Família Uchiha
6 Capítulo 6
Notas iniciais
O lugar onde Sakura e Nobaru haviam escolhido para comer estava abarrotado de pessoas que sorriam e conversavam alegremente, por mais estranho que parecesse a rosada se sentia deslocada, como se não quisesse estar ali ou como se alguma coisa estivesse faltando. Sentaram se, e Nobaru ofereceu-lhe um belo sorriso. Conversaram bastante sobre a guerra e as mudanças vindas com ela, o tempo de paz e em como todos pareciam ter construído uma família.
– E você? — Sakura perguntou. — Construiu uma família?
– Não. Mas ainda quero. Para mim família é algo especial, que deve ser cuidada e protegida.
Sakura o olhou cautelosamente, desde os contornos dos ombros até mesmo os olhos castanhos que a encaravam. Ele realmente era um homem bonito, engraçado, esperto, gentil. E o sorriso? para quê sorrir tanto?
Nobaru tinha várias virtudes, mas seu único defeito era quê: Ele não era o Sasuke!
Mas por que ela esta pensando no moreno? Ele a abandonou com uma filha na barriga! Não que Sasuke soubesse sobre o fato, mas para Sakura fora como se fosse.
Agora ela estava olhando para um homem perfeito para ser seu marido, mas esse pensamento a deixava conturbada. Sarada aceitaria ele como padastro? E Sasuke? Esse último ela não precisava ficar preocupada, o Uchiha não faz mais parte de suas escolhas.
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Sasuke havia levado sua filha e o pirralho Uzumaki para a academia, logo em seguida passara pelo hospital a procura de Sakura, essa porém havia saído um pouco mais cedo.
Ele precisava conversar com ela. Precisava esclarecer as coisas e fazê-la abandonar sua teimosia. Precisava urgentemente consertar tudo, tudo o que ele por arrogância e orgulho havia jogado pela janela.
O dia estava ensolarado e o céu estava azul, seria um clima ideal para conversarem e se entenderem. Quem sabe ele a levasse para jantar essa noite?
"O quê? Que pensamentos são esses? Você esta enlouquecendo homem?" Se corrigiu, ele não era tão frágil assim... Era?
Não sabia mais, desde que começou a ter um contato mais fundo com a filha parece que seu coração duro feito pedra amoleceu. Sasuke gostaria de saber como em tão pouco tempo se apegou tanto na pequena tão rápido.
Foi neste momento que entre vários rostos encontrou em uma barraca de lamem um par de olhos cor de esmeralda. Seguidos por cabelos rosas.
Já havia dado alguns passos em direção a ela quando ele se deu conta de que ela estava acompanhada, de outro homem.
O cara sorria abertamente para ela. Para quê sorrir tanto? Parecia um sorriso forçado e mentiroso. Sasuke ficou ali congelado por alguns instantes encarando os dois sem parar.
Sentiu o sangue ferver dentro de si, por que estava ficando irritado? Sakura deveria estar conversando com algum colega de trabalho, isso era completamente normal. Mas o sangue do Uchiha começou a ferver mais ainda ao ver o cara segurar a mão da Haruno. E ela? Por que ela não o afastava?
Andando em direção a eles, Sasuke resolveu que ele mesmo iria o afastar.
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– Iremos começar a realizar o teste final. — Shikamaru falou olhando para cada aluno. — Quando seu nome for chamado dirija-se para a sala de testes.
– Que teste iremos fazer? — Um aluno perguntou logo após levantar a mão.
– Jutsu de Clonagem. — Respondeu o Nara.
Alguns murmúrios de protestos foram ouvidos por aqueles que não sabiam realizar corretamente este Jutsu.
– Shikadai Nara. — Chamou o Sensei lendo o primeiro nome na sua prancheta.
Shikadai é filho de Shikamaru, mas aqui eles sempre se tratam como aluno e professor. Assuntos familiar para eles só fora da academia.
Pai e filho saíram da sala, e aproveitando da ausência do sensei Boruto se aproximou de Sarada.
– Ei, Sarnada! — O Loiro sentou alegremente ao seu lado.
A morena o lançou um olhar frio. Aquele garoto nunca vai aprender a chama-la pelo próprio nome? Mesmo depois do acontecimento da noite passada?
Sarada balançou a cabeça reprimindo aqueles pensamentos. Aquilo fora um erro, e gravíssimo. Onde estava seu raciocínio naquela hora?
Fingindo não perceber o desinteresse da Sarada em si, Boruto começou a puxar assunto.
– O Jutsu de Clonagem é um Jutsu complicado, não acha? — Perguntou o loiro a olhando intensamente.
Mas Sarada não olhou para o Uzumaki um segundo se quer. E desse mesmo modo o respondeu friamente:
– Não é problema meu se você e incapaz de realizar um simples Jutsu.
Boruto não entendia por que ela estava o tratando assim. Ele achava que depois do que aconteceu entre eles a relação dos dois melhoraria.
Já Sarada achava que o melhor era esquecer, e ela não conhecia outro jeito melhor do que o tratar indiferente.
Com um olhar distante a pequena Haruno se lembrava da noite passada na casa dos Uzumaki.
...
Era noite. Todos na casa estavam dormindo, bom, todos menos Naruto que precisara sair para resolver um problema como Hokage.
Sarada era outra que ainda não estava dormindo. A pequena não conseguira, mexia e revirava na cama improvisada para ela no quarto da Himawari.
Bufando resolveu levantar para tomar um copo de leite e ver se seu sono aparecia.
Ao sair do quarto da Uzumaki olhou pelos corredores observando se não havia alguém. E ao constatar que estava sozinha ativou seu Sharingan, deu um pequeno sorriso e andou até a cozinha. Não precisava acender nenhuma luz, pois com o Sharingan Sarada conseguia enxergar perfeitamente, e era tão fácil ativá-lo, seu pai nem precisou lhe ensinar isso.
Ao chegar a cozinha fora direto para geladeira, pegou um leite e a fechou. Despejou-o em um copo e tomou até ficar satisfeita.
Sarada parou ao escutar passos se aproximando, estranhou pois tinha certeza que todos estavam bem adormecidos. Será um ladrão? Se alarmou ao pensar nessa possibilidade.
Vagarosamente depositou o copo com leite vazio na pia e caminhou para fora da cozinha. Ainda com o Sharingan ativado, Sarada olhava tudo ao seu redor com atenção. Ouviu um barulho de móveis se arrastando e dirigiu rapidamente o olhar para a direção de onde vinha.
Ao enxergar um vulto passar, sem hesitar se atirou contra ele o acertando um soco. Caíram ao chão e Sarada pode ver claramente o invasor.
– Você tá maluca?! — Exclamou um loiro estupefato.
Boruto levantou com cede e fora tomar uma água, mas como estava escuro e não se lembrava o lugar que estava a tomada, resolveu descer para a cozinha assim mesmo. Mas cada passo que dava esbarrava em algo, até que sentiu uma dor no estômago e fora para o chão, agora tinha uma garota em cima de si.
– Achei que fosse um ladrão. — Devolveu Sarada ficando irritada. — O que está fazendo aqui?
– Eu que te pergunto. — Boruto sorriu para ela.
– Não interessa. — Respondeu tentando sair de cima do loiro. Sarada se surpreendeu ao constatar que ele a segurava. — Me solta!
Boruto não sabia o que fazia ao certo, mas aquela era a chance, e não iria desperdiça-la. Vira isso em filmes, e as vezes pegava seus pais o fazendo também, e agora está na hora dele experimentar.
Com suas mãos Boruto segurou cada lado do rosto da Haruno, e lentamente aproximava sua cabeças.
Sarada não se mexia, estava petrificada.
Vendo que Sarada não estava o recriminando, Boruto achou que era um passe livre para o que planejava, então fechando os olhos ele juntou seus lábios contra os da morena.
O loiro não sabia o que acontece depois disso, então ficou um bom tempo com os lábios colados aos doce de Sarada.
A magia acabou para ele quando Sarada despertou de seu transe. Ela levantou bruscamente com os olhos arregalados.
Boruto esperava ganhar um surra da Haruno, por isso fechou os olhos esperando pela dor. Mas nada veio, abriu um olho e contemplou a escuridão, Sarada não estava mais ali.
...
Sarada fora uma covarde por ter fugido. O Loiro merecia apanhar por ter a beijado sem sua autorização. Mas não, a morena fugiu como um gato medroso.
– Olha... — Boruto a tirou de seu desvaneio. — Eu sei que o que aconteceu foi algo que mexeu com os dois...
Sarada arqueou uma sobrancelha e olhou de um modo irônico para o Uzumaki.
– Não sei ao que você está se referindo ao certo. Mas se for por causa daquilo não senti nada em relação a você. — Respondeu indiferente, mas era pura mentira. O quase beijo deles mexeu sim com Sarada, porém ela não irá admitir isso nunca!
Boruto abaixou a cabeça inconformado. Há tempos ele gostava da morena, mas nunca disse a ninguém. Por essa razão sempre implicava com ela, com medo da mesma descobrir sobre seus sentimentos até pouco tempo preservado.
Shikamaru entrou pela porta anunciando o próximo nome da prancheta.
– Sarada Haruno. — A morena ao lado do loiro suspirou aliviada ao ouvir seu nome sendo chamado.
Já estava começando a ficar desconfortável ao lado do Uzumaki, ela sabia que as coisas de agora em diante ficaram estranhas para os dois.
Rapidamente Sarada se levantou para acompanhar seu sensei para fora, deixando um Boruto aborrecido para trás.
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– Mostre-nos do que é capaz. — Skimakaru disse sentando-se na mesa, onde Shino também estava.
Os dois jugariam quem passaria no teste e quem reprovaria.
Sarada olhou para os dois senseis ali sentando, depois para o tanto de bandanas que estavam depositadas na mesa. As bandanas contém a contia certa dos alunos, e como tinha um espaço vazio em uma das fileiras, Sarada deduziu que Shikadai foi aprovado no teste.
Então ela se concentrará ao máximo que podia, e irá ser aprovada e será o orgulho dos pais.
Sarada se concentrou, e fazendo selos com as mãos ela acumulou chakra pelo corpo e disse:
– Jutsu de Clonagem!
Cinco clones perfeitamente parecido a ela surgiram ao seu lado. Olhando eles Sarada sorriu.
Shikamaru se surpreendeu. Nunca nenhum aluno da mesma idade dela conseguiu fazer esse tanto de clones.
– Parabéns, este foi o maior número de clones até agora que um formado conseguiu realizar.
A morena desfez o Jutsu.
– Você passou. — Shino fez um movimento com as mãos para a morena se aproximar. Ele pegou uma bandana e a entregou. — Parabéns.
Sarada balançou a cabeça em agradecimento e saiu da sala, ela estava doida para chegar em casa e contar para seus pais que fora a única até agora fazer cinco clones, e melhor ainda, que acabara de se tornar um Gennin!
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Boruto adentrou a sala de testes.
Estava nervoso, das últimas vezes que fizera esse Jutsu sempre dera errado, e desta vez não poderia errar, precisava ser aprovado para mostrar que ele não é um fracote como alguns pensam.
Ele sabia que Sarada conseguira passar, então se esforçara para conseguir também.
Com esse pensamento na cabeça, o Uzumaki se preparava para realizar o Jutsu.
– Jutsu de Clonagem!
Shikamaru arregalou os olhos e Shino arqueou uma sobrancelha. Em frente deles estavam cinco clones do Loiro, o mesmo número de Sarada. Se perguntavam como isso veio a acontecer.
– Você foi aprovado. — Shikamaru praticamente murmurou.
Sorrindo de orelha a orelha Boruto pegou sua bandana.
Quando Naruto fora se formar mal conseguiu fazer um clone, e seu filho conseguiu cinco! Já Sarada não era de se surpreender por ser filha do Uchiha e da Haruno, e essa última tendo um excelente controle de Chakra, o que Sarada deve ter herdado com certeza.
Mas Boruto? Talvez devesse ter herdado algo da mãe, mas Shikamaru não esperava que ele fizesse no mínimo dois clones, e quanto mais cinco!
Pelo jeito essa nova geração de Konoha tem muito para se surpreender.
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Chouji havia sido convocado as presas pelo Hokage.
– Quero que investigue o quê está acontecendo nos arredores de konoha. — Ele havia dito.
Agora Chouji esgueirava pela floresta não sabendo o perigo que corria.
O vento soprava frio e impetuoso, as folhas das árvores dançavam uma melodia lenta e assustadora. Mas o que faria qualquer outro ninja temer e retornar, apenas deu mais forças para ele seguir em frente. Embora tivesse a impressão incomoda de que estivesse sendo vigiado. Olhando para todos os lados atentamente ele seguia em frente, faltava pouco para o lugar do último ataque, ao que o Hokage havia dito este mesmo se encontrava na clareira da floresta, bem no coração desta mesma.
Pensava em sua mulher e filha que o estavam esperando aflita em casa, sua esposa havia se prontificado em acompanha-lo mais chouji não a queria ver ferida.
Foi nesse momento quando seus pensamentos foram interrompidos por um barulho sutil em meio as folhagens, quando se deu conta já havia sido cercado, os ninjas estavam com um manto negro com o qual cobriam os rostos e toda as extremidades do corpo. Chouji deu um passo para trás como se por reflexo. Aqueles caras eram realmente muito rápidos.
Preparou seu ataque, ficou imenso e começou a ataca-los, mas desviavam com muita facilidade. resolveu ficar menor e virar uma bola, mas haviam muitos ninjas que anteciparam o seu ataque, ele tentou desviar mas era tarde demais, a última coisa que viu foi uma risada grotesca e animal. Caiu desacordado.
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