonado.

Keiko estava tendo sérios problemas em controlar o turbilhão de pensamentos que ziguezagueavam pela sua mente. Eram frases desconexas, que apareciam e desapareciam numa velocidade estonteante.

“Kakashi está me beijando... São seus lábios sem a cobertura do tecido... Doze dias... Como são macios! Eu queria ir com ele... Eu não posso voltar atrás... Não posso ficar com ele...”

Mas tudo ficou muito silencioso quando ele soltou sua mão esquerda e a colocou em suas costas, puxando-a mais para perto de si, fazendo com que todos os pensamentos de Keiko se concentrassem apenas no corpo dele completamente colado ao seu.

E uma nova torrente de adrenalina jorrou em sua corrente sanguínea. Ela lançou os braços ao redor do seu pescoço, buscando apoio para manter-se em pé, e quando encontrou seu ponto de equilíbrio, suas mãos deslizaram pelos cabelos dele, como que agindo por vontade própria. Eram macios, e ela afundou ainda mais os dedos neles. Kakashi, por sua vez, envolveu sua cintura num abraço e apoiou a outra mão em sua nuca, acariciando-a e fazendo cada centímetro de sua pele arrepiar-se.

Se Keiko pudesse descrever aquele momento utilizando uma paleta de cores, diria que tudo havia começado em um tom romântico de rosa claro, que foi escurecendo em dégradée e, de repente, se convertera numa coloração de vermelho vivo, vibrante, quente e completamente mergulhado em paixão e desejo.

Eles estavam entregues, perdidos nas sensações avassaladoras que os dominava enquanto suas línguas se acariciavam naquele beijo inesperado. O mundo ao redor não existia, nem as dúvidas, as angústias e as tristezas. Eram apenas Keiko e Kakashi, descobrindo a profundidade dos seus sentimentos e mergulhando neles sem medo.

Ficaram juntos por um tempo incomensurável, um vislumbre da eternidade, até que a campainha do apartamento soou alta e clara, assustando-os. Seus lábios se separaram, mas os dois permaneceram abraçados por um tempo, acalmando as respirações, recuperando-se da intensidade do momento.

Keiko precisou de muita força de vontade para continuar de olhos fechados. Ela tateou ao redor do pescoço de Kakashi, localizando a máscara. Com cuidado para não machuca-lo — e não abrir os olhos — ela puxou o tecido para cima, cobrindo-lhe o rosto. Quando estava certa de que a máscara estava no lugar, ela olhou para ele.

Sua expressão era indecifrável.

- Aki. – Ela murmurou.

Kakashi deu um passo para trás e enterrou as mãos nos bolsos, acenando brevemente com a cabeça.

Keiko estava perdida, sem saber o que dizer ou o que fazer. Kakashi, por sua vez, parecia calmo, mas era difícil dizer o que realmente estava se passando em sua cabeça.

- É melhor você abrir a porta... – Ele disse, tirando-a do seu estado de torpor.

Keiko correu até a sala e, depois de algum tempo se atrapalhando com as chaves, conseguiu, finalmente, abrir a porta.

Aki estava parada no hall e, ao ver a amiga, franziu as sobrancelhas e inclinou a cabeça, curiosa.

- Kei-chan, você está bem? – Disse, adiantando-se e tocando a testa da amiga com as costas da mão.

- Estou... – Keiko murmurou, confusa, ao pegar-se xingando Aki mentalmente por ter aparecido num momento tão inoportuno.

- Você parece meio febril para mim. – Aki disse, entrando no apartamento e puxando Keiko pelo braço. – Venha, é melhor você se deitar e...

Então ela viu Kakashi parado do outro lado da sala, com as mãos enterradas nos bolsos, os cabelos mais arrepiados do que o habitual, e a máscara um pouco torta em seu rosto. Seus olhos voaram de volta para Keiko, que estava encarando o chão, completamente corada. E foi aí que a ficha caiu.

- Ah, Kami... – Ela murmurou, parecendo verdadeiramente constrangida. — Acho que acabei de estragar uma cena romântica.

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~~Glossário dos Termos Japoneses~~

Kami Sama: Deus

Tsukuyomi: um poderoso genjutsu que lhe permite torturar adversários em o que parecia ser dias em questão de segundos

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Notas finais
Em então? Gostaram? Estou aguardando ansiosamente as suas reviews! Uma ótima semana para vocês, minna!