Falling in Real
30 Surprises...
Notas iniciais
P.O.V Austin
–Ally! – Digo pegando-a a centímetros do chão. Retiro a franja que caia sobre seus olhos e procuro a mulher de branco. Ela estava entrando na casa quando a encontrei com os olhos. A chamei, mas ela apenas ignorou.
Peguei Ally o mais delicadamente que pude e entrei na casa. A mulher quando entrei olhava uma pequena fotografia em cima da mesa com atenção. Parecia intrigada.
–Ei você – Digo á mulher. – Sente-se.
–Essa é a minha casa, não sua. – Responde seca, sem retirar os olhos ta fotografia.
–Sente-se agora. – Repito, irritado. Essa mulher está causando muito problemas.
Ela me olha convencida e eu digo baixo, mas grave:
–Eu mandei sentar. Eu posso chamar a polícia e você será presa por invasão particular.
A mulher cruza os braços e lentamente senta-se em uma poltrona. E antes que eu pudesse gritar por ajuda, a “ajuda vem até mim”. Lester descia as escadas apressado, seguido de Jake. Os dois pareciam preocupados e principalmente estressados. Ao me ver na sala o mais velho pergunta:
–Onde está Ally? – Ele baixa sua cabeça e a vê em meus braços. – O que você fez com ela? – Diz preocupado. Ele pega a morena de meus braços e a coloca no sofá. Encara-me furioso e eu tento falhamente explicar o que aconteceu. Por fim, somos interrompidos por Jake:
–Que é essa? – Diz apontando para a mulher de branco.
Lester a encara, e a mulher faz o mesmo. Ela sorri e levanta-se, vindo ao encontro do homem, que se afasta indo para trás, aterrorizado.
–Querido, o que foi? – Diz à mulher que tentava se aproximar.
–Você... Como você aparece aqui depois de anos? Anos! – Diz ele baixo.
–Do que está falando? Sempre estive aqui.
–Fique longe de mim! –Grita o homem que acaba tropeçando e caindo no chão.
–Pai, está tudo bem. – Diz Jake aproximando do homem em choque.
Mais barulhos vindos da escada, dessa vez são os avós de Ally. Diferentemente de Lester, a senhora logo que vê a mulher a chama pelo nome.
–Penny? – Diz surpresa. – Onde você esteve?!
–Sogra! – Diz a tal Penny animada.
Olho para Jake a tempo de ele gritar assustado:
–Mãe?!
Em alguns segundos de silêncio digo:
–Bem... Eu não tenho a mínima ideia do que está acontecendo aqui, só sei que Ally está desacordada desde que viu essa mulher.
Com exceção de Jake e Lester todos voltaram de seus próprios “transes” internos. A senhora chamou Maria que pelo jeito não conhecia Penny para ajudar. Enquanto colocavam compressas de água quente em Ally, os convidados até agora esquecidos desceram. Com exceção de Trish e Annie, todos os outros foram embora ao verem o caos. Pedi desculpa em nome de Lester que até o momento estava no chão olhando para o nada, juntamente com Jake.
Mesmo com os apelos das mulheres, a morena continuava apagada.
–Mas... Ela está bem, não está? – Pergunto nervoso.
–Fisicamente, sim, meu caro, mas seu subconsciente parece que não...
–E o que faremos agora? –Digo ansioso.
–Ligaremos para a emergência. Afinal, não vamos conseguir levar meus netos e meu filho com choque emocionais em um carro só.
...
Não demorou muito para que os paramédicos chegassem começassem a levar uma família inteira para o hospital, mas o mais incrível ainda estava por vir.
Um homem alto, moreno ao passar para ajudar a levar Jake, olhou para a nossa convidada de branco e começou a encarar.
–Ei, Jonh, venha aqui. – Chamou pelo companheiro que ao olhar a mulher, trocou olhares com o moreno.
–Ei, tudo bem? – Pergunto curioso.
–Eu não acredito! Achamos ela. –Fala Jonh, me ignorando.
–Quem?! – Pergunto para os dois novamente.
–A nossa paciente que fugiu essa manhã. – Responde.
–Paciente que fugiu?!
–Sim, essa mulher tem estado desacordada há anos, e, finalmente sua consciência estava sendo recobrada, mas a previsão que ela fosse acordar estava para daqui duas semanas. Mas quando os médicos da área foram checa-la essa manhã, ela havia desaparecido, aparentemente pela janela.
Essa foi a minha vez de ficar em choque. Está história é mais complicada do que eu imaginava.
No final das contas, Penny acabou indo junto, o que não foi o meu caso. A ambulância já estava muito cheia e o motorista, que me reconheceu, falou que a minha presença iria causar muito tumulto rapidamente.
Caso quisesse visitar meu amigo Jake, como informei, e não Ally, deveria aparecer pela manhã. E seria o que eu faria.
...
O céu da manhã de domingo estava limpo, sem nenhuma nuvem. Como se não houvesse problemas suficientes para ele se mostrar no mínimo nublado.
Cheguei à recepção o mais discreto possível. Capuz, óculos escuros. Ninguém poderia me ver. Acho. A recepcionista com cabelos curtos, cacheados com o peso um pouco acima do saudável mascava um chiclete indiscretamente quando foi me atender.
–Ah, eu vim ver os Dawson. – Digo, baixo.
Ela me encara e suspira. Procura algo no computador e logo se vira para mim.
–Parentesco?
–Ah... – Penso em dúvida. O que devo falar? – Amigo de família...
–Desculpe-me senhor... – Vendo minha situação, retiro meu óculos e abaixo meu capuz o suficiente para que ele visse meus fios loiros. Sorrio quando ela se surpreende.
–Austin Moon?! – Diz um pouco alto.
–Fale baixo! — Repreendo-a, antes de voltar a sorrir. – Sim, sou eu... – Aumento meu sorriso e pisco para a mulher. – E então, nenhuma possibilidade de ver meus amigos? – Ela me olha em dúvida, confere os lados pega um cartão e me entrega.
–Bem, se você é amigo de família, acho que não há problema, certo?
–Não, claro que não. – Sorrio o mais galanteador e pisco de novo. – Você é demais, princesa.
Vou em direção à porta do corredor onde um guarda me esperava. Ri enquanto balançava minha cabeça. Ah, os benefícios de ser famoso...
Seguimos pelo corredor em silêncio. Abriu o quarto “C25” e foi embora. Adentrei o quarto escuro. Uma luminária estava acessa onde um Jake concentrado lia um livro qualquer.
–Ei cara... – Digo baixo, com as mãos no bolso.
Ele me olha e logo diz:
–Ally está dormindo, volte depois.
–Tudo bem, não vim aqui só por ela.
–Como? – Diz, e ri baixo. – Não somos amigos de verdade. Ou já se esqueceu disso?
–Eu sei, mas ontem, você me deixou preocupado. Eu nunca te vi daquele jeito.
Ele retirou o sorriso cínico e fechou o livro.
–Realmente, ontem foi uma noite de descobertas. – Ele suspira e me olha cabisbaixo. – Depois de anos cara... Ela simplesmente aparece.
–Deve ser duro mesmo cara. Mas... Você sabe o que aconteceu com ela, digo o básico pelo menos?
–Ela estava desacordada aqui anos. E não curtindo a vida por ai, como imaginava.
–Umm... – Faço-me desentendido.
Após um tempo de silêncio, ele diz:
–Bem, cara. Fique ai do lado da cama de Ally, por que eu sei que ela foi o seu motivo principal de ter vindo. Eu vou voltar a ler. Só não a acorde.
Sento-me na beirada da cama de Ally e seguro sua mão. Ela não parece tranquila. Suas sobrancelhas estão arqueadas fazendo com a pele entre elas ficassem enrugadas.
–Para quê tão preocupada? Você está segura aqui. – Sussurro. –Não há nada a temer.
Seus olhos começam a abrir lentamente, para depois piscarem rapidamente.
–Austin...? – Fala baixo. Ela olha para os lados e volta a me encarar. – Onde estou?
–No hospital... – Respondo.
–Valeu por não acorda-la Moon. – Fala Jake ironicamente.
–O que aconteceu? – Volta a perguntar.
–Não se lembra de nada? – Falo em dúvida.
–Só de algumas coisas... Meu aniversário, a música, a gente indo lá para fora, seu presente, — Ela coloca a mão no pescoço sentindo o pingente. – que eu adorei por sinal. – Ally olha para Jake e eu faço o mesmo. Ele nos encarava curioso. Ela não falaria do beijo, falaria? – E... Da mulher que falou indiretamente que é a minha mãe.
–Bom basicamente foi isso... Você desmaiou depois de ver a mulher.
–Mas é verdade? – Diz assustada. – Ela é a minha mãe?!
–Aparentemente... Sim. – Respondo.
Ela joga a cabeça nos travesseiros e diz cansada:
–Maldito desejo. – Ela olha para o pulso, vazio e entendo tudo.
–Ela era o seu desejo Ally? – Pergunto surpreso.
A morena balança a cabeça em sinal positivo.
–Ah que merda... – Fala.
–Mas por quê? Agora você pode conhecê-la. Ter um relacionamento de mãe e filha com ela!
–Não é tão fácil assim Austin! Eu não a vejo há anos! Quer que eu simplesmente aceite ela quando ela resolve aparecer não sei de onde? Não! – Fala brava.
–Desculpe. – Digo baixo.
–Ah, me desculpe Aus! É que é muita coisa para a minha cabeça. Em um segundo não tenho mãe, e no outro eu tenho. Isso é demais... – Ela baixa a cabeça
–Tudo bem Ally. – Levanto sua cabeça. – Eu vou estar aqui para te ajudar no que precisar. Eu prometo.
Ela passa as mãos pelas minhas costas e me abraça.
–Eu não sei o que faria sem você. – Diz.
–Nem eu sem você, baixinha. – Respondo.
Um médico entra e sorri:
–Você acordou! E... Desculpe, o tempo de visitas acabou senhor.
Levanto-me e ao passar pelo médico ele sussurra:
–Moon, paparazzi na porta da frente.
–Obrigado. – Digo.
E por mais que minha imagem fosse aparecer em milhões de noticiários de fofocas. Eu já não ligava. Ao chegar à recepção, retirei meus óculos e o capuz. Alguns sons de espanto apareceram, mas logo sai do lugar. Sendo então, atacado por flashes e perguntas.
“Quem foi visitar?”
“Veio ver garota misteriosa?”
“O que está rolando Austin? Conte para nós!”
A melhor parte dessa situação foi poder passar por todo mundo, sorrindo e ignorando.
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