Family's Love.
12 Cap. 12 - Our love story.
Notas iniciais
Era macio. Era doce, confortável, desigual. Os lábios de Quinn eram como uma droga para Rachel, viciante após a primeira provada. Uma sensação de nostalgia invadia seus corpos, era como retornar para casa após uma viagem demorada e sem rumo, como se estivessem preenchendo o espaço que faltava em suas vidas. Estavam se reencontrando. Voltando para o lugar que era delas e de mais ninguém.
Quando se separaram, apenas após a falta de ar que queimava seus pulmões, automaticamente uniram suas testas, como sempre faziam, seja após um beijo apaixonado ou uma noite inteira fazendo amor.
— Está ... Ficando tarde – A voz de Rachel sai num murmuro, ela estava de olhos fechados e suas bochechas tinham um adorável tom de rosa. – Acho melhor eu ir. –
Quinn, que ainda estava meio zonza e um tanto boba, apenas assentiu lentamente, nunca descolando sua testa da de Rachel.
— Sim, está tarde – Ela diz, tentando convencer mais a si mesma do que a morena. – Nos vemos amanhã? –
— Amanhã está ótimo. –
Rachel responde após um longo suspiro, tentando criar forças para conseguir se mover. Mesmo que seus sentidos gritassem para que ficasse ali com Quinn, o bom senso lhe dizia que deveria ir calmamente, um passo de cada vez. Quinn merecia ser reconquistada aos poucos, não levada ao quarto por um impulso súbito, no qual ela poderia acabar muito bem se arrependendo no outro dia e então se afastar de Rachel. Não. Um passo de cada vez.
— O que acha de tomarmos um café? ... Você ainda gosta de café, não é? –
Quinn riu baixinho e assentiu.
— Ok, então amanhã eu te pego aqui uma hora? –
— Uma hora está ótimo. – A loira diz, sem deixar o sorriso sair de seu rosto. –
Rachel assente e se despede, logo indo embora. Céus, ia ter um encontro com Quinn! Elas se beijaram e ... Deus, aquilo realmente tinha acontecido? Se fosse um sonho, desejaria nunca mais acordar. Suas filhas a aceitaram de volta e, aparentemente, Quinn também. Dessa vez seria diferente, faria por merecer. Mostraria para sua família que era uma mulher mudada e que realmente merecia-as de volta. Bem, agora o problema seria Judy. Oh, ela estremeceu-se toda só de pensar. Aquela mulher a enterraria viva na primeira chance! Mas se para ter sua família de volta precisasse provar para Judy que não era mais aquela idiota de oito anos atrás, assim o faria!
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O McKinley parou naquela manhã fria. Kitty tinha sua típica pose de Cheerio vadia, mas o fantasma de um sorriso aparecia em seu rosto. Por quê? Oh, talvez pelo fato dela estar segurando a mão de Marley com confiança enquanto caminhavam pelo corredor? A morena alta segurou sua mão até o armário da Cheerio, onde trocaram um selinho e então dividiram seus caminhos. Enquanto isso todos as observavam, em um silêncio perturbador. Os rapazes bufavam de inveja e as garotas pareciam confusas, mas para o mais recente casal do McKinley, isso não fazia diferença alguma.
Marley estava calma e indiferente até adentrar uma porta à esquerda, onde ela começou a praticamente pular de felicidade, mas parou assim que viu a situação do local;
Era a sala nova de Frannie. As janelas estavam fechadas, deixando pouquíssima luz solar adentrar, uma vez que estava tudo completamente iluminado por velas. Tinham plantas espalhadas por lá em belíssimos vasos decorados, e um pequeno filtro de sonhos pendurado no teto. Frannie estava sentada em cima de sua mesa em posição de meditação, enquanto um incenso queimava ao seu lado. Stevie Nicks tocava baixinho no local.
— Wow, você conseguiu transformar esse lugar em uma feira hippie em menos de um dia ... – Marley murmura, olhando em volta. Frannie abre seus olhos e salta da mesa, parando em pé de frente para a sobrinha. –
— Eu me esforço. – A mais velha dá de ombros. – Mas e aí, conseguiu? Como se saiu? –
— Meu Deus, foi incrível! Todos ficaram nos olhando, mas mesmo assim, foi incrível! ... Agora só falta falar pra tia B, a tia Sant e minhas mães, mas não acho que elas vão se importar tanto. – Diz uma Marley eufórica, ela não conseguia ficar parada, andava de um lado para o outro e brincava com o próprio cabelo. –
— Me diga quando vocês forem se assumir, quero estar lá. – Frannie sorri para Marley. A mais nova assente. –
— É claro que você vai estar lá, tia Frann. Mas agora eu tenho que ir, nós vamos falar sobre Batman vs Superman no clube de heróis e quadrinhos hoje! – O sorriso de orelha a orelha jamais deixava o seu rosto. Parecia ter encontrado uma mina de ouro, maior felicidade não teria brilhado em suas feições. –
A adolescente beija a testa da tia, e logo se retira da sala. Frannie sorri e se encosta na mesa, cruzando os braços e cantarolando junto da música dos Beatles que saia de seu Ipod. Agora só faltava Beth e a garota ruiva.
...
— O que você acha de eu pintar o meu cabelo de rosa? – Uma tragada no cigarro. – Ou algumas mechas de azul? –
— Ia ficar bonito em você, mas eu prefiro sua cor natural. – Valerie responde, seus lábios macios iam descendo do maxilar até o pescoço da Berry-Fabray, enquanto ia aos poucos aspirando aquele aroma natural de Beth que a embriagava. –
Estavam nas arquibancadas, quando na verdade deveriam estar na aula de biologia. Digamos que com algum tempinho de relacionamento e uma grande influência de Beth, Valerie acabou se deixando levar, mudando tanto visualmente quanto conceitualmente falando. Suas roupas agora eram de cores escuras e sua maquiagem um pouco mais pesada.
Beth respirou fundo e apertou o corpo da Lopez-Pierce que estava sentada em seu colo, apoiando a testa em seu ombro e aspirando o cheiro de baunilha que emanava dos cabelos cor de fogo.
— Namore comigo. – Ela murmura. – Eu ainda não tinha te pedido, mas namore comigo. –
Por um misero segundo, o coração da ruiva falha, e então volta a bater loucamente. Beth, a garota insensível , estava pedindo-a em namoro. O quão irreal isso era? Depois de terem dormido juntas no ano passado, em seus mais profundos pensamentos, sempre imaginava um relacionamento com a filha mais velha de Quinn e Rachel. E agora lá estava ela, pedindo-a para ser sua namorada. Sim ou claro?
— Sim. Eu namoro com você. – A garota ruiva sussurra, abraçando o corpo pequeno e frágil de Beth. –
Quando se encaram, sentem-se perdidas; Beth poderia observar para sempre aqueles olhos azuis tão claros quanto os céus de uma tarde ensolarada, enquanto Valerie se sentia amada ao ver aqueles olhos castanhos e hipnotizantes que transbordavam sentimentos.
Elas se beijaram, e Deus, foi como ... Fogos de artificio. O sangue em suas veias borbulhava e uma corrente elétrica lhes tiravam todos os sentidos. Era como se o mundo tivesse parado apenas para elas poderem aproveitar aquele beijo mais e mais.
Tinham certeza de uma coisa; Aquilo não seria apenas um relacionamento colegial.
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