Família Uchiha
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Sakura fitava a mão de Nobaru que estavam sobre as suas, ele contava uma história engraçada sobre ter sentado encima de suas próprias Kunais quando um barulho alto de cadeiras sendo jogadas no chão tirou a atenção dos dois
Pessoas que ali estavam sairam aos tropeços enquanto um Uchiha irado caminhava em sua direção, até mesmo seu sharingan estava ativado
– Sakura! — Ele esbravejou. — O que pensa que esta fazendo? — Sasuke olhava de Sakura para Nobaru com um olhar de puro ódio.
O que ele pensava que ela estava fazendo? Qual era seu direito de indagar tal coisa? E por que Sasuke estava com tanta raiva? Sakura afastou sua alegria interna por pensar que talvez o grande Sasuke Uchiha estivesse com ciúmes dela.
– Estou comendo Sasuke. — Ela disse muito calmamente, tão calmamente que os olhos de Sasuke se estreitaram ainda mais. — Não que seja de sua conta...
– Você é mãe da minha filha... Se dê ao respeito!
Nesse momento Nobaru interveio:
– Ei cara, deixe a moça em paz, não vê que ela não te quer aqui?
Sasuke olhou para ele e nesse mesmo instante Nobaru caiu no chão desacordado.
–Você... Você usou o Sharingan nele? O que deu em você Sasuke? enlouqueceu? — Sakura se ajoelhou para tentar ajudar o amigo, mas Sasuke pegou em seu braço e a arrastou para longe dele. — Me solta idiota, ou vou ter que machucar você!
Sasuke deu uma risada irônica e sussurrou em seu ouvido: — Gostaria muito te ver tentar fazer isso.
Um arrepio tomou conta de todo o corpo dela, era como se ele todo havia se derretido, se dissolvido ao sentir o calor que emanava do corpo de Sasuke, naquele momento parte de Sakura queria bater nele, por se entrometer daquela forma em sua vida, mas a outra parte... A parte menos lúcida, queria puxar Sasuke para um lugar reservado e tirar toda a sua roupa.
"Foco sakura" Ela repreendeu a si mesma, não deixaria que aquele homem bagunça-se toda a sua vida novamente.
–Eu... Não te amo mais! — Sakura disse tentando ao mesmo tempo convencer a si mesma. — Não venha tentar se aproveitar de mim novamente Sasuke! isso não ira acontecer!
Sasuke a puxou para mais perto ainda dele, sua respiração estava entrecortada, como se ele estivesse nervoso ou... exitado? Sakura imediatamente baniu esse pensamento de sua mente.
– E o que seria exatamente se aproveitar de você? — Perguntou ele dando ênfase a palavra. — Gostaria muito de saber. — Um sorriso irônico surgiu em seus lábios, aquele tipo de sorriso que deixaria qualquer garota sem ar.
"canalha" Pensou Sakura.
De repente seu sorriso se suavizou, e ele a olhou gentilmente.
– Gostaria de te mostrar algo. — Relutante Sakura o seguiu, com a mão grande do Uchiha segurando seu braço.
Nobaru que começava a despertar, olhou para o casal que se afastava. E cerrando os olhos ele sussurrou em um tom frio:
– Você não perde por esperar Uchiha...
&.&
O Uchiha e a Haruno passaram pelos portões do Distrito Uchiha.
Sakura que até então não tinha visto ele reformado ficou admirada pelo trabalho bem feito. Muito diferente de como era antes.
Logo na entrada do distrito um enorme símbolo do Clã Uchiha se encontrava. Um templo alto e impotente, algumas casas simples porém muito bonitas, ela até imaginava como aquele lugar havia sido antes, quando pessoas o abitavam. Próximo ao templo vários retratos e nomes estavam gravados em pedras, muitos ela não reconhecia, um porém lhe chamou atenção: Uchiha Itachi.
A foto ali representada parecia ser dos tempos em que ele havia servido a ANBU. E logo embaixo do seu nome estava escrito: Herói.
O coração de Sakura se encheu de um misto de tristeza e felicidade, tristeza pois imaginava que Sasuke sentia muito a falta de seu irmão. Felicidade por saber que ele finalmente havia sido reconhecido como realmente era... Um herói.
Enquanto caminhavam para a casa do Sasuke, Sakura o olhou pelo canto do olho, refletindo.
Realmente Sasuke passou por muita dificuldade durante sua vida: A morte dos pais, do Clã, Orochimaru querendo possuir seu corpo, descobrindo o verdadeiro motivo de Itachi assassinar os próprios familiares depois de ter o matado...
Sakura imaginava se aguentaria tudo se fosse com ela. Não, ela não suportaria tudo isso que Sasuke suportou, e ele ainda continuava em pé, de cabeça erguida.
– Por aqui. — A voz de Sasuke a tirou de seu devaneio.
Gentilmente o moreno a puxou pelo braço rumo a Mansão Uchiha.
Entraram. A casa de Sasuke era grande e bonita, mas ao mesmo tempo parecia Solitária. Como se não fosse abitada, embora estivesse limpa e bem cuidada. E pelo jeito Sasuke conseguiu comprar quase todos os moveis.
Ele parecia tão solitário estando ali todos os dias sem ninguém. Seu coração desabitado poderia ser palco para muito felicidade, poderia ser morada para alguém.
– Você deve estar pensando que realmente é uma casa solitária. — No primeiro momento Sakura se assustou, mas logo tranquilizou-se.
– Sim, estou. — Revelou.
Sasuke suspirou.
– Eu não posso apagar o passado, mas eu sei que tem pessoas ao meu lado que me fazem ver que o meu presente não é assim e que nem meu futuro vai ser. Você e nossa filha é uma delas.
Sakura não conseguiu não sorrir diante daquela confissão.
– Obrigada... — Agradeceu.
O Uchiha a guiou até seu quarto, e quando Sakura deduziu isso, travou seus pés no chão parando, fazendo assim Sasuke parar também.
– O que houve?
– Acho melhor esperar aqui em baixo, Sasuke. — Explicou ela tentando sair do seu aperto.
Ele arqueou uma sobrancelha.
– Mas o que tenho para lhe mostrar está lá em cima. — Indagou Sasuke tentando puxa-la novamente, mas Sakura parecia uma égua empacada.
– Você poderia pegar e trazer, o que acha? — Tentou novamente.
Sakura não queria subir para o quarto dele, onde iriam ficar sozinhos. Não enquanto ela esclarecer seus verdadeiros sentimentos sobre ele.
Sasuke revirou os olhos, e sem mais nem menos conseguiu levantar Sakura do chão com uma só mão.
A Rosada arregalou os olhos em surpresa, e logo começou a vociferar contra ele:
– O que deu em você, Sasuke?! Ponha-me no chão!
– Se quiser descer basta usar seu Chakra. — Respondeu calmamente o moreno enquanto subia as escadas.
Era verdade, usando seu Chakra rapidamente Sakura estaria no chão. Mas ela gostava do braço forte do Uchiha circulando sua cintura.
Então simplesmente Sakura se deixou levar. Ela não queria se aproximar dele novamente, depois de tudo o que ele a fez sofrer, mas era improvável. Sasuke estava diferente, mais gentil, e Sakura queria conhecer este novo lado dele.
Ao chegarem no quarto, Sasuke a depositou no chão.
– Não fuja. — Disse o moreno ao coloca-la no piso frio.
Sakura revirou os olhos e passou a observar o aposento em que estava.
O quarto de Sasuke era amplo e nas paredes algumas fotografias de seus pais e irmão, para a surpresa de Sakura ali também estavam a fotografia do time sete e ao seu lado, uma fotografia de Sarada. Logo mais, uma foto da qual Sakura havia se esquecido totalmente, a foto havia sido tirada no dia anterior a saída de Sasuke da vila, nela havia um Naruto sorridente, uma Sakura de cara séria como se repreendendo o Naruto. Sasuke olhava com uma explessão séria para a Sakura. Seu rosto corou, ela desviou o olhar da fotografia e voltou a observar o quarto enquanto Sasuke estudava sua reação. Uma cama grande e muito bem arrumada, alguns pergaminhos, um enorme poster com o simbolo Uchiha. O quarto era bonito e misterioso a meia luz, assim como seu dono.
Virou-se para o moreno.
– O que queria mostrar-me? — Sakura fora direto ao assunto.
Em passos lentos Sasuke caminhou até o guarda-roupas e de lá tirou algumas peças de roupas.
– O que é isto? — Perguntou a Haruno vendo ele entregar aquilo á si.
– Blusas. — Respondeu simplesmente o Uchiha. Sakura arqueou uma sobrancelha. — Vista-as.
Ela olhou para as peças de roupas em suas mãos. Algumas estavam na cor vermelha e outras azuis.
– E por que eu deveria? — Retrucou.
Sasuke suspirou.
– São para você e nossa filha. Quero que as vista.
– Posso leva-las para casa e experimentar por lá mesmo. — Sakura não estava gostando nem um pouco da ideia de trocar de roupa no mesmo teto que o Uchiha.
– Vamos Sakura. Quero ver se mandei faze-las no tamanho certo. — Sasuke se aproximou dela e tirou as peças azuis. — As vermelhas são suas, agora entre naquele banheiro e as vista.
Sakura bufou. Sasuke nunca ira perder seu jeito mandão.
Pegou as peças na mão do Uchiha, e a contra gosto Sakura entrou na porta que continha o banheiro. A trancou por segurança, e logo retirou suas vestes e vestiu a linda blusa vermelha, e quando se olhou no espelho viu o simbolo do Clã Uchiha as suas costas.
Suspirou. Não acreditava que Sasuke mandou fazê-las. Ele estava tão mudado comparado ao de antigamente.
– Saia para que eu possa ver. — Escutou a voz grossa dele do outro lado da porta.
Mais uma olhada no espelho e destrancou a porta saindo.
Sasuke a avaliava de cima a baixo, e o olhar intenso dele a fez corar.
– Hn. — Ele tocou na gola da blusa. — Acho que não precisa experimentar as outras.
– Você não precisava fazer isto. — Sakura se ouviu falando.
O Uchiha encarou os olhos esmeraldas.
– Hn. — Sakura odiava quando ele fazia isto. E pior, ele não parava de encará-la. Seus olhos negros estavam cravados nas esmeraldas, e Sakura sentia seu corpo inteiro arrepiar-se.
Sasuke sentiu quando seu corpo parecia se mover contra a sua vontade, quando percebeu já estava a dois centímetros do rosto de Sakura, a olhando intensamente pronunciou:
– Preciso de você e da Sarada aqui comigo. Perto de mim...
Sakura apenas o fitou incrédula, o olhar dele sobre ela a deixava sem força até mesmo para protestar, de repente aquele quarto pareceu minúsculo, tudo nele irradiava o calor de Sasuke.
Sakura deu um passo involuntário para trás.
–Sasuke. Eu... Eu...
Sasuke não conseguia mais se conter, a boca rosada e carnuda parecia tão chamativa... E com esse pensamento ele a interrompeu com um beijo caloroso, a princípio Sakura pensou em resistir, mas quando sentiu o gosto de seus lábios, sua respiração ofegante, o modo rude mais ao mesmo tempo cheio de paixão com que Sasuke a segurava, Ela foi tomada por uma onda de prazer inevitável.
Retribuiu o beijo ainda mais desesperadamente, enquanto o apertava contra seu corpo, a respiração entrecortada dos dois era visível.
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