Family's Love.

14 Cap. 14 - They are finally together?


Notas iniciais
O-lá, Como vão? Bem, eu espero :v

Beth estava sentada desconfortavelmente na cadeira, e ao outro lado da mesa, de frente para ela, estava Santana. A mulher latina parecia irritada e se tivesse visão laser a garota já estaria sem cabeça. A mais velha pigarreou e apoiou seu peso no encosto de madeira, cruzando os braços enquanto nunca perdia seu maldito olhar intimidador. Mais um pouco e Beth sentia que Santana acabaria matando-a apenas com o olhar.

— Olha, tia Sant-

— Não me surpreendo pelo fato de vocês estarem namorando, Valerie fala de você desde quando eram crianças. Mas você nunca será boa o suficiente para ela. Ninguém nunca será bom o suficiente. Se ela acha que você é boa o suficiente, tudo bem, mas para mim jamais vai existir alguém digno, ela é minha garotinha e eu espero que você entenda isso. Eu te conheço desde antes de você nascer e acho que você é uma boa escolha apesar de tudo Beth, mas agora você vai ter que andar na linha. Valerie não merece ser magoada, então, se você algum dia machucá-la, eu vou atrás de você. Eu vou te caçar, te achar e te esfolar. E também espero que você saiba usar uma camisinha, caso contrário eu vou te castrar, ok? Eu posso ser boazinha quando eu quero, mas se você não sabe, eu cresci em Lima Heights Adjacent. Sabe o que acontece lá? Coisas ruins. Muito, muito ruins. Entende, miniatura? –

— Miniatura? – A garota pergunta pausadamente, franzindo o cenho. A latina, por outro lado, bufa impaciente; -

— De tudo que eu disse só isso que você conseguiu captar, enfeite de jardim? –

— Não ... Eu ... Entendo, tia Sant. Mas eu amo a Valerie de um jeito que eu achei que nunca amaria ninguém. Nunca vou decepcioná-la, isso eu prometo tanto para você quanto ela. – A garota diz com uma confiança incrível. Valerie merecia uma pessoa melhor do que ela – afinal, já fora até presa -, e por isso melhoraria pela ruiva. Iria provar que merecia ficar do lado daquela garota incrível que era a Lopez-Pierce. -

Santana sorriu minimamente; Claro que não tinha dúvidas de que Beth era a melhor escolha para Valerie, mas só pretendia colocar todo aquele medo básico que os pais colocam. Tinha total confiança de sua garotinha para Beth, mesmo que isso significasse que a ruiva acabasse com piercings, tatuagens e um gosto musical um tanto peculiar. Se sua filha se sentia feliz com isso, ela também estaria feliz. Mas ela era Santana Lopez de Lima Heights Adjacent, inferno! Se não intimidasse as namoradinhas de suas filhas não seria ela mesma!

— Eu sei que nunca vai decepcioná-la. Já disse que meu pai levava meu irmão e eu para vê-lo caçar quando éramos crianças? –

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No jantar, já na casa de Quinn, estavam todas quietas. Rachel e a loira se olhavam carinhosamente, coisa que Beth não deixou passar, enquanto Marley e Hamorny faziam caretas uma para a outra e riam ainda de boca cheia. Se Quinn não tivesse ocupada trocando olhares com uma certa morena, era obvio que acabaria repreendendo-as.

Beth chutou a canela de Marley, e a morena lhe virou ainda de boca cheia e com um olhar irritado, que deu lugar para um olhar curioso quando a mais velha meneou a cabeça em direção às mães, que estavam próximas até de mais, com sorrisos bobos e bochechas coradas.

Aí tem.

— Vocês tão se encarando ... Faz tempo.- Diz a filha mais velha, e Rachel assente, sem tirar os olhos de Quinn. –

Beth bufou impacientemente e revirou os olhos como só um Fabray saberia fazer.

— A Valerie tá grávida. De quadrigêmeos. Vamos abandonar a escola pra criá-los. – Quinn assentiu, as duas presas em sua bolha particular o suficiente para não escutar palavra alguma. –

— Eu fui presa. De novo. – Disse Beth, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha. –

— Que bom- Espera, o quê? – Finalmente alguém prestou atenção! Rachel parecia confusa e provavelmente não havia entendido nada do que Beth dissera. –

— Vocês estão namorando? – Harmony pergunta repentinamente, surpreendendo todas as três. Quinn quase engasgou com a comida, e enquanto Rachel se deixou corar fortemente, Marley e Beth falharam na tentativa de disfarçar o riso. –

— Pelas caras que fizeram, acho que estão sim Mony. – É Marley quem diz, sorrindo de lado com a possibilidade. Ela não via as mães juntas desde os seus seis anos de idade, era óbvio que as queria juntas pra ontem! –

—É, acho que estão precisando nos dizer alguma coisa. – Beth diz sugestivamente, arqueando as sobrancelhas para as duas mulheres sentadas na outra ponta da mesa. –

Elas se entreolham, Quinn assente e as três garotas sorriem, imaginando uma boa notícia.

— Não é nada fixo ... – Rachel começa pausadamente, e sem sua consciência, segura a mão de Quinn cuidadosamente por baixo da mesa. –

— Estamos apenas tentando algo ... – Quinn continua, sorrindo para as três filhas e então para a morena encantadora ao seu lado. –

— Mas pode-se dizer que nós voltamos. Ou algo assim. – Rachel terminou, sorrindo de volta para a loira. As duas trocaram um selinho, que logo foi seguido por um gritinho animado vindo de Harmony. –

A garota se levantou e num pulo já estava agarrada às mães, abraçando-as desajeitadamente. Marley foi a próxima, compartilhando daquele abraço aconchegante e de posição desconfortável. Beth – que nunca foi uma pessoa de ‘contato físico’ -, foi a mais relutante, mas após uma rolada de olhos e um sorrisinho de lado, acompanhou o resto da família. Seu rosto poderia ter um semblante desconfortável, mas é obvio que ela era a mais feliz dali.

Rachel sorriu e beijou a bochecha de Quinn. Agora, estava tudo bem.

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Cerca de uma semana depois, estava tudo ótimo para o casal. Para todos eles, na verdade. Beth fizera o que prometera para Santana, estava sóbria e Valerie se orgulhava disso. Quinn e Rachel pareciam duas adolescentes, e por conta de vários rumores na internet dizendo que haviam voltado, mal podiam pisar fora de casa que já eram atacadas com flashes e perguntas por um bando de paparazzi irritante. Já Marley e Kitty não podiam chegar perto de Beth, pois – de acordo com ela -, corria risco de ter cáries com toda aquela doçura enjoativa.

— Vamos suas incompetentes, vocês acham isso difícil? Tentem fazer uma cirurgia a laser no próprio olho com apenas uma mão, isso sim é difícil! – A voz de Sue Sylvester saía estridente pelo alto falante, acordando os cérebros adormecidos e cansados das lideres de torcida com roupas vermelhas, que corriam ao redor do campo enquanto a mulher loira as seguia num carrinho de golfe. –

— O que foi, Kitty? Já está cansada? Você está apenas na sexta volta, pelo amor de Deus! Você costumava aguentar até a décima sem nem suar! – Sue gritou. Aparentemente, aquela mulher sempre seria a mesma. Mas os mais chegados sabiam que apesar do seu egocentrismo, era gente boa. –

Kitty não conseguiu responder, somente abrir a boca já fazia com que se sentisse nauseada. Tudo parecia girar, sua cabeça doía como se tivesse sido pisoteada por uma manada de elefantes, e sua visão estava turva. Deus, não poderia ficar doente no meio de um treino de Sue Sylvester, seria como pedir para morrer.

Mas Kitty realmente não se preocupou muito com isso, afinal, um segundo e meio depois, já estava caída na grama fofinha e úmida, inconsciente.

Notas finais
Kitty tem câncer. Mindira. Gelou aí, né? :v Mas é sério, não tem não.