Notas iniciais
Hey, fofinhas! Desculpe a demora, mas quando faço uma fic nova demora um tempinho até eu conseguir entrar no mundo que se passa a história. Então por enquanto vai levar alguns dias até eu conseguir atualizar. Só até eu me acostumar com o universo que se passa essa história. Espero que entendam. Quero agradecer a Marcela Ramalho e a DudaSaar por favoritarem e as outras lindas que comentaram. Não esperava que o primeiro capítulo fosse receber tantos comentários. Obrigada pela força :D Boa Leitura!

Após observa-lo por mais alguns minutos, Kate entrou na sala de interrogatório sem olhar para ele e sem falar nada. Estava lendo sua ficha e não queria encara-lo por enquanto.

– Kate, o que é tudo isso? Por que eu estou aqui? – Castle perguntou ao vê-la entrar.

– Houve um assassinato, Sr. Castle.

– E você acha que eu sou o assassino? – Perguntou.

– Não posso descartar a possibilidade, ainda mais porque os homicídios tinham o mesmo cenário de seus livros. – Beckett sentou-se na frente dele e agora, por estar em um interrogatório, precisava encara-lo.

– Kate, você me conhece desde que estávamos na faculdade, como pode achar que sou um assassino?

– É, Richard. Eu te conhecia. – Ela respondeu e ele ficou surpreso com a resposta. – Onde você estava no início dessa noite?

– Em casa com minha filha e minha mãe saindo para uma sessão de autógrafos. Você continua a mesma. – Rick falou sorrindo.

– É... – Ela saiu o deixando confuso.

Richard tinha a ilusão de quando os dois se reencontrassem, talvez, ela o tivesse perdoado. Mas a realidade se mostrou bem diferente e na verdade nem ele mesmo se perdoava por ter a magoado.

Os minutos foram passando e calor naquela sala aumentando. Ele já estava sem o blazer e sua camisa estava molhada, ele se sentia em uma sauna. E nada de Beckett aparecer para libera-lo.

...

– Beckett, isso é maldade. O cara está suando como um porco lá dentro. – Esposito falou rindo.

– Deixa mais um pouco, depois ele se hidrata. Achou mais alguma coisa? – Kate perguntou.

– O álibi do Castle confere, mas precisaremos de cartas e e-mail de fãs. A Capitã acha que por as cenas serem parecidas o assassino pode ser algum fanático com mensagens estranhas. – Ryan foi quem falou.

– Tudo bem então. Vou pedir as cartas e e-mails para ele e então podemos cruzar os nomes dos fãs com o nome que encontrarmos na lista de conhecidos da vítima. — Beckett falou indo em direção à sala para liberar Castle. Em seus pensamentos existia uma contradição, ela queria passar mais tempo com ele, mas ainda se sentia magoada e o orgulho mandava se afastar.

Ela abriu a porta e o encontrou deitado em cima da mesa com a blusa com alguns botões abertos. – Castle? – Ele levantou assustado. – Você está bem? – Perguntou quando viu o rosto suado e vermelho.

– Só está um pouco quente aqui, né? – Ela reprimiu um sorriso.

– Preciso que me dê todas as cartas que você recebe de fãs e e-mails também. E você pode ir, seu álibi confere.

– Ei, espera! – Ele vestiu seu blazer e foi atrás dela. – Podemos nos encontrar qualquer dia desses? Faz tanto tempo que não te vejo. – Kate parou e respirou fundo.

– Desculpe Rodgers, mas eu estou muito ocupada com esse caso. – Ela deu a primeira desculpa que veio em sua cabeça.

– Será que eu posso ajudar? Afinal eu conheço muito bem meus livros e posso ser útil. – Rick sugeriu, Kate se surpreendeu com a proposta.

– Só traga o que eu pedi, já será de grande ajuda. – Kate viu o olhar triste dele. Castle assentiu e se despediu.

Ela estava irritada com sigo mesma por ainda sentir algo por ele. Kate queria voltar a ser amiga de Castle, mas tinha medo de se machucar como da última vez. Na realidade desde aquela época que ela se fechou, desabafa apenas com sua mãe e dificilmente com Mad e Lanie. Por mais que ela quisesse não conseguia ter raiva dele.

Ela riu com os olhos marejados ao se lembrar do verdadeiro primeiro beijo deles.

Março de 1999

Rick andou por todo o campus e não a encontrou, era apenas o início do semestre e Kate já estava começando a estudar. Ela sempre ficava em uma área afastada aonde quase ninguém ia. Eles chamavam de “canto do fingimento de estudo”, pois sempre que ela ia lá para ler Rick ia atrás e eles acabavam apenas conversando besteiras.

– Katie, ainda é março. O que tem para estudar? – Rodgers perguntou quando a encontrou concentrada lendo um livro.

– Talvez a matéria que já estão dando? Deveria fazer o mesmo antes de ficar desesperado na véspera da prova. – Respondeu ela.

– Ouch! Não precisa humilhar sua nerd. – Brincou a fazendo rir. – Por enquanto só tenho literatura romântica. Endeusamento da mulher, a mulher pura e perfeita e blá blá blá. – Ela só ria do jeito dele.

– Mulher pura? Vai ser difícil você escrever sobre isso. – Ela falou e gargalhou.

– Nossa. Hoje você está afiada, né?

– Desculpe. Não resisti. Então, o que veio fazer aqui? – Kate deixou o livro de lado e se virou para ele. Sempre do mesmo jeito, cabelo um pouco despenteado, sorriso infantil no rosto, olhos azuis brilhantes com uma piscina... Admirando suas feições ela sorriu.

– Buscar um estímulo para um poema. – Castle a olhava do mesmo jeito. No fundo ambos sabiam dos sentimentos outro. Sabiam que eram correspondidos, mas tinham medo de fazer algo erra e a amizade acabar. Rick acariciou o rosto dela, Kate fechou os olhos ao toque dele e nem viu o que estava acontecendo só sentiu os lábios dele tocando os dela em um beijo calmo e amoroso. – Isso era o que faltava para o meu poema para a próxima aula. – Ele falou ao se afastarem.

– Então você só me beijou para fazer um trabalho? – Ela arqueou a sobrancelha.

– Mais ou menos. Queria escrever sobre o beijo perfeito, a pessoa perfeita eu já tenho só o beijo que faltava. – Ela corou e desviou o olhar. Rick sempre teve as palavras certas para deixa-la corada e sem reação.

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Beckett despertou das lembranças quando Esposito veio trazer a lista dos conhecidos e pacientes que a assistente social ajudava. Já estava ficando tarde então a detetive decidiu que era melhor encerrarem por hoje e continuarem de onde pararam no dia seguinte.

Ao chegar a casa decidiu ligar para sua mãe, mas ao ver a hora desistiu. Foi para o banheiro tomar o banho que pretendia antes da ligação de Espo e tentou relaxar, não pensar em nada. Ela quase adormeceu na banheira se não fosse pelo toque de seu celular. Olhou no visor e viu que era Luís.

Luís era médico e fazia plantão em noites alternadas, quando estava de folga dormia com ela. Hoje ele estava dando plantão no hospital.

– Hey. – Kate atendeu.

– Boa noite, querida. Tudo bem?

– Sim, acabei de chegar da delegacia. Peguei caso novo.

– Boa sorte então. – Os dois riram. – Já vai dormir?

– Estou terminando de tomar banho e vou me deitar. Como está ai? – Ela perguntou.

– Acabei de liberar uma paciente. 9 anos. Filha daquele escritor que você gosta, a menina ficou muito nervosa e começou a vomitar e ter febre. – Ao ouvir aquilo Kate gelou. Sentia-se péssima por saber que o motivo daquilo tudo era ela. – Alexis é o nome dela. Um doce de criança.

– E ela disse o motivo do nervosismo? – Kate engoliu seco.

– Ela chegou aqui com a avó, aconteceu alguma coisa com o pai dela. A senhora disse que a menina é muito apegada a ele.

– Que bom que ela já está melhor. Lu, preciso desligar. Vou dormir.

– Tudo bem. Também preciso ir, estão me chamando. Beijo, querida e bons sonhos. – Ela sorriu e desligou.

Beckett se sentiu mal por ter levado Castle daquele jeito para a delegacia, mas ela nunca iria imaginar que ele estaria ali com a filha. Kate refletiu melhor e decidiu que no dia seguinte, quando Rick fosse levar as cartas, ela conversaria com ele e pediria desculpas pela atitude.

Notas finais
Comentem! Vamos ter mais flashback ao longo da história e assim vamos descobrindo o porque do afastamento deles, mas tenham calma, pois vocês percebem que Kate ainda está magoada então não espere ver eles como um casal por enquanto. ;) Beijos beijos, AB.