Fame

20 Arlene Jakobek


Notas iniciais
Boa tarde pessoinhas lindas s2 Então... me escondi esse tempo todo com medo das ameaças, viu? KKKKK. Só pensem assim: Vai valer a pena. ;) Obrigada a todas que comentaram, amei cada um mesmo sendo ameaça em alguns kkkkkk. Vou responde-los depois porque agora eu preciso sair, mas não queria deixar vocês sem ler esse capítulo logo. ^^ Então conheçam a verdadeira Arlene o.o

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– NYPD. Sou detetive Beckett, precisamos de informações sobre uma hospede.

[...]

– Kate não vai entrar sem o reforço chegar.

– Não quero correr o risco de conseguir fugir.

[...]

– Kate! Kate acorda! – Falo passando a mão pelo seu rosto e então vejo a marca de agulha no pescoço dela. – Oh não... Droga. – Não consigo fazer muita coisa, pois sinto uma forte dor nas minhas costas, vejo um vulto na minha frente e caio ao lado de Kate vendo tudo escurecer.

–---

Os policiais do reforço chegaram ao hotel e o mesmo recepcionista que atendeu Beckett os indicou o quarto certo. Porém ao chegar lá encontraram apenas Castle desacordado no chão junto com os documentos e telefone de Kate. No banheiro encontraram as duas seringas usadas em Castle e Kate.

Um paramédico, que já estava lá com uma ambulância caso algo acontecesse, foi chamado e logo atendeu Castle, que foi colocado na cama.

O policial que estava chefiando a operação logo que viu Rick sozinho desmaiado pegou o celular e ligou para Esposito.

– Esposito. – Ele atendeu.

– Detetive, temos um problema. – Falou calmamente para não assusta-lo. Todos sabiam que a relação entre Javi, Kevin e Kate era mais que profissional.

– O que houve, Ramirez?

– Encontramos o Sr. Castle desmaiado e a detetive desapareceu, deixaram apenas seus pertences. Sugiro que coloque um alerta.

– Como isso foi acontecer? – Esposito esbraveja.

– Meu palpite é que conseguiram sair antes de nós chegarmos. Não sei por que a detetive subiu sem nos esperar.

– Tudo bem. Vasculhem todo o perímetro, procure por testemunhas, qualquer coisa. Rápido! – Javi falou nervosamente.

– Kate... – Castle resmungou ainda grogue.

– Sr. Castle. – Ramirez chamou. – Pode me ouvir?

– O que aconteceu? Onde está Kate? – Rick perguntou. O oficial apenas fez uma expressão demonstrando que não sabia e já foi o bastante para o escritor se desesperar. Ele correu para fora do quarto e foi até a recepção, porém ninguém a tinha visto passar pelo saguão. Pelas câmeras conseguiram ver o carro, que era de Arlene, sair pouco depois de Castle e Beckett subirem.

A partir daí tudo foi muito rápido. Castle foi levado pra casa praticamente a força, ele estava nervoso demais para estar na investigação, que Ryan e Esposito iriam liderar. Mas a pergunta principal era: Por onde começar?

XxX

POV RICK

Como pude ser tão burro? Não devia ter a deixado subir sem o reforço ter chegado. E como não vimos a mulher dentro do quarto? Provavelmente estava escondida no armário...

Quase arrumei uma briga feia com os policiais, de acordo com Ryan não estou apto psicologicamente para estar com eles a procura de uma pista do paradeiro da minha namorada e eles tem razão, não consigo pensar em nada sem ser em Kate.

Lanie me ligou e disse que está vindo para cá, talvez ela me dê algum remédio calmante. Ela está tão abalada quanto eu, afinal elas são melhores amigas. Talvez seja bom estarmos junto agora e Lanie ainda pode me ajudar com alguma pista, mas não sei se estamos com cabeça para isso no momento.

Ainda bem que mandei minha mãe e Alexis para os Hamptons. Depois do último assassinato as mandei para lá junto com um par de seguranças. Minha menininha só tem nove anos e não merece viver toda essa confusão em que as meti.

Sim. Isso tudo é culpa minha. Se não fosse essa minha fama de playboy nada teria acontecido nem com as vítimas e nem com Kate.

– Oi Lanie. – Falo ao abrir a porta.

– Oh, Castle. – Ela me abraça e quando percebo estamos ambos chorando. – Eles vão encontra-la.

– Vão sim. – Funguei. – Eu vou encontra-la.

XxX

POV KATE

Meu corpo todo está dolorido, é como se eu acabasse de levar uma surra, meu pescoço arde e coça. A última coisa que lembro é de entrar naquele quarto e quando me virei senti a picada no pescoço e tudo começou a girar.

Abro os olhos e estou em um lugar iluminado apenas pela luz do sol que entra pelas rachaduras no teto de alumínio e janelas. Olhando o ambiente vi muito sangue do lado oposto onde estou deitada, rapidamente olho para meu corpo e tateou procurando alguma ferida, mas estou bem. Então me lembro, as vítimas foram mortas em outro local e apenas distribuídas... Aqui é a cena dos crimes. Lanie disse que o corte na perna as fez perder praticamente todo o sangue por atingir a artéria femoral e aqui com certeza tem muito, muito sangue que está escorrendo para um buraco.

Olho em volta e vejo apenas uma cadeira, cordas, e um pano sujo. Em um pensamento rápido pego a cadeira e ponho em frente à janela para tentar ver onde estamos. Só vejo um enorme muro e um carro do lado de fora. Continuo vasculhando o quarto e encontro alguns pertences das vítimas: brincos, dinheiro, uma sandália. O cheiro aqui é horrível, o sangue não deve ter sido limpo desde a primeira mulher.

Prendendo a respiração vou até o buraco para ver se tem algo dentro e sou surpreendida. Água corrente! Estamos no porto. Isso já é um alívio, não estou tão longe de casa. Mas será que Rick também está aqui?

Se ao menos eu soubesse se Arlene tem um comparsa... Vou até a porta de aparência frágil e mexo na maçaneta. Ela pode ser doida, mas não é burra, né Kate? Claro que a porta vai estar trancada. Porém logo após mexer ali escuto passos rápido vindos do lado de fora, volto para os fundos do quarto e sento na cadeira.

– Ora, ora. Nikki Heat acordou? – A mulher entrou e falou em tom de deboche. Arlene é bonita, alta e quem não soubesse diria que ela nunca seria uma assassina. Acho que passei muito tempo a analisando porque logo a escuto gritando. – Não vai me responder?!

– Não sou Nikki Heat. – Não sei se foi a melhor coisa para se dizer, pois ela começou a gargalhar e vem em minha direção lentamente. Agora posso perceber, ela é manca da perna direita. – O que você quer comigo?

– Pensei que tivesse entendido detetive. – Ela para na minha frente e fica me encarando. O olhar dela é diferente agora, não é o mesmo da foto do manicômio. É o olhar de uma mulher confiante, sem remorso e nem um pouco louca. É o olhar de uma psicopata.

– E eu pensei que fosse esquizofrênica. – Respondi. Não vou demonstrar medo, pois é isso que ela quer.

– Oh! Você leu aquela ficha? Vou explicar. – Arlene sai da sala e antes que eu possa levantar ela volta com uma cadeira e a coloca em minha frente e se senta. – Na verdade fui diagnosticada como psicopata. – Ela ri. – Mas aquele pessoal burro mudou minha ficha depois que fugi. Acho que não queriam ser os culpados por ter uma mulher com vontade de matar a solta. – Desdenha. – Mas mesmo sendo assim eu amava meu marido e o perdi por causa daquele inútil! – Ela gritou e eu me assustei.

– Está falando do Castle? – Ela olhou para mim com raiva e me deu uma tapa no rosto. Tive que me segurar muito pra não voar em cima dela. Ainda analisei a cintura dela e avistei uma faca, melhor ficar na minha.

– Nunca diga o nome desse verme aqui! Ele tirou tudo o que eu tinha. – Apenas olhei para o rosto dela. – Oh. Você está curiosa para saber, né? – Riu. – Bom. Já que irá morrer acho justo saber o motivo, não acha?

– Claro. Muito justo. – Ironizo e por isso ela me dá outra tapa. Droga! Antes de ela me matar vou pelo menos fazer o nariz dela sangrar.

– Não venha dar uma de engraçadinha, detetive. Sinto o cheiro dele em você. – Ao dizer isso ela cospe no chão com cara de nojo. – Vocês devem se divertir muito juntos. – Ela pega a corda e me amarra, as mão e as perna. – Sabe. Gostei de conversar com você... Pergunte o que quer saber.

– Qual seu problema com ele? – Evito o nome porque se eu levar outra tapa acho que sou capaz de quebrar essa cadeira nela.

– Bom... Eu era sua fã desde o primeiro livro, Saraivada de Balas. Ele descreve muito bem as condições do crime e isso me fascina, era como se ele escrevesse os livros para mim, pensando em mim. Devo a ele meus crimes perfeitos. – Ela acrescenta rindo. Só por essas palavras já percebi que ela tem sim algum problema a mais. – Tenho todos os livros autografados. Meu marido tinha raiva dele, dizia que eu devia parar de ser tão fascinada por um escritorzinho de merda. No dia do acidente eu o importunei tanto que ele ia me levar na festa de lançamento do livro, o livro que era dedicado a KB, Rose for Everafter. No hospital, quando vi aquilo fiquei com tanta raiva, ódio, minha vontade de matar tinha crescido tanto!

– Porque só matou agora? – Ela riu.

– Fiquei meses sem conseguir andar. – Ela levantou um pouco da barra da calça e pude ver uma cicatriz enorme e feia que parecia vir de cima e terminar ali. – No acidente as ferragens do carro cortaram minha perna da coxa até o tornozelo. Fiquei hospitalizada muitos dias e demorei dois anos para voltar a andar. Depois vi que o escritor tinha se separado de você, foi a melhor notícia que tive depois da morte do John. – Ela parou de falar e ficou olhando para o lado do quarto que tinha o chão ensanguentado. – Mas então eu tive a infeliz surpresa de saber que KB e o babaca voltaram a namorar. Aquele beijo foi muito excitante detetive. – Ela riu. — Espero que ele veja logo o recado que deixei para ele. – Falou e saiu do quarto me deixando sozinha amarrada.

XxX

POV RICK

– Rick! Não! Por favor, não faz isso. – Ela pedia gargalhando enquanto eu a carregava no colo indo em direção ao mar.

– Não mocinha. Você pediu para virmos à praia então temos que entrar na água. – A água já estava na altura da minha cintura, mergulhei com ela ainda em meus braços para molhar a nós dois. Estava gelada, mas refrescante.

– Ah! – Ela gritou quando voltou. – Tá muito frio! – Eu a abracei e beijei sua bochecha.

– Se quiser depois eu posso te esquentar. – Sussurrei em seu ouvido e ela riu.

– Aceito. – Kate envolveu meu pescoço com os braços e me beijou. – Você tá salgado. – Ela riu.

– Variar um pouco, né? Sou sempre doce... – Ela jogou água no meu rosto rindo. Eu joguei nela revidando e assim começou a guerra de água.

Acordo com o toque do meu celular. Passo a mão pelo rosto e percebo que estava chorando. Esse não foi um sonho, foi uma lembrança. Isso aconteceu a mais de dez anos atrás.

– Castle. – Digo sem animo.

– Castle, encontramos um bilhete no quarto do hotel. É para você. – Esposito disse.

– Já estou indo. – Desligo e levanto rapidamente.

Olho no relógio e vejo que só dormi duas horas essa noite. Passei o tempo todo pensando nela e em como ela pode estar. Rezei o tempo todo para que ela consiga se manter a salvo e que nada aconteça.

[...]

Chegando ao distrito Esposito vêm me contar as informações.

– A CSU encontrou um bilhete em baixo dos travesseiros e dessa vez não era assinado como a A Fã e sim como Arlene. – Esposito falou.

– Está ficando pessoal. – Disse e peguei o papel para ler.

Olá, escritor! E ai, gostou da surpresinha? Espero que sinta falta da sua namoradinha.

Então onde será que Nikki Heat morreria?

Adeus. Arlene.

Notas finais
Oooops! Na minha opinião a Arlene é o pior tipo de assassino, ele conversa com você e te envolve com o papo dele. Psicopatas são assim. O.O Quem não conhece o Hannibal Lecter? hahaha. Comentem! Comentem! Comentem! Spoiler: Essa fanfic vai ter um rumo diferente de todas que eu já li. Já vinha pensando nisso e agora achei o jeito certo de introduzir. Espero realmente que gostem e quando chegar a hora dessa partezinha eu vou avisar. ;) Beijos beijos, AB.