Fame

4 Como era. Como será.


Notas iniciais
Olá, meninas! Voltei dos mortos. haha. Depois de anos sem atualizar estou aqui. E vou postar com mais frequência agora, não se preocupem haha. Obrigada a todas que comentaram e favoritaram. Vocês fazem meu dia, sério ^^ Espero que gostem!

Os dias após aquele reencontro foram estranhos tanto para Rick como para Kate. Ela passou a pensar mais frequentemente em quando os dois eram um casal, e, por incrível que pareça, Rick também.

POV KATE

O tempo na delegacia é bom, me faz esquecer os problemas pessoais e me foco apenas em trazer a justiça que aquelas famílias mereciam, mas ultimamente meu problema pessoal não me sai da cabeça. Rick Castle ou Rodgers...

Luís também percebeu que estou um pouco incomodada, ele anda sempre perguntando se estou bem ou se preciso de algo. Eu realmente gosto dele, mas tem coisas que prefiro guardar só pra mim.

Mesmo não querendo, hoje estou de folga. Ainda tentei convencer a Capitã de que não precisava ficar em casa, porém ela disse que por eu não tirar folga há um mês eu não poderia ir hoje. Então ficar largada no sofá, de moletom, lendo um bom livro era a coisa mais emocionante que iria acontecer hoje. Isso costumava ser relaxante, quando não tinha pensamentos que me faziam ficar confusa. Não sei por que escolhi ler logo um livro dele, é inevitável, ele está em todos os lugares.

Mesmo eu não querendo admitir, o que vivemos foi intenso e verdadeiro, e eu nem quero pensar na frase “amor verdadeiro nunca acaba”. Pelas horas que passei com ele semana passada pude perceber que o homem que amei voltou, talvez seja por isso que fiquei tão mexida.

Junho de 1999

– Rick! – O chamei. Marcamos de nos encontrar na praia, mas isso nunca dá muito certo quando a outra pessoa é tão distraída quanto um cocker spaniel.

Não dá, ele está olhando pro outro lado da praia! Saio correndo e pulo nas costas dele. Como um homem desse tamanho consegue soltar um gritinho desses? Eu começo a gargalhar.

– Meu Deus, garota! De onde você surgiu? – Ele estava ofegante e com cara assustada e isso só me fazia querer rir mais da cara dele.

– Saberia se não fosse surdo. Te chamei mil vezes e você só olhava pra lá. – Apontei para os quiosques. – No mínimo estava babando por alguma garota de biquíni. – Dei de ombros e comecei a estender uma toalha na areia para me sentar. No verão é legal vir à praia, não gosto de entrar na água ou mesmo vir de biquíni. Só me sento e vejo as pessoas, tomo um sorvete...

– Sabe muito bem que não sou mais assim. – Rick falou em tom de seriedade, isso não é normal. Virou-me e percebo que ele me olha sério, é sempre assim desde que começamos a namorar e eu brinco com ele sobre outras garotas. – Eu mudei. Por você.

– Eu sei, Rick. Só estava brincando, relaxa. – O puxo pela mão fazendo com que ele sente-se ao meu lado. – Por que sempre fica assim quando falo de outra garota?

– Lembro-me de quando você ria que eu sempre estava com uma garota a cada semana e dizia que eu era um mulherengo. Kate, eu realmente amo você. Você é minha melhor amiga, agora minha namorada e não quero que tenha mais essa impressão de mim. Não sou mais aquele cara. — Ele tinha o olhar triste, agora entendo seu incomodo.

– Eu te conheço há quanto tempo? Dois anos, três? Sei muito bem que mudou. Não precisa ter esse medo bobo. — Sorrio para ele. Ele abre aquele sorriso que me faz querer aperta-lo de tão fofo.

Acho que foi isso que me magoou mais no nosso termino, sei que ele nunca me traiu, mas o que ele fez foi quase isso e doeu tanto. Sinto cocegas na bochecha e só agora percebo que estou chorando. Prometi a mim mesma que não choraria mais por ele, mas sei que isso sempre foi papo furado. Ele me fazia chorar.

xxx

POV RICK

Acabei de deixar Alexis na escola, pode ser a milionésima vez que faço isso, mas sempre sinto meu coração apertar ao vê-la com a mochilinha nas costas me dando tchau e entrando no colégio. Coisa que só pai entende. Alexis é a coisa mais importante na minha vida, sem ela eu só seria um escritor de romances policias que ficava em festas até tarde. Ficava.

Quando minha ruivinha tinha cinco anos brigou comigo logo que cheguei de uma festa, era de madrugada e ela estava sentada no sofá com seu pijama e agarrada a um coelhinho enquanto via um desenho que passava na televisão. Nunca me esqueço daquele dia, desde aquela noite eu mudei.

2004

– Alexis? O que faz a essa hora acordada? – Pergunto tentando parecer durão ao dar bronca.

– Eu acordei porque tive um pesadelo e desci pra dormir com você, mas não te encontrei. Fui ao quarto da vovó e ela estava dormindo e não acordou quando eu chamei. – Vi que ela tinha os olhinhos cheios d’agua. Suspiro e tento me aproximar dela, mas minha pequena se afasta.

– O que houve?

– Não é a primeira vez que eu te procuro e você não tá. Você sempre vai pra festa e eu fico sozinha depois de ter o pesadelo com o ursinho de pelúcia mal. – Ela começou a chorar enquanto falava cada vez mais rápido e enrolado. – Você não liga pra mim! Nem você e nem a mamãe! Se não queria ter uma filha não pedisse pro Papai do Céu uma sementinha! – Ela gritava. Alexis falando sobre sementinhas me fez querer rir, mas me segurei, o assunto era sério. Apesar de ter apenas cinco anos, ela sabe das coisas.

– Você desculpa o papai? – Me abaixei e estendi a mão para ela, que cruzou os braços e olhou pro outro lado. Isso lembra alguém, mas não sei quem. Até essa situação me faz ter um deja vu.

– Promete não chegar tarde e tá sempre aqui quando o urso mal vier me pegar? – Com isso que ela fala faz meu coração apertar. Não tenho sido um bom pai, tenho que me conscientizar de que não sou mais o cara solteiro de antes. Minha filha precisa de mim mais do que eu preciso beber e festeja com pessoas que só pensam no meu dinheiro.

– Eu prometo que sempre vou estar aqui pra você, Abóbora. – Ela abre um pequeno sorriso e me abraça, descansa a cabeça no meu ombro e eu a levanto indo para seu quarto. Quando chego lá ela já está quase adormecida.

Agora sem a quem isso me faz lembrar. Kate. Com ela eu não pude fazer uma promessa e a coloca-la pra dormir, quer dizer... Fiz muitas promessas e não cumpri, fui o idiota que eu tinha aprendido com ela a não ser.

Depois daquele dia percebi o tamanho da besteira que fiz, mas já não tinha concerto. E depois de vê-la lá na delegacia todos aqueles sentimentos me atingiram como uma tonelada de tijolos. Ela parecia feliz e estava com outro, o médico. Sei que não tenho nenhum direito de sentir ciúmes, afinal desperdicei minha chance, porém é inevitável.

Janeiro de 2000

– Babe, cheguei. – Eu a ouvi falar da sala, mas sinto tanto frio que não consigo levantar. Minha cabeça dói e minha garganta arde, meus olhos lacrimejam e sinto como se tivesse levado uma surra.

– Estou no quarto. – Tento falar alto, porém minha voz está fraca. Escuto os saltos dela se aproximando e sinto quando ela sobe na cama.

– Oh, meu amor. Ainda está passando mal? – Ela sussurra e põe a mão na minha testa para sentir minha temperatura. – Está com febre. Vou trazer alguns remédios e depois você vai tomar um banho frio pra baixar a temperatura. – Sinto os lábios dela na minha bochecha antes dela levantar.

...

– Como se sente? – Ela pergunta quando me vê entrar na sala.

– Melhor que ontem, meu corpo ainda dói um pouco, mas é suportável. – Sento ao lado dela no sofá.

– Se quiser tem panquecas e fiz café. Precisa se alimentar. – Kate passa a mão pelo meu rosto e faz carinho nos meus cabelos, fecho os olhos. O carinho dela é tão bom.

– Obrigado por cuidar de mim, ninguém além da minha mãe fez isso por mim. – Ela sorri suavemente.

– Sempre que precisar. – Ela me dá um selinho.

Que saudade disso! Nunca mais tive ninguém como ela, Meredith não é do tipo de muitos carinhos e Gina não vou nem comentar... E se esse reencontro foi o universo me proporcionando uma segunda chance? Não vou perdê-la novamente, nem que seja só para ter sua amizade. Já é um jeito de tê-la por perto.

xxx

– Me chamou Capitã? – Kate perguntou.

– Sim, detetive. Tenho uma missão para você. – Kate concorda. – Certo escritor disse que precisa fazer pesquisas para sua nova série de livros e gostaria de seus conhecimentos, assim como do pessoal do 12º, para ajuda-lo. – Gates fala com um pequeno sorriso despontando.

– Oh não...

– Não há muito que fazer já que as ordens vieram do prefeito. Richard Castle irá segui-la por um tempo.

– Quanto tempo? – Kate pergunta irritada.

– O tempo que ele precisar para concluir a pesquisa dele. Detetive, espero que coopere já que isso ajudaria com a imagem da policia ao publico. Não me decepcione, Beckett.

– Tudo bem. – Bufou. – Farei o possível.

Ao sair da sala, Kate só sentia raiva dele. Como ele tinha a coragem de obriga-la e tê-lo por perto? A detetive não faria a estadia dele na delegacia ser tão fácil.

– Bom dia, Kate. – Ela o ouviu falar atrás dela. Ao se virar o viu com dois copos de café na mão e lhe ofereceu um, ela olhou para o copo, pegou e o deixou em cima da mesa.

– Bom dia, Sr. Castle. E pra você é Beckett ou detetive, não tenho intimidade com você. – Ela pegou o café e foi para a sala de descanso deixando um escritor um tanto confuso.

Logo um sorrisinho surgiu no rosto de Rick, ele ia cavar até conquista-la de novo. Ele já tinha feito isso antes e faria quantas vezes fosse preciso.

Notas finais
Vish! Prevejo problemas ai... haha. O que acharam? Me digam o que acharam :D Vocês querem ver um flashback do porque da separação? Preciso que me diga pra começar a fazer o próximo ;) Comentem, favoritem, mostrem pros amigos etc. Vamos dar um up na divulgação da fic. :D Beijos beijos, AB.