Fame
3 Conversar com a mãe melhora tudo
Notas iniciais
Kate com os pensamentos desse dia cheio dormiu exausta. Só acordou com o barulho do despertador que já marcava 7:30h, ela levantou correndo para se arrumar. Tomou um banho rápido, escovou os dentes, pôs um pouco de maquiagem e colocou uma roupa confortável.
Passou em uma cafeteria perto da delegacia para comprar seu café e um bolinho para comer. Chegando ao andar de homicídios percebeu que Ryan e Esposito ainda não tinham chegado então ela foi ver se o caso da noite anterior tinha algum andamento e depois começou a fazer relatórios enquanto os meninos não chegavam.
...
– Abóbora, eu tenho que ir lá para levar umas coisas que a policial pediu. – Castle tentava fazer com que a filha entendesse. Alexis ainda estava assustada pela noite anterior e não queria deixar o pai voltar para o distrito.
– Mas papai! Aquela policial vai querer te prender de novo! – Ela falava quase chorando.
– O que fiz para ser preso, querida? – Ele perguntou rindo.
– Eu não sei. Porque ela te prendeu ontem? – A menina perguntou com as mãos na cintura.
– Ok, ok! Quer vir comigo? – Ele se deu por vencido e ela concordou.
...
O alarme do elevador soou avisando que chegara ao andar, Kate estava tão absorta no que estava fazendo que nem se deu ao trabalho de olhar para trás.
– Beckett, o escritor está aqui. – Esposito falou apontando para Rick e uma menininha ruiva ao lado dele.
Quando Castle a viu sorriu e caminhou em sua direção, ele carregava uma cesta cheia de cartas e a garotinha vinha segurando no braço dele. Kate a reconheceu da festa, era a filha dele.
– Bom dia, detetive. – Ele a cumprimentou.
– Bom dia, Castle. – Ela falou e olhou para a menina. – Bom dia. – Alexis se encolheu um pouco.
– Hey, Abóbora. Kate é uma amiga do papai, não precisa ficar assim com ela.
– Bom dia. Você vai prender meu pai de novo? – Kate riu.
– Não, querida. Ele só veio trazer algumas coisas para mim. – Ela tranquilizou a garotinha. Kate se abaixou da altura de Alexis. – Eu queria te pedir desculpas por ontem à noite, sei que você foi para o hospital passando mal. Não queria te deixar nervosa. Desculpa-me? – A menina pensou.
– Só se prometer não bater no papai de novo. – Kate riu e concordou.
– Obrigada Castle. – Ela pegou a cesta dele. – Você pode ir, se eu precisar de alguma coisa eu te aviso.
– Ah não! Deixe eu te ajudar com isso. – Castle pediu. Beckett bufou, ele era insistente. – Por favor. – Ele pediu novamente.
Se fosse qualquer outra pessoa ela teria negado quantas vezes fosse preciso, mas com Rick sempre foi diferente. Desde ontem, quando o encontrou, que ela está assustada com sentimentos que ainda existem por ele. Os de amizade ainda estão vivos, já os outros a magoa é maior e não os deixa aparecer. Relutante ela aceita que ele a ajude. – Tudo bem, mas você só vai ficar dentro daquela sala lendo as correspondências e não vai tocar em nada.
– Droga. Você me conhece bem. – Ele resmungou e foi para a sala que ele havia indicado.
– Certo Castle. Você deve procurar as cartas com mensagens mais esquisitas, que mostrem que a pessoa possa ter algum problema e as mais importantes são as com ameaças de morte. Quando achar uma dessa me avise. – Beckett deu as instruções. Ele, Kate e Alexis começaram a ler as mensagens uma por uma.
Depois de meia hora procurando e sem encontrar nada, Kate decide ir buscar café para eles. Quando estava na sala de descanso fazendo as bebidas sentiu braços rodeando sua cintura e sorriu.
– Bom dia Kate. – Era Luís.
– Hey Lu. – Ela se virou com um sorriso e lhe cumprimentou com um selinho. – O que está fazendo aqui há essa hora?
– Saí do meu plantão e vim te visitar. Vamos fazer alguma coisa hoje de noite?
– Você se incomodaria se eu fosse dormir na casa da minha mãe? – Ela perguntou.
– Não, mas aconteceu alguma coisa?
– Só saudade mesmo. Quero passar um tempo com os meus pais. – Esse era um dos motivos o outro, Kate não iria falar com ninguém além da mãe.
– Tudo bem então. Marcamos alguma coisa para outro dia. – Ele sorriu a abraçando pela cintura.
– Sim e prometo de recompensar. – Kate passou os braços pelo pescoço dele e o beijou. Começou calmo, mas com o toque dos lábios o desejoso foi aumentando assim como a intensidade do beijo.
– Kate, encontrei... – Castle chegou falando, porém parou ao ver Beckett aos beijos com um homem. Ela rapidamente parou o beijo e se recompôs.
– Oi, Castle. Achou alguma coisa? – Ela ainda estava um pouco ofegante. A decepção era visível no rosto de Rick, ele não sabia que ela tinha namorado e isso não ajudou muito nos planos que ele tinha.
– Ah... Sim... Já separei. Depois você vê. – Ele falou sem graça e saiu da sala.
– Doutor Luís? – Alexis falou.
– Hey, ruivinha. – Ele apertou a mão dela.
– De onde você o conhece, Abóbora? – Castle perguntou.
– Ele que me ajudou ontem quando eu estava passando mal, ele até me deu um daqueles palitinhos com gosto de fruta. – A menina riu para o médico.
– Oh, você é Richard Castle? É um prazer conhece-lo. – Luís o cumprimentou. Kate não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha, primeiro Castle a pega se agarrando com seu namorado e depois Luís fica “amigo” de Alexis e agora estão todos conversando. – Então Kate foi a policial que prendeu seu pai? – Ele perguntou a menina que assentiu.
– Porque bateu nele? – Luís perguntou rindo. Kate arregalou os olhos da mesma maneira que Richard, os dois se lembrando do beijo causador da confusão.
– Ah... Não... Nada... Ele tentou resistir... – Beckett se enrolou na hora de falar, mas parece que Luís aceitou e não a questionou.
– Então te vejo amanhã? – Kate assentiu. – Tchau. – Ele deu-lhe um selinho e despediu de Alexis e Rick.
Depois daquele acontecimento o dia foi tenso e cheio de silêncios constrangedores. Pelo menos conseguiram encontrar cinco cartas com o perfil que procuravam. Kate ficou encantada com Alexis, pois apesar de só ter nove anos era muito inteligente e madura para a idade.
Com Castle não foi diferente, depois de ver que Kate tinha um namorado ele ficou um pouco triste. E ele ainda tinha conseguido ouvir um pouco da conversa. Ouvir Beckett dizendo que iria recompensa-lo do mesmo jeito que ela falava quando eles estavam juntos. Não que ele tivesse a ilusão que depois dele ela nunca mais ficaria com ninguém, mas ver e ouvir isso fez com que ele se sentisse mais idiota ainda.
– Obrigada por trazer o que eu pedi e por me ajudar. – Disse Kate.
– Sempre que precisar é só ligar. – Rick disse sorrindo. – Gostei de passar um tempo com você. – Ela desviou o olhar e corou.
– Obrigada também Alexis, você ajudou bastante. – Beckett mudou de assunto.
– Foi legal. Posso dizer para minha amigas que ajudei a pegar um assassino. – A garotinha falou animada.
– Então até qualquer dia. – Castle falou beijou a bochecha da detetive.
...
– Mamãe? – Kate entrou na casa dos pais.
– Katie! Não sabia que vinha aqui hoje. — Johanna veio e abraçou a filha. – Tudo bem?
– Sim. – Ela sorriu, mas a sua mãe Beckett não enganava. – Vim dormir aqui. Posso?
– Mas que pergunta. Claro que sim, aqui sempre será sua casa também. Está com fome? – Elas foram andando para a cozinha.
– Morrendo. Dê-me qualquer coisa que eu como. – Kate sentou-se a mesa enquanto sua mãe fazia o prato para ela.
– Então... Porque está com essa cara? Alguma coisa está te incomodando.
– Não, nada.
– Katherine, você sabe que não consegue mentir para mim. – Sua mãe se virou e pôs o prato na frente dela. – O que aconteceu que te deixou assim?
– Ai que coisa! Pare de usar essa sua coisa... em mim. – Kate resmungou e Johanna riu. – Se lembra do Robgers? – Sua mãe assentiu. – Encontrei com ele ontem e hoje de manhã.
– E ai? Como ele está?
– Do mesmo jeito. Playboy, mulherengo... – Ela suspirou. – Ele tem uma filha, Alexis.
– Oh. – Foi tudo que Johanna conseguiu dizer. – Como você se sentiu ao revê-lo? – Johanna sabia de tudo o que tinha acontecido e viveu isso com a filha que ficou mal por dias depois do termino do relacionamento com Richard. Ela percebeu que a filha tinha ficado mexida e não era pra menos.
– Ah... Claro que eu me lembrei de antigamente. – Falou simplesmente. – Na verdade... Ele me beijou.
– Ai meu Deu! E ai? O que você fez? – As duas pareciam duas amigas adolescentes quando se juntavam para conversar.
– Eu o imobilizei e o algemei. – Disse ela como se fosse obvio.
– Oh! Isso é bem o seu estilo mesmo. Não precisava bater no rapaz, Kate. – Johanna riu.
– Para todos os efeitos ele resistiu. – As duas riram.
Kate sempre se sentia mais leva só por conversar com sua mãe, desabafar com ela era a melhor coisa. Além de Johanna lhe dar conselhos, sempre conseguia a fazer sorrir e esquecer, pelo menos por algum tempo, dos problemas.
– Katie, querida. Que bom te ver aqui. – Jim falou ao chegar do trabalho e encontrar sua filha sentada no sofá com sua mãe.
– Estava com saudade de vocês e vim dormir aqui. – Ela beijou a bochecha do pai.
– Que ótimo! Então podemos ir jantar foram juntos. O que acha? – Jim propôs e as mulheres concordaram.
Uma hora depois os três estavam rindo e jantando em um restaurante que eles iam desde que Kate era pequena.
Beckett agradecia todos dos dias por seus pais terem sobrevivido ao atentado que o político corrupto arquitetou contra eles quando Jim e Johanna chegaram perto do desmascara-lo. Kate sentia um imenso orgulho dos pais, pois depois de tudo isso os dois ainda conseguiram levar o tal político para a prisão, onde ia ficar para o resto da vida.
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