Família Grey
64 Famíia
Notas iniciais
**Teddy**
Dois anos depois...
— Pra quem você está mandando mensagem? — perguntei a Ava.
Estamos deitados na minha cama. Desde quando chegamos do colégio, almoçamos e viemos aqui para o meu quarto.
— Para a mamãe. — respondeu ela.
Dei um beijo suave nela e desci, daqui a poucos os pirralhos chegam da escola. Vou para a sala de tevê, passo em canal em canal até que deixo no jogo de beisebol.
Fiquei assistido por horas, até que uma pestinha de cabelo cobre como o meu. Tomou o controle da minha mão e colocou em Dora Aventureira.
— Eu estou assistindo Isabella. — rosnei.
Essa garotinha irritante só tem dois anos e é pior que a Phoebe, sério ela inferniza a minha vida. Pegou meu fone de ouvido para fazer corda para ela pular. Liam também não fica pra trás. Certa vez pegou meu boné novo, novíssimo e deu para o neve rasgar.
Eu não sei onde a mamãe e o papai estavam com a cabeça quando decidiram ter outro filho. Sério mesmo. Fui perguntar para ele se ele sabia o que era camisinha, quase levava uma surra.
— Eu “quelo” “Dola”. — disse ela subindo no sofá ainda com a farda da escola.
— Mas o controle estava na minha mão, portanto eu decido o que vou assistir.
— “Naum”
— Eu sou seu irmão mais velho sabia? Por isso eu quero assistir o jogo de beisebol.
— Ali. — disse ela quando a boneca cega perguntou onde estava alguma merda.
— Belinha venha tomar banho. — chamou mamãe da porta.
— Daqui “poco” mamãe. — disse ela.
— O Lee já tomou o banho dele.
— Sim Teddy leva Belinha. — disse ela olhando para mim com seus olhinhos cinza.
— Levo não. — falei.
Ela fez carinha de choro, é mimada igual à Phoe. Os olhos dela começaram a marejar. Peguei-a no colo.
— É mentira sua boba, eu levo você. — falei e dei um beijo em seu nariz.
Ah a quem quero enganar? Eu amo essa pestinha. Faço tudo o que ela quer.
— “Tinhamu”. — disse ela me abraçando.
— Também pestinha.
—Teddy não demora em levar ela. — disse mamãe sorrindo.
— Sim senhora.
Ficamos assistindo mais um pouco, mas tínhamos que atender a ordem da senhora Anastácia.
Subimos a escada correndo. Calma me deixa especificar (Belinha estava no meu colo). Paramos no quarto da Phoebe. Pediria para ela dar banho em Belinha.
Entrei sem bater queria irritar ela um pouquinho. Ela estava no notebook.
— Phoebe minha irmãzinha querida. Você poderia dar um banho em Belinha? — pedi sentando na cama dela.
—Theodore você sabia que aquela porta ali é para manter a minha privacidade? — rosnou ela.
— Mimada. — disse Belinha.
Prendi o riso, Phoebe encarou Belinha, mas depois explodiu na gargalhada.
— Você também é mimada Isabella. — disse Phoebe ainda rindo.
— “Naum” “quelidinha” do papai. — respondeu Belinha.
Gargalhamos de novo e Phoe foi dar banho em Belinha. Como já estava aqui decidi ir ao quarto do Lee.
— E ai. — falei batendo nossos punhos. Tinha ensinado isso para ele e papai não aprovou isso.
— Ei Teddy, “vamo” vê homem -“alanha”? — perguntou ele.
— Vamos antes que a Belinha vá para lá.
Descemos a escada correndo—agora Lee estava correndo mesmo—sentei no sofá da sala de TV e ele colocou o DVD. Enquanto estava no começo fui à cozinha fazer uma pipoca. Ava deveria está dormindo. Um costume que ela tem dormir a tarde e só acordar perto da hora do jantar.
Fiz a pipoca e peguei dois refrigerantes na geladeira e fui assistir com meu maninho.
— “Bigado”. — disse Lee quando dei o refrigerante para ele.
— Nada maninho. — falei.
Ficamos assistindo até que a pestinha chegou e sentou no meio de nos dois.
– "Quelo" "frigerante"- disse ela.
Levantei e fui buscar, mamãe e papai estavam na sala.
– Pai. — o cumprimentei.
Com a mamãe eu já tinha falado.
– Oi Teddy. — disse ele.
Fui para cozinha e peguei o refrigerante da Belinha. Quando cheguei à sala de TV a pipoca já estava acabando.
– MÃE. — gritei.
_ OI FILHO. — gritou ela de volta.
– FAZ MAIS PIPOCA.
_ OK.
Mamãe trouxe a pipoca, e ficou com a gente. Depois o papai também veio.
– Cinema em família? E ninguém me chama? — perguntou Phoebe parada na porta.
– Vai buscar mais refrigerante e aproveita e faça pipoca. — disse para ela.
— Mas alguma coisa patrão?
— Não maninha.
Ela riu e saiu. Logo depois Phoebe chegou com a pipoca e refrigerante. Assistimos outro filme dessa vez da Barbie já que era vez da Belinha. Nesse meio tempo tinha ido verificar Ava ela ainda estava dormindo. Não sei da onde ela tira tanto sono.
— Leitinho mamãe. — pediu Belinha.
— Acabou Belinha. — disse mamãe.
— “Naum”.
— Phoe, Belinha não é uma moça. Ela ainda mama. Só o Lee que é um homem. — falei para distrai-la.
— É Teddy. Ela é um bebê ainda. — disse Phoebe.
Ela encarou nos dois. Brava. A mini Christian era muita engraçada zangada.
— Bebê “naum”. Belinha moça. — disse ela saindo do colo da mamãe.
— Belinha bebê — riu Lee.
— Mamãe. — chamou ela.
– A Belinha não é um bebê. — disse mamãe.
_ Bobo. – disse Belinha.
O filme acabou e fomos para sala, estávamos esperando o jantar ficar pronto. Sentei no colo da mamãe. Iria abusar Belinha um pouquinho.
– Minha mamãe. – falei.
_ “Naum” mamãe minha. – disse ela brava.
– Minha.
_ “Naum” Teddy minha mamãe.
– Meu papai. – disse Phoebe sentando no colo do papai.
_ “Naum” papai meu. – disse Lee levantando do tapete bravo também.
– É meu Lee. Meu papai. – falou Phoebe.
Papai e mamãe só fazia revirar os olhos. Belinha me tirou do colo da mamãe e agarrou o pescoço da mamãe.
_ Vocês são piores que os pequenos. – disse mamãe.
– “Buxa” – disse Belinha.
Ergui os olhos a única pessoa que ela chama de “buxa” é a Ava.
– Eu não sou bruxa. – disse Ava com uma careta.
Não sei por que Belinha chama Ava de bruxa. Não sei se é por que viu Ava com cara de sono. — que vou te contar, o cabelo dela fica lá em cima. — meu pai rir enquanto Ava olha feio para Belinha.
_ Ava é o que Belinha? – perguntou papai.
– “Buxa”. – disse ela saindo do colo da mamãe.
_ Padrinho para, eu não sou bruxa. – indagou Ava.
– “Levola”. – falou Belinha com a mão na cintura na frente da Ava.
_ Chata. – disse Ava imitando a postura da Belinha.
– Feia.
_ Mimada.
– “Purtavel.”
Caímos na gargalhada com a palavra da Belinha. Da onde ela tirou essa palavra “purtável”?
Ava sentou-se ao meu lado. Não podemos ficar nos agarrando por causa dos pequenos. Mais pense é difícil viu? Depois que a Ava me perdoou fica difícil manter minhas mãos longe dela.
_ Tenho que ir para casa. – disse Ava.
– Primeiro você janta depois vai. – disse papai.
_ Tudo bem tio, mas o senhor explica a mamãe tá bom?
– Sim.
XXX
_ Vou sentir saudades. – falei abraçando Ava.
– Só são dois dias bobo. – disse ela.
_ Eu sei. Mais ficar sem você é chato.
– Você ficou sem mim três meses.
_ Por que você não me queria.
Ela me olhou incrédula.
– Tá legal, eu fui idiota.
_ Só idiota?
Não respondi apenas beijei-a, Ava enlaçou seus braços no pescoço e a puxei para mim, querendo fundir nossos corpos.
– Só não vão transar aqui né? – escutamos a voz do meu padrinho e nos separamos.
_ Oi tio. – falei.
Nossa aposta ainda está de pé. O cabelo dele está maior que o meu. No meio das costas. Já o meu está quase lá.
– E ai moleque. Já está tarde hora de ir.
_ Ele sabe pai. – falou Ava com uma careta.
– Então tchau Teddy bear.
_ Tá chato hoje viu tio. – falei.
– Ô Kavanagh. – fingiu grita tio Elliot.
_ Tchau Teddy. – disse Ava me dando um misero selinho que nem fez cosquinha.
– Está na hora de ir moleque. Alias vamos ali buscar o Xande. Você dirigi.
_ Sim senhor. – respondi rindo.
Continua...
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