Family's Love.

11 Cap. 11 - Teen love.


Notas iniciais
O-lá, gaylera 'u' Ok, aqui começa as minhas desculpas de vinte páginas pelo fato de que eu não respondi os comentários ... Mindira. Tá, é o seguintchy; Eu tô ocupada. Tipo, muito, MUITO, ocupada. Nem deu tempo de escrever direito. Mas tá aqui. Enjoy.

— Mamãe! – Harmony gritou animada, correndo para os braços de Quinn. A loira apertou a garota com força, afundando seu nariz no topo da cabeça morena, aspirando o cheiro do shampoo infantil. Poderia ter sido apenas quatro dias, mas fora o suficiente para a saudade ser tanta a ponto de matar. Quinn simplesmente odiava ficar longe das filhas. –

— Como foi em New York? E como está a tia Frannie? – Perguntou Marley. –

Beth estava quieta ao lado esquerdo de Judy, que ignorava completamente Rachel. Digamos que a matriarca dos Fabray abominava a Berry com toda as suas forças. E a morena não deixava de achar que ela tinha razão. Rachel estava longe de ganhar o prêmio de mãe do ano e era uma ex-alcoólatra. Ninguém quer uma pessoa dessas perto da família.

— Estou ótima! – Uma voz escutada há tempos atrás emerge de trás de Quinn, Frannie. A Fabray mais nova tem seu típico sorriso animado no rosto, em suas mãos, duas malas indicavam que ela voltou para ficar, ao menos por um tempo. Seu brinco de pena voava de um lado para o outro enquanto ela andava, o óculos de sol redondo segurava sua franja loira em cima da cabeça. –

— Francine! – Judy exclama, animada. Fazia tempo que não tinha noticia alguma de sua filha mais nova. Se não telefonasse, dificilmente seria contatada, pois uma vez que Frannie se concentrasse no trabalho, poderia passar dias sem se conectar com o resto do mundo. – Parabéns, Quinn, você conseguiu desentocar o ratinho hippie! ... O que realmente aconteceu? –

— ... É uma longa história ... Mas adivinhem quem é a nova professora de filosofia do McKinley? ... Eu acho ... – Frannie sorri. Ela deixa cair suas malas e então abraça as três sobrinhas, a mãe, e por fim olha para Rachel com expectativa. A morena franze o cenho e um sorriso divertido surge em seus lábios. Ela se aproxima lentamente da mulher loira de braços abertos e a abraça desajeitadamente. –

Quinn sorri timidamente para Rachel, que sorri de volta ainda sem jeito. As três irmãs compartilharam um olhar que tinha apenas um significado; Temos que juntar essas duas! Frannie sorriu ao perceber o que se passava e Judy obviamente não gostou nem um pouco.

— Espero que a sessão de autógrafos tenha sido boa, Quinn. Você é uma escritora muito talentosa. – Rachel disse gentilmente, e aquilo fora o suficiente para arrepiar a loira. Lembrou-se instantaneamente de quando ainda era adolescente, e na primeira vez em que dormiu na casa de sua namorada, apresentou para Rachel seu primeiro conto, simples e que retratava uma situação rotineira. Estava insegura, mas Rachel adorou, disse que ela tinha futuro nisso. Que era talentosa. —

— Obrigada. – Ela sorri timidamente, ajeitando uma mecha loira para atrás da orelha e suspirando lentamente. Quando percebe o clima que se instalara no local, rapidamente tratou de tossir forçadamente e então pegar suas malas, rapidamente arrumando alguma desculpa para ir embora logo. –

Marley e Beth se entreolharam, arquearam uma sobrancelha e deram de ombros, indo atrás da mãe logo em seguida.

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Um jantar em família, perfeito. Bem, tirando o fato de que Rachel ficou com medo de que Judy tivesse “acidentalmente” jogado veneno de rato na sua salada, perfeito. Estava tudo correndo naturalmente, como se nunca tivessem tido um problema sequer. Rachel, assim como Marley e Beth, sorriu; Haviam desejado tanto, que agora, enquanto realmente acontecia, era como um sonho, no qual elas abririam os olhos e então se libertariam daquela prisão ilusória onde tudo era falso e imaginário. Mas, felizmente, estavam realmente vivenciando aquele momento.

Quinn lhe pediu o sal, e quando Rachel passou o saleiro, suas mãos se roçaram, criando uma corrente elétrica bem familiar para as duas. Judy observava tudo em silêncio, apenas cortando pedaços do peito de frango e levando-os até a boca.

— Você foi mesmo presa? – Frannie perguntou para Beth, tomando uma golada do seu suco de laranja. A garota parou o garfo na metade do caminho até sua boca aberta, estreitou os olhos e arqueou uma sobrancelha. –

— Tecnicamente, não. O policial me levou para a delegacia por causa do tumulto e blá, blá blá. E eu bati num cara. E de acordo com aquele idiota, desacatei um policial lá. –

— Isso significa que você foi presa. – Marley murmura, revirando os olhos. Porém, como sempre, antes que acabassem brigando como duas crianças, Quinn interviu. –

Freddie, que dormia confortavelmente no canto da cozinha, se levantou, chacoalhou todo o seu pequeno corpo e se aproximou de Harmony, deitando-se abaixo de sua cadeira.

— A propósito – Beth começa. – Eu ainda-

— Sim, você ainda está de castigo. – Quinn responde, arqueando uma sobrancelha. –

— Mas eu ia-

— Marque para outro dia. –

— Acho que a Valerie não vai esperar pra outro dia ... – Marley diz, sorrindo de lado para a irmã mais velha que só faltou esgana-la ali mesmo. Rachel sorriu para Beth que fuzilava a irmã mais nova com os olhos. –

— Você está saindo com a Valerie, Beth? – A morena pergunta, e a garota quis que surgisse um buraco ali para que pudesse se enfiar e nunca mais sair. Isso não é o tipo de pergunta que se faz! –

— Não! – Ela diz rapidamente, seu rosto se contorce em uma careta nervosa e engraçada. – Nós somos só ... Amigas. Amigas não! Conhecidas! ... –

— Mas eu vi vocês duas se beijando! – Harmony diz, e de repente o silêncio reina. Beth lhe encara com os olhos arregalados, enquanto o rosto de Marley e também das duas mães brincam com suas feições divertidas. –

— Wow, plot twist. – Frannie diz, mais interessada naquela situação do que comer sua salada. –

— Você o quê? –

— Vi vocês se beijando! Eu estava na casa da Sugar, daí da janela dela deu pra ver você e a Valerie se beijando! –

Todas olharam para Beth com expectativa, mas a garota apenas se levantou, se espreguiçou, e murmurou sobre estar no quarto. Não era todo dia que Beth se embaraçava por algo considerado “banal” por ela mesma, então, com certeza a resposta para a pergunta de Rachel seria um “sim”.

...

Judy e Frannie foram embora, e acabou que as outras cinco decidiram assistir um filme. O Rei Leão, que fazia Quinn chorar, mesmo que já soubesse o que aconteceria. No meio do filme, Harmony começou a bocejar e no final já dormia profundamente nos braços de Rachel. Com mensagens trocadas por olhares, Beth e Marley decidiram ir dormir, deixando as mães sozinhas.

Rachel se ofereceu para ajudar Quinn a lavar a louça. A loira lavava e a morena secava e guardava. Sem que percebessem, vinham agindo como um casal há algum tempo.

— Marls me disse que o Finn parece ainda ter interesse em você. – Rachel murmurou, o assunto que não saia de sua cabeça desde que a filha lhe contara. Não negaria seus ciúmes. Quinn era sua garota, e bem, ela e Finn já foram namorados no colegial, mesmo que fosse apenas por status, não deixavam de terem sido um casal. –

— Bem, eu não posso dizer o mesmo. – A loira sorri, mas por dentro, ela vibrava de felicidade. Rachel demonstrara ciúmes, de uma certa forma. Fazia tempo que Finn não dava em cima de si e provavelmente isso era apenas uma armação das duas adolescentes, mas de que importava? Estava dando certo, afinal. – A fila anda ... Tanto que, depois dele, eu percebi que queria você. –

A loira encara a pequena mancha de molho no prato branco, que parecia ser bem mais fácil de olhar do que os olhos hipnotizantes de Rachel. A morena, por outro lado, lhe encara, esperançosa. Isso fora uma brecha? Ela não era a expert quando o assunto era flerte, mas até uma lerda nesse sentido como era poderia entender o que estava acontecendo ali.

— Não faz muito sentido, sabe, você ter me escolhido. Eu era a perdedora. Eu ainda sou a perdedora. Eu sempre perco algo com que eu me importo. – Finalmente, Quinn tomou coragem para encarar Rachel. Ela se perdeu nos olhos castanhos, assim como Rachel fizera com seus olhos âmbar. –

Quinn era uma leitora nata, amante de romances e histórias de apaixonados. Por isso, de uma única coisa ela tinha certeza; O amor verdadeiro era algo fictício. Mas mesmo assim, ela sabia que ela e Rachel tinham algo diferente, só delas e de ninguém mais. Único.

Lembre-se do que Frannie dissera. O que era mesmo? Algo relacionado à usar o coração e não a razão, talvez? Que o amor não fazia sentido, mas apenas acontecia? Espero que seja isso.

— Você não era a perdedora – Diz a loira, tomando as mãos de Rachel entre as suas. – Você só ... Tinha um jeito único de se expressar. Você ainda tem um jeito único de se expressar. A primeira e única Rachel Barbra Berry, se lembra? –

— Claro que eu me lembro. – A morena sorri gentilmente. – Você me dizia isso. –

— Estou dizendo agora também. Olhe quem você é, Rachel, você é incrível. Você nunca foi uma perdedora. –

Rachel avançou e, selou seus lábios. Quinn não a empurrou e saiu correndo. Ficou ali, apreciando aquele momento no qual ela sempre se permitiu fantasiar em seus mais profundos pensamentos. Os lábios de Rachel contra os seus de novo, depois de tantos anos, ainda tinham o mesmo gosto viciante, que faz você querer provar mais e mais. Surpreendentemente, fora Quinn quem pediu passagem, que logo fora aceita. Ela vagueou as mãos até os ombros da diva, que segurou sua cintura para nunca mais soltar.

Era a melhor sensação do mundo. Depois de cada beijo que trocavam, poderiam morrer que partiriam para o outro mundo felizes. Os sentimentos transbordavam. Estavam matando a saudade, saciando o desejo.

Estavam se amando como apenas elas sabiam fazer.

Notas finais
Cara, eu amo a Frannie. E BEIJO FABERRY, EU OUVI UM AMÉM?