Fame

21 Horas antes do fim


Notas iniciais
Oi, meninas! Depois de mais de uma semana voltei >.< Ainda não é o fim do caso, mas várias coisas se explicam então tenham atenção ao ler ;) Fiz uma homenagem a KBecks, porque todo capítulo ela faz um diagnostico da nossa psicopata Arlene então achei justo coloca-la na história como a boa psicologa que é (ou vai ser, caso ainda esteja na facul kkkk). Relevem qualquer coisa pois não sei sobre essas doenças mentais, sou leiga kkk Mas a história precisava disso então... Não me julguem haha. Espero que gostem!

POV RICK

Nem Gates e nem os rapazes me deixaram ficar na delegacia, me pediram para ficar em casa e até recomendaram que eu analisasse mais uma vez os arquivos e se encontrasse algo que ligasse para eles.

A Capitã teve que chamar o FBI para ajudar no caso, isso já era de praxe. E, na verdade, ela foi até chamada a atenção por não tê-los chamado antes. Porém agora o perigo aumentou cem vezes, Arlene está com uma policial, uma detetive de homicídios como refém e provável próxima vítima.

Não quero pensar nisso, nada e ruim vai acontecer a Beckett. É da Kate que estamos falando, ela é inteligente. Sei que fará o possível pra se manter a salvo o tempo necessário para encontra-la. Enquanto isso os homens do FBI estão montando seus computadores na minha sala, grampeando meus telefones e outros eletrônicos caso a assassina faça contato, porém acho difícil ela ligar. Não faz o estilo de Arlene.

Deixei-os trabalhando na sala e me confinei no meu quarto com os milhares de papeis com provas e pistas do caso. Fiquei pelo menos duas horas relendo aquilo tudo e não encontrei nada. Parei um pouco e fui para o banheiro, precisava de um banho quente.

Era impossível entrar aqui e não me lembra dela. Tudo aqui é ela, o cheiro de shampoo de cerejas entra por minhas narinas e vai direto ao meu coração. É como se pudesse sentir o calor dela aqui ao meu lado. Vejo a escova de dente dela, os cremes que usa antes de dormir... É tão frustrante não poder encontra-la, não tê-la ao meu lado, mas ao mesmo tempo ter o seu aroma e presença aqui.

Debaixo do chuveiro fico pensando. Nas cenas dos crimes não tem pista, não tem nada. Como vou conseguir resgatar minha Kate? Estou exausto de tanto pensar, porém dormir não está na lista de coisas que quero ou devo fazer. Vou continuar a vasculhar todos os arquivos novamente.

[...]

– Não é possível. – Murmuro. – Não existe crime perfeito. – Falo a frase que Beckett sempre fala quando estou divagando em teorias nada prováveis.

Preciso de ajuda, ajuda psicológica. Sigo rápido para o meu escritório e mexo nas minhas gavetas até encontrar o que procuro: o telefone da minha amiga psicóloga, Camila. A conheci há muito tempo atrás quando precisava fazer uma pesquisa para um dos livros de Storm, ela se especializou em psicologia criminal. Trabalha traçando perfil dos criminosos para que tenham a pena que merecem.

– Camila Martins. – Ela atende.

– Camila, é Richard Castle. Tudo bem? – Tento ser simpático.

– Rick! Quanto tempo. Em que posso te ajudar?

– Será que pode vir aqui no loft, preciso muito da sua ajuda. – Peço. Estou quase implorando.

– Claro. Estou ai em 15 minutos.

– Obrigado. – Respiro um pouco aliviado. Talvez com a ajuda dela consiga encontrar o que preciso.

[...]

– Então você quer que eu trace o perfil dela só por essas pistas e mensagens? – Ela pergunta um pouco cética.

– Se possível...

– Bom. Posso dizer primeiramente que ela não é esquizofrênica. – Disse.

– Como assim? No registro médico dizia...

– Psicopatas tem muita facilidade em burlar laudos.

– Então você quer dizer que ela fingiu? – Se for isso meu medo aumento consideravelmente assim como minha determinação em achar Kate.

– Sim. Um esquizofrênico não deixaria esses bilhetes e nem matariam com tanto cuidado nos detalhes. Arlene tem toda a cautela na hora de deixar algo que a policia possa encontrar, ela se diverte matando essas pessoas. Para ela isso tudo é um jogo muito excitante. Esquizofrênicos podem ser inteligentes, mas digamos que seriam desleixados na hora da cena do crime, mais explosivos. Não teriam essa paciência que ela tem. – Ela explica.

– Entendi. Então ela é mais perigosa do que imaginamos.

– Com certeza. Psicopatas são inteligentes e gostam de mostrar isso, de se gabar disso. Por isso ela deixa as mensagens. É como se disse que ela é mais inteligente que todos, pois ela provavelmente deixou uma pista imperceptível ao primeiro olhar, as quais ainda não encontraram e por isso ela mata. Para mostrar que por “incompetência” de vocês ela está assassinando essas mulheres.

– Imperceptível ao olhar de uma pessoa desesperada. – Resmungo. Mas então como se uma luz acendesse na minha cabeça me vem uma pista. É isso! – Já sei! Os bilhetes!

Corro para meu quarto e procuro pela cópia dos bilhetes deixados nas vítimas e no quarto do hotel. Começo a lê-los e tudo faz sentido. São Heat Wave! Estava tão focado nos arquivos, nos locais dos crimes e em Kate que me esqueci das mensagens. Assustaram-me tanto que não conseguia ver através das ameaças.

– O primeiro foi “... vamos entrar em um dos seus livros?”. Claro! Como pude ser tão desatento? – Falei.

Escuto um celular tocando e os agentes, que estão na sala, ficam em alerta, porém é só o celular de Camila. Ela troca poucas palavras e deliga. – Rick, me desculpe, mas tenho uma audiência agora. Preciso ir. Se precisar de qualquer coisa me chame. – Ela me abraça. – E seja forte, não desista.

– Nunca. – Sorrio suavemente. Ela sai do escritório e continuo a minha empreitada.

“Detetive Beckett, espero que se divirta investigando...” Ela se refere à Nikki como Beckett, pois todos sabem que o personagem é inspirado nela. Tenho vontade de me bater por isso, por expor tanto Kate assim.

E o último, no qual posso ver um segundo significado “... onde será que Nikki Heat morreria?”. O meu livro termina com Nikki presa em um galpão no porto após ser sequestrada por mafiosos. Dou quase um pulo da minha cadeira e um grito de emoção. O porto! Elas estão no porto!

– Agente Soreson, tenho uma pista. – Chego à sala falando.

– Ela ligou?

– Não. Mas analisei as mensagens que ela deixou nos corpos e elas eram basicamente referencias ao meu livro. E tudo leva ao porto.

– O senhor tem certeza disso? – Ele pega a folha com a minha analogia e tenta entender. – Pessoal, procurem por galpões no porto de NY que não tenham dono ou estejam abandonados a mais de um ano. – Sorrio agradecido.

As próximas horas foram de correria pelo loft. Liguei avisando aos meninos que chegaram logo em seguida, tinham cinco equipes esperando apenas os locais para irem fiscalizar. Depois de uma hora foram encontrados três galpões com as características que o agente pediu. As equipes foram sozinhas recebendo ordens apenas pelo rádio, afinal era apenas uma missão de reconhecimento.

Estava tão aflito que a cada vez que ouvia uma voz no rádio eu dava um pulo do sofá. Até que encontraram o local, o agente mandou que voltassem que logo nós estaríamos indo.

Eu e Lanie ainda conversamos um pouco, um tentava acalmar o outro. Ela estava ficando a maior parte do tempo na casa dos pais de Kate que estavam inconsoláveis e como Jim tem problema de pressão alta, a ME acho melhor ficar lá caso precisassem de ajuda rápida.

Esposito ainda tentou me convencer a ficar aqui, porém isso nunca passou pela minha cabeça. Eu preciso estar lá quando Kate sair das garras daquela louca. Preciso abraça-la e conforta-la como merece, me sinto tão culpado por ter a tratado daquele jeito essa semana. Kate só queria me ajudar e eu fui tão idiota...

[...]

Paramos vários metros antes do galpão para não levantar suspeitas, iremos até lá a pé junto com toda a equipe. Quanto mais perto chegamos mais rápido bate meu coração. Posso encontrar qualquer coisa lá dentro, nem quero pensar em nada disso, minha imaginação de escritor faz tudo parecer pior. Ao chegar no portão vemos um carro, o mesmo que vi saindo do hotel pelo vídeo.

Quando estávamos perto da porta meu celular tocou. Era um número privado.

– Atenda. Pode ser algo sobre ela. – Soreson me orientou.

– Castle. – Atendi.

– Ai que nojo desse nome! – Me assustei. – Oi praga. – Posso ouvi-la sorrindo.

– Arlene. – Digo e todos a minha volta enrijecem.

– Sim, sou eu. – Ela gargalha. – Só queria avisar que se quiser ver sua namoradinha viva é melhor entrar sozinho.

– Como posso saber se Kate está bem? – Perguntou. Só o pensamento de ela estar ferida faz minha garganta doer de vontade de chorar.

– Oh! Vocês não acreditam em ninguém ein! Que coisa chata. – Ela resmunga. – Toma! Essa praga quer saber que está bem. – A ouvi falar ao longe.

– Rick? – A voz dela é chorosa.

– Kate! Meu amor! Você está bem? Ela te fez alguma coisa? – As lágrimas escorrem sem minha permissão, mas eu não ligo.

– Eu estou bem. Ela me bateu algumas vezes, mas estou bem. – Ela diz.

– Oh! Coitadinha da minhoca branquela! – Escuto Arlene gritar ao fundo.

– Eu vou entrar, eu vou te salvar Kate. – A escuto fungar, porém ela não tem tempo de responder, pois a louca volta a falar.

– Ande escritor de merda. Deixe esse gostosão do FBI ai e venha busca-la. – O tom de deboche me deixa com ódio dela. O que posso fazer? Preciso ir, se é isso que tenho que fazer pra ter Kate de volta...

– Estaremos aqui fora. Qualquer barulho estranho nós entramos. – Ryan me tranquilizou e eu assenti e entrei.

O local estava iluminado pelo sol forte da tarde que entrava pelas enormes janelas e pelo teto que tinha partes quebradas. Ao olhar para frente vejo a mulher loira com um sorriso homicida no rosto. Sinto-me em um filme de terror, mas agora não é hora pra ter medo Richard! Seja homem e salve sua amada.

Notas finais
Bom. No próximo esse sofrimento acaba - ou começa outro. Não sei de nada! kkkkkk. Logo entraremos na parte que falei, mudanças virão. ;) Obrigada as meninas que comentaram, leio e amo cada um :3 E obrigadíssima a Blair que favoritou s2 Beijos beijos, AB