Família Grey
47 Boletin
Notas iniciais
**Elliot**
Domingo...
– Acorda preguiçoso. – disse minha querida esposa.
_ Hum. – resmunguei ainda de olhos fechados.
Ela distribuiu beijos por todo meu rosto e pescoço. Amo quando ela acorda assim carinhosa. Estou cansadão trabalhei essa semana inteira sem folga, é como Kate diz estou ficando velho.
– Baby daqui pouco temos que ir para casa dos seus pais.
_ Eu sei. – falei abrindo os olhos para fita com carinho minha delicia.
– Mamãe. – chamou Ava da porta.
_ Entre meu amor. – disse Kate.
– Bom dia papi. – disse ela beijando minha bochecha.
_ Bom dia loira. – falei.
– Vim chama-los para tomar café.
Arquei uma sobrancelha e ela sorriu orgulhosa.
_ Eu e Xande fizemos.
– Ok filha daqui a pouco descemos para tomamos café. – disse Kate.
Ava sorriu e saiu do quarto.
*#*#
Uma vez que estávamos limpos descemos para tomar café. Quando chegamos á cozinha á mesa já estava á posta. Tinha pães, suco, chá, café, panqueca, bolo e ovos mexidos. Estava mais para banquete que café da manhã.
Sentamos em uma mesa de seis cadeiras, a primeira coisa que peguei foi o suco de laranja, sem açúcar mesmo assim engolir. E coloquei um sorriso no rosto. Tomamos nosso café que estava uma verdadeira porcaria á não ser pelo pão que foi comprado no mercado.
– Bom o que acharam? – perguntou Xande.
Kate olhou para mim enquanto mastigava um pedaço de bolo que mais parecia pedra.
– Uma delicia filho. – falou Kate mentindo obvio.
_ Pai? – chamou Ava.
– E para falar á verdade? – perguntei querendo rir.
– Sim. – responderam em uníssono.
– Esse foi o pior café que eu tomei em toda minha vida, já vi que vocês dois puxaram á sua mãe para cozinhar mal. Coitado de quem casar com vocês. – falei rindo.
_ Elliot. – esbravejou Kate.
Do nada um pote inteiro de geleia estava manchando minha camisa, e percebi que Xande estava rindo. E dai começamos uma guerra de comida.
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**Kate**
– Oi, mãe, beleza? Toma meu boletim. Beijo estou indo para o quarto.
– Ei, que pressa é essa de ir lá para dentro? Não mesmo, quero olhar com calma suas notas, comentá-las...
– Mas é que estou apertada para fazer xixi...
– Segura a vontade só um pouquinho, querida. Vejamos, vejamos... 6 em Português, Ava? 6? Abaixo da média?
– A turma toda tirou nota baixa em Português.
– Eu não tenho nada a ver com a turma toda, tenho a ver com você. Por que não pediu ajuda a mim? Eu adoro á língua portuguesa. Trabalho com ela.
– É? – fez ela, rosto todo franzido, realmente indignada.
– Ava, queridinha, você tem alguma noção do que faz um jornalista?
– Espalha a noticia que acabou de descobrir. Passa uma fofoca adiante – riu.
– Nossa, estou com a barriga doendo de tanto rir, dona “Vou Ler Mais Livros a Partir de Amanhã” – ironizei.
– Tá bom, eu leio mais, prometo. Antes que você fale da nota de matemática...
– 5! 5 é uma nota inadmissível. É quase 4, e quatro é quase 3 e 3 é praticamente 0 Ava!
– Pois é. Odeio matemática, não sou voa com números. Mas puxei a você, né? Porque 3 não é praticamente 0! Fique sabendo que me esforcei muito, você que não quis me botar num professor particular.
– Achei que seu pai saberia te explicar a matéria direito.
– Que nada! O papai é pior do que o pior professor de matemática.
– E ciências? 6,5; Ava? Não dava para ter sido sete? Não tem uma nota decente neste boletim?
– A professora de ciências é uó, não sabe explicar quando a gente tem dúvida. Além do mais, eu não quero ser cientista, deve ser a profissão mais chata do mundo.
– Você não devia querer repetir de ano, isso sim. Ava, você precisa estudar mais, é a única obrigação que você tem na vida por enquanto. Como pôde se sair tão mal nas provas? Seu irmão é tão estudioso já da sinais de que será um pequeno grande gênio da humanidade. Você é essa negação! Onde foi que eu errei, Deus meu?
– Eu tirei 10 em Educação Física. 10! Não vai comentar, não?
– Claro que não. Grande coisa 10 em Educação Física.
– Ai, como você é preconceituosa e injusta!!
– Pelo andar da carruagem, acho que alguém vai ficar em recuperação.
– Vira essa boca pra lá! No segundo semestre eu meto a cara e corro atrás do prejuízo, ta? Beijo.
Ela foi para dentro e eu fiquei no escritório remoendo aquelas notas vergonhosas. Sempre fui tão boa aluna... Ava não esta nem ai para o colégio e isso me preocupa. Por isso, tomei uma decisão. Tudo bem, devia ter feto isso um minuto atrás, mães tem todo o direito de pensar melhor sobre um assunto antes de decidir o que fazer. Fui ao quarto dela e descartei:
– A senhora vai ficar de castigo.
– Castigo!? Por quê? Tem um monte de gente que tirou nota muito mais baixas!
– Eu não sou a mãe de toda essa gente, sou sua mãe. Portanto pode começar a meter a cara, a partir de hoje eu vou controlar de perto os seus estudos. Enquanto você não me provar que sabe tudo de cada matéria, fica sem Internet, sem play à tarde, sem videogame e sem televisão. Acabou a farra. E quero que comece agora, já!
– Sem Internet, mãe? Mas eu estudo pela Internet, você sabe. Isso, sim, vai atrapalhar as minhas notas.
– Estuda nada! Você fica é trocando bilhetinhos com seus colegas, pensa que eu não sei? Eu domino a tecnologia avançada, Ava.
Para minha raiva, ela soltou uma gargalhada estridente.
– Domina nada! Para começar, ninguém troca bilhetinhos na rede, mãe.
– Você está de castigo, Ava! E eu não converso com pessoas que estão de castigo.
– Injusta! Insensível! Cruel! – reclamou, indignada.
Odeio bancar a mãe durona, mas não teve jeito. Se eu não fizer pressão, ela passa o dia inteiro de conversinha na Internet ou no telefone e só estuda para passar. Nananinanão. A partir de agora, rédea curta!
Continua...
*Nota.
E ai gostaram da Kate? agindo como mãe durona? Nesse capitulo não citei o namoro de Ava. Pois queria fazer um capítulo família. Beijos até o próximo.
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