Família Grey

46 Menina levada


Notas iniciais
*Comentem... *Boa leitura. *Espero que gostem...

**Ana**

– Aonde você vai? – pergunto me espreguiçando.

– Correr. – respondeu Christian.

Olho para o relógio digital está marcando 06h05min. Muita coragem ir correr nesse frio. Enrolo-me novamente no edredom enquanto Christian calçava seu tênis. Alguém bateu na porta, quem seria uma hora dessas? Murmuro um entre e Teddy põe sua cabeça entre a porta.

– Pai já está pronto? – perguntou ele.

– Bom dia Theodore. – falei.

Ele sorriu e entrou no quarto, percebi que ele está com moletom. E tênis pronto para correr com o pai.

– Oi mãe. – disse ele sorrindo.

Inclinei-me para beija-lo na cabeça. E o mesmo me abraçou pela cintura. Que já está se alargando já que estou entrando no meu quarto mês de gestação.

– Vamos Teddy. – disse Christian.

Ele me deu um selinho e saiu, deitei para dormir de novo. Essa gravidez está me deixando muito preguiçosa.

****

Acordo com uma súbita vontade de vomitar levanto correndo e vou para o banheiro, coloco tudo que tinha armazenado no estomago para fora.

Quando termino vou tomar um banho, saio e ou para o closet visto um vestido rosa e calço uma sandália baixa, prendo o cabelo em um coque alto e desço. Preciso reabastecer as energias. Na cozinha Phoebe está tomando café.

– Bom dia filhota. – falo dando beijo em seu cabelo.

– Bom dia mamãe. – respondeu sorridente.

Gail coloca meu café na minha frente, e comemos em silencio. Logo a porta da frente é aberta e a gargalhada de Christian preenche o local.

Phoebe me olha curiosa doida para levantar e vê o que se passa. Não vou mentir também estou saímos da mesa praticamente correndo com Gail rindo.

– Qual foi à piada pai? – perguntou Phoebe.

Christian colocava a mão na barriga de tanto rir e apontou para o chão que agora vimos Teddy jogado no tapete.

– O que ele tem? – perguntei preocupada.

– Nada só é um fracote não aguentou correr. – Respondeu Christian ainda rindo.

Dei um risinho, Teddy não é acostumado com atividades físicas e não sei o que deu nele essa semana que quer malhar com o Christian, mas como não tem nenhum preparo está morto quando acaba.

– Teddy vai tomar um banho para tomar café. – Falo.

Ele nem se mexe. Aproximo-me preocupada, ele está respirando pela boca. E está com os olhos fechados.

– Teddy? – Chamo.

Nada. Olho para Christian que está com os olhos vidrados em Teddy.

– Christian o leva para o quarto. – digo.

Assim ele faz pega ele com a maior dificuldade já que Teddy está enorme tenho certeza que Theodore será alo como Christian.

– Porra Theodore vamos maneirar na sua alimentação. – resmungou Christian enquanto se preparava para subir á escada.

Quando Christian já estava no meio da escada com Theodore nos ombros, Teddy levantou a cabeça pisco e sorriu. Que menino safado fingiu que estava morrendo para o pai pegar no colo. Rindo fui terminar de ir tomar meu café.

XXX-XXX-XXX

– Mãe. – Chamou Phoebe.

Christian correu para o banheiro já que estava pelado. Vesti meu vestido rápido e mandei-a entrar. Ela deu um sorrisinho hesitante e sentou na cama.

– Mamãe. – Começou ela.

– Sim? – Perguntei.

– O papai foi seu primeiro homem certo?

Aonde Phoebe que ir com isso? Assenti. Christian tossiu lá do banheiro.

– E como foi sua primeira vez? – perguntou curiosa.

– Phoebe Grey. – Ralhou Christian saindo do banheiro com a toalha na cintura.

– Quê papai? – Perguntou Phoebe confusa.

– Isso é coisa de perguntar á sua mãe? – Perguntou ele.

Ela não respondeu, Christian caminhou para o closet. E Phoebe voltou a me encarar.

– Sim mamãe me conte. – Sussurrou ela.

Sorrindo respondi.

– Foi mágico Phoe, nada como tinha sonhado, mas seu pai foi muito cuidadoso comigo. Sabe quando você é pequena sonha com seu príncipe encantado então seu pai foi meu príncipe da capa negra.

– Por que a capa negra mãe? – perguntou com a testa franzida.

– É uma longa historia.

– Tá e doeu mamãe?

– Phoebe? – rosnou Christian.

– Sim filha, sempre doe, mas depois melhora. – respondi.

– Anastácia. – Christian ralhou.

_ Quê Christian? Isso é normal. – Falei.

– Sangrou? – continuou Phoebe como se Christian não estivesse no quarto.

_ Sim meu amor. – respondi.

– Phoebe eu juro que se você fizer mais uma pergunta indecente você irá ficar de castigo. – disse Christian.

– Pai isso é injusto sabia? Todas as mães conversas com suas filhas como se fazem os bebês. – Disse Phoebe encarando Christian. – Tia Mia e a tia Kate explicaram a Ava e a Mel. – completou ela irritada.

– Mas você não tem idade para isso. – Disse Christian.

– Não tenho idade? Papai eu tenho doze anos. A professora já explicou como se faz bebê. O homem...

– Phoebe Grey eu não estou para brincadeira. – Falou Christian. – Oque na sua escola ensina isso? Segunda-feira mesmo vou à sua escola.

– Aff pai o senhor e tão cafona viu? Deixa-me terminar. – disse ela. – Aí o homem introduz o membro.

– Phoebe Grey. – alertou Christian.

Balancei a cabeça rindo e me inclinei para cochichar no ouvido de Phoebe.

– Depois retornamos esse assunto meu amor.

Ele sorriu e saiu do quarto.

– Christian você é tão careta. – Falei indo para o banheiro.

...X...

**Christian**

No dia seguinte...

Festa. Festa! Hoje Phoebe me inventou de ir em uma boate com uma tal de Alice. E já eu um ultimato a mim e a Ana para não pega-la na porta da boate por que ela iria pagar o maior mico. Cada dia me surpreendo com minha filha.

A agenda, que antes servia como diário passa a ser finalmente utilizado como agenda e lota de compromissos com uma velocidade impressionante. São pelo menos três festas por semana. Três!

Esse mês Phoebe gastou três mil dólares em esmaltes coloridos, pulseiras, anéis, elástico para cabelo de ultima geração. Gloss., blush, sombras... E tudo é sempre no plural. Sem contar as roupas que essa menina compra.

Phoebe atropelou meus pensamentos entrando no meu escritório.

– Você pode me buscar as duas ou quer que eu durma na Alice?

Nessas horas, o segredo é manter a tranquilidade, respirar, contar um, dois, três, quatro, cinco...

– Eu estou muito introspectivo, por isso não deve dar para reparar que eu estou rolando de rir por entro. Sim, porque isso que você me contou foi uma piada, não foi? Como assim, duas? Duas da manhã?

– Não, da tarde... – Debochou a danada.

– Phoebe, não ironize, não suporto isso. Duas horas da manhã? Você é uma criança e crianças não DORMEM às duas da manhã.

– Não em dia de festa. Então eu durmo na casa da Alice, beleza – disse, virando-me as costas e dando a conversa por encerrada.

– Ei, ei, ei, mocinha! Está pensando que é assim? Que você decide o que bem quer fazer da sua vida?

– Arrã.

– Phoebe Grey, você anda muito malcriada, sabia? No meu tempo, se eu falasse assim com a minha mãe levava um tabefe e ainda tinha minha boca lavada com sabão. Palavrão e malcriação não entravam lá em casa.

– No seu tempo, pai. Hoje é meu tempo. Que saco esse negocio de tempo! Eu não sou do seu tempo, assim como você não é do tempo da vovó e a vovó não é do tempo da avó dela. Sacou? Dá um tempo, pai.

– Ai Phoebe, como você me irrita! Já para o quarto.

– Como assim?

– Sou seu pai, enquanto eu pagar suas contas você faz o que eu mando. Não tem festa coisa nenhuma.

– Quê!?

– Isso mesmo que você ouviu!

– Quando é que eu vou crescer para poder fazer da minha vida o que eu bem entender? Eu quero morar sozinha!

– Você não consegue ficar sozinha por dois segundos, imagina morar sozinha, não diga sandices.

– Ah, é? Pois sabe o que eu vou fazer quando eu for adulta? Vou comer só feijão, arroz, bife e batata frita. Todo dia! E vou me entupir de biscoito antes de qualquer refeição sempre que tiver vontade. E vou botar o pé em cima do sofá e não vou ter ninguém para dar satisfa...

– Arrã. Acabou o show? Já para o quarto.

– Ah, pai! Deixa eu dormir na casa da Alice!

– Não.

– Por quê?

– Não gosto dela.

– Por quê?

– Não vou com a cara dela.

– Por quê?

– Sexto sentido de pai. E isso a gente não questiona, a gente aceita. Não gosto dela e ponto.

– Ah, então está explicado. Não gosta porque não gosta. Quando eu digo que não gosto de jiló porque não gosto você briga comigo. Vai entender os adultos!

– Chega de deboche, menina! Passou dos limites.

– Não estou acreditando que você não vai me deixar ir à festa. Vou ligar para a mamãe agora.

– Não vai, não. Já para o quarto, Phoebe!

– Aff...

Virou as costas e saiu falando sozinha.

Festa....pois sim! Não vai mesmo. Imagina se ela beija alguém, não sei se estou preparado para ouvir da minha filha que ela beijou de língua.

Continua...