Notas iniciais
Por favor leitores fantasmas se manifestem. Esse é o segundo capítulo e eu realmente estou animada. Nos vemos nas notas finais queridos. Até logo! Ps: SEM PLÁGIO

Eu nunca choro. Eu sei que chorar faz parte das condições naturais do ser humano, mas depois que fiquei sabendo do que minha mã...Meggan fez comigo e com meus irmãos eu fiquei uma semana inteira trancada no quarto chorando e assistindo Friends. Então eu prometi para mim mesma que nunca mais iria chorar. As vezes é difícil cumprir, como ontem quando fiquei emocionada com as palavras do meu pai e tive que lutar para não deixar as lágrimas caírem, mas até agora eu nunca falhei.

Já faz 3 anos.

[...]

Nesse exato momento eu me encontro no meu quarto — ou seria ex quarto? — completamente vazio. Todos os meus móveis estavam em caixas dentro do caminhão de mudança, e as roupas estavam arrumadas em 4 malas que se encontravam do meu lado.

Finalmente a ficha caiu. Eu estava indo definitivamente morar na Califórnia. A semana em que meu pai deu a noticia tinha passado rápido, e mesmo que ontem tenha sido o jantar de "despedida" com direito a choro da minha avó, eu ainda não tinha me despedido do meu quarto. Ele não era muito grande, mas as paredes brancas com decorações até de pisca-pisca me passava um sentimento de leveza e paz. E eu realmente não queria dizer adeus, mas as reclamações do meu pai no andar de baixo por conta da minha demora me lembrava que eu teria que virar as costas para aquilo tudo.

Olhei uma última vez ao redor e me virei abrindo a porta e a fechando com um suspiro cansado. Desci as escadas em 2 e 2 degraus me sentindo quase saltitar com meu All Star branco. Cheguei no hall de entrada da minha casa a tempo de ver Sam reclamar com papai que precisava levar mais uma mala — ela já tava com 6 fora a bolsa de mão — e vendo a brecha perfeita para fugir daquela discussão papai virou para mim e exclamou.

— Finalmente! Já está quase na hora de embarcar!

Dei de ombros em um pedido de desculpas silencioso e me aproximei do homem que me esperava para dar as direções do meu quarto.

— Corredor da direita segunda porta. — ele acenou em compreensão e subiu.

Não que eu seja mesquinha para não carregar minha próprias malas, mas qual é! Eu só peso 50 quilos e aquelas 4 malas com figuras de donuts por todas as partes pareciam maiores do que eu. Se bem que qualquer coisa parece maior que eu já que só tenho 1,60 de altura.

Não fiquei surpresa com o clima do Canadá. Abri a porta frontal de casa, deixando o grande Sr. Dominic resolvendo os últimos detalhes para podermos partir. O sol estava escondido estre as nuvens e o ar gélido me mostrava que minha calça jeans com meu cardigã preto não seria o suficiente para não me fazer congelar. Como se adivinhasse os meus pensamentos papai saiu, junto com o homem que já colocava as minhas malas no fundo do grande carro, trazendo meu sobretudo, cachecol e luvas.

— Peguei na sua mala. — ele me comunicou colocando todos os agasalhos nas minhas mãos, e me guiando até o carro.

— Obrigado. — agradeci terminando de colocar o cachecol e entrando no carro ao lado de Matt, que estava concentrado lendo um livro sobre o quanto o mapa genético do macaco bonobo é parecido com o dos humanos. Não me pergunte onde ele achou isso, já que eu estava com o cenho franzido me fazendo a mesma pergunta.

Meu pai anunciou que já havíamos chegado ao aeroporto e que estávamos atrasados. Pra variar. Sempre nos atrasávamos, isso já era uma marca registrada da família Seatle. Depois de correr pelo aeroporto até chegar ao nosso portão de embarque, eu me encontrava sentada na poltrona entre Sam e Clary, sendo que essa última sempre engatinhava para o meu colo á cada 10 minutos. Estava quase dormindo quando Sam começou a conversar comigo.

— Como acha que eles são? — sua animação era quase contagiante. Quase.

— Hum? — perguntei em meu pré estado catatônico.

— Os filhos de Luce, Lisa! Como acha que eles são? — seus olhos quase brilhavam.

— Vocês nunca viram eles? — eu estava mais por fora do que surdo em bingo.

Sam me olhou como se eu fosse uma habitante de Plutão que resolveu fazer uma visita no planeta Terra. Ela deu um suspiro impaciente e falou.

— Só papai viu eles. Eu, Matt e Clary só vimos Luce mesmo. Mas fiquei sabendo que tem uma menina chamada Ammy de 3 anos, outra chamada Anne de 6, um garoto de 11 anos chamado Peter e o mais velho de 18 chamado Castiel.

— Hummm, me parece que vamos ser então uma família bastante...diversificada.

— Tomara que os 2 meninos sejam pelo menos apresentáveis e educados. Mas principalmente apresentáveis, se é que você me entende, porque ninguém merec... — cortei ela antes que concluísse sua fala.

— Sam pelo amor de Deus você só tem 10 anos! — meus olhos estavam arregalados.

— E o que tem isso? — ela se endireitou na poltrona e abriu uma das centenas de revistas de moda que ela tinha. — Não é como se eu fosse me jogar em cima deles né Lisa. Mas apesar que eles não são nossos irmãos biológicos mesmo.

— SAM! — exclamei sobressaltada. A mesma só deu de ombros acompanhado de um sorriso de quem estava brincando.

Suspirei mais aliviada e comecei a fazer trancinhas no cabelo de Clary por livre e espontânea pressão que aquela mini criaturinha me fazia com seus olhos de gato de botas.

[...]

Eram 10 horas da manhã quando passei pela sala de desembarque do aeroporto da amada Califórnia, e eu já me sentia derretendo lentamente. Lembra do calor? Então, eu realmente o odiava.

A sala estava vazia. Além de nós, é claro. Aproveitei para tirar o sobretudo junto com o cachecol e as luvas. Eu estava pensando seriamente em tirar o cardigã também, mas a não ser que eu queira ficar só de sutiã e ser presa por atentado ao pudor eu teria que me contentar em ficar com ele. Assim que saímos da sala para procurar Lúcia — não vou chamar ela de Luce. Talvez com o tempo... — eu me senti um peixe fora d'água. Sam ia saltitando na minha frente, não parecendo se importar com os olhares que as pessoas nos lançavam. Devia está achando que eramos loucos por estar usando tantas roupas em pleno 37° graus. E eu realmente estava começando a concordar com eles, todo esse calor estava começando a afetar minha capacidade mental de raciocinar como uma pessoa normal. Eu só queria um banho, todo esse suor estava me deixando louca, parecia que eu estava completamente suja, imunda, quando na verdade eu sabia que era mais o meu tique por limpeza, mas não importa eu continuo querendo um banho.

Parecia ter durado séculos quando meu pai parou sorrindo docemente para alguém a sua frente. Eu segui o seu olhar e encontrei uma mulher de cabelos pretos e olhos da cor de amêndoas, que agora estavam brilhando. É, parece que Dom não é o único apaixonado por aqui. Com certeza essa era a famosa Luce, e seu sorriso só aumentou quando olhou para mim e meus irmãos. Ela veio quase correndo ao encontro de meu pai, eu poderia até dizer que se parecia com alguma cena romântica de algum filme clichê, mas eu estava ocupada de mais tentando segurar a pequena mão de Clary que insistia em querer ir até um pequeno playground que tinha ali perto.

Percebi que a troca de carinhos entre meu pai e Lúcia tinham acabado quando ouvi meu pai dizer.

— Bom, estamos todos aqui agora. Mas ainda preciso te apresentar minha filha mais velha Elisabeth!

Levantei meu olhar e encontrei um sorriso de admiração misturado com alegria nos pequenos lábios de Lúcia. Fiz o máximo que pude para retribuir o sorriso mas tenho certeza que só o que consegui foi uma careta. Era o calor.

— Oh meu Deus! Elisabeth, você é linda. Não chega aos pés de todos os elogios que seu pai fez de você. — dizendo isso ela me abraçou com seus braços incrivelmente confortáveis.

— Obrigada. — falei meio surpresa.

Ela me soltou e me deu mais um sorriso cálido antes de ir abraçar meus irmãos. Olhei em volta mais uma vez e foi ai que eu vi. Não um garoto, não um rapaz, mas sim um deus grego. E eu não era a única olhando para ele não, várias meninas só faltava babar em sua direção. Sua pele pálida fazia um contraste maravilhoso com seus cabelos lisos completamente pretos, que estava em um penteado bagunçado deixando ele ridiculamente lindo. Ele usava uma blusa branca fina que dava para perceber que com certeza ali debaixo haviam músculos muito bem definidos, e sua calça jeans clara meia desfiada deixava ele maravilhosamente surreal.

Mas foi quando ele olhou diretamente para mim com seus olhos azuis que eu acordei do meu transe. Ele estava carregando — leia-se tentando — 4 malas com estampas de donuts que com certeza não eram dele e sim minhas.

Toda aquela beleza dele que quase me dopou se dissipou e eu me vi andando rápido ao seu encontro.

— O que pensa que está fazendo com minhas malas?

Notas finais
Espero que tenham gostadoooo! Quem será esse Deus grego? GENTE FALEM COMIGOO. Irei falar com TODOS, sério. E amanhã tem mais um capitulo. Amém? Amém. Boa noitee. Mais uma vez, Sem plágios. Bjss.