Famiglia Vargas

6 Capítulo Seis: Nine in the Afternoon


Notas iniciais
Então, i'm back! AS PROVAS ACABARAM HAHA -se eu fui bem é outra coisa
Olá pessoas lindas que não me abandonaram! *u*
Estamos no capítulo seis, e eu simplesmente comecei a odiar escrever long fics...
...
Sério.
Caham... Ao que interessa xD
Esse vai ser o primeiro capítulo com uma música própria, então espero que me façam o favor de ouvi-la. VAI TER LEMON! Pulem de alegria, gritem, arranquem as camisas e rodem os sutians (e me mandem um vídeo depois xD) HAHAHA E não, eu não gostei dele - como sempre.
Oh, a música desse capítulo é "Nine in the Afternoon"(oh, jura?) dos lindos do Panic! At the Disco ♥

Boa leitura, e até as notas finais.

“O loiro colocou mais uma muda de roupas na grande mala a sua frente. Pôs-se a arrumar as coisas de forma que tudo coubesse ali. Ele ainda precisava de espaço para os livros e para aquele quadro.

Ele parou a ação de dobrar uma de suas camisas em um rolinho, pois alguém batia em sua porta, e Ludwig virou-se para recepcionar a pessoa.

A menina empurrou a porta e entrou, parecendo arfante – provavelmente subira correndo as escadas depois de saber das notícias. Feliciana olhou de Ludwig para a mala que ele arrumava, e então de volta para ele. Ela tinha apertado os lábios numa linha fina, e encarava-o com um sentimento que ele não conseguiu compreender.

–... Então é verdade.

– Feli...

Ela balançou a cabeça, e seu cabelo – que agora alcançava seus ombros – acompanharam o movimento gracioso.

– Eu sei. Você só... Só deveria ter me contado antes.

– Eu descobri isso há pouco tempo também, Feliciana.

Os olhos dela encolheram-se e ele conseguiu finalmente identificar o que eles tentavam expressar. Traição. Feliciana estava magoada com ele. Ludwig avançou até ela e abraçou-a. Era estranho para ele ver aqueles sentimentos. Ela tinha quantos anos agora? Ele faria dezessete no fim do ano... O tempo passara rápido demais.

– Tudo bem, Lud. Eu estou bem. É só que...

Ela estremeceu, e o loiro apertou-a com mais força contra si. Ele não queria ir. Se pudesse, ele ficaria ao lado dela, ou a levaria com ele. Era tão estranho pensar que seria ele a abandoná-la primeiro.

– Fique. – Ela sussurrou. Ludwig arregalou os olhos e recuou um passo, desfazendo o abraço. Os olhos dela estavam marejados quando encararam-no. – Fique comigo, Lud. Por favor... Não me abandone também.

Ele abaixou a cabeça, e repetiu para si mesmo que ela merecia uma resposta. Ainda assim, não encontrou forças para encará-la.

–... Sinto muito.

Ela recuou um passo, parecendo pronta para sair correndo a qualquer segundo. Ludwig ergueu os olhos para encontrá-la chorando silenciosamente. Tentou encontrar qualquer palavra, qualquer coisa para dizer. Abraçou-a novamente.

– Eu vou voltar, Feliciana. Prometo, não! Eu juro pra você! – Segurou-a pelos ombros e forçou-a a olhá-lo nos olhos. – Eu vou voltar assim que puder, pra te ver.

–... – Ela sobrepôs a mão dele com uma das dela. – No mês que vem.

–?

– Mês que vem, março. No dia 17 é meu aniversário.

Ludwig encarou-a, surpreso. Eles viveram juntos por três anos e ele nunca se dera conta daquilo.

–... Eu não sabia disso.

– É... Não é exatamente um dia do qual eu goste de lembrar.

Ludwig pensou em perguntar, mas era óbvio que ela não se sentia confortável com aquele assunto, então ele deixou para lá.

– Então eu vou voltar no mês que vem. E nós vamos fazer boas memórias juntos, sim?

– Lud, eu...

– É uma promessa.

Ela abaixou a cabeça. “Uma promessa”. Feliciana abriu um sorriso e ergueu-se pelas pontas dos pés, abraçando-o pelos ombros.

– Então, é uma promessa.

Ludwig sentiu seu coração bater mais rápido. Ele afastou-a levemente, e percebeu a forma com que ela encarou-o, perecendo confusa. O loiro aproximou seus rostos e pousou seus lábios nos dela delicadamente.

Ele então afastou-se e foi até a mala, deixando uma Feliciana chocada para trás. Quando ele voltou, entregou a ela o quadro que tinha guardado para levar consigo.

– Eu... Tentei desenhar você. Não ficou exatamente tão bom quanto os seus. – Ele soltou uma risada sem graça enquanto ela erguia o quatro e observava a imagem de si mesma dormindo sobre uma cadeira.

– Você...

– Fique com ela. Até nós nos encontrarmos outra vez.

–... Lud eu preciso te dizer uma coisa... Eu...

Gilbert irrompeu no quarto, os olhos levemente inchados. Ludwig desviou os olhos dela para o irmão.

– Gil? Qual o problema?

– Oh, Lud eu... – Ele hesitou por um momento. – Eu queria falar com Feliciana a sós, se você não se importa.

O loiro pensou em dizer que ele se importava sim e que Feliciana tinha algo que queria dizer a ele igualmente, mas a situação em que seu irmão se encontrava fez com que ele hesitasse. Ele lançou um olhar hesitante a Feliciana, que olhou do irmão para ele, e sorriu.

– Tudo bem. Não era nada que não pudesse esperar. Nos falamos mais tarde, sim?

–... Ok. Até mais, Feliciana.”

Era frustrante pensar que aquele “mais tarde” nunca chegara. Na verdade, era irritante que ele estivesse pensando naquilo logo agora. A água quente que caía sobre seus ombros não estava ajudando-o a relaxar como deveria estar.

A verdade é que Ludwig estava irritado. Não, não era com o fato de Feliciana ser na verdade um homem, ou porque ele estivera mentindo para ele durante todo aquele tempo. Também não estava irritado com Roderich por não ter contado para ele, ou com Gilbert por ser um idiota sem escrúpulos.

Ludwig estava irritado, porque a verdade era que Feliciano tentara dizer a verdade a ele, mas não conseguira. E estava furioso consigo mesmo porque agora que ele pensava melhor naquilo, a culpa não fora realmente dele ou de Feliciano.

E acima de tudo, Ludwig estava furioso porque, mesmo agora, ele não conseguia forçar seu coração ou sua mente a mudar aqueles sentimentos que ele guardara por tanto tempo.


O loiro socou a parede do banheiro, sentindo-se fraco como nunca. Seu corpo todo tremia.

... Maldito...


–x-


Gilbert soltou uma risada nervosa, remexeu-se na cadeira, bagunçou os já bagunçados cabelos brancos. Seus olhos vermelhos rodaram todo o quarto, mas acabaram caindo novamente sobre a mão esquerda do austríaco que estava cruzada sobre a outra, por cima do colo dele. Sua voz falhou levemente quando ele repetiu a palavra que acabara de ouvir.

–... Casados?

Roderich soltou um suspiro.

– Como eu já disse, isso já tinha sido decidido pelo meu pai, e pelos pais dela. Por qual outro motivo você acha que ela viveria numa casa cheia de homens?


Não... Ele se recusava a acreditar naquilo. Pensar Roderich e Elizabeta casados era demais para ele... Um absurdo, uma calúnia. Aquele aristocrata só poderia estar brincando, aquilo não podia passar de uma brincadeira sem graça.

Ele arregalou os olhos ao perceber uma coisa.

– Vocês já estavam noivos?

–... Perdão?

– Naquela noite, e em todas as malditas noites antes de eu ir embora! Vocês já estavam juntos?!

–... Gilbert, nós não estamos juntos, nós...

– Responda-me!

–... Sim. Eu já sabia do casamento arranjado.

A próxima risada de Gilbert foi miseravelmente amarga. E para qualquer outro, Roderich não demonstrara qualquer alteração ao ouvir a dor na voz do albino.

Mas Gilbert percebeu. Ele percebeu a sombra que passou pelos olhos violeta, e a forma com que a mão da aliança apertou a direita. Ele percebeu a forma com que Roderich abaixou levemente a cabeça, parecendo pronto para receber e aceitar qualquer ataque vindo de si.

O maldito austríaco traíra ele, e sabia muito bem disso.

–... Que ético de sua parte, jovem mestre. – Os olhos dele brilharam furiosamente. Ele já perdera o controle sobre si mesmo. – Você ainda teve a coragem de me chutar com um “você me usou para me largar logo depois”, agindo como a rainha da castidade assim que descobriu que eu ia embora. Bom saber. Mais alguma coisa sobre a qual eu deva ser informado? Um filho talvez?

Roderich soltou um suspiro e negou com a cabeça. As orelhas do austríaco tornaram-se consideravelmente vermelhas.

– Nossa! Treze anos depois e você não teve a capacidade nem de fazer uma criança?! Você costumava ser mais ativo, Rod. Ops, você era o passivo. Perdão.

Agora era o rosto inteiro. Ainda assim, o moreno aguentou calado. Gilbert viu-se incapaz de controlar as próximas frases muito menos. Apesar de aquilo não ser o que ele pretendia dizer, apesar de sua vontade ser completamente contrária.

Apesar de ele ainda amar Roderich demais.

– Então o que? Descobriu que estar com uma mulher não serve pra você? Deixe-me adivinhar, você nem teve a capacidade de levá-la para a cama? Isso seria uma vergonha sabe?

–... Gilbert.

– Eu sempre soube que você não serviria para isso. Você é metódico demais para tomar a iniciativa sobre alguém. Esse é um lado seu que sempre me irritou, na verdade. – Mentira. Gilbert amava cada único detalhe da personalidade de Roderich. Cada parte ruim e as boas, igualmente. Gilbert amava-o demais.

–... Gil...

– Posso te fazer uma pergunta? Foi assim tão divertido me ouvir dizendo “eu te amo” e jurando voltar pra você? Vocês dois riram juntos depois? Eu virei o que, uma piada da mesa de jantar? “Oh, lembra do Gilbert? O coitado deve estar até hoje achando que eu espero por ele! HÁ-HÁ-HÁ!” Não-tem-graça!

– Gilbert! – O albino arregalou os olhos ao ouvir Roderich subir a voz daquela forma. Ele finalmente arrumou coragem para virar-se e encará-lo. O moreno parecia-lhe magoado.

– É o bastante! Não invente cenários por si mesmo, e não tente deduzir meus sentimentos quando você era incapaz de compreender os seus próprios. Eu já te disse! Esse casamento foi armado por nossos pais! É conveniente, simples assim. Elizabeta sempre soube que... Ela sempre soube de meus sentimentos por você. Na verdade, se não fosse por ela, eu nunca teria percebido-os por mim mesmo.

Roderich estava falando... Demais. Era esquisito escutar sua voz depois de tanto tempo. Gilbert pegou-se imaginando se ele ainda gemia como antes.

– Nem eu, nem ela, sentimos nada um pelo outro. Eu nunca te enganei. Nunca nem sonhei em trair você com qualquer outra pessoa. Eu nunca toquei em ninguém pelos últimos treze anos. É isso que quer ouvir?! Ou você quer que eu diga a você que eu fiquei furioso quando descobri que você ia embora, simplesmente porque foi exatamente quando eu cheguei a conclusão de que não poderia viver sem você?

Os olhos do moreno estavam marejados, e ele tremia para falar. Era estranho vê-lo daquele jeito. Era estranho pensar em um Roderich incapaz de controlar a si mesmo ou a situação. Era estranho pensar em um Roderich com medo.

O mesmo poderia ser dito sobre o albino.

Gilbert avançou, incapaz de se controlar. Aquilo era estranho demais. Aqueles sentimentos borbulhando dentro dele, sua mente repetindo para ele uma única e absoluta ordem.

“Ataque-o.”

Os olhos violeta arregalaram-se. Roderich foi erguido pela gola do terno e empurrado para a cama atrás deles. Aquele cenário era conveniente demais. Era como se Gilbert tivesse planejado cada único passo até ali.

Não estar no controle deixou Roderich apavorado. Reviver o passado era assustador.

As mãos do albino puxaram seus braços pela manga, fazendo com que ele abraçasse Gilbert pelos ombros e seus corpos ficassem ainda mais próximos um do outro. A próxima ação do albino foi puxar o quadril de Roderich para cima e apoiá-lo em seu próprio, colocando uma perna do moreno de cada lado do corpo.

– Rod...

Havia algo de errado ali. Aquilo não deveria estar acontecendo. Era errado que Gilbert tivesse tanta liberdade para tocá-lo como bem desejava. Era errado que seu coração estivesse a mil e sua mente estivesse nebulosa. Era errado que seu corpo respondesse tão facilmente àqueles toques, e era errado que ele quisesse mais.

Era errado que Roderich sentisse uma necessidade enorme de dizer para Gilbert que ele o amava. Aquilo estava terrivelmente errado... Estava deliciosamente errado...

Ele sentiu a língua de Gilbert pedindo passagem, e viu-se incapaz de negá-la. As mãos quentes dele estavam agora em seu pescoço. Aquela diferença entre os dois, na forma com que Roderich sempre fora gelado enquanto Gilbert tinha uma temperatura corporal preocupantemente quente, sempre lhe causara um arrepio.

Sentir os dedos de Gilbert em sua pele, traçando um caminho de fogo, marcando-lhe, levando-o a loucura... Era isso então. Roderich enlouquecera. Mais uma vez, ele via-se preso àquele turbilhão de sentimentos que Gilbert forçava sobre ele e...

Roderich o amava.

De alguma forma, Gilbert foi o primeiro a perder uma peça de roupa, ou melhor, todos os dois casacos e a blusa branca de segunda pele. O moreno sentiu seu coração falhando uma batida. Vê-lo daquela forma depois de tanto tempo... Ser capaz de tocar a pele extremamente clara de seu abdômen e sentir os músculos dele contraindo-se por culpa do frio que ele ainda sentia.

Treze anos haviam se passado, e seu corpo ainda suplicava pelo Gilbert que estava ali. Aquele que cheirava a colônia masculina. Ao Gilbert que tremia levemente enquanto despia Roderich de seu terno caro. Ao homem que olhava-o com uma expressão tão gentil e carinhosa, expressão essa da qual Roderich sentira tanta falta. Ao Gilbert que parecia precisar dele também.

Estava malditamente frio do lado de fora e do lado de dentro do quarto. Mas o mundo deles era como um forno aquecendo-se lentamente, a cada toque e a cada palavra sussurrada por qualquer um dos dois lados.

Aquele era um mundo isolado, onde tudo era possível. Não lhe importava se eram nove da manhã, da tarde ou da noite. O que importava era que ali eles sentir-se-iam de uma forma que só eles eram capazes de se sentir.

– Rod... Rod. Rod, Rod. Rod...

Eu senti sua falta. – Roderich sussurrou. Gilbert ergueu os olhos em chamas para observar seu rosto vermelho e os olhos violeta líquidos. Seu rosto contorceu-se num sorriso malicioso.

Gilbert puxou seu braço esquerdo para mais perto, chupando o dedo anelar e passando a língua pela aliança de ouro. Roderich tremeu, perguntando-se o que ele pretendia com aquilo. Os dentes prenderam-se nos dois lados do anel, puxando-o lentamente para fora. O albino ainda observou a expressão de Roderich mudar de surpresa para envergonhada enquanto ele observava o pequeno círculo amarelo entre os lábios do outro.

Seu sorriso tornou-se particularmente predatório.

A aliança foi esquecida em cima da escrivaninha, ao lado dos óculos pertencentes ao aristocrata. A possessividade de Gilbert pareceu acabar com qualquer hesitação por parte do austríaco igualmente. Não houve qualquer protesto quando sua calça social foi parar no chão, nem mesmo quando o ar gelado tocou sua pele, sendo rapidamente substituído pelas mãos e língua do parceiro.

O tempo não parecia ter piorado as habilidades de Gilbert na cama e se fosse possível, ele ainda fora capaz de melhorá-las. Muito menos pareceu afetar sua memória. Era impressionante como ele conhecia exatamente quais eram os pontos fracos de Roderich, e lembrava-se tão perfeitamente de como agir durante o sexo.

A forma com que ele mordeu delicadamente a cartilagem de sua orelha, fazendo o moreno gemer, ou como ele arranhou-lhe as nádegas, e como ele lambeu-lhe o abdômen. Tudo aquilo arrancava de Roderich seu controle.

Era impossível não se entregar aquele Gilbert. Não havia no austríaco a capacidade ou a força de vontade suficiente para resistir aos avanços do outro.

Então, como um bom perdedor, ele aceitou os dedos de Gilbert invadindo seu espaço pessoal, e permitiu-se ser violado mais uma vez enquanto gemia e humilhava-se, suplicando por mais.

Roderich se lembrava de ouvir Gilbert dizer que sua personalidade em cima e fora da cama eram completamente diferentes. Uma analise defeituosa em sua opinião. Seu mundo resumia-se em “com Gilbert” e “sem Gilbert”. Seu mundo sem aquele tolo era irritantemente pacífico. E viver na mesmice parecia cansar Roderich extremamente.

Só ande logo, seu energúmeno de marca maior. – Os olhos vermelhos giraram para cima, observando-o por um momento. O albino passou a língua pelos lábios e posicionou-se novamente na cama, apoiando um braço de cada lado do corpo do menor e sentindo-se penetrar no corpo dele.

Aquele era um sonho cruelmente real.

Roderich lançou a cabeça para trás e arqueou o corpo. Gilbert soltou um gemido baixo ao sentir o menor pressionando-se a sua volta. Sua língua melou o queixo fino, e ele sentiu aqueles dedos longos e delicados arranhando suas costas.

– Ah... Gilbert... Gil... Eu...

Seu frágil controle estava a um milésimo de se destruir completamente. Ele repetiu para si mesmo que Roderich precisava de tempo para se acostumar com seu tamanho impressionante e com sua capacidade na cama. Afinal, faziam longos treze anos.

O moreno, já impaciente o bastante, moveu o corpo por si mesmo. O quadril de Roderich incitou-o com aqueles movimentos lascivos. Ele arregalou os olhos e observou a forma com que os olhos suplicantes de Rod escondiam-se e apareciam por detrás dos longos cílios negros.

Como aquele aristocrata conseguia ser tão malditamente sexy?!

– Foi você quem pediu, Rod. – Ele rosnou, mais para si mesmo do que para o parceiro, que parecia incapaz até mesmo de assimilar suas palavras.

Ele ergueu-se e segurou o moreno pelo quadril, puxando-o contra si e sentindo seu corpo reagir ao toque de seus dedos. Roderich contorceu-se e gemeu, cada vez mais alto. Gilbert levou dois de seus dedos aos lábios do aristocrata, fazendo-o abrir os olhos para questioná-lo sobre a ação.

– Eu realmente quero ouvir sua voz, jovem mestre. Mas infelizmente para você, não estamos exatamente sozinhos. – Gilbert soltou uma risadinha. – Então controle-se um pouco.

Em resposta, Roderich lambeu-lhe os dedos e soltou um gemido ainda mais alto. Oras, parecia-lhe que aquele jovem mestre tornara-se ainda mais abusado em sua ausência. Ou talvez fosse tudo saudades. Gilbert soltou uma risada.

Oh, certo. Como se aquilo fosse possível.

Ele curvou-se sobre o aristocrata mais uma vez, forçando seu corpo sobre ele e penetrando-o até o fim. Sentiu suas respirações mesclarem-se e seus lábios tocarem-se. Lambeu-o e foi correspondido. Mordeu a pele alva do pescoço e sentiu-o tremer embaixo de si.

A sensação de estar novamente com Roderich era simplesmente divina.

– Gilbert eu vou... Ah! Eu acho que...

– Sim, eu também. Só aguente mais um pouco, jovem mestre.

As unhas de Roderich feriram sua pele, deixando claro que ele não tinha controle algum para “aguentar mais um pouco”. Gilbert soltou uma risada mais parecida com um gemido. Engraçado como eles pareciam entender-se facilmente na cama enquanto fora dela seu relacionamento era defeituoso.

Gilbert acelerou o ritmo e passou a masturbar Roderich igualmente. Mesmo que ele não o tivesse feito, provavelmente ambos já teriam se desmanchado no próximo minuto, como fizeram.

Roderich largou de suas costas, e Gilbert retirou-se de dentro do moreno, sentando-se na cama ainda com as pernas de Roderich enlaçando-o. Eles se encararam, incapazes de pronunciar uma única palavra.

De súbito, as pernas de Roderich pareceram puxá-lo para mais perto, e seu corpo ergueu-se parcialmente da cama, ainda suado e arfante pelo esforço. Os olhos violeta dele pareciam dragá-lo ainda mais fundo naquela sensação de prazer.

Os lábios do moreno abriram-se e ele desviou levemente o olhar – apesar de não conseguir enxergar nada de um jeito ou de outro, sem os óculos – enquanto ele pronunciava as palavras que ficaram presas dentro dele por tanto tempo. Treze anos era tempo demais.

– Eu te amo. – Ele sussurrou. E então franziu o cenho. – Apesar de não ser a pronúncia correta, e de ficar mais bonito se fosse dito como “amo-te”... Parece mais sincero se eu simplesmente falar dessa forma. Eu te amo, Gilbert.

O albino piscou algumas vezes, e precisou de um ou dois minutos para conseguir formular uma frase condizente. Um sorriso de puro deleite abriu-se em seus lábios.

– É claro que ama, jovem mestre. Como alguém conseguiria não amar o incrível, habilidoso e belo eu?

Notas finais
O Gil não é lindo? Ou melhor, o Rod não é LINDO?! Ah, eles são meu casal preferido de todos ♥ Gilberts e seus incríveis Eus x3

Bem, piadas e Gilberts a parte, eu estou com bloqueio. Por favor eu SUPLICO sejam mais críticos em seus comentários, ou pelo menos enviem algo fofo pra levantar meu ânimo. E comecem a rezar por inspiração, eu tô precisando xD
Ah sim, obrigada pelos comentários de vocês no capítulo anterior, acho que foram os mais lindos e fofos até agora ♥
Obrigada por terem lido, e por acompanhar, e por me aguentar... E por ler isso xD

Besos, amo vocês minhas bambinas ♥
Gin-chan