Family's Love.
15 Cap. 15 - When two families saw one.
Notas iniciais
A ansiedade parecia corroer todos os seus órgãos e vasos sanguíneos, e se Kitty passasse mais algum segundo sequer desacordada, Marley não tinha certeza se seu frágil coração aguentaria. Não existia tortura psicológica pior do que vê-la naquele estado; Kitty tinha febre e estava mais pálida do que o normal, e mesmo que a enfermeira bruta dissesse que estava tudo bem, Marley tinha certeza que algo estava errado ali.
Não se sabe quanto tempo se passou até a loira acordar, mas para Marley, pareceu que foram vários anos até Kitty apertar a sua mão e então despertar, ela parecia perdida e despreocupada, mas quando as lembranças vieram em sua cabeça como uma bala perdida, automaticamente tudo que ela quis fora apenas se encolher e chorar. Suas suspeitas estavam certas, assim como as duas riscas no teste.
— Kitty! – A morena exclama, parecendo aliviada. O semblante assustado deu lugar para um sorriso feliz e adorável como apenas ela sabia fazer. – Deus, eu fiquei tão preocupada com você! Mas agora está bem, né? –
A loira mal conseguiu responder e a morena colou suas testas, fazendo Kitty sorrir minimamente; Marley era adorável. Ela se preocupava mais com os outros do que consigo mesma, ria de piadas idiotas e fazia um biquinho fofo quando fazia manha. Deus, ela em si era um poço de fofura!
— Eu estou bem agora Marls, não se preocupe. – Diz Kitty, aproximando-se de Marley para tomar seus lábios num selinho calmo e reconfortante. Poderiam se beijar o dia inteiro, que sempre seria uma sensação nova em cada um deles. –
As duas foram atraídas por um limpar de garganta forçado; Valerie estava escorada na porta da enfermaria, de braços cruzados e uma sobrancelha arqueada.
— Como está se sentindo? – Perguntou a mais velha, aproximando-se do casal. Seus olhos fitavam duramente Kitty sem pestanejo, e já a irmã mais nova mal conseguia levantar a cabeça e lhe encarar nos olhos. Enquanto isto Marley estava alheia a tudo, apenas sorria feliz por Kitty estar bem. –
— Bem. – A loira diz prontamente, nunca fitando sua irmã mais velha. Era como se olhasse nos olhos azuis-esverdeados como os seus, acabaria sentindo o peso de suas ações caindo em suas costas. –
— Marls, pode nos dar licença por favor? Sabe, assuntos de família. – A ruiva diz para a melhor amiga, que suspira e assente, logo plantando um beijo suave na testa da namorada e sussurrando um ‘eu te amo’ antes de se retirar do cômodo. Como a enfermeira estava pouco se lixando para os alunos, restaram apenas as duas irmãs Lopez-Pierce na enfermaria. –
A tensão que logo invadiu o cômodo era tanta que chegava a ser palpável. Kitty estava nervosa e parecia que ia chorar, Valerie tinha a expressão dura e os olhos semicerrados, ela estava ficando muito com Beth, afinal, já havia até adquirido suas feições indiferentes e misteriosas, de quem pode facilmente esconder seus sentimentos e pensamentos, se tornando imprevisível e até intimidadora.
— Finalmente está convencida? Eu sei que você estava com a Marley algum tempo antes de vocês se assumirem para a escola inteira. –
— Não sei do que você está falando. – Uma mentira descarada. A loira apertou a barra de sua saia e desviou o olhar, não conseguia encarar sua irmã. Ela choraria se fizesse, podia sentir isso. –
— Kitty, isso é uma coisa séria, você não pode esconder, ao menos não pra sempre. Vamos, pode me falar. – A ruiva insistiu, sentando-se no banquinho de madeira ao lado da cama antes usado por Marley. –
— Eu não posso ter um filho agora, Valerie! – A loira quase gritou. Ao proferir em voz alta essas palavras que mexiam com a sua cabeça já fazia algum tempo, fora como entrar no automático para que chorasse. Agora parecia tudo mais real. Ela estava grávida de Marley. –
— ... Você vai-
— Não! O que você acha que eu sou? Essa criança não tem culpa de nada! As culpadas somos eu e Marley! – Kitty disse, as lágrimas já corriam livremente em suas bochechas, deixando-as marcadas. Seus cílios volumosos estavam molhados e os olhos, inchados e vermelhos. –
— Tá, e o que você pretende fazer? – Valerie perguntou baixinho. Ela estava realmente com pena da irmã, não conseguia imaginar o que Kitty sentia agora, mas tinha certeza que beirava o desespero. –
— Eu não vou ficar com esse bebê, ele foi um erro, um descuido. – A loira respirava pesadamente, algumas lágrimas ainda caíam de seus olhos, mas ela aparentava estar um pouco mais calma. Ela simplesmente não podia ficar com aquela criança. –
— Vai colocá-lo para adoção? – Kitty assentiu sem dizer palavra alguma. Apesar de não desejar aquela criança, seu estômago revirara ainda mais só de pensar nisso. – Mas você já falou com Marley? O filho também é dela. –
— Não. Ela ainda não sabe. Por favor, não conte pra ela! –
— Você está pedindo pra eu manter um segredo da minha melhor amiga – Valerie arqueou uma sobrancelha, mas por fim bufou, coçou os cabelos alaranjados e assentiu pausadamente. -, eu não vou dizer nada, mas quem tem que fazer isso é você. Me prometa que vai dizer logo? –
— Eu vou dizer. Obrigada Lerie, eu te amo. – A loira sorriu minimamente para a irmã mais velha, e se aproximou o suficiente para abraçá-la. As duas ficaram assim por alguns segundos, até que a ruiva se soltou de Kitty e então se levantou; -
— Vamos, eu vou te levar pra casa, você precisa descansar. –
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Rachel e Quinn estavam tão grudadas que mal se podia dizer onde um corpo acabava e o outro começava. Estavam abraçadas, a morena por cima da loira, enquanto assistiam algum filme aleatório que se passava na televisão. Pareciam duas adolescentes apaixonadas, o que, de fato, nunca deixaram de ser.
— Eu te amo. – Rachel diz, respirando fundo para poder se embriagar com o leve aroma de baunilha que os cabelos dourados emanavam. Deus, adorava aquele cheiro! Desde sua adolescência, sempre amou o aroma natural de Quinn. –
— Eu também te amo, Rach. – A loira respondeu, subindo suas mãos da cintura fina da morena para as laterais de seu rosto, puxando-a para um beijo demorado, que logo acabou iniciando uma excitação dilacerante em ambas, como uma onda de choque em todo o sistema nervoso. -
Não demorou muito para sentir a ereção de Rachel lhe roçando, e isso fez com que a loira soltasse um risinho malicioso. As mãos dá morena acariciavam seus seios médios e firmes, enquanto movimentava levemente o quadril para que se tocassem ainda mais. Os beijos de Rachel desceram pelo seu pescoço até a diva abaixar a alça do vestido florido, beijando, mordendo e lambendo cada pedaço de pele exposta.
Ao abaixar o vestido o suficiente para liberar os seios excitados, Rachel prontamente capturou o mamilo direito em sua boca, mordiscando-o levemente, ao mesmo tempo arrancando gemidos altos de Quinn, que aproveitava cada parte da língua aveludada de Rachel.
E aí o telefone tocou, para o desespero de ambas. Mas Rachel não parou. Quinn estendeu a mão até pegar o maldito aparelho, e então colocou-o na orelha ao mesmo tempo que Rachel largou seu seio, deitando a cabeça sobre seu peito, escutando o coração disparado de Quinn.
— Alô. – Ela diz com impaciência, e logo fora abordada com gritos irados em espanhol. Santana. A loira bufou e acariciou os cabelos de Rachel, que praticamente ronronou com a carícia deliciosa. – San ... Santana ... Santana-
— Santana es la mierda! Sabe usted lo que hizo tu hija? Tu sabes? Ella abusa de mi ninã! Felicitaciones a nosotros, serán las abuelas! Al parecer, la hija de alguien de aqui no sabe como usar um condón y ahora mi hija está embarazada! Felicitaciones a Marley, felicitaciones, ahora se puso el luchador de la concesión del anõ! Voy a empalar y luego el relleno de su hija! No, mejor, voy a cortar los brazos y las piernas y luego le doy comida a los perros-
— Santana, eu realmente não entendi nada do que você disse, pode passar o telefone para Britt por favor? – Alguns protestos foram escutados do outro lado da linha, e logo Brittany portava o aparelho. –
— Oi Q. – Disse a outra, enquanto os gritos de Santana ainda eram escutados como plano de fundo para a voz de Brittany. –
— Oi Britt, o que aconteceu? –
— Bem ... Olha, Quinn, isso pode ser um pouco chocante, então se prepare, ok? Eu fui no quarto da Kitty pegar uma jaqueta que ela tinha pegado emprestado de mim, e no guarda-roupas dela eu achei uma caixa. Eu sabia que não deveria ver, mas ... Bem, dentro da caixa tinha um teste de gravidez positivo .... Quinn? Quinn? -
A loira travou. Não conseguia entender aquilo direito. Kitty tinha um teste de gravidez positivo. Kitty estava namorando com Marley. Marley, assim como Beth, tinha a anomalia genética de Rachel. Isso significava que ... Oh, céus.
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