Fallin4u
12 A Sogra
Notas iniciais
Como a psicóloga havia sugerido eu encontrei tempo livre na minha agenda e estava gastando ele com Missy. No Domingo, havíamos ido ao parque de diversões da cidade, na segunda, pedimos pizza e sobremesa em casa, na terça, havíamos ido ao cinema, quarta, fomos jantar fora e hoje, hoje eu havia chegado mais cedo em casa apenas para ficar com ela. Eu gostaria de levar ela para lugares mais exóticos, mas eu não sabia aonde ir, eu era de Boston, Massachussets e havia vindo para cá fazia pouco mais de quatro anos.
Assim que acabei a faculdade de direito vim para Pensilvânia, eu ficaria longe de minha mãe, mas ainda sim poderia visitar minha irmã mais nova. Por isso, Julia ficara encarregada de me dar uma lista de lugares para ir com Mel.
Eu não queria admitir, mas estava curtindo muito o tempo em que ficava com a garota. Eu estava até gostando dessa vida de “casada”. A casa já não parecia tão vazia quanto antes e ter alguém com quem dividir as coisas que aconteceram nos dias estressantes de trabalho era bom.
“Missy.” Chamei assim que abri a porta de casa. Ninguém. Subo as escadas e escuto o barulho da água caindo, ela provavelmente estava tomando banho penso. Por isso vou em direção ao meu quarto, troco de roupa colocando um pijama mais folgado.
Deito-me na minha cama, e pego no criado mudo um livro de mitologia para ler eu fico tão entretida que acabo me esquecendo de que Mel estava em casa. Só percebi que Mel estava no quarto quando o colchão afundou do outro lado da cama. “Você está aqui a muito tempo?” perguntei mordendo o lábio inferior. Ela estava muito sexy apesar do frio lá fora ela usava um pijama curto e meio indecente o cabelo estava molhado e gotículas de água caiam sobre a pele.
“Não.” Ela diz e me fitou curiosa, encaro seus olhos que mostravam um misto de malicia e diversão. “Não há muito tempo.”
Levanto-me da cama exasperada. Tentando evitar que eu entrasse em contato com a pele macia e quente dela. Eu não aguentaria muito mais. Eu estava tentando não entrar em nenhum contato físico com ela por todos os outros dias que passamos juntas e cada vez mais adiar parecia ser impossível. E ser amiga dela seria o suficiente, não seria? Ela me olha com um olhar questionador agora. “Quer descer a gente podia ver um filme?” ofereço.
“Pode ser. Eu estouro a pipoca.” Ela diz descendo da cama e indo em direção a porta. Não consigo evitar olhar para aquelas lindas pernas torneadas e bronzeadas.
Isso é loucura, isso é loucura. Repito para mim diversas vezes antes de descer para a sala. Ligo a TV de plasma e fico zapeando canais. Um filme está começando no HBO com a Jennifer Aniston, como eu adoro esta atriz eu deixo o controle em cima da mesinha e me acomodo no sofá de couro preto.
Mel chega com um balde de pipoca, eu ainda não sabia como ela já parecia conhecer tão bem a casa, era capaz de ela saber coisas que eu não sabia onde havia colocado. “Porque você tem dois quartos de criança na sua casa?” ela indaga curiosa.
“Eu sempre quis ter dois filhos.” Falo corando. “Então quando planejaram a casa resolvi incluir os quartos deles para depois não ter que fazer obras e replanejar a planta da casa para crianças.”
Minha respiração estava tão pesada quanto à dela. Hora estávamos assistindo o filme que passava no HBO e conversando como o aconselhado pelo psicólogo, hora eu estava por cima dela beijando a vorazmente.
Resolvi atender ao meu instinto animal e me deixar levar por aquela paixão louca que se danasse o que minha mãe iria fazer que se danasse o que as outras pessoas iriam pensar que se danasse o que minha mãe ia dizer ela nunca esteve presente em minha vida e não tinha o direito de palpitar sobre o que era certo e o que era errado.
Eu sabia o que era certo, e a única coisa que era certa neste exato momento era ficar com Mel eu nunca havia ficado com alguém por mais tempo do que ela. Ela me entendia como ninguém e parecia estar realmente apaixonada por mim o que era um sentimento recíproco. Eu ainda teria que agradecer muito ao juiz que nos fez passar por esta historia de terapia de casais porque mesmo que nós não tivéssemos sido um casal, agora meio que estávamos virando eu saia com ela conversava sobre coisas que antes não conversava nem com Josh e muito menos com Julia.
Ela pegou uma mecha dourada do meu cabelo e colocou por trás de minha orelha. “Alguém já te disse o quanto você é linda?” ela me perguntou olhando nos meus olhos verdes. Eu corei neste momento. E ela gargalhou “Você fica muito fofa corando.” disse. “Boba” eu falei e eu comecei a fazer coceguinhas na barriga dela ela não conseguia parar de rir. Aproximo-me da boca macia dela e agora dou um outro beijo nela mais calmo dessa vez. Minhas mãos percorrem cada centímetro do corpo dela e as unhas dela arranham minhas costas.
A campainha toca e assustada Mel acabou caindo do sofá e me levando ori chão junto com ela.
“Você esta bem?” perguntei preocupada. Ela me olhou maliciosamente e falou “Com um beijo eu ficaria melhor sabe.” Ela já havia invertido as posições e estava em cima de mim. Ela se inclinou e começou outro beijo suave. Ela pediu permissão para aprofundar o beijo e eu permiti abrindo um pouco a boca. Ela passava a mão por todo o meu corpo e eu estava começando a ficar excitada.
Mel tirou a minha blusa e massageou os meus peitos. Ela deu um beijo no seio esquerdo e depois voltou a me beijar. Ela tirou minha calça e colocou a mao por dentro de minha calcinha massageando a área deu um chupão no meu pescoço que me fez gemer. E agora ela penetra um, dois dedos. Vai aumentando a velocidade. “Você está muito excitada Annie.” Ela começa um beijo longo e torturador porque ela estava demorando tanto.
A campainha toca novamente e paramos o beijo. “Você está esperando alguém?” Ela pergunta. Nego com a cabeça. E a campainha toca mais uma vez agora três vezes seguidas. “Parece que temos uma visita impaciente.” ela diz rindo, rio com ela.
“Eu acho melhor atender antes que a fera quebre a minha porta para entrar.” Eu digo. “Eu vou subir e trocar de roupa.” Mel diz. Se levantando do chão e estendendo a mão para me ajudar. “Ok.” Eu concordo e ela me da um selinho.
Arrumo meu cabelo e vou atender a porta. “Filha.” Grita a minha mãe me dando um abraço. “Já pensava que você tinha saído e esquecido as luzes acesas.”
“Mãe.” Eu murmuro assustada. “Parece que você não ficou feliz em me ver.” Ela diz desapontada.
“É claro que eu estou feliz em te ver é só que você não avisou que viria me visitar.” Disse. “Veio mais alguém com você?” pergunto.
“Sua Irma veio e ela esta tirando as malas do carro você poderia ir ajuda-la. Já seu pai não pode vir, estava cuidando dos negócios dele, e eu tinha essa festa de lançamento de uma nova coleção de estilistas novos e promissores na Filadélfia e eu pensei em dar um pulinho aqui e ficar um pouco com a minha filhinha.”
“Eu vou lá ver a Sophie. A casa é sua mãe.” Falo passando pela porta e indo ate o taxi em que mamãe havia chegado.
Nesse momento minha ficha parece cair. Minha mãe + Melissa = uma grande confusão que eu teria que resolver e explicações que eu teria que dar. Engulo em seco eu estava bem encrencada.
Tinha os dois quartos das crianças, três de visita sendo que um deles eu havia transformado em um escritório para mim e o meu quarto no segundo andar em cima havia apenas minha academia e uma piscina coberta. Minha mãe era muito enjoada com essas coisas e certamente iria ficar em um quarto sozinha. Sophie ficaria no outro quarto o que me deixava num impasse. Onde Mel ficaria? Porque havia ordens que diziam que deveríamos morar sob o mesmo teto pelo menos ate o fim do mês.
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