Family's Love.
9 Cap. 9 - Love trial.
Notas iniciais
— Vocês três se comportem e obedeçam a sua mãe. Beth, você sabe que está de castigo, então nada de sair de casa. Harmony, não coma doces antes do jantar, e Marley, tome conta das suas irmãs. –
— Como se ela fosse muito responsável... – Beth sussurra, fazendo um pequeno bico emburrado. –
— Cala a boca. — O sorriso de Marley se desfaz e ela logo dá uma cotovelada na irmã mais velha, porém ambas são paradas por Quinn antes que acabassem no chão, aos tapas. –
— Eu vou sentir a sua falta, mamãe. – Harmony diz, abraçando a cintura de Quinn como se sua vida dependesse disto. A mais velha sorri, se abaixa e então beija a testa da garota, abraçando-a de volta. Harmony era um doce. Amável, gentil, atenciosa e levemente tímida, lembrava muito Quinn quando tinha sua idade. –
— Eu também vou sentir sua falta, Mony, De todas vocês, na verdade. – Quinn não quis, mas fora inevitável não olhar nos olhos castanhos de Rachel. E a morena correspondeu. –
Segundos, minutos, horas, anos, talvez até mais tempo do que isso tenha se passado, mas nenhuma das duas teria percebido. Quando as duas estão juntas, automaticamente, sentem que podem enfrentar qualquer coisa. Era muito mais do que amor, algo que não se pode expressar em palavras. E Quinn não sabe se isso é bom ou ruim.
— Se beijem logo ... – Diz Beth, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha. Marley engasga ao falhar na tentativa de segurar uma risada, Harmony parece se animar com a ideia, e já as duas mulheres rapidamente quebram a troca de olhares, Rachel dá uma tossida obviamente forçada mesmo com toda a sua experiência no cinema, e Quinn finge abotoar seu cardigã amarelo sem botões. –
Quinn desejou tanto sair dali que alguma força divina deve ter acabado escutando, já que seu voo fora anunciado segundos depois. A loira pegou sua bolsa, a mala de rodinhas, suspirou e olhou para as filhas – e Rachel -, mas vacilou como já imaginara que iria fazer, sentindo seus olhos encherem d’água. Seriam só quatro dias, mas mesmo assim já podia sentir a saudade.
— Eu vou sentir tanto a falta de vocês ... – Ela murmura, engolindo em seco e segurando para não chorar. –
Em uma questão de segundos, as três garotas já estão em um abraço coletivo com a mãe. Rachel suspira e sorri; Ela adorava aqueles momentos em família. Era como se não fossem apenas uma entre várias, os Berry-Fabray eram especiais.
— Não seja antissocial. – A voz de Beth a tira de seus devaneios, a garota sorria de lado. –
— O qu- Rachel mal tem tempo de terminar, quando é puxada para o abraço. Agora sim a família estava completa. –
Foram poucos segundos, mas mesmo assim se tornaram tão especiais para Rachel quanto o dia do nascimento de cada uma de suas filhas, ou até mesmo o dia do seu casamento. Estavam interagindo em família ali, ninguém brigando com ninguém, ninguém evitando ninguém, eram apenas elas, e aquele era o momento no qual Rachel jamais trocaria por nada.
— Eu realmente tenho que ir. – Quinn diz sorridente, dando alguns passos para trás. – Eu amo vocês ... Três – Quatro! Vocês quatro! Sua mente gritou. – Se comportem, ok? –
— Mande um ‘oi’ pra tia Frannie. E escreva ‘XOXO’ ao lado do autógrafo, as pessoas gostam. – Marley dá de ombros e sorri inconscientemente. –
Quinn assente e retribui o sorriso. Seu olhar se cruza com o de Rachel uma última vez até a loira dar as costas para as quatro, finalmente indo fazer os procedimentos para embarcar no avião. Rachel se vira para as três garotas, um pequeno sorriso brincava em seu rosto.
— Querem fazer o quê? –
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Beth não precisava ser a típica Cheerio vadia para mandar no McKinley ou ser o motivo de pesadelos dos perdedores, bastava a fama de mau e calças de couro para que as pessoas passassem longe. Mas uma única pessoa não a achava um ser humano assustador e desagradável, como todos diziam. Valerie Lopez-Pierce, a garota ruiva adorável que lembrava muito a própria Brittany, era também a única pessoa que conseguia falar com Beth sem levar alguma patada.
— Você foi mesmo presa sexta-feira? – Ela pergunta sem esconder o tom preocupado, segurando o pulso da mais baixa. A sensação era estranha para ambas, como se um único toque fosse algo inexplicável, mas facilmente viciante. Poderiam passar o dia inteiro de mãos dadas. –
— Heh – Beth zomba, sorrindo de lado e arqueando uma sobrancelha. – Por quê? Preocupada comigo, Lopez? –
— Sim, eu estou preocupada com você. Seu estilo de vida não é certo, Beth. Beber, fumar, ser presa, não vai fazer você ser mais legal. – Sua feição preocupada é no mínimo adorável, Beth poderia observá-la para sempre. Ok, isso foi estranho. Ela é uma garota de uma noite só, se apaixonar não está nos seus planos. Espere, se apaixonar? – Você sabe mais do que ninguém o que acontece com que bebe, não é? Pense nisso. –
Relutante, a ruiva finalmente solta o pulso da morena e então se afasta, provavelmente indo para alguma das suas várias atividades extracurriculares. A mais baixa, ainda meio zonza, se perde em seus pensamentos. Esse era o sentimento que Rachel se referia ao falar de Quinn? Elas só dormiram juntas uma vez, não tinha como desenvolver sentimentos por Valerie ... Tinha?
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— Cheguei! – Valerie grita ao abrir a porta da casa, atrás dela, Ryder e Marley vinham conversando sobre o último filme de herói recentemente lançado. Os três sempre poderiam ser encontrados juntos, eram basicamente uma versão nova da Trindade Profana. –
— Ryder, Marley! – A pequena Sugar grita animada, virando-se no sofá para bater um high-five com cada um dos adolescentes. Ao lado dela, Harmony sorri quando Ryder bagunça seus cabelos escuros. –
— Hey, o que está fazendo aqui? – Marley pergunta para a irmã mais nova, arrumando a bagunça feita pelo amigo. –
— Eu perguntei pra mamãe se eu podia vir aqui e ela disse que sim, daí a tia Britt buscou a gente na escola. –
— Hm, ok então. – A mais velha dá de ombros. –
— Vamos logo, vocês dois! – Valerie, que aparentemente tem o poder de se teletransportar, gritou das escadas. Ou ela era uma bruxa, ou a animação para jogar o jogo novo fosse tanta que ela mal conseguia parar no lugar. Talvez os dois, afinal algumas lendas antigas dizem que os ruivos não têm almas. –
Marley e Ryder se entreolharam e riram, logo indo atrás da amiga na escada, que já estava ficando impaciente.
...
Era preciso concentração. Talvez até muito mais do que isso. Aquele era o momento decisivo, esperado durante muito tempo de sua vida. Apenas um movimento em falso e estava tudo perdido, tantos anos de treinamento jogados fora e ...
— Ganhei de novo. – Ryder diz com um tom entediado. Marley encarou o próprio controle e então finalmente o garoto sentado ao seu lado; Não era Valerie a bruxa, e sim Ryder! Como pode? Foi a vigésima partida seguida! ... Talvez Marley que fosse muito ruim mesmo. –
— Você sabe as regras, Fabray – Valerie, que estava jogada em sua cama de casal enorme, começa. – Você perdeu, você vai buscar a água. –
Marley levanta a contragosto, e faz um adorável biquinho emburrado, resmungando coisas como ‘não vale’ e ‘isso é tão injusto’, mas já está normal quando entra na cozinha, onde Brittany cozinhava algo, cantando e dançando, tão animada quanto ... Bem, ela mesma, pode ser.
— Você perdeu de novo? – A mulher loira indaga com um sorriso adorável no rosto, e Marley faz uma careta frustrada. –
— Não tem graça, tia B ... – Murmura a morena, jurando escutar algo como ‘na verdade tem sim’, mas ignora. Ela pega dois copos de água e com todo o cuidado do mundo sai da cozinha, apenas para quase derrubá-los ao ver Kitty entrar na casa. Ela usava uma regata colada ao corpo e shorts de corrida curtíssimos, além de parecer um pouco cansada, mas estava tão estranhamente sexy. –
— Hey Marley. – A garota loira chama, sorrindo de lado. A mais alta sentiu as pernas fraquejarem. –
— Oi ... Kitty. – Ela sorri sem graça, mentalmente torcendo para ter uma parada cardíaca, seria menos vergonhoso do que qualquer idiotice que acabaria dizendo. –
— Olha, faz um tempo que eu quero te perguntar isso – O maldito sorriso não saia de seus lábios! Ela ia se aproximando, e quando Marley foi ver, já estava praticamente invadindo seu espaço pessoal. – Mas o que acha de ir comigo no Breadstix? –
O rosto de Marley adquiriu um adorável tom escarlate, e Kitty quase morreu com tanta fofura. Marley era adorável! Parecia uma criancinha, doce e amável. Já Kitty, por outro lado, era a Cheerio vadia, fria e sem coração assim como sua mamá Santana anos antes dela. Jamais conseguiria fazer aquele pedido na escola, então teve que pagar metade da sua mesada para Valerie poder comprar um jogo idiota, apenas para levar Marley até sua casa. Mas valeu a pena.
— ... Claro, por que não, não é? – A morena sorriu animada, assim como a própria Kitty. A loirinha deu mais um passo, agora estava tão próxima que se ficasse na ponta dos pés, conseguiria alcançar os lábios finos de Marley. E bem, foi o que ela fez, dando-lhe um selinho demorado. –
— Ok, vamos amanhã, então! – E então, outro selinho. Caramba, ela estava querendo matar a coitada do coração?! –
Como se nada tivesse acontecido, Kitty praticamente saltitou até a cozinha, deixando uma Marley pasma para trás. A morena travou. Como respirava mesmo? Para seu desespero aumentar, ninguém menos do que a própria Santana Lopez desceu as escadas, com seu olhar frio e assustador que destruía almas. Com certeza ela havia visto e escutado tudo, ou seja, Marley já podia se preparar para o seu próprio funeral.
— Eu tô de olho em você, Berry-Fabray. Você não consegue esconder nada de mim, eu sei de tudo. Então, se você sequer pensar em fazer alguma idiotice, eu faço você engolir o seu próprio fêmur, ok? – A latina sussurra num tom que faria até Freddy Krueger borrar as calças, e a morena assente ferozmente. Santana sorri e então dá um tapinha no ombro da garota mais alta, e vai até a cozinha, provavelmente ao encontro de Brittany. –
Marley respira fundo e então suspira; Onde estava se metendo?
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