Family

3 Manhattan Magazine


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem? Então, esse é o terceiro capítulo que eu posto, e eu peço as minhas sinceras desculpas pela demora. A verdade é que eu me esqueci que eu tinha que atualizar a história. Eu já tinha escrito o início desse capítulo e, tempos mais tarde, me lembrei que não estava terminado. Hoje aparecerão novos personagens. (EBA) Eu espero que vocês curtam o capítulo. Obrigado às cinco pessoas que acompanham e à maravilhinda que comentou os outro capítulos, Queen Bee. ♥

Rose Willard

1 de Dezembro de 2015

Hoje era sexta-feira. Amy Lee disponibilizou o seu horário de almoço, permitindo que James e eu visitássemos o arranha-céu e Sede da Manhattan Magazine. Nós, essencialmente ele, não tínhamos tanto tempo quanto queríamos para esclarecer o nosso relacionamento para Jim Corfey — o jornalista recém-contratado pela companhia, culpado pelo meu primeiro escândalo na mídia -. Felizmente, não seria necessário grandes apresentações e assuntos aleatórios.

James colocou a BMW nos confins do parque de estacionamento subterrâneo. Não permitiríamos que qualquer outro fotógrafo conseguisse matéria para a revista pelo nosso próprio descuido, novamente. Nós encontramos o elevador e chegamos até o vigésimo sétimo andar, solicitando uma visita à secretária de Jim.

— Mr. Crawford? — Sugere, ponderando sobre a razão óbvia de estarmos ali, no corredor que dá acesso ao escritório de quem publicou o artigo sobre nós. James observou-a impaciente, preferindo não inteirar-se do seu diálogo e responder-lhe, com má-educação e indelicadamente. Sorri e acenei, 'numa tentativa patética de imitar Vane quando passa pelo balneário masculino no ginásio. — Essa é a babá da sua filha? Onde está a Eva? —

— Senhorita, com todo o respeito, nós não possuímos tempo suficiente para esclarecer dúvidas que sequer deveriam perturbar a sua mente. — Nicole — o nome que poderíamos ler no crachá — olhou para nós e, finalmente, decidiu recompor-se e retornar ao trabalho. James poderia ser mais simpático, entretanto, não seria totalmente ele. A mulher levantou da poltrona giratória, arrumando o vestido azul e abrindo a porta para que pudéssemos entrar.

Jim Corfey é um desorganizado, e o seu escritório clamava por uma limpeza. Jim digitava algo no computador, balançando a cadeira giratória cor-de-vinho. O ambiente era semelhante ao café há duas quadras da lanchonete do Bill. Vintage, retrô e mesquinho. As molduras desgastadas em tons pastéis encontravam-se empoeiradas e escorados na parede, a cortina bege estava amassada, forrando a poltrona antiquada e avermelhada, disposta próximo a janela. O Inferno na Terra, o Caos da Cidade em apenas um Cômodo, o Meu quarto Às segundas-feiras — poderíamos chamar o que quiséssemos ao seu escritório. -

— Ora, vejamos. Nós podemos acrescentar algumas informações à reportagem e tudo será mais chamativo. Os leitores não se interessam por situações banais,a MM necessita de visualização e, graças a pessoas como nós, não demorará. Nós continuaremos negociando com a Jules. Até que nós cheguemos ao posto principal. — Jim colocou os pés para cima, despretensioso. James puxou a poltrona para que eu pudesse sentar e, desconfortável, colocou as cortinas sobre a carpete e puxou outra cadeira para si. — Ou como você prefere chamá-lo; o trigésimo nono andar. —

Jim encerra o seu telefonema, felizardo. James colocou os cotovelos na secretária, aproximando-se amigavelmente. Corfey desmerece a nossa visita, levantando-se e enchendo o caneca de café com o logo-tipo da Revista. I LOVE MANHATTAN MAGAZINE? Isso é um pedido explícito para um aumento.

— Jim Corfey! O estagiário boa-pinta que foi promovido à patrão. Quem era a jovem da entrada? Sua irmã? — Chacoteou, irritadiço. Jim reproduziu um exercício de respiração e controle que eu aprendi através de um vídeo no Youtube, conscientizando-se que James Crawford não poderia afetá-lo utilizando míseras palavras.

— A resposta é não, Mr. Crawford. Entretanto, seria excelentíssimo vê-lo implorar para que eu esclareça o seu mal-entendido na mídia. — Não tínhamos sequer hipótese de interrompê-lo durante o seu falatório, Jim semelhava-se à uma metralhadora. James aparentava excessiva tranquilidade. — Você poderia tentar falar com o Lorenzo, mas ele já não está trabalhando para nós. Ou seja, terá que ser cauteloso a partir desse momento, já que o seu companheiro não está aqui para manipular os superiores e livrar você da Mídia. —

— Não tente fazer o Malzão na frente dela, Jim. Você e eu sabemos que o Lorenzo não está no escritório porque ele está ocupando a sua ex-namorada no trigésimo sétimo andar. Você é adorável, entretanto, quando tenta passar a ideia de que é superior. — As minhas pupilas dilatam, enquanto eu respiro transtornada. Jim seria capaz de morrer, aqui e agora, de vergonha.

— Mr. Corfey, nós viemos aqui pedir gentilmente que você esclarecesse aquilo que escreveu, e pedisse para os seus fotógrafos pararem de procurar pela suposta garota. —

— Você, no caso. Seu affair é uma gracinha, James. Você deveria aproveitar, tenho a certeza de que ela não aguentará muito tempo com você. Boneca, eu posso tentar controlar a situação, mas as pessoas estão curiosas e não deixarão de procurar por um pista. Você, a qualquer hora, poderá ser apontada como suspeita. Serão cinco segundos de fama, nada mais do que isso. — Ouvi-lo comentar sobre, a qualquer hora, alguém eventualmente descobrir — se é que há algo para se descobrir — sobre mim, deixava-me nervosa. O que Henry iria pensar?

— Agradeceria se você se colocasse no seu lugar e, é claro, pedisse desculpas por tratá-la como boneca. Nós esperamos que você assuma o controle da situação Jim, ou ficará complicado para o seu lado. O que eles irão pensar sobre os vinte mil dólares direccionados à caridade que você extorquiu da Manhattan Magazine? Ah, belo Porsche. —

James vestiu o seu paletó e, sem despedidas, saiu do escritório de Jim Corfey. Olhei para trás e vi-o passar as mãos suadas pela cabeça, pelo menos três vezes. Ele estava numa tremenda situação. Vinte mil dólares para a caridade!

— Isso é muito dinheiro, James. — Coloco o cinto de segurança, aumentando a temperatura do carro. Nós saímos do prédio e pegamos a primeira saída em direcção à escola da Eva. — Como alguém pode roubar vinte mil dólares que eram direccionados para a caridade? —

— Pessoas más fazem isso, Rose. Não é legal, mas nós podemos usar isso contra eles, um dia. — Olho para ele, chateada.

— São vinte mil dólares! Qual era a causa? Baleias assassinadas na Noruega? Fome em África? Guerra na Síria? — Questiono, observando-o franzir a testa. Talvez ele não soubesse, mas eu desconfiava. James parecia alguém próximo da Manhattan Magazine. Provavelmente, devido ao seu companheiro Lorenzo.

— Não sei, Rose. Nicole não me contou para que causa o dinheiro seria direccionado. —

— Nicole? A secretária do Jim? — Porquê Nicole contaria algo à ele? Eles seriam amigos? Não pareciam sequer conhecidos hoje, mais cedo, no corredor do escritório de Corfey. Nicole não parecia tão amigável. Quando eu sorri para ela, não se deu ao trabalho de retribuir ou sequer olhar directamente para mim.

— A namorada dele. — Nós paramos o carro à frente da escola básica e infantil. Ele vai buscar Eva à frente do Portão de segurança. Não tive tempo suficiente para questionar, James não me cederia outro momento e eu não pretendia perguntar à frente da Eva. Ele estava dormindo com a Nicole? Aquele era o tipo de mulher por quem James Crawford se interessava? Isso explicaria o porquê das perguntas inacabáveis ao vê-lo chegar, acompanhado.

— Rose? Você vai jantar com a gente também? — Eva coloca a sua mochila nas mãos do pai, subindo no carro e sentando-se na sua cadeira. Viro-me para trás, conseguindo vê-la. James tenta colocar o seu cinto de segurança, inutilmente. Levanto-me para ajudá-lo.

— Não, Eva. Eu já estou indo para casa. — Respondo, lembrando-me dos paletós de Henry, aqueles que eu deveria ter lavado há semanas. — Mas você vai me ver amanhã, no café. —

— Você não pode jantar com a gente hoje? Por favor. — Ela olha para James, suplicando. Os seus olhos começam a ficar impacientes quando ele não lhe dá uma resposta imediata, entretanto, ela tenta escondê-lo mantendo sua figura suficientemente convincente.

— Não há problema da Rose nos acompanhar. A menos que ela não queira, é claro. — James olha para mim, questionando silenciosamente se eu poderia acompanhá-los.

— Não é muito arriscado? Os fotógrafos? — Não queria envolver o meu nome em outro escândalo. Isso seria o cúmulo.

— Nós vamos para um lugar afastado, não se preocupe. Antes, eu só preciso passar pelo meu escritório. — Eva bate palmas, alegre. James e eu sentá-mo-nos nos bancos da frente e, finalmente, saímos da movimentação caótica da Creche às 19:30.

O escritório de James não era longe dali. Estacionamos o carro na Vaga 317 e Eva pediu para não subirmos, porque ela estava cansada. James sumiu por alguns minutos e, às 20:26, voltou acompanhado por Nico.

Nicolas é o sócio — um dos sócios — dele. Eu já o conhecia, embora não falássemos com frequência. Nico é ex-namorado da Inanna, inclusive. Nós o conhecemos no 1º ano da lanchonete do Bill.

— Rosa, mi camarera favorita! Cómo estás? — Nós achávamos graça a sua pronúncia Espanhola acentuada. Nico deixou Inanna apaixonada por ele, simplesmente enumerando os pratos expostos no menú.

— Nico, há quanto tempo. Porquê você não visita a lanchonete, algum dia? —

— Usted sabe que yo y Inanna no estamos en buenas sábanas. —

— Eles ainda estão ressentidos. — James traduziu, ajudando-me a compreender o que Nico falava tão entristecido. Ele estava decepcionado pelo facto de não ter conseguido fazer as pazes com ela. No entanto, eu não me importaria em ajudá-lo. Numa possibilidade remota, eu poderia comentar desinteressadamente sobre os lugares para onde Inanna viajaria. Ou eu poderia enviar a localização da casa da irmã dela por mensagem.

— Está bien, Rosa. Lo que se ha ido, se ha ido. Sólo estoy tratando de seguir adelante. — Inanna não era tola ao se apaixonar pelo seu sotaque. É infinitamente mais charmoso do que o nosso. Despedimo-nos de Nico e, já de noite, James dirigiu até o restaurante favorita de Eva. Hamburgueria Atlântica, especializada em hambúrgueres de peixe.

— A minha filha tem gostos peculiares para comida. Está aí a razão pela qual ela come o que você faz. — James comenta, divertido. Eva corre em direcção à piscina de bolas coloridas com temática oceânica. Aquele lugar era a definição da palavra esquisito no dicionário. Nós fomos até o balcão, onde um jovem vestido de Sereia Pérola nos atendeu.

— Bem-vindos a Hamburgueria Atlântica, especializada em hambúrgueres de peixe. — Saudou, cantando. James e eu sorrimos, tentando ao máximo não ser desrespeitosos com o trabalho do jovem adolescente. — O que vocês vão desejar? —

— O menú Submarino com água fresca, peixe frito e sopa de legumes. O que você quer, Rose? —

— Hã, vocês têm alguma coisa de Vaca? —

— Não há vacas no mar, senhorita. — O vendedor comentou, ironicamente. James olhou para ele, chocado.

— Muito menos sereias. — Respondi, irritada. Escolhi outro hambúrguer de peixe com bacon — estranhamente, existem porcos no mar — intencionada e tirar o peixe do pão e comer apenas a salada e a carne.

— Eles não têm o melhor atendimento. Mas aqui é pouco movimentado e a Eva é fanática pela piscina de bolas coloridas. — James explicou, mordendo o seu hambúrguer de peixe. Ele oferece os seus peixes fritos, entretanto, eu recuso. Eva parece não querer parar de brincar, mas assim que ela vê a comida, corre até a nossa mesa.

— James? — Ouvimos alguém o chamar, alguns passos atrás de nós. Olhei para trás, confusa, ao ver uma mulher bem-vestida e pronta para o evento dos Óscares.

Notas finais
Gente, eu juro que morri de rir imaginando um cara vestido de sereia. Verônicobra apareceu, e aí? Vocês querem conhecer as outras, também? A Eva não perdoa, né? Eu sei. Para as poucas pessoas que lêm as notas finais, eu queria dizer que tem um segredo atrás do relacionamento do James e da Rose. (eles não namoram, calma) e eu vou explicar ele detalhadamente depois. Vai ter muito drama, eu garanto. ♥