Family don't end with blood

4 Revertendo a situação (parte 2)


Notas iniciais
Desculpem-me pela demora. Eu ainda estou sem computador (estou usando o da minha mãe. Finalmente ela me deixou usá-lo) e também estou sem tempo para postar. Espero que gostem do capítulo :3

POV’S ALEXIS

Quando entrei na casa, dei de cara com um corpo com as tripas para fora. Era uma cena nojenta. Quase vomitei ao vir aquilo, pois estava começando a cheirar e nunca tinha visto um cadáver neste estado antes. Aliás, esse era o primeiro e único.

Segui para a cozinha e deixei o pote com a poção na bancada. Quando virei para trás, algo foi pulverizado em meus olhos, algum pó vermelho.

– Ah! – gritei quando meus olhos começaram a arder.

Comecei a coçá-los. Sabia que não deveria fazer isso, porque sem luminosidade os vermes se proliferam mais rapidamente. De repente, ao me convencer a parar, o Wesen – Jinnamuru Xunte – pegou-me pelos braços e lambeu as minhas lágrimas, que caiam sem o meu consentimento. Ele segurava meus pulsos com tanta força, que ficou uma marca de suas mãos em cada um.

Não sei o porquê, mas não conseguia me mexer. Depois de alguns segundos, diminuiu um pouco a pressão nos meus pulsos. Vendo uma brecha (não vi literalmente, já que estava cega, não obstante você entendeu), chutei suas partes baixas e ele gemeu de dor, contorcendo-se e se afastando de mim. Por um momento, ouvi o barulho que parecia ser de uma mosca, daquelas moscas enjoadas que ficam te rodeando às vezes. Vinha dele, por isso segui o som até chegar a origem do mesmo.

Ao me aproximar do Wesen, comecei a bater nele. O Jinnamuru Xunte desviava alguns socos e ficava atrás de mim, atacando-me pelas costas. Eu gemia de dor, mas contra-atacava, fazendo-o ficar zonzo. Para a minha “sorte”, demorei para o atacar e ele me jogou em cima de um vaso de porcelana, na outra extremidade da cozinha.

Apaguei por vinte segundos, que pareceram horas. Quando acordei, o meu agressor estava sendo sufocado por Brenda. Notei que estavam em pé, porque minha perna tocava, suavemente, a batata da perna do Jinnamuru Xunte. Ao voltao por completo (pois estava me recuperando da queda; estava meio lá, meio cá), dei uma rasteira no Wesen (o agressor, mas bem que gostaria que fosse “Olho Roxo”) e a “Olho Roxo” caiu junto com ele.

– Avise antes! – reclamou Brenda após sucumbir.

Não respondi coisa alguma. Amanda se aproximou de mim, se agachou ao meu lado e perguntou (Luna estava junto):

– Você está bem? – acho que falou analisando os meus olhos (que ardiam demais, só que eu não demonstrava dor).

– Estou. – respondi. Ouvi um movimento no local onde o Wesen havia caído. Era Brenda soltando a chave de braço – Olho Roxo é melh...

– Brenda, meu nome é Brenda. – interrompeu-me sem paciência.

– Enfim... é melhor você tirar logo esse olho, antes que ele saia do Woge completo. – continuei.

– Concordo. – disse Camilla – Você tira e eu amasso e misturo na pasta (poção).

– A colher e o pote com a pasta estão na bancada. – avisei e Brenda pegou os dois.

Entregou o recipiente para Camilla e foi tirar o olho.

POV’S BRENDA

Por que eu?! Por que eu que tinha que tirar aquele olho com uma colher?! Diga-me, por quê?! Fiz, mas foi contra a minha vontade e outra coisa, não é fácil esse trabalho.

Quando terminei de fazer o serviço, dei a Fuchsbau e ela terminou de preparar a cura para as irmãs Grimms. Passou a pasta pronta em duas faixas de um pano, me entregou um deles e deu o outro para Amanda. Nós amarramos os pedaços de pano em seus olhos e elas começaram a gritar (é tão bom ver a Grandona sofrer, você não imagina como), porque (só fui descobrir depois) quando aquela pasta encosta nos olhos, os mesmos começam a arder e os vermes a morrer.

Após uma hora, as Grimms tiraram as faixas e saímos daquela casa. (Acho que sou meio estranha, pois dei até um “tchauzinho” para o cadáver com as tripas para fora na saída. Isso é meio irônico, já que estava reclamando dele horas antes). Entramos no carro da Grandona e seguimos para a loja da Fuchsbau. Ao chegarmos ao destino e já estarmos do lado de fora do automóvel, a baixinha disse se graça:

– Desculpem-nos p...

– Pelo que? – indaguei interrompendo-a.

– Nós nem nos apresentamos. – terminou a fala.

– Então, se apresentem. – concluiu Amanda.

– Ok. Eu sou Luna e essa é a minha irmã, Alexis.

A Grandona (não vou chamá-la de Alexis. Ela nunca me chama pelo meu verdadeiro nome, só de Olho Roxo, por isso vou fazer o mesmo com a Grimm) pareceu simpática por um estante, pois deu um breve e suave sorriso e cumprimentou-nos com a cabeça rapidamente.

– Prazer, Luna e Alexis. – falei.

– Eu sou Camilla. – apresentou-se a Fuchsbau.

– Prazer em te conhecer também, Milla. Posso te chamar de Milla? – a garota assentiu.

– E as crianças? Como se chamam? – finalmente a Grandona abriu a boca.

– Esse é Luke e essa é Laurel. – respondeu Amanda.

– Oi, Luke. Oi, Laurel. – disse gentilmente Luna.

Os dois foram ao seu encontro, abraçá-la. Acho que perceberam que, por dentro, a baixinha era uma criança.

– Vamos para casa? – perguntou a Grandona quebrando o clima.

– Claro. – falou Luna logo após soltar o casal. Virou-se para nós, eu, Camilla e Amanda, e despediu-se.

Entraram no carro e foram para Deus sabe onde.

POV’S LUNA

– Lê, pare o carro. – falei quando já havíamos andado cem metros.

– Por quê? – perguntou e não parou.

– Apenas pare. – ela fez o que pedi.

Desci do Impala e corri para frente da loja de especiarias incomuns. Chegando lá, encontrei todos no mesmo lugar que antes. Parei para pegar fôlego e falei arfando:

– Vocês... Por acaso... Querem vir... Conosco? – dei uma pausa e continuei normalmente – Nós temos quarto de sobra na casa.

– Eu que o diga. – comentou Camilla mais para si.

– Tudo bem, então. – deram de ombros Brenda e Amanda.

– E em relação as nossas roupas? – preocupou-se a Blutbad.

– Acho que as da minha irmã dão em você. Se não, amanhã, compramos algumas. – fitei Amanda para saber dela e a mesma me sinalizou a mochila em suas costas – Sendo assim, — disse por fim – vamos? – todos assentiram.

POV’S ALEXIS

Imagine a minha surpresa quando vi Luna acompanhada de OR (quer dizer Olho Roxo), Amanda, Camilla e as crianças entrando no carro (eu até aceito a Amanda, Camilla e as crianças, mas OR nem amarrada num toco de madeira sendo torturada até a morte). Brenda sentaria ao meu lado, no banco do carona, se não fosse pela minha irmã caçula. Aquele era o vitalício (é vitalício porque ninguém é imortal; todos nascem, crescem e morrem; todos são mortais, até mesmo Wolverine) lugar de Luna no meu Impala preto de 1967.

Fomos para casa (que estava mais para mansão). Toquei a campainha quando chegamos à porta e Jenkins atendeu a mesma, dizendo:

– Boa noite, Miladies.

– Boa noite, Jenkins. – falei entrando no hall da mansão. Virei-me pra o mordomo e perguntei: — Jenkins, você sabe se os quartos de hóspedes estão arrumados?

– Estão sim, senhora. – respondeu.

– Obrigada. – agradeci.

POV’S AMANDA

Wow! – disse ao entrar na majestosa mansão. Tornei-me a virar para Luna – Vo-Vocês moram aqui? – gaguejei e a mais baixa assentiu – Então, são riquíssimas, milionárias, bilionárias.

– Digamos que sim. – deu de ombros.

POV’S ALEXIS

Depois de agradecer Jenkins, parei na base da escada e virei-me para os outros.

– Luna, — chamei-a – você cuida das visitas, que eu vou me retirar.

Nem esperei uma resposta e subi as escadas em direção ao meu quarto. A parede era branca, com alguns quadros a decorando; tinha uma escrivaninha que ficava em frente a minha cama King size; acima da escrivaninha tinha, presa a parede, uma TV de 40”; ao lado da porta tinha, respectivamente, o closet e o banheiro; e, por fim, encostada a parede, perto da cama King size, estava uma mesinha de cabeceira, com um livro sobre a mesma.

Enfim... joguei-me na King (chamo-a assim) de roupa de rua mesmo e, instantaneamente, adormeci.

Notas finais
O que acharam???? Devo continuar????? Comentem!!!!!!